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Saúde

A Irlanda está ou não imune ao Zika vírus?

Elizabeth Gonçalves postou em 24 fev 2016

Reprodução: SBS

Reprodução: SBS

Nas últimas semanas, tanto no Brasil como em outros países da América Latina e Caribe, o Zika vírus têm ocupado posição de destaque nos noticiários. O motivo para tamanho alarde se deve à epidemia causada que tem se alastrado pelo continente.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2016 cerca de 4 milhões de pessoas serão infectadas pelo vírus, e declarou o caso como Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional.

Assim como a dengue, o Zika vírus é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti e, de acordo com cientistas, apesar de raro, o contágio também pode ocorrer por meio de relação sexual.

O vírus também pode ser encontrado em fluidos corporais como saliva e urina. Ainda é desconhecido se ele pode se espalhar por meio dessas vias.

Mas, afinal, corremos o risco de contrair o vírus aqui na Irlanda? Isso é o que vamos responder neste post, além de outras informações importantes para quem está sempre na estrada, tendo acesso a outros países vitimados pela epidemia.

Quais os riscos?

Estima-se que mais de 80% das pessoas infectadas pelo Zika não apresentem sintomas. Estes, quando aparecem, são caracterizados por febre, manchas vermelhas pelo corpo, coceira, conjuntivite, dores musculares e nas articulações. Não há vacina contra o vírus ou medicação específica para tratar os sintomas da infecção, e geralmente eles desaparecem num período de 3 a 7 dias.

Entretanto, o mais preocupante é a possibilidade de o vírus estar conectado com o disparo no número de casos de microcefalia no Brasil. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, em 2014 foram comprovados o nascimento de 147 bebês com essa condição. Porém, desde outubro de 2015, mais de 4700 casos suspeitos de microcefalia foram registrados e estão sendo investigados. De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento cerca de 500 casos de microcefalia foram confirmados e a maioria está ligada ao Zika.

Reprodução: Children's Hospital

Reprodução: Children’s Hospital

Por esse motivo, a OMS alerta que mulheres grávidas ou que estejam planejando uma gravidez evitem viajar para países afetados pelo vírus. Viajantes para essas regiões também são recomendados a utilizarem repelentes, vestirem calças e camisetas de mangas longas e, quando possível, ficarem em áreas refrigeradas por ar condicionado.

Controle do vírus

Em fevereiro a OMS lançou um plano estratégico com verba de 56 milhões de dólares para combater a epidemia de Zika.

O objetivo é ajudar os países afetados a controlar a reprodução dos mosquitos e também realizar campanhas de orientação e proteção à população, além de prover assistência médica aos afetados e investir no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus.

No dia 17 de fevereiro, o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, anunciou também a liberação de 10 milhões de euros, destinados às pesquisas sobre o Zika vírus.

Reprodução: The Washington Post

Reprodução: The Washington Post

O problema pode afetar a Europa?

Sim! Já houveram três casos confirmados de pessoas com o vírus na Irlanda e também há ocorrências em outros países europeus, como Reino Unido, Dinamarca e Alemanha. Porém, todos esses casos se referem a pessoas que retornaram de viagens a países afetados pelo problema.

Como o Aedes aegypti habita regiões tropicais e sub-tropicais, o clima frio típico do continente europeu é desfavorável ao mosquito. Mesmo assim, há registros de que ele esteja presente na Ilha da Madeira e também em algumas áreas próximas ao Mar Negro.

No continente americano, Canadá e Chile também são áreas onde não há registros do Aedes aegypti, devido às condições climáticas mais frias.

Epidemias na história da Europa

Num aspecto geral, epidemias não se limitam apenas a países da América Latina, África e Ásia. Também não é necessário viajar muito longe na História para relembrar epidemias que chegaram a abalar o continente europeu. Há menos de um século, por exemplo, a Gripe Espanhola matou mais de 20 milhões de pessoas na Europa e se alastrou até os Estados Unidos, Ásia, América Central e do Sul.

Também no século 20, países da Europa Oriental e a Rússia perderam mais de 3 milhões de habitantes com um surto de Tifo, doença transmitida por pulgas, que apresenta sintomas como dores de cabeça, nas articulações, febre alta e erupções cutâneas hemorrágicas.

Também não se pode esquecer que a Europa foi palco de uma das maiores epidemias da história da humanidade, que abateu o continente no século 14 deixando mais de 50 milhões de mortos, entre as razões para o rápido alastramento da doença estavam as precárias condições sanitárias da região na época.

Revisado por Tarcisio Junior
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Sobre o Autor


Elizabeth Gonçalves é jornalista viciada em cinema, música e literatura. Paulistana, se apaixonou por Dublin, onde mora há mais de um ano e sonha em fazer uma viagem de volta ao mundo.

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