Arquivo de novembro, 2010

30
nov
2010

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Se voce tiver dúvidas, acesse nosso FAQ do Classificados:
http://www.e-dublin.com.br/classificados/faq-como-funciona/

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29
nov
2010

Para onde ir! Cairo (Egito)

Quem nunca sonho em visitar as pirêmides e a Esfinge do? É quase tão desejado quanto a Torre Eiffel (seráááá?). Pois bem pessoal, depois do post sobre o Marrocos (MArrakech), estou de volta para falar um pouco mais sobre a África, agora sobre Cairo, a capital do Egito.

Falar sobre Cairo em apenas um post é meio impossível, pois é uma cidade com muita história, muitos pontos turísticos e muita, mas muita desorganização o que a cada instante te faz passar por aventuras que dariam páginas e páginas de um livro de suspense ou terror, hahaha.

Ok, vocês vão escutar um relato de uma pessoa que já estava vindo de Marrakesh, sem dinheiro, viajando sozinha, e ainda por cima 3 kilos a menos por causa de uma intoxicação alimentar, porem se você buscar no Google outros relatos de mochileiros que foram para o Egito, nenhum vai contar uma história com um final muito mais feliz que o meu.

Começando pelo aeroporto:

Uma bagunça, você não sabe para onde ir, faltam indicações, algumas pessoas estavam sendo recepcionadas por outras antes mesmo de passar pela imigração, uma baita fila nos guichês da imigração e o melhor quando chegou a minha vez o policial perguntou:

- Tem visto?

Vixi, quem mandou não pesquisar antes, já me imaginei sendo mandado embora por não ter o visto. Que nada o visto você compra no “Bank of Cairo” que fica do lado da imigração. 15 dólares e você mesmo cola o visto no seu passaporte.

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Passando pela imigração, fui até o ponto de informação turística com os dados do meu hotel para saber qual a melhor maneira de ir ate lá, um cara com a vontade de trabalhar igual a que eu tenho as 5 da manhã e falando inglês com o mesmo nível que o meu primo de 4 anos fala, me mandou ir de taxi. Como não encontrei outra maneira para ir, acabei indo de taxi mesmo.

 

 

 

Os táxis de Cairo:

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Da uma olhada no nível dos táxis de Cairo, esse não é exatamente o taxi que eu peguei do aeroporto ao Hotel, aquele era um carro muito bom por sinal, mas no centro de Cairo a maioria dos táxis são estilo “lata velha” do Caldeirão do Huck, com um taxímetro que mais parece um contador de luz dos anos 80, óbvio que não funciona, tudo é na base da negociação, mas confirme antes de sair do táxi se realmente ele esta te deixando na frente do local que você deseja ir, pois o meu taxista tentou me deixar em um lugar que não tinha nada a ver com o local que era o meu hotel e depois de ligar umas 5 vezes para o hotel e ainda ter que perguntar na rua para algumas pessoas, ele queria me cobrar o dobro do combinado. Havíamos combinado 40, na metade do caminho eu tive que pagar o pedágio de 10, e no final ele queria me cobrar 100. Depois de uns 10 minutos discutindo, eu já estava quase aprendendo a falar árabe, sorte que veio um policial e acabou com a discussão, acabei pagando os 40 que havíamos combinado.

O hotel:

Fiquei no hotel Juliana, agora mesmo eu estava dando uma olhada no site deles e eles estão com umas fotos de uns quartos que na época não eram bem assim, eu fui para lá em Junho de 2009 e o hotel era apenas um andar de um prédio comercial, no hotel apenas o dono falava inglês e ele nunca estava lá, com os outros funcionários era tudo na base da mímica. Fiquei em um quarto sozinho, bem antigo, com um ar condicionado que não funcionava, o banheiro que eu usava era no meio do corredor e tinha uma qualidade razoável. Não pense que eu fiquei em hotel porque não queria ficar em hostel, fiquei nesse porque na época era um dos mais baratos e pelo o que vi por lá, não existem muitos hostels no estilo europeu (15 cabeças por quarto), a maioria dos lugares são hotéis mesmo. O hotel fica bem localizado, perto do rio Nilo, do museu egípcio, entre outros pontos turísticos do centro antigo de Cairo.

Ah, o hotel oferecia grátis um transfer do aeroporto ao hotel, porem como antes da viagem eu estava no Marrocos, acabei não respondendo o e-mail da solicitação do serviço.

As pirâmides do Egito:

Para quem não sabe, as famosas pirâmides do Egito se chamam Pirâmides de Giza.

Conhecer as pirâmides sempre foi um dos maiores dos meus sonhos e hoje é uma das maiores decepções da minha vida.

Antes de ir conhecer as pirâmides eu tinha conversado com uns espanhóis que conheci no museu do Cairo, eles tinham me falado que tinham ido conhecer as pirâmides de taxi, infelizmente eu não me lembro o preço, mas o hotel que eu estava oferecia o passeio para conhecer as pirâmides e mais alguns outros lugares pelo mesmo preço que esses espanhóis haviam pago pelo taxi e ainda por cima o meu hotel oferecia o passeio com um guia, então fui para as pirâmides com esse guia do hotel.

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O passeio começou bem cedo e o primeiro lugar que fomos foi Sakkara, para ver a Step Pyramid (pirâmide de degraus) que é mais antiga que as pirâmides de Giza, é um passeio legal mas não tem nada de MUITO espetacular no lugar.

 

Depois fomos onde esta a estatua de Ramses II, onde ficamos uma meia hora apenas, pois não tem muito para ver alem da estátua.

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Antes de finalmente irmos para as famosas pirâmides, paramos em um restaurante para almoçar, um restaurante que o próprio guia escolheu e por sinal almoçou junto comigo, o restaurante era bom e pelo o que me lembro não era nenhum absurdo de caro.

Logo após termos entrado numa avenida para ir para as pirâmides, já era possível ver a ponta delas, não porque elas são MUITO altas, e sim porque elas ficam bem próxima da cidade, ai já começou a minha decepção, não sei o porquê, mas eu sempre imaginei as pirâmides no meio de  um deserto e na verdade elas ficam é bem próximas ao centro de Cairo, com varias construções ao redor delas.

Pirâmides ao fundo do lado esquerdo

Pirâmides ao fundo do lado esquerdo

 

Chegando lá , o guia , muy mi amigo, me disse que era impossível ver as pirâmides a pé, que eu tinha que alugar um cavalo ou um camelo, que custavam um absurdo, briguei por muito tempo pois lá no hotel, antes de comprar o pacote do passeio, ninguém me falou que alem da valor do passeio eu teria que pagar para entrar em cada lugar e ainda por cima pegar um camelo, os caras são tão cara de pau que tem um caixa eletrônico bem perto dessa região onde se aluga os camelos, e depois de tanta briga, o máximo que consegui foi um desconto.

Então veio um menino de uns 10 anos com o camelo e me levou ver as pirâmides, da onde eu estava eu acho que as pirâmides não davam nem 20 minutos caminhando, e todos os ônibus de excursão turística estavam estacionados lá do ladinho das pirâmides, então óbvio que não é necessário alugar camelo nenhum. Bom, o menino queria que eu visse as pirâmides em 10 minutos, se não fosse eu ficar discutindo o tempo todo, nem foto eu não iria ter nas pirâmides.

A Esfinge fica bem ao lado das pirâmides, da para ir caminhando também, o único problema é o calor que estava fazendo, uns 40°C pois era Junho, e a cada metro-quadrado tem um vendedor de alguma coisa, tem alguns que estão lá só para tirar fotos para você, e o problema é que parece que eles não sabem o que significa NÃO. Você pode falar não mil vezes que eles continuam vindo atrás para te vender alguma coisa.

É possível entrar nas pirâmides, porem tem que pagar mais uma entrada, estava uma fila meio grande para entrar e ouvi falar que lá dentro não tem nada para ver, então eu não entrei.

Todo esse acumulo de coisas negativas fez as pirâmides não parecerem tão bonitas o quanto eu esperava.

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Depois do passeio nas pirâmides o guia do hotel ainda me levou numa loja de perfumes naturais do Egito, que custavam muito mais caro que qualquer Hugo Boss ou Carolina Herrera, e depois em um lugar onde ainda se fazem papiros, aquele papel antigo do Egito, onde alem da explicação de como se produz o papel é possível comprar papiros de vários modelos.

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Cairo ainda tem vários outros atrativos alem das pirâmides, como:

Museu Egípcio – É muito conhecido por conservar o tesouro do faraó Tutankhamon. Esse museu também é uma bagunça, vários artefatos não estão catalogados e dá uma dor quando você vê tanta coisa antiga jogado pelos cantos do museu.

Atenção! Quando eu fui não estavam aceitando a carteirinha de estudante da Isic, porem aceitavam todas as outras.

A torre de Cairo – Com 187 metros te oferece uma vista panorâmica da cidade.

Jan el-Jalili – É o nome do imenso mercado com milhares de tendas onde você pode comprar desde ouro até lembrancinhas de 1 euro (aqui vale a mesma dica que no Marrocos, pechinchar o preço que normalmente te oferecem 1000% a mais que o valor final).

Eu fui em um museu muito legal, mas não estou encontrando o nome, ou era museu das armas ou do exército, mas vale muito a pena conhecer.

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Resumindo, Cairo é uma cidade com muita coisa para conhecer (acredito que três dias a quatros dias inteiros para ver tudo), porem é muito difícil obter informações, acredito que fazer uma viagem dessas com um guia turístico deve facilitar muito, pois não somente eu, mas todos os mochileiros que eu vi em outros blogs, passaram por apuros como eu.

Não recomendo para as mulheres irem sozinhas para Cairo, apesar de não ter visto nada de errado, andar pelas ruas dessa cidade não me passou nenhuma segurança.

Alem de Cairo, o Egito tem varias outras cidades históricas, o próprio hotel oferecia os passeios, porem como eu já estava sem dinheiro e cansado de tanto perrengue, preferi ficar os 6 dias na capital.

Esse foi Felipe Viante, já estive por aqui, mas de agora em diante, será como colaborador oficial! =o)

26
nov
2010

E-Dublin News! #51 Na semana que a Irlanda pediu socorro ao FMI e UE

E-Dublin News! Notícias  sobre intercâmbio, trabalho, cotidiano, economia e crise em Dublin, Irlanda, Europa

Na semana em que a Irlanda esteve sob holofotes da mídia mundial o saldo não foi nada positivo. Empréstimo do FMI e UE, convocação para eleições antecipadas, no mais tardar em janeiro e salário mínimo reduzido. Essas foram apenas algumas das bad news na terra dos duendes.

A repercussão na mídia mundial

Os rumores de um possível empréstimo começou a rondar as manchetes desde a semana passada, embora o governo irlandês se recusasse a assumir a necessidade dele. Apenas alguns dias se passaram e o anunciou definitivo foi feito. SIM, a Irlanda teve que recorrer ao FMI e a UE, com um valor nada simbólico, que pode chegar a 90 bilhões de euros. Só ai já da para entender o tamanho do problema. Tudo para tentar reduzir um PIB deficitário que hoje ronda a casa dos 30% e evitar a quebra geral dos bancos. Em suma, evitar a falência do país.

Dos estimados 90 bilhões, pelo menos 50% será utilizado para salvar os bancos irlandeses, enfiados numa crise que se fortaleceu em 2008 com a crise mundial e só piorou nos últimos anos. O restante será aplicado no défice fiscal que também atingiu estado crítico.

Por que tanto barulho sobre a “falência” da Irlanda, segundo apontou uma manchete do Jornal Diário de Notícias, em Lisboa?

AFP

Se a Irlanda fosse um país localizado em qualquer outro continente, talvez o alarde sobre a frágil situação do país não tivesse tomado tais proporções, mas, considerando-se um país do bloco europeu, a situação não atinge apenas a Ilha da Esmeralda, mas põe em risco, a soberania do euro como moeda forte.

Desde a crise da Grécia na primavera passada, a moeda considerada uma das mais fortes do mundo, foi colocada em cheque e com isso perdeu força no mercado. A conta é simples, se os países não conseguem conter suas dívidas, a possibilidade de um calote é grande. Por temer, os investidores internacionais passam a descredibilizar a moeda, e investir em outros mercados (refletido rapidamente em todas as bolsas de valores do mundo) e foi assim que a estabilidade do euro foi abalada e passou a perder valor no mercado. Afinal, como ilustra matéria do G1, em maio passado, Grécia, Itália, Espanha, Portugal e a IRLANDA, juntas, já possuíam défices homéricos e passaram a ser chamados de PIIGS, o grupo de risco.

Para especialistas a crise iniciada pela Grécia, e que agora explode na Irlanda ilustra que a Zona do Euro já não é a mesma e que dificilmente sobreviverá no atual formato. Segundo Geoffrey Wood, professor e economista,  a discussão em si não é o colapso irlandês, mas a falência da Zona do Euro de forma geral. Lionel Barber, editor do Financial Times foi ainda mais longe e diz que  a Zona do Euro perdeu credibilidade muito antes, e que as próximas vítimas a entrar em colapso devem ser, Portugal, Itália e Espanha, ou seja, o grupo de risco em peso. Veja matéria completa na Sky News.

A possibilidade de empréstimo não é nenhuma novidade

Apesar de todo esse alvoroço sobre o acordo de empréstimo entre a Irlanda e os credores, na verdade, isso não é nenhuma novidade. Em maio passado, o FMI e a União Europeia já haviam anunciado a criação de um Fundo Monetário de mais de 750 bilhões de euros para evitar que a crise fiscal entre os países se espalhasse e provocasse o enfraquecimento definitivo do Euro. Se você não lembra, clique aqui.

Os países também tiveram que apresentar medidas para reduzir o défice fiscal. O da Irlanda, anunciado recentemente sugere cortes de 15bilhões de euros até 2014. Atingindo até áreas fundamentais como saúde e educação. O problema é que, mesmo com todos os cortes propostos, a situação da Ilha é tão delicada, que o pedido de socorro se tornou inevitável, sem falar, é claro, na pressão dos outros países do bloco econômico. CORREIO BRAZILIENSE

O que significa para a Ilha ficar nas mãos dos credores?

Todo esse dinheiro não vem de graça, e claro, a Irlanda terá que pagar por ele, plus juros. Mas não é só isso. Com o empréstimo o país também passa a ficar atrelado a algumas imposições dos credores. Como já foi noticiado essa semana nos diversos veículos. Antes de liberar a grana, o FMI exigiu entre outras coisas, um plano de austeridade mais contundente que incluiu a redução do salário mínimo, a redução de benefícios a desempregados e a promoção das exportações (mantendo os baixos juros).

O empréstimo não representa só “baixar as calças para os credores”, como alguns preferem enfatizar. No caso da Irlanda, que possuiu uma história de dependência forte com a coroa inglesa e passou pelo fortalecimento econômico se tornando o “Tigre Celta”,  chegar aos números que vemos hoje é um retrocesso historicamente lastimável. Afinal, além da injeção de bilhões vindos dos cofres do FMI e da UE, países como Suécia e a Grã-Bretanha já anunciaram que também farão empréstimos adicionais à Irlanda, ou seja, mais dependência.  TERRA, INDEPENDENT,RTE

O que muda na vida dos irlandeses?

Bom, tudo. A situação que já não andava muito cômoda, agora ficará ainda mais apertada. Diminuição do salário mínimo que passará de 8,65 para 7,65 euros a hora, o aumento do imposto IVA (imposto sobre bens de consumo), de 22% para 23% em 2013 e 24% em 2014.

Na educação, apesar dos protestos recentes dos estudantes, haverá aumento das taxas administrativas em 500 euros, chegando ao total de 2mil euros anuais.

Até a água que era gratuita para casas residenciais, passará a ser cobrada em 2014, o que gerará um novo imposto e consequentemente, arrecadações.

Funcionários públicos serão demitidos, além do aumento de impostos em diversos setores.

Resumindo, o povo que pagará a conta para tentar manter o país de pé. E mesmo com todas essas medidas, segundo matéria do IrishTimes, o plano de recuperação do governo parece um tanto arriscado e insuficiente. Pouco estimulante e pouco equilibrado.

E assim parece terminar a semana que ficará na história irlandesa. Com um quase anuncio de falência, o pedido de resgate a credores e com a quase demissão da figura mais poderosa do país. Para muitos, as eleições antecipadas que deve acontecer em janeiro, já acontecerá tardiamente.

Brian Cowen, que nunca foi a figura mais popular da Irlanda e que acumula gafes memoráveis na via política (incluindo a péssima atuação como ministro das Finanças, seu cargo anterior), anunciou que deixará o governo muito antes do previsto (2012). Mas não saíra antes de aprovar o orçamento para 2011. Até lá, ele e toda base governista terá muita coisa para lamentar, explicar e justificar diante da catastrófica performance dos últimos tempos.

FRASE DA SEMANA E QUE MELHOR ILUSTRA A NOVA REALIDADE IRLANDESA:

The rich rules over the poor, and the borrower is servant to the lender” [Proverbs 22:7]

“O rico domina sobre os pobres e o que toma emprestado é servo do que empresta.” [Provérbios 22:7]

RAPIDÍSSIMAS

Temperaturas abaixo de O°C deve continuar. IRISHTIMES

Ameaça terrorista na Alemanha é real, afirma chanceler. ESTADÃO

A última do Reino Unido para restringir imigrantes no país. FOLHA

Onda de violência no Rio de Janeiro. BBC

Para quem curte cartoon, hoje, vai rolar um bate papo com um famoso historiador e cartunista, Felix M Larkin, na Galeria Nacional, é  FREE

24
nov
2010

Conte Sua História – Primeiras Impressões

Cheguei em Dublin. A viagem pela KLM foi muito tranquila. O avião é muito bom, tem uma tela pra cada pessoa. Você pode escolher a programação pelo controle que tem na poltrona. Da até pra jogar uns games que tem lá. O aeroporto de Amsterdam é super bem sinalizado. Eu passei la no free shop e acabei me atrasando, aí saí correndo e não vi uma sinalizaçao do portão, acabei entrando na imigração errada! No fim, passei de boa (o cara da imigração também não reparou que eu estava no lugar errado, hahaha).

Bom, assim que eu saí, perguntei pra um funcionário como eu fazia pra chegar ao meu portão e fui muito zuado. Ele falou que eu
tava no portão errado e que eu tinha que “permanecer neste mundo” aheaehae. Acho que ele pensou que eu estava drogado,sei la. Mas enfim, acabei passando de novo na imigração, saí correndo pro lugar certo (pois já estava atrasado), mas deu tudo certo e foi super tranquilo.

A imigração na Irlanda foi MUITO tranquila. O cara só perguntou o tempo que eu ia ficar lá, pediu a carta da escola, tirou uma foto e
pronto. A mala chegou sem problemas e não passei por nenhuma revista. O meu transfer teve um probleminha, mas foi resolvido rapidamente. O rapaz da escola acabou falando pro cara do transfer o nome de outro aluno, mas quando perceberam que eu estava perdido na saída do aeroporto, um brasileiro que tava la pra fazer uns transfers me chamou, ligou pro rapaz da escola e pronto. Acabei pegando o transfer com ele mesmo, sem problemas.  De qualquer forma, o máximo que ia acontecer era eu pegar um taxi pra escola e eles me reembolsarem, ou qualquer coisa do tipo.

A acomodação fica muito perto da escola e é perto do centro também. No meu caso, só tem brasileiros na acomodação, mas eu não achei isso ruim. Eu cheguei aqui sem conhecer muita gente e o fato deles serem brasileiros facilitou minha adaptação à casa e também facilita um pouco nos primeiros dias quando você precisa pegar muitas informações com precisão e não está com o ingles tão bom. As pessoas da escola são muuuuuuuito gente boa, ajudam nas coisas que tu precisa, zoam, conversam. Muito massa.

O PPS eu vou tentar segunda só, sexta (o dia que eu cheguei) foi muito corrido. Mas vai ser muito tranquilo, um cara da escola vai lá
conosco pra ajudar e tals.

As pessoas da Irlanda são muuuuuito legais, tirando as corretoras de imóveis hehe. Ajudam no que você precisar, além de serem muito bem humorados. Roupas são MUITO baratas MESMO. Comprei um casaco super quente por €15,00. E nem estava em promoção.

Bom, essas foram as minhas primeiras impressões, espero que ajude quem  vier depois. Quando tiver feito as aulas, posto sobre o que eu achei.

(Fernando G. é participante do nosso Grupo de Discussão por e-mail, conta suas históras no grupo e autoriza o E-Dublin a fazer a divulgação do seu dia-a-dia para que possamos, juntos, ajudar mais gente).