Este site usa cookies para melhorar a experiência do usuário. Ao utilizar o nosso site você concorda com todos os cookies de acordo com nossa Política de cookies/privacidade. Concordo
Alimentação

5 verdades sobre o intercâmbio que ninguém conta

Carol Braziel postou em 10 ago 2018

5 verdades sobre o intercâmbio que ninguém conta

Intercâmbio é tudo de bom e não tem quem me convença do contrário! Mas, sejamos sinceros, quem já fez ou está em um sabe que existem diversas coisas que ninguém conta e que vamos descobrindo com os altos e baixos que passamos. Lembre-se de que imprevistos sempre acontecem, por isso é importante estudar e pesquisar bastante, para estar preparado caso algum dos itens abaixo aconteça com você.

1. Moradia? Brazilians not allowed!

Brasileiros não são bem-vindos como locadores. Crédito: Sandor Kacso | Dreamstime.com

Brasileiros não são bem-vindos como locadores. Crédito: Sandor Kacso | Dreamstime.com

Pode parecer mentira, mas o preconceito em morar com brasileiros está se tornando cada vez mais normal na hora de procurar uma moradia – e vai além dos próprios brasileiros que fogem dos conterrâneos para praticar melhor o inglês. Muitos gringos, ao divulgarem vagas de acomodação, por exemplo, deixam bem claro que não nos aceitam como flatmates. Os motivos? As desculpas sempre são “vocês só falam português”, “fazem muita festa”, “só se comunicam entre si” etc, são comuns.

2. Ser mais um para escola

Nem sempre você será bem tratado na escola contratada durante o intercâmbio. Crédito: Arne9001 | Dreamstime.com

Nem sempre você será bem tratado na escola contratada durante o intercâmbio. Crédito: Arne9001 | Dreamstime.com

Entenda, estou dizendo que para ALGUMAS escolas você pode, sim, ser só mais um! Não é regra, mas acontece, galera. Na hora de vender o pacote, podemos até nos sentir diferenciados, dependendo do que a agência ou escola disse. Mas a real mesmo, é que no dia a dia, as coisas podem mudar e você deve saber disso. Afinal, não saímos do país achando que seremos tratados como reis (algumas pessoas acham que sim… mas aí o problema é outro), mas se estamos pagando um curso fora do Brasil, queremos, sim, ser bem tratados quando tivermos uma dúvida ou passarmos por uma situação ruim, certo? Pois é, mas nem sempre isso acontece. Eu mesma me senti lesada em alguns momentos enquanto estudei em Dublin e mesmo a escola sendo de brasileiros, fui tratada com total indiferença.

O que fazer para não cair nessa? A real é que não temos como ter certeza absoluta que a escola é 100% correta, mas podemos nos precaver com um contrato que nos deixe mais confortável, caso passemos por uma situação de dúvidas ou problemas durante o intercâmbio e ninguém te auxilie por lá. A parte boa de fechar com uma agência também é essa. Você tem a quem recorrer e pedir auxílio, se estiver no contrato. Por isso, galera, bora lá ler e reler os contratos antes de fechar os pacotes. Tire todas as dúvidas e deixe bem claro com quem pode falar, caso precise de alguma ajuda.

3. Vou fazer intercâmbio e voltar fluente em inglês. Ah, tá!

Não é porque você se mudou para o exterior que passará a falar um novo idioma imediatamente. Crédito: Boarding1now | Dreamstime.com

Não é porque você se mudou para o exterior que passará a falar um novo idioma imediatamente. Crédito: Boarding1now | Dreamstime.com

Meu amigo, a verdade que ninguém te conta é que não é bem assim não. Não é só por ter desembarcado em um país estrangeiro, onde quase todo mundo fala inglês, que você aprenderá a bendita língua de cara. Você precisa se esforçar muito, estudar, perder o medo e a vergonha de falar inglês, mesmo que seja com erros no início, e se dispor a não cair na armadilha de só conviver com brasileiros. Sim, porque também não adianta você morar com gringos e só se comunicar de verdade com os brasileiros. Falo isso por experiência própria, pois só morei com brasileiros. Não me arrependo nem um pouco disso, mas tenho muito claro que deixei de aprender mais do que poderia. Apesar do intercâmbio ser algo muito além do que só aprender um novo idioma, entenda muito bem os prós e contras e sua responsabilidade em se dedicar, estudar e praticar, para depois não retornar reclamando que o intercâmbio não te proporcionou nada na melhoria do inglês.

4. Sou brasileiro, isso não pode acontecer! Pera, aí…

Você é estrangeiro, portanto obedeça às regras. Crédito: Imtmphoto | Dreamstime.com

Você é estrangeiro, portanto obedeça às regras. Crédito: Imtmphoto | Dreamstime.com

Pois é, muita gente viaja e faz intercâmbio e não entende que agora o estrangeiro é ele. Isso significa que as leis não são as mesmas que no Brasil e que também, muitas vezes, a lei do país onde se está não se aplica a ele. E isso pode dar uma dor de cabeça. Não adianta agir e achar que não será visto e julgado como um estrangeiro no país. E isso não acontece somente na Irlanda. Se você for para qualquer lugar no mundo. Assim como pode acontecer no Brasil, lá fora também somos estereotipados, também fazem piadas, nos julgam pelas notícias que chegam aos ouvidos deles sobre o nosso país etc. Temos que ter consciência disso e entender que não somente as regras e tratamentos são outros, como também as consequências do que fazemos são diferentes.

Não ache que está em uma festa na Europa e pode sair urinando na rua, pois poderá ser preso ou ter que pagar uma multa alta dependendo do lugar – a maioria não vai fazer isso, mas sempre tem alguém que vai. O mesmo vale para atitudes como colocar o pé no assento vazio do trem. Duvida? Se te pegarem fazendo isso, depois que tiver que desembolsar a grana do aluguel para pagar a multa, não diga que não sabia. Se informe ao máximo sobre o lugar que está indo e coloque na cabeça que o turista é você, seja durante o intercâmbio ou em qualquer país que você vá.

5. Já pesquisei muito e não cairei nas armadilhas do intercâmbio

Planejar é preciso, mas esteja pronto para ciladas. Crédito: Sharpshutter | Dreamstime.com

Planejar é preciso, mas esteja pronto para ciladas. Crédito: Sharpshutter | Dreamstime.com

Espera, amigo. Não caia na besteira de achar que pesquisou o suficiente e que estará tranquilo quando estiver no dia a dia do intercâmbio. Os altos e baixos da vida acontecem quando menos esperamos e não será diferente porque pesquisou muito antes de embarcar. A pesquisa ajuda e é fundamental para quem está com a intenção de ter essa experiência, mas não serve de garantia sobre como será seu futuro na Ilha Esmeralda, minha gente. Por exemplo, você pode ler em todos os artigos sobre o clima do país, chegar, não se adaptar e ter que aprender a lidar com isso. Ou ler sobre o custo de vida, montar sua planilha e ter que lidar com uma ida ao médico inesperada ou um aluguel mais caro do que o esperado. A palavra é resiliência e foco no que você se propôs desde o início. No fim, o aprendizado para a vida é valioso.

Revisado por Tarcísio Junior
Imagens via Dreamstime
Encontrou algum erro ou quer nos comunicar uma informação?
Envie uma mensagem para [email protected]

Sobre o Autor


Carolina Braziel é formada em Relações Públicas e pós-graduada em MKT pela ESPM|Brasil. Com mais de seis anos de experiência em MKT, decidiu vivenciar o sonho de morar na Europa, mais precisamente na terra dos Leprechauns. Apaixonada incurável por viagens, tem como vício a leitura e pesquisa sobre destinos, curiosidades e roteiros de viagens pelo mundo.

Veja todos meus outros Posts

Orçamento Fácil

Preencha um formulário e receba orçamento de escolas e agências

Comece agora

E-Dublin: Tudo sobre Intercâmbio


Recentes e populares

Idiomas

Será que o seu inglês deslanchou no intercâmbio?

2 meses atrás, por Colaborador E-Dublin
Divã E-Dublin

Quando a saudade de casa aperta

3 meses atrás, por Juliana Polydoro
Crônicas

Você é fluente em portunglês? 

3 meses atrás, por Lívia Alen
Curiosidades

Dez nomes irlandeses que vão enrolar a sua língua

3 meses atrás, por Colaborador E-Dublin
Idiomas

Cinco aplicativos para você aprender outro idioma

4 meses atrás, por Elizabeth Gonçalves
Saúde

Vai morar no exterior? Então cuide da sua saúde emocional

5 meses atrás, por Colaborador E-Dublin