Arquivo de ‘Trabalho’ Category

18
ago
2010

E-Dublin TV – Entrevista com DJ iZem e Marina Diniz

Salve salve E-Dubliners!

O E-Dublin TV dessa vez vai apresentar pra vocês algumas curiosidades dessa vida de músico na Irlanda, através de dois profissionais que trabalham e vivem disso: DJ iZem (Jerémié) e a linda DJ Marina Diniz!

No vídeo eles contam um pouco de como é ser DJ na Irlanda, como a experiência anterior ajudou, se vale a pena trazer ou comprar equipamentos aqui, como são os equipamentos nas baladas Irlandesas e um pouco sobre momentos bons e ruins como DJ aqui na Irlanda!

Assitam no vídeo abaixo!

Mencionado no vídeo:
Projeto Groovalización – www.groovalización.com

E aguardamos o Podcast musical especial que o DJ iZem e a Marina vão preparar pra nós! :)

7
jul
2010

Problemas no trabalho: Caso Knights Catering

É, ser garçon não é fácil. Principalmente se tratando de um garçon de eventos, pois como não existe uma rotina, um padrão, você acaba ficando ainda mais dependente do que os gerentes combinaram com o cliente.

Vou tentar ser breve nas etapas.

Etapa 1 – O encontro.

Primeiro me mandaram um e-mail falando para se encontrar em uma estação do metro daqui. Eu não sabia onde era. Dias depois, ela me ligou e disse para eu ir para última estação do metro, e eles me buscariam lá.

Ok. 7:15 da manhã, como o combinado, estava na última estação do metro, mas… não tinha ninguem lá. Então liguei para a Gerente. Ela ligou para o irmão dela (também gerente da empresa), e me retornou.

- Eles estão na outra estação. Vai até lá encontra-los!

Aquela coisa toda, comprei o bilhete de metro. Entrei no trêm e fiquei esperando ele sair assistindo a contagem regressiva no monitor do metro: 5, 4, 2 , 1 minutos… Atrasado! Foi quando meu telefone tocou!

- Homer, espere ai mesmo onde você está que vamos te buscar.

Sai correndo do trêm com medo das portas fecharem. Logo que saí elas fecharam e o trêm, já atrasado, saiu.

Minutos depois eles chegaram, e pegaram eu e mais duas meninas que tinham sido mandadas para aquela estação. Iniciamos nossa viagem de 3:30 para o interior da Irlanda.

Etapa 2 – “Eu nunca abriria uma empresa familiar”

Eram 4 carros indo. Eu, felizmente, fui de carona com o cozinheiro e mais uma brasileira. O cara era bem simpático e já inclusive havia namorado uma brasileira (trambiqueira) e visitado o país. Mas isso é outra história

3 horas e meia de viagem. Haja assunto para três desconhecidos. No meio dos tantos assuntos, descobri que a Knights Catering era essencialmente uma empresa familiar. O cozinheiro chefe era um irmão, a gerente administrativa era a irmã, a auxiliar de cozinha era a mãe, e o pai era o diretor.

Bom, a princípio essa poderia ser uma informação indiferente que poderia ser ignorada. Mas no meio da conversa eu fiz que questão de salientar que eu NUNCA abriria uma empresa familiar. Apenas uma opinião pessoal, baseada na minha experiencia na Anhembi Morumbi, que mesmo depois de 30 anos de história de sucesso e uma carteira de alunos invejável, tinha problemas administrativos por questões familiares.

Etapa 3 – Servindo a refeição

Simples assim:

  1. Tirar o pedido;
  2. Cada mesa tinha 11 ou 12 pessoas, e éramos 6 garçons. Cada garçon pega 2 pratos e serve-se uma mesa por vez

Seria simples se a gerente não tivesse complicado. Quiz colocar pressa onde não havia e bagunçou toda a entrega dos pratos. Em vez de esperar todos voltarem a cozinha para distribuir os pratos e dizer que mesa deveria recebe-los, cada garçon que chegava recebia os pratos e já tinha que sair correndo de volta para as mesas. Por que a pressa? Não sei, eram 9 mesas apenas, se fizesse organizado duraria 5 minutos e sem erros. Demoramos 10 e fizemos várias viagens desnecessárias por levar pratos errados.

Depois desse momento de maior transtorno, tudo ficou mais tranquilo. Exceto pelo clima entre os membros da família.

Etapa 4 – O drama da volta para casa

21:30. Tudo terminado. Todas as coisas dentro do furgão, todos trocados. Tudo pronto para sair.

Exceto por um saco de lixo, que caiu na minha mão para jogar no lixo em algum lugar. “Onde é a lixeira?”…. Alguém diz: “Ah, deve ser pra lá”.

Então fui pra “lá”. E “lá” estava a irmã gerente em seu carro (eu deveria voltar de carona com ela), eu perguntei:

- Onde eu jogo lixo?
- Não vai trazer isso pro meu carro né?

Eu não entendi bem a resposta no começo, mas tudo bem. Voltei com o saco de lixo. Ai o irmão colocou o saco no vagão e estávamos prontos para partir.

Quando chegasse de volta em Dublin, eu iria pegar carona com uma das meninas que trabalharam de garconete. Portando, fazia sentido que viajássemos de volta para Dublin no mesmo carro.

No tempo de eu falar isso para ela e pedir para uma outra pessoa ir de carona com irmã gerente, a mesma, irmã gerente, pára com o carro um pouco mais abaixo me chamando para ir logo para o carro.

Olhei pra um lado, quando olhei de volta para a irmã gerente ela já tinha ido.

Detalhe. Eram 3 carros. sendo que: A mãe ia para outro lugar em Dublin, e no furgão só caberia mais 2 pessoas.

Nessa situação, ficamos 3 pessoas para voltar no furgão, que no caso só caberia 2.

O irmão ligou para a irmã.

- Irmã, volte! Não tem espaco pra todo mundo.
- Não vou voltar p%- Não vou voltar p%$&$ nenhuma! – telefone ligado no viva voz do furgão.
amp;$ nenhuma! – telefone ligado no viva voz do furgão.
- Irmã, volte. A gente precisa que você volte – disse o irmão com uma calma invejável!
- Não vou voltar! Ele não quis ficar enrolando? Agora deixa ela aí!
- Volta agora, você precisa voltar.
- Não vou voltar, deixa ele aí…

Tu…tu…tu….

Desligou o telefone.

Final da história, como os três que sobraram iam voltar juntos quando chegassem em Dublin, fomos todos no carro da mãe. Dessa forma, só um desviaria seu caminho para nos deixar em algum lugar.

No caminho de volta, a mãe reclamou da filha. Falando que ela não tinha experiência e tal.

Moral da história:
Se para ser um profissional você precisa ser profissionalista, para se trabalhar em família você tem que ser 10 vezes mais. Imagina se não tivesse mesmo espaço para 3? Fazer uma viagem de 3 horas e meia espremidos, sem cinto, etc…

Artigo originalmente publicado no dia 16 de agosto de 2008 em www.homerocarmona.com.

17
abr
2010

Vagas de emprego pra eventos, marketing, administração, TI, design e outros

Jovens! Eis que chega a hora de vocês arrumarem um emprego na área!

Cada ano Ulster Bank Dublin Theatre Festival recruta uma equipe para trabalhar no Dublin Theatre Festival. São vagas pagas (bem pagas!) , trabalhos voluntários e estágios.

As vagas são em diversas áreas, desde departamento de Marketing & Desenvolvimento até aministração (sim, Adm finalmente! Cadê o Homero nessas horas?)

Veja a lista de áreas (cada área tem algumas vagas):

Ta vendo? Vaga tem. Depois não digam que não avisei! Como são temporárias e eles pedem full-time na maioria, voce pode SIM dizer que está disponível full-time. Basta pegar férias da escola, assim terá acesso legal a trabalho de 40 horas semanais.

Corram porque as inscrições acabam na sexta-feira, dia 14 de maio! Eu iria fácil se estivesse desempregado. Não se limitem a nível de inglês ou qualquer outra coisa. Tentem!

12
abr
2010

Cuidando de idosos na Irlanda

Alguém ai já considerou a possibilidade de cuidar de idosos uma alternativa de trabalho na Irlanda? Bom, antes de eu chegar aqui em Dublin, essa possibilidade nunca tinha passado pela minha cabeça! Hoje em dia posso dizer que foi a melhor decisão, pois trabalhando com meus velhinhos pude melhorar meu inglês (afinal, é inglês o dia todo), ganhar uma graninha e ainda fazer muitas amizades!

Vamos começar do começo… (peço desculpa ao pessoal do grupo de e-mail, pois este post foi baseado em algumas das discussões)

O sistema todo funciona assim: quando os velhinhos estão bem velhinhos, a enfermeira da área deles prescreve que eles precisam de ajuda com as tarefas do dia-a-dia (desde serviços de casa, compras, até higiene pessoal) e assim determinam o número de horas que os velhinhos irão receber ajuda… varia de 1 hora por semana a 3 horas por dia. Então o velhinho, ou seu responsável, recebe uma lista de agências que oferecem o serviço de Home Care (Home Care significa que o idoso será ”cuidado” no conforto da sua propria casa). É bem difícil conseguir trabalhar sem ser por agências porque o governo não libera o dinheiro da ajuda direto pra família. Alguns sites de agências:

www.comfortkeepers.ie

www.privatehomecare.ie

www.bluebirdcare.ie

www.homeinstead.ie

Um dos maiores probemas é que a colocação é demorada… entre você ser entrevistado (a entrevista é pesada… eles fazem algumas perguntas pra te pegar e você não passa na entrevista sem ter um nível de inglês muito bom) até começar a trabalhar leva semanas pois a agência precisa checar todas as suas referências e também ver se você não tem registro na Garda, somente depois disso tudo é que eles vão te oferecendo os clientes aos poucos… Outro problema é que a colocação de homens é muito mais demorada… eles dão preferência para as mulheres! Todas as pessoas envolvidas neste tipo de trabalho precisam ter o curso de Manual Handling (como levantar ou mover coisas pesadas sem ter problemas na coluna, basicamente) , algumas agências oferecem o curso de graça ou a ser descontado do pagamento, mas não são todas.

Eu trabalho para a Comfort Keepers, uma das maiores empresas de Home Care da Irlanda, com atuação em todo o País. O salário varia de 9 a 10 euros por hora. Eles não exigem que você tenha experiência na área e fornecem na própria empresa o curso de Manual Handling a ser descontado do pagamento. A colocação é com base na região que você vive, eles tentam te passar clientes que moram relativamente perto de você mas já cheguei a andar 1 hora para chegar na casa do velhinho, para trabalhar 1 hora… ou seja, perdi 3 horas do meu dia para trabalhar 1… isso pode acontecer, principalmente no começo, quando se está disposto a aceitar qualquer cliente, só para fazer dinheiro.
 
Eu adoro trabalhar com os velhinhos, sempre tive sorte de trabalhar com ótimas pessoas e que adoram conversar, mas o trabalho nem sempre são flores, as vezes preciso dar banho e ajudá-los a ir ao banheiro. Cheguei aqui disposta a vencer novos desafios e com certeza esse foi um dos grandes! Os ganhos foram imensos, aprendi muito sobre vida, vivência, paciência, independência, dependência, sofrimento, morte (sim, já perdi 2 clientes). O que posso dizer com todas as letras é que um sorriso (por mais banguelo que seja) não tem preço!