Intercâmbio: 5 altos e baixos que você vai vivenciar

Intercâmbio: 5 altos e baixos que você vai vivenciar

Thaiz Beltrão

4 meses atrás

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Encarar um intercâmbio não é fácil. Fora toda empolgação, sempre tem aquele “medinho”.  E isso acompanha você desde o início do processo de preparação até o dia em que finalmente desembarca na ilha.

Quando você está chegando já pode observar, ainda dentro do avião, todo esse novo lugar que o espera. Nesse momento, vem a sensação de frio na barriga, antecipando uma aventura que está prestes a começar.

Haverá dias em que você sentirá vontade de ir embora e dias de querer morar na Irlanda pelo resto da vida. “O que eu estou fazendo aqui? Vou conseguir emprego? Acabou minha grana, e agora?” Essas são apenas algumas perguntas que acompanharão muitos momentos do seu intercâmbio.

Se você já se fez algumas delas, esse texto é para você!

1. Você dificilmente estará sozinho

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No intercâmbio, dividir é a palavra-chave, principalmente ao morar com mais intercambistas. Crédito: Shutterstock

Um dos primeiros choques, além dos tradicionais, como cultura, comida e clima, é o fato de que, quando você chega, já está acompanhado por vários outros intercambistas. O processo começa aí. Essas amizades firmadas nos primeiros dias resultarão em boas risadas no futuro.

No intercâmbio, dividir é a palavra de ordem. Você divide o quarto, a geladeira, o espaço no banheiro, os dias ruins, os dias bons e as conquistas. E é justamente da necessidade de dividir que vem o aprendizado.

É ao se deparar com as limitações de viver fora que você passa a valorizar ainda mais o que se tem no Brasil e, principalmente, a respeitar o seu limite e o do outro. Você aprende na raça que o seu limite realmente termina onde o do outro começa.

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2. Saber lidar melhor com o dinheiro

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Durante o intercâmbio, você vai aprender a lidar melhor com seu dinheiro. Foto: Shutterstock

Não é fácil conseguir a grana para chegar até aqui. Cada um tem uma história diferente, mas todos lutam bastante para poder realizar o sonho de vivenciar um intercâmbio.

Porém, é no dia a dia deste lado do oceano que você vai realmente aprender a ter uma nova concepção de dinheiro. Tem dias em que a grana tá curta, tem dias em que a ida aos supermercados são regradas, e há momentos em que, se não fosse a ajuda daquele seu flatmate, a coisa ficaria bem feia.

Aprender a organizar-se, a tabelar o que tem e o quanto pode gastar se tornam rotina e, dessa forma, você também aprenderá a eleger melhor suas prioridades, suas necessidades e como lidar com o dinheiro nosso de cada dia.

3. Cadê meu emprego?

É fácil conseguir um emprego? Pois bem, conheço gente que conseguiu na primeira semana e gente que foi embora porque a grana acabou e o emprego não apareceu. Quando as pessoas dizem que depende muito de você, acaba soando maldoso, mas é a mais pura verdade.

Procurar emprego no seu país, na sua área de atuação, pode ser difícil, agora imagine isso em um país onde você conhece pouco, com uma língua que está aprendendo e, provavelmente, em setores que jamais procuraria no Brasil?

Não é à toa que a procura por trabalho pode ser um dos períodos de maior frustração do intercâmbio e, certamente, você por vezes se perguntará: “O que eu estou fazendo aqui?”.

Só não esqueça que a prioridade deve ser sempre o estudo — este precisa ser o principal objetivo do seu intercâmbio!

4. Saudade de quem ficou

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Não importa quem você deixou para trás, uma hora a saudade vai vir forte. Crédito: Shutterstock

No dia em que eu cheguei, estavam comigo, em minha residência estudantil, mães que deixaram filhos, pais, noivos, recém-casados e, ainda, aqueles que nunca tinham saído de casa.

A verdade é que cada um de nós deixou alguém no Brasil. Foi assim com uma garota que eu conheci, que estava na Irlanda há apenas um dia e já chorava profundamente de saudade.

A saudade bate e cada um tem uma forma diferente de senti-la. Tem dia que dói mais, tem dia que passa. Tem pessoas que voltam antes e tem gente que sabe lidar bem com a distância. Seja qual for a sua forma de sentir e encarar esse sentimento, saiba que cedo ou tarde ele chegará!

6. Entender que as coisas acontecem diferentemente para cada um

Pode parecer conveniente pela quantidade de brasileiros vivendo aqui, mas nós precisamos passar por alguns perrengues para aprender como as coisas acontecem.

Por aqui, as coisas não são como no Brasil. É diferente mesmo, é outra cultura, outra realidade, outras necessidades. Aqui, você abastece o próprio carro, passa a própria compra no mercado, precisa ser mais pontual.

Aqui, devolve-se o que se encontra na rua, no banco do ônibus. Aqui, economiza-se — e muito! Aqui, tudo é um aprendizado.

Adaptar-se ao clima, incluir vitaminas na dieta, preferir a bike ao carro… É tanta informação pra ser digerida que, se você não ficar atento, não aproveitará nem um terço do que o intercâmbio tem para oferecer.

A minha dica pessoal? Positividade, pesquisa e cabeça erguida para enfrentar os desafios é o começo de tudo!

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Thaiz Beltrão
Thaiz Beltrão, Mineira lá do interior, que precisava ver o mundo com os próprios olhos e embarcou nessa viagem. Jornalista, 22 anos de paixão por livros, história e um coração atleticano. Capricorniana por si só, amante dos causos da vida e das voltas que o planeta dá.

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