Arquivo de 2011

30
dez
2011

E-Dublin News! #107 – Reflexões

E-Dublin News - Notícias da Europa e Irlanda

E-Dublin News! Notícias sobre intercâmbio, trabalho, cotidiano, economia e crise em Dublin, Irlanda, Europa

 

Ufa, 30 de dezembro de 2011, parece que foi ontem, quando surgiram as novas regras de imigração, os bombásticos 3mil euros, as dúvidas constantes, as desistências e também as persistências.

Talvez hoje, há apenas dois dias para a chegada do Ano Novo, você nem se lembre de todos esses fatos. Pois é, todo ano é assim, quando a gente se dá conta já atravessamos bons e maus bocados, alegrias e tristezas, dúvidas e principalmente incertezas.

“Quando eu pisei em Dublin fui tomada por um medo assustador, tive vontade de ligar para a minha mãe e dizer: estou voltando! Hoje, um ano e cinco meses depois, a vontade que tenho é de ligar para o Brasil e dizer, mãe vou ficar por aqui!”

( Analis, aupair vivendo em Bray)    

Muitos chegaram, outros se foram, alguns desistiram no meio do caminho, ou se amedrontaram com o furor das más notícias. E quer saber meus caros, a Irlanda continua linda, esplêndida com os seus muitos tons de verde e resistindo aos ventos passageiros da dura recessão.

Já disseram tantas coisas. Acreditaram na falência do ex Tigre Celta e até de Pig a pobre da Ilha Verde foi apelidada, e quem liga? Quanto tempo vai durar? Quanto tempo ainda vai se alardear os altos índices de desemprego? Ninguém sabe, o que se sabe é que sonhos são sonhos e se você tem os seus, acredite neles. Eu acreditei, passei três maravilhosos anos na Irlanda e não me arrependo um só dia. Escutei os alardes, tive medo, cheguei mesmo antes da tal da crise explodir, passei por ela nos mais altos picos de negatividade e te digo, ela parecia bem mais horrenda quando meus amigos insistiam em dizer que não era a hora de ir.

“O tempo é limitado, não o desperdicem”

(Steve Jobs)

Lá no finalzinho de 2010, quando a Irlanda pediu socorro ao FMI a Amanda que estava de malas quase prontas, perguntava se ainda valia a pena investir na Irlanda. Hoje chegando ao final de 2011 essa continua sendo a dúvida de outras Amandas, Joãos, Josés e Joanas.

Talvez a dúvida de hoje não esteja apenas ligada a questões econômicas, talvez também não esteja conectada ao medo de dar errado, e para te falar a verdade nem importa que tipo de inseguranças você carregue ai dentro, na vida será sempre assim. Será assim ao decidir sobre que graduação cursar, quando você decidir sair da casa dos seus pais e mesmo nas questões mais simples da vida, ainda assim a dúvida, a incerteza, o medo estarão lá. Aposte, acredite, persista.

“Então eu decidir acreditar que tudo iria dar certo!”

(Steve Jobs em seu discurso em Stranford)

Uma das mentes mais brilhantes que perdemos esse ano dizia exatamente isso. ACREDITE.  Não é uma fala nova, mas vale e será repetida sempre que o seu legado for citado. Steve Jobs, o homem da Apple disse ter chegado onde chegou usando basicamente essa fórmula! “Acreditar sempre”.

“Nos meus sonhos nunca me vejo numa cadeira de rodas, eu sei que voltarei a andar”

(Aline Barros, estudante brasileira vítima de um acidente nas ruas de Dublin e que continua acreditando nos seus sonhos)

Para fazer a sua experiência memorável acreditar é sem sombra de dúvidas o primeiro passo! A sua experiência não será igual a minha, nem a do Edu, nem muito menos a do Homero, será sua, unicamente sua e a única coisa que como veteranos podemos te dizer é que você voltará para casa diferente e conhecendo muito mais sobre você mesmo!

“Eu faria tudo outra vez”

Fabio Gonçalves, dois anos de Irlanda

Nesse finalzinho de ano, antes de vestir o tradicional branco, antes mesmo de estourar a garrafa de Champagne ou mesmo erguer uma pint em um pub qualquer. Antes de curtir a contagem regressiva regada a fogos em uma praia brasileira, ou mesmo a falta deles nas ruas irlandesas, nós do E-dublin te convidamos a ACREDITAR que o Ano Novo será muito melhor! Happy New Year guys.

E que nesses quase 4 anos de E-Dublin a gente possa celebrar, bebemorar e torcer por todos que fizeram, fazem e ainda farão essa terra verde ser cada vez mais verde e amarela! Feliz Ano Novo!

28
dez
2011

2011: o ano das incertezas, aprendizados e da inspiração para 2012, 13, 14…

Que ano! 2011 foi algo estonteante, talvez seja uma percepção pessoal, mas foram tantos os fatores externos, ameaças e oportunidades, que este ano só passará em sem ser lembrado pelo mais pobre ignorante (… ignorante não no modo feio da palavra, mas no modo simples… ignorante que ignora a grandiosidade do momento).

Foram-nos dadas, a nós brasileiros, de diversas formas, motivos para refletir, para sermos melhor como pessoas e como nação.

Ontem (27/12/11) a noticia do The Guardian, colocou para 2011 o Brasil como a 6ª maior economia do mundo, e Guido Mantega como a 5ª em 2015. Meu Deus, para o entusiasmado/ otimista “a profecia se fez como o previsto, somos o país do futuro”, para o pessimista, chato, incrédulo, é apenas mais uma ilusão. Mas tentando ser pragmático, a mensagem é que estamos nos superando, sendo melhores que nós mesmos a cada ano que passa, e que temos uma oportunidade imensa: aprender com as crises e desastres europeus, americanos e japoneses etc.

Estamos proibidos de criar uma crise imobiliária! A SOX é uma obrigação! Estamos proibidos de copiar o modelo Europeu, fantástico, mas inovador e, portanto, cheio de falhas. Se fizermos, não poderemos errar. Aprender com o erro alheio tem que ser a nossa maior virtude, todos os dias.

E a Europa, pra onde vai? Para a arrogância inglesa, a austeridade franco-alemã, ou será arrastada para falta de controle Greco-latina? A única certeza que se tem é não é possível afirmar nada. A QUEDA DO EURO? Seria a nova crise de 1929, a gigante depressão (estão enganados os ingleses em acharem que eles não tem nada a ver com isso), alguém vai precisar bancar essa.

Acompanhei os últimos 2 meses a bolsa mundial e a cotação do dólar e euro (mesmo sem entender muito), fiquei espantado. Ninguém sabe para onde está indo, a cada notícia, cai-se 2%, sobe-se outros 3%, cai-se mais 5%. Notícias rasas, ralas, sem impacto de curto prazo, mexendo nos nossos bolsos e podendo causar a perda de milhares de empregos.

O mundo não sabe pra onde vai, e sem ser patriota, mas sendo até egoísta, chegou a nossa hora! A minha, a sua, e, se fizermos a nossa parte direito, a hora do Brasil (a dos seus filhos).

Trabalho em uma empresa espanhola, e seja por conta da crise ou não (pouco importa), ocorreram algumas arranjos de fim de ano. Pois bem, de setembro a novembro, frente aos rumores, um leve desespero em cada um, sem ter a certeza do ano que vem… mas afinal, quem tem certeza de alguma coisa no mundo corporativo?

Muita gente enviando seus currículos, logrando em conseguir um novo emprego, parabéns, espero que seja para melhor! Gosto de imaginar que o aumento da incerteza foi apenas o motivador que faltava para iniciar a busca por algo diferente, que lhes agradasse mais. A minha preocupação é com aqueles que o fizeram por medo, pois quem fez por medo, não fez por medo do futuro (da empresa), e sim por medo do passado, do seu próprio passado. Se o caminho que trilhei até agora, não me deixa seguro e confortável com a sequência, realmente é hora de mudar, e muito, de postura.

A postura (de alguns países) de jogo ganho porque são bons demais para cair. A postura laissez-faire de outros, porque agora estão com burro na sombra europeia. A postura do jeitinho, de tudo no fio do bigode, “quando der mer*a eu resolvo do meu jeito”.

Se resolvermos ser responsáveis pela nossa carreira, o nosso passado garantirá o futuro. Se formos, protagonistas em nosso país, faremos do nosso país um protagonista mundial, livre e independente. Se formos conscientes de que possuímos nosso destino, não há o que temer em nosso intercâmbio ou em qualquer outra desventura e desafio.

Este ano, 2011, rendeu muitos aprendizados, mas o principal deles, foi que, enquanto alguns se desesperam, temem pelo passado (alegando medo do futuro), outros levantam a cabeça, enxergam a oportunidade e aumentam a velocidade.

A certeza para 2012 é que não haverá almoço grátis e que muita gente vai continuar batendo cabeça esperando que mundo aconteça, quando cada um é dono do seu próprio nariz e é capaz de construir o seu próprio rol de certezas…

Boa sorte e feliz ano 2012! =o)


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Categoria: Reflexões
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25
dez
2011

Natal em Dublin: A magia existe aqui!

Esse texto foi escrito por nosso amigo e leitor Adriano Ortolani, recém chegado mas já encantado com Dublin :)

“Estou há 1 mês em Dublin e percebi a transformação da cidade neste período ocasionada pela proximidade das festas de final de ano, seja em relação ao comércio quanto ao entusiasmo das pessoas. Em época que a palavra recessão é moda no país – A Irlanda foi o primeiro país da União Européia a declarar recessão – ou melhor, no mundo inteiro, vou poupá-los sobre este assunto e não falarei sobre economia. O post será relacionado à “Magia Natalina”.

Quando criança ficava encantado com os filmes de Hollywood que exploravam temas relacionados ao Espírito de Natal. Alguns filmes como Milagre na Rua 34, Esqueceram de Mim I e II e O Grinch marcaram a minha infância. Alguns mais recentes como o Expresso Polar também fez com que gostasse cada vez deste gênero. O problema disso tudo é que por mais que assistisse aos filmes, nunca consegui associar isto a minha realidade, pois no Brasil já podemos partir do princípio de que não existe neve no Natal, aliás, nunca irá existir neve.

Aqui é possível encontrar casas enfeitadas, porém ainda acho que no Brasil, especialmente São Paulo é possível encontrar casas mais enfeitadas e mais bonitas. As ruas também estão parcialmente bonitas, principalmente as que estão localizadas na região central, onde decidiram iluminar bastante os lugares próximos ao rio Liftey. Até agora nada de novo, mas tem um ponto, ou melhor, detalhe que me chamou a atenção e que, após chegar em Dublin, constatei que aquela minha magia de criança começava a voltar, não em meus pensamentos, mas sim na realidade do país que estou vivendo.

Comecei a reparar o gosto por músicas natalinas pelos irlandeses há uns 15 dias, quando fiz amizade com meu vizinho irlandês e ele me convidou para conhecer sua casa e seus eletroeletrônicos, que ele dizia ter se presenteado. Muito legal e babilônico, pois sua Tv da sala tinha 62 polegadas e o monitor do computador 42, mas o bacana mesmo foi quando ele me mostrou o seu acervo de músicas e álbuns no computador (mais de 2 mil, segundo ele). Não demorou muito tempo para que seus filhos entrassem na sala, junto com a mãe, e implorassem para que o pai gravasse músicas natalinas (450).

Achei meio estranho, mas interessante, pois tinha até Justin Timberleak no repertório natalino. Após a gravação do CD natalino, me despedi e fui embora. Da minha casa consegui escutar, por duas horas as músicas.

Dias depois comecei a reparar os comércios tocando musicas de natal e pessoas na rua cantando. Sem perceber já estava contagiado pelo espírito natalino que os irlandeses passavam através de algumas atitudes, que por incrível que pareça, tinha a ver com o natal. Isso fez com que cada vez mais me lembrasse dos filmes natalinos. Já é possível ver artistas de rua fazendo “roda” de apresentação com o tema de natal e até encontrar grupos de crianças, mulheres, homens e idosos reunidos em coral para arrecadar fundos para instituições carentes. O detalhe é que cantam durante horas em uma temperatura média de 3 graus.

Quando parecia já tinha vivido demais o clima natalino, eis que outra surpresa aparece. Fui a três pubs diferentes e todos tocaram em média 10 músicas com o tema relacionado ao Natal. O melhor é assistir aos irlandeses cantarem e se abraçarem como se fosse uma música de micareta. Isso com certeza nunca seria bem aceito nas danceterias brasileiras.

imagens: Michael Foley

Após conversar com alguns irlandeses, cheguei a seguinte conclusão: Estão acostumados desde crianças a escutarem este tipo de música, e cada vez que são tocadas, parece que a luz mágica do natal acende nos corações deles (Profundo não?!).

Portanto aqui vale meu testemunho, de que o espírito natalino representado por filmes e cujo significado a gente (brasileiros) não consegue entender, existe em Dublin . Hoje já arrisco cantar algumas músicas abraçado com amigos em Pub”.

Originalmente publicado em 23 de dezembro de 2008.

25
dez
2011

É Natal, hohoho

 Ano passado contei sobre como as pessoas celebram o Natal pelo mundo, as curiosidades, as diversas formas de desejar Feliz Natal. Hoje, dia de Natal, enquanto você ai no Brasil deve estar empanturrado com a ceia de ontem, aqui na Irlanda ele está apenas começando, as crianças acordaram ansiosas para descobrir o que Santa (Papai Noel), lhes trouxe e a ceia, ou melhor, o almoço de Natal já deve estar sendo preparado nos lares irlandeses.

E com todas essas diferenças de datas, culturas e modos de celebrar o aniversário do menino Jesus, como será que foi o primeiro Natal dos brazucas na Europa? E para os recém chegados será que rolou há muita expectativa? Isso você confere nos depoimentos abaixo. 

Cynara D´Oli  -morou na Irlanda por 5 anos

“Meu primeiro Natal na Irlanda foi em 2006. Cheguei em Dublin dia 24 de set 2006. Me senti muito só, pois, estava sem dinheiro e ainda morando em uma casa na qual eu não gostava. Tinha poucos amigos e ainda estava na fase de adaptação. Comecei a trabalhar no começo de dezembro (Gracas a Deus). Combinei de ir pra casa de uma amiga que estava só para passarmos o Natal juntas. A ceia se resumiu a uma garrafa de vinho, Mince Pies, gingerbread man e chocolate fudge cake (esse bolo era pra ser de aniversário, mas o cliente não passou na loja pra pegar, heheh).”     

Eugenio Paccelli,Em Milão há 4 meses

“Estou prestes a curtir o meu primeiro natal europeu e quer saber, a única coisa que já deu para perceber é que ele será bem frio. Vou morrer de saudade da nossa tradicional ceia brasileira e também da farra do amigo secreto, já que aqui eles não tem esse costume. Mas apesar dessas diferenças, deles centrarem a festa para o dia 25 tive a impressão que o clima natalino aqui é bem forte, dá para perceber nos comentários dos locais, as preparações para a ceia farta, alías a minha ceia será entre amigos e será com comida de diferentes lugares do mundo.”    

 

 Gil Assunção há quase 2 anos na Irlanda    

 ” Bem, o meu primeiro Natal aqui, foi muito diferente do nosso constume brasileiro, apesar do termo reuniao familiar ser o mesmo. Aqui eles realmente reuninem apenas a família, ao contrário da nossa que se marcar participa até quem não foi convidado….kkk Primeiramente aqui, todos recolhem-se cedo. O dia 24 é um dia normal, ficando assim a comemoração somente para o dia 25, pela manhã, todos ao acordar ainda de pijamas e sem lavar o rosto, escovar os dentes ou pentear os cabelos, correm para a abertura dos presentes em torno da árvore e depois tem o almoço faimilar. Nesse dia você não vê ninguém nas ruas e é tudo muito calmo.”

Priscila Gemballa, 26 anos, dois anos de Irlanda

“Esse será meu segundo Natal na Irlanda e se comparado com o Brasil, há algumas diferenças, não acho que sejam muitas, mas há diferenças sim! Primeiro, aqui o Natal parece coisa de filme, com direito a neve (ano passado nevou muito nessa epoca e na noite de natal fez -15°C), casas com lareira para a chegada do Papai Noel e frio, muito frio! Enquanto que no Brasil é um calor dos infernos e tem famílias que até enfeitam a árvore de natal com neve falsa! “.

 

Valquir, na Irlanda há cinco anos

Meu primeiro Natal foi de dúvidas, medo, saudades e esperanças, e olha eu aqui, entrando no meu sexto Natal em solo verde !  Feli Natal pessoal!!!

Ahh, e se você perdeu o que o Edu Giansante, Mah Marra e Danilo Prado aprontaram no nosso E-Dulincast Especial de Natal é só clicar aqui!

“Nollaig Shona Dhuit”

Merry Christmas

ou simplesmente,

Feliz Natal

hohoho!!!!