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Alimentação

5 dicas para vegetarianos em Dublin

Caroline Rodrigues postou em 01 mai 2017

Os vegetarianos ou pessoas que possuem algum tipo de restrição alimentar e planejam vir para Dublin no futuro não precisam se preocupar. Aqui, é possível viver sem grandes gastos durante o intercâmbio, desde que se saiba cozinhar. Sem comer fora, dá para gastar cerca de 20 euros por semana e se alimentar bem.

Desde que cheguei aqui, aprendi vários truques com os meus colegas de casa e o primeiro deles é pesquisar as promoções no começo da semana. Eu moro perto de três supermercados bem conhecidos (Tesco, Lidl e Aldi) e antes de comprar qualquer coisa, pego os catálogos de promoção e sento alguns minutos para analisar.

Verduras com preços promocionais em um dos mercados irlandeses

Verduras com preços promocionais em um dos mercados irlandeses. Foto: Arquivo pessoal

Sempre existe, em cada um deles, cerca de cinco ingredientes, entre verduras e frutas, que podemos comprar com um preço camarada. Esta semana, por exemplo, havia maçã, parsnip, abóbora e batata por 0,49/o saco, isso mesmo, menos de 50 centavos, cada um com cerca de 5 unidades.

Normalmente, o mix de vegetais em promoção é diferente em cada um dos pontos, o que nos dá a possibilidade de mais variedade na mesa.

Outra regra básica das compras é sempre tentar dividir. É legal quando você vai ao mercado com um amigo e acaba dividindo os gastos. Algumas coisas, como cebola, cenoura e batata podem ser rateadas e, assim, não estragam na geladeira – ou pior, você é obrigado a fazer o mesmo alimento várias vezes para não perdê-lo.

Frutas fresquinhas e que cabem no bolso

Na Moore Street, bem no centro de Dublin, existem várias barracas de frutas e verduras instaladas na rua, tipo as feiras que vemos no Brasil. Geralmente, os alimentos lá são mais fresquinhos, duram mais na geladeira e as opções são inúmeras.

A primeira regra ao chegar na barraca e não tocar nos alimentos como se faz no Brasil. Os feirantes não gostam e podem até mesmo falar coisas desagradáveis.

Atualmente, podemos encontrar lá morangos (2 euros/a caixinha), ameixa (1 euro/10 unidades), banana (1 euro/10 unidades), damascos (1 euro/15 unidades).

Caso os alimentos sejam para apenas uma pessoa, aconselho comprar duas ou três qualidades por semana e, caso acabe, adquirir mais no decorrer do período.

Na mesma rua, existe um mercado indiano que é ótimo para aqueles ainda comem ovos. Lá, uma cartela com 30 unidades sai por 1 euro. Nos demais estabelecimentos, você paga aproximadamente 1,50 euros na cartela com 10.

Na Moore Street há uma feirinha de rua com muita variedade! Foto: onlyyouqj - Freepik.com

Na Moore Street há uma feirinha de rua com muita variedade! Foto: onlyyouqj – Freepik.com

Grãos e afins

Nas prateleiras dos supermercados, é possível encontrar alguns grãos. Lentilha, feijões (alguns até parecidos com o brasileiro), grão de bico e uma seleta de grãos que é de tirar o chapéu e pode render sopas, risotos e saladas maravilhosas. Os pacotes de grãos são de 250 gramas e custam entre 2 e 5 euros.

Uma dica importante: se você usa ela sempre, não se esqueça de colocar a panela de pressão na mala. Aqui, quando você procura nos classificados das redes sociais, um destas vale 22 euros (usada).

A variedade de cerais matinais é enorme, mas a nossa tradicional granola, com os pedaços de castanha e frutas secas, já é mais cara.

Como não gosto muito de cerais, eu faço uma mistura de frutas e aveia e ponho no liquidificador. Um pacotão de aveia custa menos de 2 euros e rende muito. Pode virar leite, mingau, vitamina e ser usado como cobertura de saladas de frutas.

Leites, queijos e derivados

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Oferta de queijos veganos nas lojas de produtos naturais. Foto: Arquivo pessoal

Para quem come leite e derivados, é hora de nadar de braçada. Queijos variados e com preços acessíveis estão em todos os freezers dos supermercados. Em Dublin, é possível comer com fartura aqueles queijos que você colocava na mesa apenas em datas especiais no Brasil. A regra vale também para os iogurtes e cream cheeses.

Agora, se o intercambista tem restrição ao consumo desse produto ou já venceu esta etapa e descartou os laticínios, não se preocupe. Além do leite de soja, o leite de amêndoas, aveia e arroz são vendidos por, no máximo, 2 euros.

Eu achei muito barato, porque eu sou de Cuiabá e lá, este tipo de produto custa o olho da cara. Não sei a realidade do local onde você mora no Brasil, mas temos que concordar que o preço é muito bom.

Existem, ainda, lojas de produtos naturais, como a Holland & Barret e a The Health Store, que oferecem queijos veganos, iogurtes, biscoitos, entre outros. Os valores não são muito baratos, mas sempre há promoções. Na semana passada, era “dois pelo preço de um”.

Congelados

E para a hora do aperto ou momentos em que a vontade de comer gordura ataca, eu aconselho um congelado. Eu vi várias coisas nos supermercados, mas achei viável um hambúrguer de vegetais que vende no Lidl e no Aldi. O pacote custa 1,50 euros e vem com quatro unidades.

Depois de colocar no forno, basta comprar um pão da hora, um pouco de alface e tomate, pegar aquele queijo e pronto! Um sonho de lanche em poucos minutos – e sem gastar muito.

Restaurantes

Antes de você ir a algum restaurante pela cidade, é sempre bom checar o menu pela internet ou ligar para verificar se tem alguma opção além de salada para você, como acontece no Brasil.

Aqui, eu encontrei dois lugares bacanas para um vegetariano se fartar. Um deles é o Umi Falafel, na Dame Street, e outro é o Govindas, que por sinal fica perto da minha casa. Neles, os custos variam entre 6 e 15 euros.

Revisado por Tarcísio Junior
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Sobre o Autor


Caroline Rodrigues estudou Jornalismo na Universidade Federal de Mato Grosso e trabalhava em Cuiabá, onde perambulou por vários veículos de comunicação e assessorias de imprensa por 13 anos. Depois de tomar um café e conversar com amigos, achou que estava engaiolada e resolveu encarar um intercâmbio depois dos 30.

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