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28
set
2009

Vida de Au Pair – Trabalho de Au Pair na Irlanda

A Aline Dian compartilhou com a gente a experiencia dela como Au Pair.

Oi gente,

Me senti inspirada p/ escrever alguma coisa sobre os meus 5 meses como Au Pair. Como disse em um email essa semana, eu consegui um outro emprego em Dublin e estou deixando a familia que moro aqui em Navan. Sempre vejo emails aqui no grupo sobre as vagas e tudo mais, mas nunca vi nenhum contando como eh ser au pair. E hoje, apos meu ultimo jantar aqui com a familia (e muita choradeira, diga-se de passagem rs) resolvi contar p/ voces um pouquinho do que vivi aqui.

Quando cheguei em Dublin (na pior fase da crise) eu era como a maioria das pessoas… desesperada por um emprego, querendo muito trabalhar, por exemplo, em um pub (pois achava ser divertido) e nao queria nem pensar em cuidar de crianca e muito menos morar na casa de alguem.

Apos quase 2 meses de busca por um emprego e nenhum retorno, o dinheiro foi acabando e eu me conformei que a melhor solucao (e mais rapida) seria ser au pair. Na epoca eu achei que fosse a pessoa mais azarada do mundo pq a unica familia que me quis era uma de Navan (1 hora de Dublin), mas, sem muitas opcoes, aceitei o emprego mesmo assim. Deixei p/ tras meus amigos em e muitas outras coisas de que eu gostava.

Apos uma semana, eu vi que, na verdade, eu tinha tido muita sorte. A familia com quem passei os ultimos 5 meses se tornou (sem nenhuma hipocrisia) a minha familia aqui na Irlanda. Tive momentos otimos aqui e nao me arrependo da decisao que tomei, alem disso, descobrimuitas coisas aqui que eu nao tinha em Dublin.

Eh claro que, as vezes, da vontade de atirar a crianca na parede (a cada 5 min, mais ou menos), que algumas das suas obrigacoes nao sao das mais agradaveis (aqueeeeeela fralda suja, sabe?) e voce nao toda a liberdade que teria em sua propria casa (festas, por exemplo), mas voce (alem do salario) ganha muitas outras recompensas como: uma otima qualidade de vida sem ter as despesas normais de uma casa, um quarto feito com todo carinho p/ voce e, muitas vezes, uma familia.

O que quero dizer, principalmente para quem estar vindo, nao eh “va ser au pair” e sim nao substime esse “estilo de vida” rs… assim como tudo na vida, ser au pair tem seus pros e contras e eu, sinceramente, levarei otimas lembrancas daqui. Pude praticar a lingua e, principalmente, viver da maneira irish (o que mtas vezes nao eh possivel quando se divide um apto, principalmente com brasileiros). Eh claro que ja ouvi historias de meninas que nao se deram bem com a familia e tudo mais… o que estou contando aqui eh aminha experiencia (que fique claro rsrs)

Mas chega uma hora em que voce sente a necessidade de buscar novas experiencias, acredito que nunca devemos nos acomodar (por melhor que seja a situacao que estivermos) e isso fez com que eu buscasse um outro tipo de atividade em Dublin. Nao sei se estou tomando a decisao correta nem se vou me arrepender depois, mas isso soh saberei arriscando.

Beijos!!!

Aline Dian

Mais uma cidada do mundo contando sua história. Conte a sua também!

25
mar
2009

Orgulho de amigos brasileiros

Emprego está difícil? Está.

Entender inglês nos primeiros dias é difícil? É.

As respostas são sempre as mesmas. Porém, vou contar aqui duas histórias, de dois brasileiros amigos especiais meus, que me deixaram orgulhoso: G e Mago! (Os nomes reais não serão relevados por questão de sigilo)

G estava em busca de emprego, não tinha ingles fluente, mas tinha muita força de vontade. Em uma de suas buscas, recebeu uma proposta para trabalhar em outra cidade, como Au Pair.

Mesmo sendo uma cidade pequena e afastada de Dublin, ela foi atrás. A empregadora fez a entrevista, perguntou sobre disponibilidade de mudança, etc e claro: ambas tinham medos e incertezas.

Uma porque não sabia como seria a vida sozinha em outra cidade morando na casa de uma família, e, do outro lado, a empregadora que tinha dúvidas se seria uma pessoa confiável e que não abandoraria o posto de uma hora pra outra.

Foi aí que ela fez a diferença. G se ofereceu a ficar lá e trabalhar no final de semana, para que ambas pudessem se testar. Acredito que esse mínimo gesto tenha feito a diferença na escolha da empregadora, pois mostrou que ela poderia confiar na G, e a G viu que poderia encarar o desafio.

Muitos diriam “ah, eu também faria isso” mas na prática as vezes não fazem. Ou por estarem desesperados pelo primeiro salário ou por não estarem calmos para raciocinar na hora da entrevista.

Pois bem, o segundo caso é um pouco diferente.

Mago, grande amigo, alpinista vindo de uma vida de muitas batalhas, conseguiu emprego em uma loja de esportes, no setor de alpinismo.

Como todos sabem, lojas trabalham com comissão, e todo mês tem metas de vendas. Se voce mal fala inglês e trabalha em um setor pouco requisitado da loja (comparado com futebol, rubgy e outros esportes), teoricamente terá grandes problemas nas vendas.

Eis que Mago, com sua força de vontade e sabendo que emprego está difícil, se esforçou ao máximo para que pudesse alcançar as metas. No primeiro mês de trabalho, não só bateu sua meta, como foi o vendedor com MAIS VENDAS.

Foi fácil? Não.

Mudar-se para uma cidade de 20 mil habitantes, do outro lado do país, pra morar na casa de uma família que não fala sua língua, é fácil? Não.

Mas a dedicação desses dois me deixaram orgulhoso mais uma vez. Mostra que pequenos gestos e seu real esforço fazem a diferença. Não só na Irlanda, mas em qualquer lugar do mundo.

Se é pra isso que você veio, esteja disposto. Não tente encontrar empecilhos antes mesmo de tentar.

Quantas vagas tem no FAS hoje? 50? Então encare como 50 oportunidades.

11
nov
2008

Trabalhando de Au Pair

Essa é uma dica da Catherine, que acabou de chegar e está trabalhando como Au Pair de uma família na Irlanda. Ela conta um pouquinho de como é e como faz pra ser Au Pair. Thanks Cath! :)

Olá, primeiramente, acho importante dizer que Au Pair não é uma “profissão” reconhecida aqui, portanto não é possível se inscrever em algum programa e contar com o apoio de uma agência caso algo dê errado, como as meninas que querem ir para os EUA fazem. Por esse motivo, não existem regras. As famílias, no entanto, parecem preferir meninas que tenham entre 20 e 30 anos. A maioria não exige experiência anterior, a não ser no caso de recém-nascidos, e nem algum tipo de documentação/certificação especial (enfermagem, por exemplo). A carteira de habilitação também não é obrigatória mas pode ser diferencial, pois alguns deles pedem pra você buscar as crianças na escola, por exemplo.

Eu estava com um pouco de medo de chegar aqui e não encontrar emprego. Comecei a procurar uma família ainda no Brasil, uns quatro meses antes do meu embarque. O primeiro passo foi me cadastrar em vários dos inúmeros sites que existem para essa finalidade. A maioria não me deu nenhum retorno, mas os seguintes funcionaram bem:

www.greataupair.com
www.aupair-world.net
www.easyaupair.com

Foram centenas de e-mails e algumas ligações (sempre deles pra mim). As perguntas eram basicamente as mesmas: se eu já havia cuidado de crianças, se sabia cozinhar, se estava disposta a fazer um pouco de trabalho doméstico (geralmente passar a roupa das crianças e arrumar a bagunça deles, etc), o que gostava de comer e de fazer nas horas vagas. É mais uma conversa bem informal durante a qual eles checam seu perfil e, muitas vezes, o seu nível de inglês. Apesar das famílias não exigirem inglês fluente, acho que é bem complicado eles contratarem alguém que não consiga se comunicar direito, pois isso dificulta tanto a integração com a família quanto no próprio progresso da criança.

Admito que procurar uma família é um processo bem frustrante porque muitas vezes você acha que está tudo caminhando bem e a família nunca mais te responde. E sempre tem um detalhe ou outro que não se encaixa no que você está procurando.

Um mês antes da minha viagem, fechei com uma família. É importante que você tenha alguma referência sobre eles, pois eles não serão apenas chefes. São pessoas desconhecidas com quem você vai morar num país estranho. Geralmente, eles mesmos oferecem o contato da antiga au pair para que você converse e tire suas dúvidas. No meu caso, falei com a brasileira que havia trabalhado para eles e chequei as informações. Eu iria receber 100 euros por semana (o salário varia entre 100 – 150 euros semanais) para trabalhar 40 horas e cuidar de duas crianças.

Duas semanas antes do embarque, recebi um e-mail de uma outra família que também estava interessada no meu perfil. Eles ofereceram mais (130) para trabalhar menos (25 horas). Sei que vou parecer muito mercenária, mas não tive dúvidas! Depois de muito conversar com essa nova família e com a au pair deles, avisei a outra família sobre a minha decisão.

Não há contrato, só acordo verbal. É comum ouvir meninas reclamando que estão trabalhando muito mais do que havia sido combinado, principalmente em relação ao trabalho doméstico. A dica é optar por uma família que já tenha uma cleaner. No meu caso, eu não faço praticamente nada em casa. Nem a minha roupa eu não preciso passar! Só preciso ajeitar a bagunça das crianças, mas isso é bem tranqüilo.

Acredito que a maior vantagem em ser au pair consiste no fato de você ter moradia (quarto individual) e alimentação e poder treinar seu inglês a todo momento. O primeiro ponto positivo, porém, é também o mais problemático. O choque cultural é muito grande (as crianças aqui de casa tomam banho duas vezes por semana e os pais costumam ser extremamente metódicos) e é complicado separar seu horário de trabalho do seu momento de descanso. É comum as crianças entrarem no meu quarto no domingo de manhã para brincar, por exemplo.

Bom, é isso. Como em qualquer emprego, há coisas boas e ruins. Acho que o ponto principal é ser bastante paciente e tolerante. Às vezes é bem desgastante cuidar das crianças e penso em largar tudo, mas gosto da segurança que esse emprego me dá e adoro quando as crianças chegam da escola e ganho aquele abraço gostoso!

11
ago
2008

Cometário interessante

Recebemos um comentário esses dias, e gostaria de colocar a resposta para a Rosangela aqui. Acho que é um caso diferente do “padrão”, e seria legal até se outras pessoas comentassem minha resposta, por que acredito que minha resposta foi em grande parte um “achismo”, e por isso, quanto mais gente opinar, melhor pode ficar nossa resposta para a Rosangela.

Eis o comentário / pergunta:

Anônimo disse…

Boa noite, meninos! Na realidade quero a opiniâo de vcs: tenho 50 anos, aposentei_me recentemente e quero estudqar inglês, de preferencia na irlanda que é sonho antigo conhecer o pais. Não falo nada de inglês, vou estudar messssmo, mas antes inicio um curso por aqui, pra entender ao menos o oi e tchaw. Quero ir, morar e trabalhar um pouco para garantir o dia-a-dia. Gostaria da opiniao de vocês: se tenho chance de trabalhar por ai. Irei com mais uma amiga, da minha idade, tambem aposentada, nas mesmas condições. Aguardo, beijusssss, rosangela

Homero Carmona disse…

Oi rosangela!

Veja, essa é uma opiniao difícil de se dar, por que não conheço ninguem nas mesmas condições por aqui. Conheço uns dois na faixa dos 40, mas que vieram pra cá no intuito de ganhar dinheiro, mudar de vida… E nesse caso, se dispõe a qualquer coisa, qualquer tipo de trabalho, morar em qualquer buraco para pagar mais barato, etc.

Acho que sim, você consegue arrumar um emprego por aqui, não seria nada impossível, depende do seu grau de “aceitação” para trabalho. Talvez, pra você um trabalho de Au pair, ou cuidar de idoso seja mais fácil que para os outros… talvez seja mais fácil para o empregador confiar em alquem 50 do que em uma menininha de 20 para deixar os filhos.

Dependendo das suas experiências, muitas outras portas podem se abrir também, ai precisaria saber um pouco mais do seu histórico profissional para comentar.

Por outro lado, como aposentada, você já vai receber o seu salário mensal no Brasil, e o que vier será um complemento, e por isso talvez você não precise aceitar “qualquer coisa!”.

Acho legal a idéia de fazer um curso para chegar aqui falando o básico… só pra não passar apertos, saber falar o que veio fazer, o que quer comer, reclamar se te fizerem algo errado, dizer para que lugar vai, pedir ajuda, começar a praticar com estrangeiros desde o primeiro dia, etc.

Enfim, acho portas abertas tem para todo mundo sim. Vai da vontade, da sua disposição a aceitar as coisas, e claro, de um pouco de sorte que não faz mal a ninguém.

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