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28
dez
2011

2011: o ano das incertezas, aprendizados e da inspiração para 2012, 13, 14…

Que ano! 2011 foi algo estonteante, talvez seja uma percepção pessoal, mas foram tantos os fatores externos, ameaças e oportunidades, que este ano só passará em sem ser lembrado pelo mais pobre ignorante (… ignorante não no modo feio da palavra, mas no modo simples… ignorante que ignora a grandiosidade do momento).

Foram-nos dadas, a nós brasileiros, de diversas formas, motivos para refletir, para sermos melhor como pessoas e como nação.

Ontem (27/12/11) a noticia do The Guardian, colocou para 2011 o Brasil como a 6ª maior economia do mundo, e Guido Mantega como a 5ª em 2015. Meu Deus, para o entusiasmado/ otimista “a profecia se fez como o previsto, somos o país do futuro”, para o pessimista, chato, incrédulo, é apenas mais uma ilusão. Mas tentando ser pragmático, a mensagem é que estamos nos superando, sendo melhores que nós mesmos a cada ano que passa, e que temos uma oportunidade imensa: aprender com as crises e desastres europeus, americanos e japoneses etc.

Estamos proibidos de criar uma crise imobiliária! A SOX é uma obrigação! Estamos proibidos de copiar o modelo Europeu, fantástico, mas inovador e, portanto, cheio de falhas. Se fizermos, não poderemos errar. Aprender com o erro alheio tem que ser a nossa maior virtude, todos os dias.

E a Europa, pra onde vai? Para a arrogância inglesa, a austeridade franco-alemã, ou será arrastada para falta de controle Greco-latina? A única certeza que se tem é não é possível afirmar nada. A QUEDA DO EURO? Seria a nova crise de 1929, a gigante depressão (estão enganados os ingleses em acharem que eles não tem nada a ver com isso), alguém vai precisar bancar essa.

Acompanhei os últimos 2 meses a bolsa mundial e a cotação do dólar e euro (mesmo sem entender muito), fiquei espantado. Ninguém sabe para onde está indo, a cada notícia, cai-se 2%, sobe-se outros 3%, cai-se mais 5%. Notícias rasas, ralas, sem impacto de curto prazo, mexendo nos nossos bolsos e podendo causar a perda de milhares de empregos.

O mundo não sabe pra onde vai, e sem ser patriota, mas sendo até egoísta, chegou a nossa hora! A minha, a sua, e, se fizermos a nossa parte direito, a hora do Brasil (a dos seus filhos).

Trabalho em uma empresa espanhola, e seja por conta da crise ou não (pouco importa), ocorreram algumas arranjos de fim de ano. Pois bem, de setembro a novembro, frente aos rumores, um leve desespero em cada um, sem ter a certeza do ano que vem… mas afinal, quem tem certeza de alguma coisa no mundo corporativo?

Muita gente enviando seus currículos, logrando em conseguir um novo emprego, parabéns, espero que seja para melhor! Gosto de imaginar que o aumento da incerteza foi apenas o motivador que faltava para iniciar a busca por algo diferente, que lhes agradasse mais. A minha preocupação é com aqueles que o fizeram por medo, pois quem fez por medo, não fez por medo do futuro (da empresa), e sim por medo do passado, do seu próprio passado. Se o caminho que trilhei até agora, não me deixa seguro e confortável com a sequência, realmente é hora de mudar, e muito, de postura.

A postura (de alguns países) de jogo ganho porque são bons demais para cair. A postura laissez-faire de outros, porque agora estão com burro na sombra europeia. A postura do jeitinho, de tudo no fio do bigode, “quando der mer*a eu resolvo do meu jeito”.

Se resolvermos ser responsáveis pela nossa carreira, o nosso passado garantirá o futuro. Se formos, protagonistas em nosso país, faremos do nosso país um protagonista mundial, livre e independente. Se formos conscientes de que possuímos nosso destino, não há o que temer em nosso intercâmbio ou em qualquer outra desventura e desafio.

Este ano, 2011, rendeu muitos aprendizados, mas o principal deles, foi que, enquanto alguns se desesperam, temem pelo passado (alegando medo do futuro), outros levantam a cabeça, enxergam a oportunidade e aumentam a velocidade.

A certeza para 2012 é que não haverá almoço grátis e que muita gente vai continuar batendo cabeça esperando que mundo aconteça, quando cada um é dono do seu próprio nariz e é capaz de construir o seu próprio rol de certezas…

Boa sorte e feliz ano 2012! =o)


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Categoria: Reflexões
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25
dez
2011

Natal em Dublin: A magia existe aqui!

Esse texto foi escrito por nosso amigo e leitor Adriano Ortolani, recém chegado mas já encantado com Dublin :)

“Estou há 1 mês em Dublin e percebi a transformação da cidade neste período ocasionada pela proximidade das festas de final de ano, seja em relação ao comércio quanto ao entusiasmo das pessoas. Em época que a palavra recessão é moda no país – A Irlanda foi o primeiro país da União Européia a declarar recessão – ou melhor, no mundo inteiro, vou poupá-los sobre este assunto e não falarei sobre economia. O post será relacionado à “Magia Natalina”.

Quando criança ficava encantado com os filmes de Hollywood que exploravam temas relacionados ao Espírito de Natal. Alguns filmes como Milagre na Rua 34, Esqueceram de Mim I e II e O Grinch marcaram a minha infância. Alguns mais recentes como o Expresso Polar também fez com que gostasse cada vez deste gênero. O problema disso tudo é que por mais que assistisse aos filmes, nunca consegui associar isto a minha realidade, pois no Brasil já podemos partir do princípio de que não existe neve no Natal, aliás, nunca irá existir neve.

Aqui é possível encontrar casas enfeitadas, porém ainda acho que no Brasil, especialmente São Paulo é possível encontrar casas mais enfeitadas e mais bonitas. As ruas também estão parcialmente bonitas, principalmente as que estão localizadas na região central, onde decidiram iluminar bastante os lugares próximos ao rio Liftey. Até agora nada de novo, mas tem um ponto, ou melhor, detalhe que me chamou a atenção e que, após chegar em Dublin, constatei que aquela minha magia de criança começava a voltar, não em meus pensamentos, mas sim na realidade do país que estou vivendo.

Comecei a reparar o gosto por músicas natalinas pelos irlandeses há uns 15 dias, quando fiz amizade com meu vizinho irlandês e ele me convidou para conhecer sua casa e seus eletroeletrônicos, que ele dizia ter se presenteado. Muito legal e babilônico, pois sua Tv da sala tinha 62 polegadas e o monitor do computador 42, mas o bacana mesmo foi quando ele me mostrou o seu acervo de músicas e álbuns no computador (mais de 2 mil, segundo ele). Não demorou muito tempo para que seus filhos entrassem na sala, junto com a mãe, e implorassem para que o pai gravasse músicas natalinas (450).

Achei meio estranho, mas interessante, pois tinha até Justin Timberleak no repertório natalino. Após a gravação do CD natalino, me despedi e fui embora. Da minha casa consegui escutar, por duas horas as músicas.

Dias depois comecei a reparar os comércios tocando musicas de natal e pessoas na rua cantando. Sem perceber já estava contagiado pelo espírito natalino que os irlandeses passavam através de algumas atitudes, que por incrível que pareça, tinha a ver com o natal. Isso fez com que cada vez mais me lembrasse dos filmes natalinos. Já é possível ver artistas de rua fazendo “roda” de apresentação com o tema de natal e até encontrar grupos de crianças, mulheres, homens e idosos reunidos em coral para arrecadar fundos para instituições carentes. O detalhe é que cantam durante horas em uma temperatura média de 3 graus.

Quando parecia já tinha vivido demais o clima natalino, eis que outra surpresa aparece. Fui a três pubs diferentes e todos tocaram em média 10 músicas com o tema relacionado ao Natal. O melhor é assistir aos irlandeses cantarem e se abraçarem como se fosse uma música de micareta. Isso com certeza nunca seria bem aceito nas danceterias brasileiras.

imagens: Michael Foley

Após conversar com alguns irlandeses, cheguei a seguinte conclusão: Estão acostumados desde crianças a escutarem este tipo de música, e cada vez que são tocadas, parece que a luz mágica do natal acende nos corações deles (Profundo não?!).

Portanto aqui vale meu testemunho, de que o espírito natalino representado por filmes e cujo significado a gente (brasileiros) não consegue entender, existe em Dublin . Hoje já arrisco cantar algumas músicas abraçado com amigos em Pub”.

Originalmente publicado em 23 de dezembro de 2008.

24
dez
2011

E-Dublincast Especial de Natal

Feliz Natal E-Dubliners!

Nesta edição do E-Dublincast Edu Giansante, Mah Marra e Danilo Prado contam sobre as expectativas pro Natal, contam como foram experiências anteriores e como vai ser o primeiro Natal Irlandês!

Além disso, descubra algumas curiosidades do Natal daqui, como funciona o amigo secreto (Kris Kindle), porque os Irlandeses não ficam tão empolgados com fim de ano e porque o Papai Noel usa aquela roupa quentinha com bota de chuva!

Sobre o que foi comentado nesse E-Dublincast:
Bono, Glen e Damian Rice tocando na Grafton no Natal
Papai Noel no Facebook
Christmas Cake Irlandês

Escute aqui!

Se optar por fazer Download, clique com direito e “Salvar como”
 

4
out
2011

Viagem de Intercâmbio – Qual a idade certa pra ir?

Essa é a pergunta que muita gente beirando seus 30 ou com mais de 30 nos perguntam. Bom, muitos ouviram o depoimento da Rosângela, e até o belo texto do Homero sobre porque ele veio.

Estava lendo uma reportagem sobre Roger Milla na internet, e lembrei, vagamente (pois tinha apenas 6 anos de idade) de como falavam bem do Camarões na Copa de 90.

Pra quem tem mais de 30 anos, vai se lembrar bem da Copa de 90, e vai lembrar também da grande surpresa do mundial que foi a seleção de Camarões, junto com o excepcional Roger Milla.

Roger Milla

Roger Milla

Até então, ninguém falava de Camarões, e nem davam nada por eles. Acontece que a equipe africana surpreendeu a Argentina, campeã mundial, e vencendo por 1 a 0 no jogo de abertura da Copa. Avançou até as Quartas de Final, com vitórias sobre a Romênia 2 a 0, (dois gols de Milla) e Colômbia 2 a 1 (com mais dois gols de Milla, que ao marcar seu segundo gol, tirou a bola do goleiro Higuita)

 

Mas infelizmente perderam perdeu por 3 a 2 da Inglaterra, em um jogo sensacional com viradas dos dois lados.

O primeiro destaque aqui é pra seleção. Um time que surpreendeu pela habilidade e sua alegria de jogar. Eles eram claramente movidos pela sua paixão pelo futebol. Isso te lembra alguma coisa? Sim, nós Brasileiros, com nossa alegria natural, que chama atenção dos Europeus.

Mas essa não foi a maior diferença. A verdadeira atração da Copa de 90 foi Roger Milla. Ele disputou a Copa com 38 anos de idade, idade o qual muitos já estariam aposentados. E não simplesmente jogou, como foi o artilheiro da sua seleção e grande diferencial do time. Milla provou ter energia e um fôlego que poucos jovens de 20 e poucos anos tem.

Roger Milla (Copa do Mundo 1994)

Roger Milla (Copa do Mundo 1994)

Em 1994 Milla disputou a Copa do Mundo novamente, aos 42 anos de idade, e foi considerado o jogador mais velho a disputar e fazer gol em uma Copa do Mundo. Mas como a própria reportagem diz, o grande momento de Milla foi mesmo em 1990… “quando ele conseguiu provar três coisas: Primeiro, a si mesmo, que ainda era decisivo aos 38 anos. Depois, aos seus companheiros, que irreverência não é necessariamente sinônimo de arrogância. Por fim, e mais importante, que o futebol africano pode, sim, ser protagonista de uma Copa. Sempre com sorriso no rosto e talento no pé.”

Hoje Milla é um embaixador no seu país, e reconhecido em todo o planeta.

Esse é Roger Milla, mas… e você? Ainda consegue ser decisivo? Já sabe qual a melhor idade pra vir? Que tal provar que ainda tem fôlego pra encarar novos desafios? E começar provando a si mesmo que essa barreira não existe?

Venha, e prove que você também pode ser o protagonista do seu intercâmbio.

Artigo originalmente publicado me 29/12/2010.