Posts com tag ‘Especial de 6 Meses’

2
jan
2009

Retrospectiva E-Dublin 2008 – Escolas

Antes de comprar seu pacote de intercâmbio, a grande dúvida que vem a cabeça é “em que escola devo estudar?”.

Você fuça o orkut, a Internet toda atrás de informação, mas não consegue achar muita coisa diferente.

No fim das contas, se sua verba é curta, e seu objetivo principal não é estudar formalmente (e sim na vida), não haverá grande diferença na qualidade das escolas e dependerá muito mais da sua for ça de vontade. No geral, se você pagar barato estará correndo o risco de ir parar em uma escola é que mais uma fábrica de visto do que uma escola propriamente dita!

Porém, é sempre valido avaliar, e tentar alinhar a escolha da escola com seus objetivos: localização, facilidade de renovar visto, melhor horário, flexibilidade, etc.

Avaliamos algumas escolas, espero que ajudem vocês!

  1. Grafton College
  2. Abbey College
  3. DBL
  4. Galway Language Centre

Sabemos que ainda não são muitas escolas avaliadas, por isso pedimos a ajuda de vocês este ano: Quando chegarem aqui, façam uma avaliação da sua escola e enviem para gente, tenho certeza que você irá ajudar muita gente que estará na mesma situação que você esteve!

Contamos com vocês em 2009!
Boa sorte e boas aulas a todos!

23
out
2008

Especial de 6 Meses! Desafios e Conquistas!

Não tinha tema melhor para o último post do Especial de 6 meses: Desafios e Conquistas.

Fiquei encarregado de escrever sobre isso, e ao invés de escrever da maneira que sempre fazemos, resolvi começar com uma pergunta: O que mudou?

O que mudou desde que vim pra cá?

Bom, o Homero e eu tínhamos um padrão de vida parecido, apesar dos diferentes contextos: morávamos em um bairro tranquilo na zona sul de São Paulo, tínhamos um cachorro (o dele era o Pingo, o meu era o Bill e depois a Lisa), ambos tinham um carro, pegavam trânsito todo dia ouvindo mp3 (ele Sister Hazel e eu Pearl Jam) no som do carro.

A gente saia depois do trabalho pra tomar umas “geladas” em algum boteco, ia pra bares na Vila Madalena com os amigos e tomávamos açaí de sábado a tarde.

Essas são coisas básicas e nostálgicas, que todo mundo levanta quando está em um bate-papo por aqui. Mas além disso, tem o fator psicológico (dependência, emocional) e físico (saúde, corpo).

Fisicamente, perdemos peso, mas estamos comendo muito bem. Eu não comia fruta, não tomava leite de manhã e muito menos fazia exercícios extra-academia. O corpo muda um pouco, a pele fica menos oleosa por conta do clima, os machucados (não me perguntem porque) parecem demorar mais pra cicatrizar, as roupas mudam um pouco e o corte de cabelo fica mais padronizado (pra Homens: ou raspa ou fica grandinho bagunçado).

Psicológico (emocional) acredito que seja a maior mudança. Já passamos por momentos de reflexão, e claro que muita coisa vai te remeter as lembranças do Brasil, porque foi lá que você estabeleceu seu padrão. Por exemplo: Meu novo padrão é ir trabalhar de bicicleta. Acho estranho pegar ônibus ou voltar pra casa de taxi depois de um happy hour.

Quer ver um padrão daqui? Ligar de graça pra quem tem Vodafone. Virou padrão para Brasileiros aqui. Será que quando você voltar pro Brasil vai conseguir se segurar e ficar sem enviar centenas de torpedos ou fazer ligações para os amigos? E pior, quando deixar recado, você vai virar pro seu amigo em São Paulo e dizer “deixei um voice pra você” – Ele(a) com certeza vai achar estranho ouvir isso, porque não é um padrão no Brasil ;-)

Mas vou falar por outro aspecto: o fator dependência e instinto de sobrevivência. Não somos cachorros, mas também estranhamos um ambiente novo. O cérebro precisa se adaptar a novos padrões, novos cotidianos e saber “se virar com o que tem”.

A primeira coisa que acontece é o medo. Medo de vir, medo do que pode acontecer com você, uma doença, um acidente, ficar sozinho, etc. Depois que isso passa, você começa a estabelecer novos padrões pra sua vida. E aí vem a questao da independência: aprender a fazer coisas não por prazer, mas pela necessidade.

A necessidade te dá habilidades que você jamais imaginaria ter. Habilidade de falar, de ouvir, de fazer, de conduzir e de criar. Vocês estão acompanhando através do blog, tudo que está mudando, o que estamos aprendendo e o que está evoluindo.

Pra não virar um monólogo, perguntei a veteranos aqui da Irlanda, o que mudou pra eles, o que eles aprenderam, e o que evoluiu. Vejam algumas respostas:

Viajei pra Alemanha, Inglaterra, Escocia, Holanda, Italia, Franca, Portugal e Espanha. Aprendi inglês e melhorei o espanhol graças aos amigos espanhóis.

Trabalho na maior empresa de tecnologia da Europa, mesmo sem ter experiência e tendo feito faculdade de um assunto que não tem nada a ver com emprego. Na filial do Brasil da mesma empresa eles jamais teriam me considerado. (Fiz curso de Information Tecnology a distância)Aprendi a dirigir, cozinhar, pintar paredes, prender prateleiras, colocar persianas e cortinas, montar moveis e colocar piso.“
Ivna

Edu, sendo sincera, aprendi que as coisas mudam muito pouco. E que a Europa tem leis severas, mas nada impede o ser humano de agir e pensar como quer. Ou seja o fato das leis serem severas contra o preconceito, isto não impede o preconceito disfarcado, aquele que gera descaso, mas não agressão.

Aprendi que apesar de estar no primeiro mundo, qualidade de vida eh no Brasil. Se alguns brasileiros se comportassem no Brasil como se comportam quando estao fora, tambem teriam dinheiro.

E só alugar o quarto para um amigo, não comprar roupa de marca, não fazer ou ir a churrasco todo fim de semana, andar de bicicleta ou a pé para economizar, etc.

Aprendi que as pessoas que me são especiais, se comportam da mesma maneira, não importa a língua. Se preocupam com o outro, com a saude, e em ajudar. São educadas, pedem, licença e desculpas sempre que erram. O básico dos relacionamentos humanos. A parte cultural é só uma desculpa.

O egoísta brasileiro, diz que é da cultura se dar bem nas custas dos outros, o egoísta inglês diz que é da cultura não ajudar ninguem e viver sozinho.“
Edra

Aprendi a não reclamar (tanto) do clima da Irlanda, depois de ouvir tanta gente no meu estado (MT) sofrendo com o calor e com a seca…

Aprendi que não importa onde eu esteja, vou continuar acompanhando tudo que acontece no Brasil e não vou parar de me preocupar com a evolução do país e de me indignar com os políticos de lá…

Aprendi que nenhum lugar do mundo é perfeito…

Decidi que é no Brasil que quero morar. Porque eu amo o Brasil?!
Não…porque eu amo as pessoas que deixei lá.“
Poliana

Aprendi e aprendo muitas coisas todos os dias.

E a coisa mais importante que aprendi nesses anos todos é perseverar e sempre.
E que os seus sonhos podem tornar realidade e que a maior coisa que voce pode alcancar eh a paz de espirito.

Não são viagens ou dinheiro ou isso ou aquilo. As maiores conquistas não são as materiais e sim as conquistas espirituais.

Eu andei por quatro continentes procurando por muitas coisas e muitas respostas para a vida e fui descobrir a paz de espirito dentro do meu coração no meu quarto.

Hoje tenho problemas e muitos, como todo mundo tem. Mas eu tenho uma coisa que encontrei ha muito tempo nessas minhas viagens que da forças para perseverar todo o dia. E na vida nossa vida nada como um dia apos o outro. Nada como ter a oportunidade de poder recomeçar e tentar aprender o novo ou o inesperado.

Todos os dias pessoas morrem no mundo inteiro. As vezes essas pessoas não tiveram a chance de recomeçar. Mas muitas que ainda aqui estao entre nós as vezes não tentam recomeçar e aprender algo de novo. Entao a vida vai passando pelos dedos das mãos todos os como o vento passa entre as árvores. Essas pessoas um dia olham ao redor e só vêem folhas caidas.“
Paulo

Para
finalizar, além de todos os aprendizados que vão ficar para sempre marcados em nossas vidas, podemos fazer uma lista de tudo que conquistamos desde que chegamos aqui!

Aprendemos a cozinhar (mais ou menos);
Descobrimos que a lixeira do banheiro não esvazia sozinha;
Aprendemos que é difícil mas vale a pena!
Nunca diga nunca;
Fomos a 4 Shows
Viajamos para 3 Países
9 Cidades

Conseguimos 1 Emprego na área
Fomos a Muitas festas
Fizemos amigos de muitos lugares diferentes (Mato Grosso, Minas Gerais, Santa Catarina, Itália, Alemanha, Croácia, Espanha, Colômbia, Suécia, Bahia, França e até São Paulo)
Temos uma lista de discussão
E um blog sensacional que já saiu no BlueBus e na Folha de São Paulo

Além do carinho de muitas pessoas que acompanham nosso dia-a-dia, seja no blog, seja na lista!

Cada dia que passa, nos orgulhamos mais e mais da decisão de termos vindo para a Irlanda, foi uma das melhores coisas que podiam nos acontecer!

Obrigado a todos!

20
out
2008

Especial de 6 Meses! Trabalho!

Eis que surge, o assunto mais aclamado: TRABALHO!

A gente busca sempre postar sobre, e recentemente fizemos uma enquete (que fica ali do lado) e descobrimos que vocês queriam ainda mais. E estamos fazendo, ao menos tentando. Se ainda sentirem falta de alguma informação, dica, por favor nos digam! Temos vários para isso: comentários, o contato e nossa lista de discussão.

Podemos dizer que nossa corrida por trabalho começou antes mesmo de chegar aqui! Desde de dezembro do ano passado (5 meses antes de chegarmos aqui) começamos a enviar currículos com suas devidas cover letters. Claro que somente para empregos na nossa área.

Isso rendeu frutos, ainda no Brasil, o Edu conseguiu uma entrevista por telefone.

Quando chegamos aqui, Edu marcou sua entrevista presencial. Rolou tudo bem, e menina da agência de recrutamento gostou dele.

Para mim, infelizmente não rolou nada na área naquele momento. Porém, na primeira semana consegui uma entrevista. Por conta de eles precisarem alguém que morasse próximo, e eu estava me mudando para a minha casa definitiva no centro, me dispensaram. Apesar de não me avisarem disso, mas me dispensaram… Trabalhei apenas um dia e até hoje não vi os 40 euros que deveria ter recebido, coisas da informalidade.

Na segunda semana o Edu conseguiu o que seria o primeiro emprego dos dois. Uma vaga para trabalhar de garçon em Puchestown, pela Masterchefs.

Nos dias em que trabalhamos para a Masterchefs, o Edu já tinha feito uma entrevista na Strategem, e aguardava a resposta. A entrevista foi marcada pela mesma menina da agência que entrevistou ele na primeira semana.

Na semana seguinte a boa notícia, menos de um mês depois de chegar, ambos tinhamos um emprego. Sendo que 50%, emprego na área.

Continuei minha vida de enviar milhares de CVs diários. Até que pouco depois, comecei a trabalhar também para a With Taste e para a Knights Catering. Na segunda, contei algumas histórinhas aqui e no meu blog.

Continuo na vida do empreguinho médio, recebendo o suficiente para fazer uma viagem ou ver um show de vez em quando.

Na vida de procura de “sub-empregos”, não tive muita sorte. Muitos currículos, muito poucas entrevistas, em duas das que fui e passei (Dee Set e Feast Catering), não me chamaram mais. Passei até por uma fase de acomodação, não procurava muito, mas também não reclamava do pouco que tinha.

Hoje, com a possibilidade de trabalhar full-time, estou na busca de um emprego na área. Tenho usado basicamente o RecruitIreland.ie, Monster.ie e IrishJobs.ie, além de alguns contatos que fiz em agências. Consegui algumas entrevistas, e ainda não consegui uma vaga, mas sinto que realmente é possível. Temos o Edu como grande exemplo disso.

Além de aprender a ser garçon, aprendemos outras coisas a respeito de trabalho aqui.

É fato, arrumar um emprego pro aqui é sim uma questão de tempo. Mas obviamente sorte, bons amigos e estar no lugar certo na hora certa são fatores imprecindíveis.

Se você tem um inglês razoável, não precisa ser perfeito, mas que você consegue ter uma conversa normal do dia-a-dia sem grandes problemas, procure emprego na área. O seu visto de estudante vai sim fechar muitas portas, porém, restarão inúmeras outras abertas. Leva tempo, paciencia, dedicação, competência e um bucado de sorte para encontrar as abertas e finalmente entrar nelas.

Aqui temos a oportunidade de buscar sempre o melhor: consegui um emprego de faxineiro, então procuro um de garçon. Sou garçon mas queria ser recepcionista. Agora sou recepcionista, mas o que eu queria mesmo era trabalhar na minha área. Se é o que você quer, vá atrás disso! Se você é a pessoa que a empres está procurando, pode rolar um sponsorship, e você consiga um visto de trabalho.

A primeira coisa a fazer é atirar para todos os lados, até que o pão de cada dia esteja garantido. Depois disso, é ir atrás de algo que realmente te faça feliz por aqui.

Se o que você procura é ser garçon, faxineiro etc, e simplesmente aproveitar os dias de folga viajando pela Europa, fique tranquilo, 99% dos que estão aqui tem isso. Uns com mais luxo (dinheiro) outros com menos. Mas todos, independente do trabalho que almejou e/ou conseguiu, estão aqui felizes e curtindo uma vida completamente diferente do que tinham no Brasil.

Faça seu currículo. Imprima vários. Entregue de porta em porta. Envie milhares por e-mail. E fique tranquilo, que cedo ou tarde, quando você estiver aqui, você vai arrumar um emprego. Mesmo que só para pagar as contas por um tempo…

16
out
2008

Especial de 6 Meses! Viagens!

Já estamos na segunda semana do Especial de 6 meses! Essa semana completamente dedicada ás nossas principais alegrias por aqui!

Na semana passada já falamos sobre as festas que tem por aqui, daí então contamos um pouco sobre os shows que fomos, e finalmente, um dos principais motivos de quem vem pra cá: VIAGENS!

A primeira viagem que fizemos, foi no final do terceiro mês, para Londres. O intuito da viagem, foi na sua maior parte, ver o show do John Mayer. Mas é claro que não iríamos perder a oportunidade de dar uma volta pelas ruas londrinas e fazer alguns registros.

Para os dois paulistanos que somos, sair de Dublin e ir para Londres, foi como se sentir um pouco em casa de novo! Ruas mais largas, calçadas movimentadas com tudo quanto é tipo de gente. A única coisa paulistana que só encontramos (no fim de semana passado em Amsterdam) que não encontramos em lugar nenhum na Europa, nem mesmo em Londres, foi a loucura de lojas abertas até altas horas ou 24h por dia. Coisa que, antes, só em São Paulo e nos EUA eu vi!

Demos uma volta no London Eye, a roda gigante ao lado do Tamisa, de frente ao Big Ben. 15 pounds, valeu a pena.


Depois, voltamos ao Reino Unido, desta vez para Edinburgo, Escócia. Voamos para Glasgow pela Ryanair, pegamos trem e fomo para Edinburgo, cerca de 1 hora de viagem.

Descobrimos poucos dias antes da viagem, que estavamos indo na época de um mega festival de comédia na cidade. Foi uma grata surpresa. Eventos acontecendo na rua, em teatro, castelo, etc. Das 8 da manhã as 2 da madrugada ou mais. Comemos um prato típico e conhecemos um pouco da noite da cidade.

Por último, já no sexto mes de estadia na Irlanda, fomos para a Bélgica. Tivemos, mais uma vez, a grata surpresa de descobrir que estava rolando um evento em Bruxellas: Belgian Beer Weekend. Passeamos pela cidade, experimentamos cervejas.


No dia seguinte fomos a Bruges, uma cidade pequenina, bonitinha mas sem grandes emoções. Valeu conhecer, mas pelo que os próprios belgas falaram, talvez Gent, é uma cidade mais bonita e animada, apesar de menos turística. Infelizmente não tivemos tempo de conhecer.

As últimas duas semanas foram bem animadas em relação a viagens (Suécia, Dinamarca, Alemanha, Holanda e interior da Inglaterra), porém vocês ver em detalhes todas essas nos próximos dias/semanas. Essas viagens todas foram como uma grande comemoração pra nós!

O mais legal de todas essas viagens, é que sempre conhecemos gente diferente, experiementamos comidas diferentes, fazemos e vemos coisas diferentes. É um outro mundo sendo desbravado. É a gente conhecendo o mundo, sendo conhecido pelo mundo, e SE conhecendo pelo mundo. É um grande presente ter essa oportunidade! Viajar é abrir portas e a mente! É entender como o absurdo pode ser banal, e como o banal pode ser um crime! Entre outras coisas…

Por hora, quem quiser ser ler com maiores detalhes nossas viagens nestes 6 meses, clique na tag “Pra Onde Ir!” e viage com a gente!