Arquivo de abril, 2009

29
abr
2009

Profissão Reporter de ontem… minha visão quase imparcial!

Bom… Posso dizer que estive acompanhando os bastidores da audiência! Através do grupo de discussão, conversando com algumas agências. Percebi que esta matéria gerou uma falsa expectativa nas pessoas, fiquei sabendo de gente que ia esperar esta matéria para depois decidir o que ia fazer.

Veja aqui a chamada na internet:
http://especiais.profissaoreporter.globo.com/programa/2009/04/28/nesta-terca-luta-por-emprego/

(Update)
Veja aqui a reportagem completa (o Edu fez comentários neste artigo, mas a Globo tirou do ar):
Me fez refletir um pouco sobre o poder da Globo! Uma notícia mal feita, pode colocar as agências em problemas… Pode causar a desistência desnecessária de vários possíveis intercambistas.
Acabou de acabar, e estou com o calor do momento ainda, desculpe se eu parecer “irritado”… De uma forma geral tentei abstrair alguns pontos que interessam para os E-Dubliners. 
O primeiro de todos…
Tomem cuidado com este tipo de reportagem, pois como a Poliana comentou no grupo de discussão, a reportagem foca algo ruim. Porém, não vejo, por exemplo, a situação de sair da sua cidade para trabalhar como algo ruim, pra mim na verdade isso mostra que quando se está disposto, você vai buscar o que é seu em qualquer lugar! 
Focou o tempo todo na dificuldade de encontrar o emprego, nunca na superação da dificuldade!
O Segundo, e ainda mais importante!
O caso do Suelton, que morava na Irlanda mostra o lado ruim da coisa, porém, não me entra na cabeça o porque mostrar só a volta e não focar no carro que tinha na garagem dele, na casa linda que ele morava e principalmente no dinheiro que ele trouxe de volta para o Brasil!
Ele foi para lá para mudar de vida, voltar sem conseguir isso, foi uma frustração pra ele, mas ele trouxe dinheiro pra comprar um caminhãozinho e uma moto e ainda para dar presente para família e amigos… Inclusive uma camera digital pra filha de 8 anos… Não me parece tão ruim assim!
O Terceiro e mais importante de todos!
A história apresentada não representa em nada o que os intercambistas vão buscar! Ele, como todos os outros que foram entrevistados, foi para buscar uma mudança de vida, e tiveram por algum tempo, mas passou.
Pelo que vejo, os intercambistas vão lá aprender inglês e ter uma experiência de vida diferente. Normalmente são pessoas mais jovens e tem ambições muito diferentes, bem menos extravagantes (não querem guardar dinheiro pra comprar uma casa, apenas para fazer umas viagenzinhas de vez enquando). A crise dificulta um pouco o atingimento de alguns objetivo, mas não bloqueia, você consegue, é um desafio a mais, não um impeditio.
O quarto, e que me anima!
Não tem a ver com a Irlanda, mas vale comentar. Em uma conversa ontem, eu disse “Já tocamos o fundo do poço desta crise, estamos começando a nos levantar novamente!”.
Quando mostraram que a fábrica de auto-peças estava voltando a contratar, senti que minhas palavras faziam sentido!  Muitas pessoas podem ainda ser demitidas por causa da crise, mas tantas outras já estão conseguindo realocação em empresas que estão saindo da crise.
Quinto, as falhas, pra finalizar!
Eu quase tiver um ataque quando vi eles falando que Gort era na Irlanda do Norte, na verdade, Gort fica em County Galway, República da Irlanda. Não acho que seja um detalhe tão insignificante assim para simplesmente ser negligenciado. Vide mapa abaixo:
O nosso ex-compatriota de Irlanda, Suelton, já entrou ilegal nos EUA, e ele ainda teve a coragem de reclamar na reportagem que foi “tratado como bandido lá”. Estava ilegal, não adianta ser coitado depois. Este é um exemplo de porque temos que filtrar MUITO essas notícias de brasileiros barrados, extraditados etc. Na TV, todo mundo vai falar que é coitado, mas ninguém sabe o que exatamente o indivíduo estava fazendo, se tinha mesmo tudo em mãos, 100% regularizado… A vida foi boa com ele, principalmente na Irlanda (como disse no segundo ponto), e ainda reclama!
E no término da reportagem, eu estava tonto, tentando montar o quebra-cabeça que fizeram na edição. Cortes com direcionamento cronológico para fazer um paralelo mas que não faziam sentido algum quando misturava as entrevistas.
Conclusão!
Eu, Homero, nem deveria estar escrevendo sobre a reportagem, o conteúdo não se aplica a realidade do intercambista leitor do E-Dublin, mas acho que pela boataria que se criou a respeito era necessário colocar panos quentes nesta história e mostrar que nem tudo que sai por aí, precisa ser ouvido com tanta atenção assim…
24
abr
2009

E-Dublincast #9 – E-Luluzinha – coisas de menina!

Aeeeee! \o/

Após esperar as meninas se maquiarem por horas e horas para participarem desse podcast, finalmente saiu o E-Dublincast E-Luluzinha – Coisas de Menina!

Participação: Re Salzano e Amanda Melo.

Saiba como elas fazem a unha (se é que fazem!), queimam secador, compram roupas e afiam seus alicates! Trabalho é mais fácil pra mulher mesmo?

Ah, não podemos esquecer dos homens, claro! Brasileiro? Estrangeiro? Ou Irish? (Sim, Irish é um caso a parte!)

Enjoy :)

 
22
abr
2009

Exemplo de Atendimento em Dublin – Lixo

Vocês devem se lembrar que já falamos sobre o Lixo de Dublin. Uma das coisas importantes era que uma empresa particular recolhia o lixo reciclável. Pois bem, no dia 1 de janeiro de 2009 esta empresa mudou.Natal eu enviei um e-mail para a até então empresa responsável, solicitando sacos para reciclagem. Não obtive resposta.
“Please note that Oxigen are no longer collecting Green Bins in Dublin area. If you have any queries regarding your green bin collection please contact Greyhound Recycling on 1890 342 342. Thank you for your co-operation.
Sendo assim, eu teria que entrar em contato com a tal da Greyhound, pesquisei e encontrei o site deles www.greenbin.ie. Infelizmente o site não tinha uma forma para solicitar as “green bags” como eles costumam chamar (até porque são verdes mesmo). Porém, encontrei um e-mail, e resolvi solicitar a sacola da mesma forma que eu sempre fiz com a outra empresa.
De: Barbara Hooton (BarbaraH@greenbin.ie)
Enviada: quarta-feira,
21 de janeiro de 2009 3:32:51
Para: Homero Carmona (XXXXXXX@hotmail.com)
Homero,
Bags will be delivered to you asap.RegardsBarbaraFrom: Homero Carmona [mailto:xxxxxx@hotmail.com]
Sent: 12 January 2009 13:50
To: Customer Care
Subject: Recycling Bag‏Hello,I would like to order some recycling bags to my house.1 XXXX court, XXXXXX Road. Fairview, Dublin 3Thank you!
HomeroASAP (As soon as possible – o mais rápido possível). Como assim ASAP? Ela respondeu o e-mail 9 dias depois que eu enviei a solicitação!!! O ASAP já foi faz tempo!

Pouco antes (uns 10 dias) do

Passado o Natal, reenviei o e-mail e desta vez recebi a resposta abaixo!

Regards

Oxigen Environmental”

 

Passados 9 dias sem retorno, resolvi ligar para o telefone indicado pelo antigo “lixeiro”. Liguei, chamou, chamou, chamou e não atenderam e a ligação caiu. Menos de meia hora depois, recebi uma resposta daquele velho e-mail.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu fiquei bestificado quando li o

Na verdade este artigo foi mais para atualizar em relação a solicitação de sacos de lixo reciclável. Mas aproveitei a oportunidade para mostrar que as vezes, as coisas são difíceis por aqui. A antiga empresa não fez a menor questão de me responder e avisar de antemão a mudança, e a nova empresa tratou minha solicitação da mesma forma que eles tratam os sacos verdes que deixamos do lado de fora de casa.


(Não avaliado)

2 comentários »

Categoria: Moradia
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20
abr
2009

Comparando Brasil e Irlanda Parte 1: A Educação

Parece estranho, mas foi isso. Passei férias no Brasil. Aproveitei a época
de carnaval e fui rever amigos, familiares e matar saudade de algumas
peculiaridades brasileiras.

E falando em peculiaridades, gostaria de falar um pouquinho sobre isso:
Brasil vs Ireland.

Pode parecer contraditório, pois sempre evito comparar nossa vida no Brasil
com a vida daqui, porém, irei comparar outras coisas. Detalhes que eu não
enxergava e passei a ver depois de passar uma temporada fora.

Bom… a começar dizendo que morava na região sul de São Paulo (beeem sul,
mas não grajaú!) e como um bom turista, estava sem carro na cidade.

Logo na segunda-feira, eu havia marcado dentista. Sabendo que haveria trânsito, resolvi sair com 1:30h de antecedência.

Como o dentista era no Itaim, ao invés de pegar um ônibus direto, resolvi pegar uma lotação até a estação de trem, e de lá pegar um trem pra estação cidade jardim.

Aí começa o nosso primeiro ítem da comparação: Educação, ou pra ser mais explícito: a disciplina.

“Pô Edu, mas o que que tem a ver pegar ônibus com educação?”

Tudo. É um ciclo gigante. Vou contar porquê.

Tudo comeca quando o cobrador da lotação projeta sua enorme cabeça para fora da janela e grita sem pudor:

“Largo 13, Santo Amaro!”

Vamos entender os fatos:

1. Há (do verbo haver) uma sinalização na frente da lotação que já diz o seu destino, não precisa gritar, muito menos colocar a cabeça pra fora.

2. O cobrador não tem um lugar fixo pra sentar. Ele fica de pé ou sentado nos canos de suporte, sem cinto, nada. Em 2 meses ele não terá mais coluna vertebral.

3. Qual a real função do cobrador? Foi a pergunta que fiz ao ver 99.8% das pessoas “pagando” com seu bilhete único (ou seja, sem necessidade de cobrador).

O cobrador não tem o papel “cobrar” o bilhete das pessoas, mas sim auxiliar o motorista a sair vivo do caos de São Paulo, porém, isso só é necessário pelo fator que eu disse lá no começo: a educação das pessoas.

Quer ver?

Pouco antes de chegar no ponto, o farol fechou. Exatamente nesse momento, entra em cena uma jovem, de rosto cansado e suada, gritando:

“Oooh seu motorista.. abre a porRRRta pra mim aqui fazen-favor!”

“Poxa… mas aí a senhora me complica… vai que passa um motoqueiro aí”

Complica cacete! E se complica porque você não falou “NÃO” senhor motorista?

A gente as vezes acha os motoristas da Dublin muito rudes porque eles não abrem exceções, pois isso é uma violação da regra: ônibus só para no ponto de ônibus.

O fato da mulher ter tentado burlar essa regra, já demonstra uma falta de educação (ou disciplina), e o fato do motorista não ter sido objetivo o suficiente em sua resposta, abriu um leque de respostas… entre elas:

1 – Porque um motoqueiro passaria no vão do onibus com o farol fechado? Falta de educação.

2 – Porque o motorista levantou uma possibilidade remota e não disse simplesmente “não”? Falta de educação (disciplina).

A resposta da mocinha foi imediata:

“Mas não ta passando nenhum motoqueiro seu mótorista!”

Pronto. Comecou a argumentação. Por uma distancia de 100 metros ou 20 segundos do semáforo, a moça suada e o motorista se estressaram. Tudo pela falta de educação, pois se ela fosse educada saberia da regra e não pediria pra descer no local inapropriado, e se mesmo assim ela perguntasse e ele dissesse “não” (afinal, é uma regra) e simplesmente ignorasse, também não se estressaria.

Pois bem… desci da lotação, peguei o trem. 14 minutos. Foi o tempo que levou pro trem chegar na estação. Sensacional. Tão sensacional que admirei o trem estar tão vazio as 9 da manhã, enquanto os onibus passavam lotados nas ruas.

Aí entra um problema um pouco maior… as pessoas querem economizar passagens, mesmo com o bilhete único. Economizar e se estressar, porque os onibus estao lotados e levam muito mais tempo que o trem.

“Ah, mas esse trem não serve pra mim”

Pega metro então. Esse trem te leva até a barra funda (fazendo conexão por Osasco sem pagar) ou você pode descer em alguma estação e caminhar na rua (foi o que fiz pra ir pro Itaim)

“Po, mas ai vou chegar todo suado.. e não da pra andar de salto/sapato”

Use tênis! Aqui as pessoas andam.. e andam muito! Não existe o benefício “Vale-transporte”, e pra economizar de verdade, as pessoas andam.

“Mas e o sapato/salto?”

Aqui não tem essa frescura ou medo de se mostrar para os outros como nós brasileiros. Eles prezam qualidade de vida, e nesse caso, conforto. As meninas saem com tênis (mesmo de saia, meia-calça) até chegar no escritório. Lá sim, elas trocam pelo salto.

Suado? Leva um desodorante, outra camiseta. Ou precisa economizar camiseta também?

Bom… como paulistano adora onibus lotado, stress, argumentar com o motorista e ficar na frente do espelho, precisamos do cobrador como uma figura de suporte (voltando ao que falei e concluindo). O cobrador auxilia psicologicamente o motorista, ou no melhor português: diminuindo o peso das costas de 1 só.

Esse foi o primeiro problema (que na verdade é um ciclo) que vi, e essa é minha percepção.

Vou contar de outros problemas que vi nos próximos posts.