Posts com tag ‘Moradia’

16
abr
2012

Quanto custa viver na Irlanda?

Essa é uma das perguntas mais repetidas pelos candidatos a um intercâmbio na Irlanda e também pelos brasileiros que chegam à Ilha. Os motivos são diferentes. No primeiro caso a resposta ajuda a calcular quanto dinheiro é preciso para se manter até conseguir o sonhado emprego, seja sub ou não. No segundo caso, serve para programar viagens e saber se o emprego será suficiente para uma vida modesta, mas confortável.

Flick

Basicamente as despesas mensais de um estudante em Dublin, além do aluguel e do supermercado (já falamos dos custos de moradia e compras semanais aqui no E-Dublin), são as contas de energia elétrica e gás, que são bimestrais, celular, internet e uma verba para pubs e baladas. Podemos chegar a um valor médio, mas as contas variam muito de casa para casa.

O estudante Luiz Antonio Cordeiro sugere conhecer o perfil do lugar onde você vai morar. Saber, por exemplo, se existem regras para o uso de gás e energia entre os moradores. “Quando cheguei, aqui era desorganizado. Depois que duas pessoas saíram da casa, mudamos algumas coisas simples, mas que fizeram a diferença.” Entre as mudanças Luiz cita a regra de só ligar a máquina de lavar após às 23h, e uma vez por dia. “Não sei se deu muita diferença efetivamente, mas pelo menos eu sei quando posso usar e também temos certeza de que ela não vai ficar ligada 24 horas por dia”, explica ele. A última conta na casa do Luiz foi de 300 euros (por dois meses), dividida entre os quatro moradores do apartamento (75 para cada). A casa não tem fornecimento de gás. O chuveiro e o aquecimento das torneiras são elétricos, assim como os aquecedores, que são três: na sala, e em cada um dos dois quartos. Além da energia, Luiz gasta 20 euros por mês colocando crédito no celular, 13 de internet (já divididos entre os 2 moradores) e mais 12 com o selo do lixo (sim, na Irlanda temos que pagar pela coleta do lixo). Ele ainda reserva em média 25 euros por mês para pubs e baladas, valor que varia de mês para mês. São 108 euros de despesas mensais, fora o aluguel e as compras de supermercado.

Luiz Antonio Cordeiro recomenda ter algumas regras em casa para o uso de energia elétrica. Foto: Arquivo pessoal

 

A paulista Larissa Viana, acrescenta os gastos com transporte e a conta de gás (bimestral). Ela conta que as últimas foram bem salgadas: “Veio 257 euros. Eu quase tive um ataque, mas as meninas (flatmates) disseram que foi por causa do inverno e que agora vai diminuir.” Larissa divide uma casa de 4 quartos com outras 3 meninas. O chuveiro e o aquecedor são a gás. A conta de energia elétrica gira em torno de 40 euros por pessoa (também a cada 2 meses). Ela gasta mais 12 euros mensais de internet e 17,80 por semana de transporte. São mais 5 euros por semana com o lixo e cerca de 30 euros por mês para baladas e restaurantes. A conta fecha em €185,20. O que mais pesa é o transporte, que Larissa usa para chegar ao trabalho. Além de Dublin, ela também já morou em Londres e conta que a diferença de preço é pequena: “Apesar do pessoal dizer que Londres é mais cara, na minha opinião, às vezes sai um pouquinho mais barato que aqui. Lá minhas despesas eram todas juntas e por semana. Cada semana eu pagava por um quarto single 70 pounds (libras) com tudo incluso e mais 20 pounds  de transporte por semana, ou seja, 7 dias e não 5, e você pode andar em todos os tipos de transporte (metrô e ônibus).” Convertendo de libras para euros, a Larissa gastava em Londres 336 euros mensais com tudo. Aqui ela paga 155 (menos baladas e restaurantes), mais o aluguel.

Larissa Viana: susto com a conta de gás. Foto: arquivo pessoal

Estes dois exemplos mostram que as despesas podem variar de acordo com a necessidade e disponibilidade de cada um. Dá para passar o mês com 500 Euros? Para a paulista Karina Miguel, é perfeitamente possível viver com essa quantia. Ela montou uma planilha e desde que chegou em Dublin, há cerca de 5 meses, anota cada centavo gasto, desde a passagem de ônibus até o lanche de 3 euros do supermercado. “Nos primeiros meses é preciso viver perto da escola para economizar com transporte e não cair na tentação de comer no fast-food. Além disso dá pra sair e se divertir sem gastar muito com bebidas. Em alguns pubs a pint custa 3,50 e não 5 euros e ainda dá para reunir os amigos e fazer o famoso esquenta, assim não gasta na rua”, ensina ela. Karina, que é formada em administração de empresas, também recomenda fazer passeios baratos como museus e parques e visitar as cidades mais próximas de Dublin.

Resumo da ópera:

O E-Dublin perguntou a 10 estudantes brasileiros se é possível viver com 500 euros por mês:

7 responderam que sim, é possível se você controlar os gastos e economizar;

3 respondera que não, é preciso de 600 a 700 euros por mês para se manter.

Ter disciplina e segurar a onda não é fácil quando se está vivendo em um país totalmente diferente. Logo nos primeiros dias temos vontade de experimentar tudo, desde as comidas na rua, as guloseimas no supermercado até as dezenas de cervejas diferentes nos pubs (agora, falo por experiência própria!). Faça as contas e prepare sua planilha desde já, para aproveitar seu intercâmbio da melhor maneira possível e não ficar sem dinheiro antes da hora!

19
mar
2012

Lar doce lar

Os brasileiros que chegam à Irlanda têm encontrado um forte aliado na busca por uma casa ou apartamento: as redes sociais. Embora sites como o Daft, (você aprende aqui como usar) e o Rent continuem sendo os principais meios de procura, anúncios em comunidades no Facebook e no Orkut podem ser a solução para muita gente.

A paulista Leticia Pinho até tentou usar o Daft, mas foi no quase extinto Orkut que ela encontrou sua primeira vaga em Dublin. “Encontrei muitos anúncios de brasileiros no Daft que queriam dividir apenas com gringos , e outros eu achava muito caro. Comecei a procurar nas redes sociais e achei minha primeira vaga em um anúncio no Orkut”, conta. Alguns meses depois Leticia resolveu mudar de casa com uma amiga. A procura era então por duas vagas. “Na segunda vez encontrei uma ótima vaga anunciada em um grupo do Facebook, um quarto para minha amiga e eu”, relata.

Anúncio publicado em rede social Foto: Thais Bustorff

Já a paraibana Thais Bustorff, que está na Irlanda há cerca de seis meses, já alugou duas vezes usando os sites tradicionais. O apartamento onde ela mora hoje foi alugado com outros três brasileiros pelo site Rent. “Eu procurei muito, uns cinco dias, para achar esse aqui. Liguei, visitei numa sexta e fechei no sábado. Achei muito fácil,” conta. Como estavam em quatro, a turma alugou a casa do zero, ou seja, não havia ninguém morando lá. Quanto à burocracia, Thais não enfrentou problemas: “Foi bem simples. Ela só pediu o passaporte e mais nada. Assinamos um contrato, só para ter uma documentação mesmo.”

Pombinhos

Quando a paulista Laís Ribeira Louzada chegou com o namorado Renato Jungle, em agosto de 2011, encontrou uma dificuldade comum a muitos casais: “Nos sites nós encontramos muitas vagas, boas vagas, com valores dentro do nosso orçamento, entretanto algumas não aceitavam casal, outras não falavam nada, mas quando entrávamos em contato a resposta era sempre negativa para casal, e isso começou a se tornar rotina, vaga de quarto com cama de casal que não aceita casal!”, conta Laís.

A solução veio com um anúncio nos classificados do E-Dublin, que levou ao encontro de outro casal com a mesma dificuldade. Os quatro uniram forças e depois de algumas visitas, finalmente encontraram um cantinho para dois casais, pelo Daft. Laís acredita que se na época houvesse tantos anúncios em redes sociais como hoje, a situação teria sido outra.“ Hoje tem muitas comunidades no Facebook que ajudam. É sempre complicado encontrar vaga para casal, mas não é impossível, o pessoal só tem que focar e persistir que a vaga aparece, ” aconselha.

Renato e Laís Foto: arquivo pessoal

Quanto custa?

De forma geral, os aluguéis em Dublin têm se mantido estáveis, segundo relatórios e pesquisas publicadas periodicamente pelo Daft. De 2008 para cá, houve registros de um leve aumento, mas muito pequeno. Possivelmente o que mantém o aluguel estável na Irlanda e até pode puxar os preços para baixo daqui para frente são os cortes que o governo tem feito nos benefícios sociais, que incluem uma ajuda de custo para o aluguel de cidadãos com baixa renda ou desempregados. Segundo o departamento de proteção social, no fim no ano passado cerca de 96 mil pessoas recebiam a “bolsa aluguel”. Com o valor do benefício menor, os proprietários não têm como subir o preço do aluguel, então a média fica estável.

O aluguel em Dublin, como em qualquer cidade do mundo, varia de acordo com a localização e o tamanho da casa. Tudo vai depender de algumas escolhas como morar ou não no centro, dividir quarto ou ficar em um quarto individual (single) e, claro, quantas pessoas moram ou vão morar na casa. Uma busca rápida em dois dos sites mais usados para compra e aluguel de imóveis (daft e rent) pode dar uma ideia da média de preços:

*2 quartos/ Dublin 1 e 2 (centro) – pode variar de 600 a 2.700 euros. Na média, com 800 a 900 euros é possível encontrar um lugar confortável e bem localizado.

*4 quartos/ Dublin 1 e 2 (centro) – o valor mínimo sobe para 1.600 euros.

*4 quartos/ Dublin 9, região norte – neste caso o valor mínimo cai para 1000 Euros.

*Quarto single/ Dublin 1 e 2 (centro) – se prepare para desembolsar a partir de 300 euros.

*Quarto single/ Dublin 9, região norte – procurando dá para encontrar por 250 euros.

Estes são alguns exemplos. Os valores podem variar muito, por isso vale a pena a pesquisa. Uma sugestão é começar a navegar pelos sites de busca ainda no Brasil, para ir se familiarizando com os termos, os preços e a localização. O melhor é fechar só depois que você estiver em Dublin e visitar a propriedade, mas chegar com um pouco de conhecimento prévio do mercado pode acelerar o processo.

Sites para busca:

www.daft.ie
www.rent.ie

E-Dublin Classificados
Fontes:
Social Welfare RTE Independent

 

10
set
2011

Especial Hostel: Dublin

Dublin, Irlanda

Abraham House

 82 Lower Gardiner Street

The best breakfast ever. Meus queridos esqueçam aquela história de café continental, no Abraham não tem miséria, o café da manhã é digno, incrementado e a vontade (bom, também não precisa comer para o resto do dia).

Clique para abrir mapa no Google Maps

O hostel fica pelas mediações da Bussaras Station, então, localização não é um problema. Para quem não quer andar muito, tem pubs praticamente em frente do hostel, olha que facilidade hehehehehe.

Ponto negativo fica por conta da net. Wifi só rola no lobby e os terminais de computadores disponíveis custam 2euros.

Outra facilidade é ter banheiro dentro de todos os quartos, que por sua vez, são para quatro, seis, oito, dez ou vinte pessoas. Preço entre 9 e 16 euros.

Em alguns meses do ano acontecem promoções, tipo, book dois dias e ganhe o terceiro free. Fique atento :)

O guarda malas é gratuito, mas como o acesso é  ilimitado, mantenha sua bagagem com tranca. Just in case!

Para quem está pensando em morar num hostel até encontrar uma casa, o Abraham possui preços especiais para mensalistas. Duração mínima um mês, máxima três meses, quarto para oito e com limpeza do quarto semanal. Preço 80/semana ou 300euros/mês!

PS.: Preços e informações praticados em março/2011

9
mai
2011

Detalhes importantes na hora de alugar um apê

Alugar um cantinho só para você aqui na Irlanda e finalmente deixar o homestay que você pagou na escola para passar as s primeiras semanas. Esse foi o primeiro desafio enfrentado por mim. Estou em Bray com meu namorado há um mês e arrumar um lugar pra gente foi um alívio muito grande, embora não tenha sido tão fácil. Ficamos uma semana por só conta disso, o que nos impediu, inclusive, de dar entrada no PPS e procurar emprego. Mas vamos direto ao ponto.

Finalmente um cantinho só pra gente! 360 euros por mês, à 20 minutos da escola. Bem razoável pra Bray.

Chegamos na sexta-feira, dia 11 de março, e tínhamos até o dia 25 (duas semanas) para encontrar um lugar para ficar. Nesse meio tempo, teve o St. Patrick`s Day, que dificultou as coisas, devido às paralisações do feriado. Somente no dia 21 começamos a procurar de verdade. Até então, só tínhamos conversado aqui e ali com outros alunos da escola. Nesses cinco dias, esgotamos as possibilidades. Procuramos como procurar apartamentos pelo Daft.ie, pegamos indicações com vários colegas, anúncios no mural da escola e do supermercado Tesco e… Acho que parou por aí. Bray não é muito grande.

De segunda-feira até a sexta, dia da mudança, visitamos alguns apartamentos e quartos em casas para dividir com outras pessoas. A maioria deles achamos no Daft, mas outros foram por indicações de colegas. De todas as visitas que fizemos, tiramos algumas conclusões que podem te ajudar bastante na hora de escolher a primeira moradia na Irlanda. Vamos a elas.

Quarto para casal

O duble room é um quarto com cama de casal, cujo aluguel é um pouco mais caro que o single room, pois pressupõe-se que será habitado por duas pessoas, é mais espaçoso, etc. Mas sabe-se lá, por que cargas d`água, muitas das casas que oferecem o quarto com cama de casal não aceitam casais! Foi o que mais vimos no Daft. Quartos em casas bacanas, com um preço bom, mas que não aceitavam casais (“couples not alowded”). Para o caso de amigos que queiram dividir quarto, existem os twin rooms. Acho que mesmo para duas garotas, não seria muito confortável dividir cama. Haja amizade! Portanto, se você está acompanhado, saiba que a sua pesquisa já vai se restringir por aí.

Depósito

Tanto para quartos como para apartamentos, é exigido do locatário uma garantia, já que aqui não existe o fiador, como no Brasil. Aqui em Bray, todos os lugares que visitamos exigiam um mês de aluguel extra, no início da locação, a ser devolvido quando você sai do apê. Ou seja, já se prepare para gastar! Se você for alugar um apartamento cujo aluguel é 400 euros, só pra entrar, você terá que gastar 800. Existem alguns lugares que cobram por semana, o que facilita bem a questão do depósito, já que em vez um mês extra você pagaria somente uma semana. Os apês e quartos com pagamentos semanais também são vantajosos caso você ainda esteja à procura do lugar ideal. Seria somente uma morada provisória.

Mas e na hora de receber o depósito de volta? Esse é o ponto mais importante e tudo tem que estar muito claro entre você e o locador. Quando você negocia com uma imobiliária, eles exigem que você fique um período mínimo no apartamento, geralmente seis meses ou um ano. Se você sair antes do que está definido no contrato, eles não te devolvem a grana. Às vezes você vai negociar um quarto diretamente com o dono de uma casa. Nesse caso, ele pode estipular também um prazo (como foi em alguns quartos que visitamos), mas vocês podem entrar em um acordo e, se você arranjar outra pessoa para entrar no seu lugar, ele te devolve o dinheiro.

Em outros casos, você vai entrar em uma república com outros estudantes. Na que visitamos, não tinha um período mínimo pra pegar o deposito de volta, mas você tinha que obrigatoriamente arranjar um ocupante pra te substituir. Isso porque um dos moradores foi o responsável por negociar a casa na imobiliária. Assim, ele e os primeiros moradores da república se reuniram e pagaram o mês extra. Daí por diante, o dinheiro dos que entravam era a devolução do depósito dos que saiam. Colocando em números, o aluguel era 800 euros, dividido para quatro pessoas, que se reuniram e formalizaram o acordo com a imobiliária. No primeiro mês, cada um deu 200 do aluguel mais 200 do depósito. Quando um deles for embora, arranjará outra pessoa para substituí-lo e os 200 euros do depósito dela ficam sendo o retorno do que ele havia pago no fechamento do contrato. E assim por diante.

Quartinho espaçoso, guarda-roupas, mesa de estudos, internet, uma vista legal. Nosso cantinho ficou muito agradável.

Uma dica super importante antes de finalizar esse tópico: se você vai negociar com a imobiliária, fique de olho. Além do período mínimo para ocupar a casa, ainda tem as avarias, como arranhões ou sujeira nas paredes e etc. Qualquer coisa vai ser motivo pra eles não devolverem a grana, por isso, vasculhe o apê antes de alugar. Qualquer mancha ou defeito observado na visita deverá ser apontado por você, para que depois não tenha que pagar pelo erro de outros inquilinos. Esse conselho me foi dado por um dono de casa, por isso, levei tão a sério. Mas, na verdade, nunca fiquei sabendo de casos assim.

Lixo

Uma questão que me chamou muita atenção aqui, e que eu nunca tinha ouvido falar em outros blogs, é a coleta do lixo. Aqui, não existe um sistema como o do Brasil, em que o governo vai lá e recolhe todo o lixo que você produz indiscriminadamente. Na Irlanda, você tem que pagar para que ele seja recolhido, e não é barato, viu? Para que seu lixo seja levado pelo caminhão, você deverá colocá-lo em sacos especiais, que são vendidos no mercado. São 6 euros o saco de lixo orgânico e 2 euros do lixo seco. Levando-se em consideração que não demora muito pra encher os sacos aqui, ainda mais com a quantidade de comida congelada que compramos, lá se vai um dinheirinho no fim do mês. Mas, para a nossa felicidade, existe outra forma de ter o lixo recolhido sem gastos. Alguns prédios possuem caçambas para os moradores depositarem o lixo. Essas caçambas são colocadas pelo condomínio e a cobrança é feita anualmente. Quem paga são os proprietários. Acho que esse valor nunca chega a ser repassado para nós.

Fora o dinheiro que você gastaria com os sacos de lixo “oficiais”, tem que se levar em conta o incômodo, caso você seja muito espertinho, de ficar procurando um lugar, na calada da noite, para desovar o seu lixo, depositado nos sacos pretos comuns. Não tente fazer isso: além de poder ser multado, vai poluir a cidade. Os sacos pretos deixados em terrenos baldios, becos e etc. nunca são recolhidos.

Outros detalhes

Máquina de lavar, muitas panelas ao meu dispor, uma boa área, tv... tem quebrado bem o galho, viu?!

Além do lixo, você poderá economizar nos gastos mensais se a casa em que você se instalar possuir maquina de lavar e secar (ou pelo menos uma área boa para estender as roupas), panelas e pratos à vontade, roupa de cama (falo isso, porque tivemos que dormir com um edredom emprestado no primeiro dia. Não tinha roupa de cama na casa) e outros itens do seu dia-a-dia. Lavanderia não é muito barato, pelo menos aqui em Bray, e quanto mais coisas você puder evitar comprar, pelo menos antes de arrumar um emprego, melhor.

A internet é outro detalhe importante. Se a casa já tiver internet, a sua tarefa será pagar a sua parte da conta no fim do mês. Caso contrário, você seria o responsável por colocá-la no apartamento. Mais gastos e aborrecimentos.

Dividir uma casa ou arrumar um cantinho só pra mim?

Em meio a tantos detalhes, eu não terminei de contar o fim da nossa procura. Acabamos alugando um quarto de casal no apartamento de um chinês. Além de nós, ele também mora na casa e tem uma chinesa que aluga outro quarto. O condomínio é bem agradável, temos o lixo, a máquina de lavar, panelas… Claro que seria muito melhor alugar um flat só pra nós, onde não teríamos que conviver com pessoas desconhecidas. Seria do nosso jeito, mas, colocando tudo na balança e levando em consideração o custo do flat, mais as taxas de luz e internet (que teríamos que instalar, sem a possibilidade de dividir com outros moradores) e a nossa situação temporária de desempregados, achamos melhor ficar no quarto. Aqui também evitamos a burocracia da imobiliária e o prazo mínimo dele é só três meses. Agora é torcer pra ele não sumir com o nosso depósito. O recibo que temos foi escrito à mão em uma folha de caderno. Arriscado? Sim. Mas estamos confiando nele. Façam o possível para formalizar a locação de vocês.

Próximo passo: arranjar um emprego. Assim que acontecer, continuo contando a nossa saga!

Até breve!