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23
abr
2012

O poder do passaporte vermelho

 By Camila Freitas

Imagine vir para Dublin sem aquelas burocacracias que perseguem os brasileiros como: Provar verba de 3.000 euros, ter curso fechado e ainda esperar um mês para tirar o visto? Simples: Ter cidadania europeia!

Quer dizer, na realidade não é tão simples assim e nem todo mundo pode ter. (Infelizmente!)

Confira o que os sortudos de dupla cidadania devem fazer para adquirir o passaporte e quais as vantagens de ser cidadão europeu em Dublin!

Quem pode ter passaporte europeu?
Filhos, netos e bisnetos de ascendente europeu, em todas as gerações mantendo-se a linha paterna. Assim que um brasileiro se torna cidadão europeu seus filhos terão o mesmo direito. 

As duplas cidadania mais comuns no Brasil são a italiana e a portuguesa. Mas, como todo caso tem sua exceção, existem também brasileiros com naciolidade alemã, polonesa e por aí vai.

O que é necessário para adquirir o passaporte?
 
Como as etapas para reconhecer cidadania europeia são bastante burocráticas e diferenciam de acordo com o país, falarei sobre o básico para conquistar o tão desejado “passaporte vermelho”.

Primeiro é necessário ir até a Embaixada ou Consulado do país de sua segunda nacionalidade. Os documentos comuns exigidos são:

Do ascendente europeu: Certidão de nascimento ou Certidão de batismo, Certidão negativa de naturalização, Certidão de casamento, Certidão de óbito (se for o caso) .

Do requerente: Certidão de nascimento original do interessado ao reconhecimento da cidadania; toda a série de certidões de nascimento e casamento necessárias para comprovar a descendência do interessado; fotocópia autenticada da cédula de identidade brasileira do interessado.

Feita a entrega dos documentos o requerente deve aguardar a cidadania ser reconhecida no país de sua ascedência e o documento que comprove o reconhecimento, normalmente uma carta.

O tempo para cumprimento da cidadania é relativo, se os documentos requeridos estiverem de acordo, demora menos, no entanto se for preciso localizar os documentos necessários, pode demorar bem mais. De qualquer forma o andamento dos processos pode levar de 5 a 10 anos.

A boa notícia é que se você for direto no país de ascedência para reconhecer a cidadania o tempo dimunui consideravelmente, coisa de menos de 1 ano. A má notícia é que você terá que ir pra lá para acompanhar todo o andamento. Porém se você já tiver cidadania reconhecida, o processo para tirar o passaporte é normalmente igual a retirada do passaporte brasileiro. Preechimento de um formulário, pagamento da taxa e agendamento para retirar o documento. A diferença é que isso será feito no consulado do país referente a cidadania europeia que será adquirida.

Como já citado acima, algumas etapas diferem de país para país, por isso eu aconselho uma visita direto na embaixada ou consulado, segundo sua cidadania, para obter todas as informações necessárias.

Vantagens
 
Se me perguntarem quais as vantagens de ser cidadão europeu, respondo: TODAS!
Cidadão europeu não precisa tirar visto. Isso mesmo! Passaporte vermelho tem passe livre para entrar na Irlanda;
Como dito anterirmente, não é necessário comprovar verba de 3.000 euros;
Não é obrigatório vir com curso de inglês fechado;
Sem restrições de viagens pela Europa, apenas apresente seu passaporte e pronto;
Com relação a emprego o mercado de trabalho para cidadão europeu é bem mais amplo, tanto pela aceitação quando para encontrar oportunidades na área, uma vez que cidadão europeu tem o direito de trabalhar full-time.
Cidadão europeu também tem direito a plano de saúde governamental, no entanto compensa fechar um plano particular no Brasil, pois normalmente os Irlandeses pagam por consulta.

Portanto, se você que está lendo a matéria tem passaporte europeu+vontade de fazer intercambio pela Europa, apesar da recessão, vale a pena passar uma temporada aqui!

Alguns sites que podem ajudar:

http://www.cidadaniaitalia.com.br/

http://www.italiaoggi.com.br/migrazioni/migra_cidadania_geral.htm

http://www.embaixadadeportugal.org.br/

http://www.cidadaniaportuguesa.com/

 

Gostaria de agradecer ao Lucas  Cirigliano e Ricardo Martins, brasileiros com cidadania europeia, que me ajudaram com várias informações.

Valeu e até próxima!

Camila

8
ago
2011

Pra onde ir: Israel – Parte I, planejando

Reprodução

Se você já viajou aos mais conhecidos destinos europeus;  Paris, Madri, Barcelona, Londres, Roma ou se como eu cansou de ver fotos de todos os seus amigos indo pra lá antes mesmo de ir e quer algo diferente, Israel é o seu lugar!

Vamos começar uma série de posts viajando por todo o Estado de Israel incluíndo Tel Aviv, Jerusalém, Haifa, Mar Morto,  Hosh Hanikra e muito, mas muito mais! Ficou curioso? Só nos acompanhar nessa viagem.

Infelizmente Ryanair não faz Israel, somente Easy Jet saindo de Londres. O custo total das passagens deu cerca de 400 euros, isso mesmo, 400 euros. Pra quem está acostumado a viajar com passagens a 50, 60, 70 euros, 400 é um número muito grande, mas devemos considerar que Israel é um país caro e segundo a Mercer’s 2011, Tel Aviv a cidade mais cara do Oriente Médio.

As Reservas em Tel Aviv saíram 61 euros por 4 dias no Florentine’s Hostel divindo o quarto com mais 4 pessoas e 15 euros dividindo com mais 9 no Abraham Hostel em Jerusalém, mas isso eu comento mais tarde.

Peguei um vôo de uma hora de duração de Dublin para Londres (Luton) e

Reprodução

outro de 5 horas Londres – Tel Aviv. No avião já comecei a sentir a diferença de cultura, eu que me acomodei no fundo do avião percebi uma movimentação esquisita. Alguns homens, judeus ortodoxos estávam se levantando, caminhando no avião, se alongando, fazendo exercícios, as crianças correndo e brincando e tudo isso em pleno corredor! Até aí tudo bem, mas de repente um grupo de 6 ou 8 pessoas se juntaram em frente ao banheiro do avião e começaram a rezar. Confesso que fiquei assustada porque não era uma oração das mais discretas e lá ficaram durante 15 minutos sem uma alma ir até o fim do corredor.

Após cinco horas de vôo, enfim Tel Aviv. Chegando na Imigração, guichê para cidadão israelense e guichê pro resto do mundo. Chegando a minha vez, a mocinha perguntou o número do meu vôo, eu que não lembrava, respondi somente que estava vindo de Easy Jet. Pronto, foi o que bastou pra ela acionar a guarda. Enquanto não chegava alguém pra me “coletar” do guichê, ela fez as perguntas que me fariam mais duas vezes a partir dali: “Por que você veio? Veio com alguém? Por que veio sozinha? Onde vai ficar? Tem amigos aqui? Quando vai embora?” Ela entregou meu passaporte pra uma mulher fardada que me levou pra uma sala e pediu que eu esperasse, fazendo o mesmo questionário anterior.

Dez minutos depois apareceu um rapaz vestido à paisana com o meu passaporte em mãos fazendo as mesmas perguntas além de perguntar o que eu conheço da cultura israelense, porque eu fui pra lá, se como eu sou brasileira porque moro na irlanda, como eu me sustento, o que faço na Irlanda, se meus pais me mandam dinheiro, quanto dinheiro eu tinha e outro milhão de perguntas absurdas…

Reprodução

Nessa confusão toda eu sequer pensei em pedir pra não carimbarem meu passaporte porque se pra carimbá-lo já foi isso imagine pra não ser. Pra quem não sabe, passaportes com carimbos árabes não são bem-vindos em Israel e carimbos israelenses não são bem vindos em países árabes (Emirados Árabes, Egito, Jordânia, Marrocos e afins), inclusive você corre um sério risco de ser barrado em um país tendo o carimbo do outro. Enfim, peguei o carimbo israelense no passaporte e junto com ele veio um papel avulso que é entregue na catraca alguns metros adiante. Enfim, Israel!

Chegando lá, já comecei a notar as novidades, as placas todas escritas em Inglês, Hebraico e Árabe, os judeus mega ortodoxos de longos jalecos pretos e chapelão, além de um milhão de quipás na multidão ainda no aeroporto.

Aeroporto de Tel Aviv - Reprodução

Alou Israel, aqui vou eu!

31
jan
2011

Como tirar visto para os Estados Unidos na Irlanda

Muita gente já teve essa dúvida, pois como sabem, é muito mais barato fazer uma viagem para os EUA daqui da Irlanda comparado com o Brasil.

Pra terem uma idéia, um voô para Nova York saindo de Dublin custa 199 euros pela Aerlingus. Bem acessível não?

Pois é, mas como vocês sabem nós brasileiros mortais precisamos de visto pra ir pra lá, mesmo como turistas. E aí vem a pergunta: Edu, como faz pra tirar o visto se eu moro aqui na Irlanda?

O processo é razoavelmente simples:
1 – Saber qual o visto que você precisa. Se for como turista, será o visto “B1/B2″ (Business/Tourist)

2 – Preencher o formulario de requerimento de visto Americano online

3 – Um Bank Draft* no valor de 105 euros, caso esteja aplicando para o visto B1/B2. Voce pode ver todos os valores para diferentes tipos de visto aqui.
*Bank Draft é um tipo de um cheque que é previamente debitado na sua conta. Ele é feito na boca do caixa do seu Banco na Irlanda.

4 – Um envelope do correio chamado “stamped addressed envelope (SAE)”. É como um envelope pré-pago, onde o remetente não para nada pois você já pagou pelo envelope. Custa 5,50 euros.

5 – Comprovantes de que você só vai pros EUA a passeio. Cartas de referência do trabalho, contas de luz, comprovantes de pagamento (se tiver) na Irlanda, passagem de volta, tudo isso serve. Quanto mais documento pra provar, melhor.

6 – Comprovante de que voce conseguirá se sustentar durante sua estadia nos EUA. Extratos de banco, cartão de crédito, e quaisquer outras provas que você tenha. Não existe um valor estipulado, mas dá pra chutar uns 100 dólares por dia.

Feito! Após passar por esse check-list o que você precisa fazer é agendar uma entrevista na Embaixada Americana. Essa parte é meio bizarra pelo valor que cobram.
O telefone é o 1580 47 8472 e custa 2,40 euros por minuto. Eu não consegui ligar nesse número do meu celular, e tive que ligar para o (01)436-0536. A ligação neste outro número custa 16 euros! (Sim, dezesseis!) e são pagos através do cartão de crédito.

Funciona assim:
Você liga, o atendente pede os dados do seu cartão, cobra os 16 euros. Após confirmação, ele te atende. Eles basicamente preenchem um tipo de agendamento com seu nome, telefone, endereço e te dão a data pra comparecer na Embaixada.

Lá você não entra com celular e passa por detectores de metal, quase igual no aeroporto. Coisa de americano…

O endereço da Embaixada Americana em Dublin é:
U.S. Embassy Dublin
42 Elgin Road
Ballsbridge
Dublin 4
No mapa:

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Ao chegar lá você pega a senha para o Non-immigrant Visa. Na primeira chamada eles checam seus documentos, na segunda chamada pegam suas impressões digitais e na terceira sim é feita a entrevista. Comigo foi bem rápido e tranquilo (uns 10 minutos).

Eles ficam com seu passaporte e te retornam pelo correio (pra isso aquela cartinha pré-paga!). Chega em 48 horas.

Se ainda tiver dúvidas, você pode ler tudo no site da Embaixada Americana em Dublin

“Time is money, oooh yeah!” – Tio Sam

22
nov
2010

Como tirar o Work Permit na Irlanda

Nós já falamos das principais diferenças de vistos, e dentre eles, a diferença dos vistos de trabalho na Irlanda: o Work Permit e o Green Card.

Pois bem, agora eu vou explicar para vocês como conseguir o visto de trabalho na Irlanda e quais são os passos a serem tomados para efetivamente conseguir a aprovação da imigração.

A primeira coisa que você precisa é de um job offer. Um job offer não é uma vaga e sim uma oferta, depois que você é aprovado (passado na entrevista). Tendo a job offer em mãos, você precisa preencher o formulário de aplicação para o visto de trabalho. Você pode baixar o PDF no link do site da imigração:
http://www.deti.ie/labour/workpermits/epformsfees.htm

Caso sua vaga em questão não seja a nível de diretoria ou muito específico (médico, farmacêutico, astronauta, etc…) recomendo que você aplique para o Work Permit e não para o Green Card. A maior diferença é que o Green Card apesar de parecer mais fácil (em termos de processo) exige cargos maiores e salários altos (acima de 60 mil euros por ano, salvas excessões abaixo disso, enquanto o Work Permit exige 30 mil euros por ano, salve excessões também).

A primeira pergunta que você deve estar se fazendo é:
Mas baraleo Edu, quem preenche esse formulário?
Tanto faz. Pode ser a empresa ou você. Se sua empresa não estiver acostumada com contratações internacionais, recomendo que você faça isso. Eles (empresas) geralmente sabem menos que você, acredite.

Bom, mas aí você vai encontrar duas questões chave nesse formulário, que ficam na sessão 3:

workpermit1

- Experiência/Habilidades necessárias para essa vaga
- Experiência/Habilidades do candidato

É aqui que você vira um vendedor. Você precisa ter habilidades e experiência que outro europeu não tenha, pois logo abaixo dessas perguntas, surgem essas duas:
workpermit2

Exatamente. E veja a notinha logo abaixo:
Se não foram feitos esforços (ou eles assumirem que não) para contratar um Irlandês ou um Europeu, sua aplicação poderá ser negada:(

Por isso fica a dica: Quais são as experiências e habilidades (skills) que você tem, e um Europeu não tem?
Pensou? Isso mesmo! Você tem experiência com mercado Latino Americano, você fala Brazilian-Portuguese fluentemente, você tem experiência com mercado Internacional, você sabe sambar e fazer caipirinha!

Lembre-se de que quanto mais provas você tiver, maiores as chances de ser aprovado (certificações, diplomas, tudo devidamente traduzido).

Bom, preenchido o formulário, anexadas as cópias de certificações, agora vem a parte mais interessante: pagar. Hihihi :)

Você precisa pagar mil euros ao submeter seu formulário. Pode ser através de cheque ou Bank draft. Caso você esteja aplicando, você paga. Caso seja a empresa, eles geralmente pagam. Vai da sua intimidade para pedir para a empresa pagar ou não. No meu caso, eu paguei, pois quanto menos pedir/exigir da empresa, melhor (menos burocrático pra eles).

Nota importante: você NÃO pode aplicar para o Work Permit enquanto estiver na Irlanda como estudante!

Ein? Cuma? Mas e agora José? Eu to aqui, como estudante Edu.. o que eu faço?

Vaza! Vai embora do país! Você não precisa necessariamente voltar para o Brasil, mas sair da Irlanda. E provar que não esta aqui apresentando uma cópia do seu boarding pass (Cartão de embarque) ou carimbo no passaporte (que tenha data) provando que está em outro lugar.

Mas Edu, se eu estou em outro país, como eu vou enviar meu formulário para a imigração?
Essa é fácil! Você já ouviu falar em Correio? Post Office? Sim!

Ah, como você provavelmente terá um cheque ou um bank draft de mil euros dentro do envelope, eu recomendo que use DHL ou envio registrado, para não ter riscos de perder sua aplicação por aí.

Outro detalhe: ao enviar seu formulário, pode levar até 3 meses para ter uma resposta. Por isso muita gente volta para o Brasil (Seria muito caro ficar pagando hotel por esse tempo).

Iiiih Edu, 3 meses? A empresa vai desistir de mim!
Não vai não. Se ela te deu o job offer e sabe que você está aplicando para o visto, ela vai te esperar. Pode ficar tranquilo quanto a isso.

Bom, formulário enviado, você está fora do país, pagou, agora é orar a Deus para que sua aplicação seja aprovada. Não fique frustrado caso ela não seja aprovado pela primeira vez. Você pode enviar um appeal (apelo) para que sua aplicação seja revista.

Algumas coisas importantes, talvez óbvias. Você não vai aplicar pra Work Permit se estiver trabalhando de garçon ou bartender. Quanto mais especializada for sua vaga, maiores são suas chances. Exemplo: Você conseguiu um cargo de vendedor de TV a cabo e quer aplicar para o visto. Será negado. Porém, se você conseguiu um cargo de vendedor de TV a cabo bilingue, com fluência em português, para vender para o mercado latino-americano – suas chances serão muito maiores.

Pense nisso também. Tente negociar uma revisão do seu cargo na empresa, para que fique mais específico e aumente suas chances.

Feito tudo isso e tendo o visto aprovado, você vai receber pelo correio (no endereço que você colocou no formulário) o seu visto. Ele é basicamente uma impressão timbrada de uma aprovação da imigração Irlandesa.

Tendo isso em mãos, você embarca pra terra verde novamente. O processo de chegada é bem similar ao de estudante, mas ao invés de mostrar a cartinha da escola, você mostra a carta do Work Permit. Incrível né? ;)

Depois de passar a imigração, você vai novamente na Garda, para tirar seu GNIB. Pega senha, paga os 150 euros, tudo igual. A única coisa que vai mudar é que sua carteirinha vai aparecer com a Stamp 1 ao invés de Stamp 2.

Simples assim. É isso aí, boa sorte com as aplicações e mandem seus depoimentos caso já tenham passado por esse processo!