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Conte Sua Historia

A vez em que fiquei menos de 48 horas no Brasil

postou em 27 mar 2017

Correria pelos aeroportos. Foto: Shutterstock

Correria pelos aeroportos. Foto: Shutterstock

Queridos E-Dubliners, há tanto tempo não escrevo aqui, diretamente para vocês. Dessa vez resolvi contar um pouco de como foi essa experiencia louca de ir passar um fim de semana no Brasil e ter ficar mais tempo em trânsito, pelos aeroportos e aviões, do que no próprio país.

No primeiro final de semana de março, fomos convidados pela BMI para participar de uma feira de intercâmbios em São Paulo, com um stand exclusivo nosso, além de dar uma palestra sobre como é viver no exterior. Pois bem, até aí tudo certo, porém, como havíamos acabado de voltar de uma outra viagem, meu trabalho e o da Mah, no Dropbox e Airbnb, respectivamente, estavam pegando fogo. Simplesmente não dava pra pegar nem sequer um dia a mais de folga.

Ao mesmo tempo em que tudo isso acontecia, surgiu uma oportunidade com os queridos da KLM – e falo isso desde muito antes de conhecê-los pessoalmente, pois a KLM já era minha companhia aérea preferida há alguns anos, como sempre conto em nossos vídeos no YouTube. Já voei para o Brasil com outras empresas, mas nenhuma bate a qualidade de atendimento, o serviço de bordo e horários que consigo nos voos da KLM.

Pois bem, a KLM nos ofereceu a viagem, que sairia na sexta-feira, às 5h55 da manhã (horário quase padrão para quem vai de Dublin à São Paulo com eles), chegando em Guarulhos no fim da tarde da própria sexta – e a volta para o domingo, às 20h.

Foi aí que começou nossa aventura

Na quinta-feira à noite, na véspera do dia da viagem, tínhamos uma gravação marcada. Como resultado, só fomos conseguir arrumar nossas malas depois de chegar em casa. Já era 1 da manhã e ainda estávamos acordados. Maior loucura. Consegui cochilar durante uma horinha e por volta das 3 am saímos de casa para o aeroporto.

Aliás, já deixo uma dica, sempre calcule pra chegar no aeroporto pelo menos 2 horas antes do horário do seu voo se for um destino intercontinental, como o nosso caso, Irlanda-Brasil.

Embarcamos pelo terminal 1, que é onde fica o Cityhopper da KLM. Foto: Edu Giansante

Embarcamos pelo terminal 1, que é onde fica o Cityhopper da KLM. Foto: Edu Giansante

A KLM sempre possuiu uma parceria com a companhia aérea irlandesa AerLingus para as conexões entre Dublin e Amsterdã (local de onde partem os voos para o Brasil). Porém, desde o fim do ano passado eles passaram a aumentar a quantidade de voos próprios dentro da Europa e abriram uma conexão da própria KLM entre Dublin e a capital holandesa, com o Cityhopper. Isso já foi uma novidade pra gente desde a última vez que havíamos viajado com eles.

Eu não sabia, mas dentro do Cityhopper eles também oferecem lanchinho degraça! (No voos operados pela AerLingus não tinha, só pago!). Como a gente não sabia, já havíamos tomado um café rápido no aeroporto mesmo.

Outra coisa legal, que confesso que fiquei impressionado, foi o espaço que tem para as pernas (atenção gordinhos e gigantes!) – deve ser pelo menos duas vezes maior que o espaço que tem em um voo da Ryanair, por exemplo. Ponto positivo! :D

Felizes com esse espaço extra pras pernas! :D

Felizes com esse espaço extra pras pernas! :D

Chegamos em Amsterdã umas 9 da manhã e já fomos direto para o nosso portão de embarque para São Paulo, pois nossa conexão era rápida, de apenas uma hora..

No voo para o Brasil, a gente escolheu ficar na área chamada Economy Comfort, que é algo entre a classe econômica e a classe business – e fica a dica! Você paga um pouco mais que a econômica, mas também tem um espaço bem maior para as pernas, a poltrona reclina mais e você senta logo nas primeiras poltronas, assim que entra.

Sentar na frente tem várias vantagens, viu?! Além de ser um dos primeiros a desembarcar, você é um dos primeiros a ser servido e também balança MUITO menos. Alguém aí de engenharia poderá explicar melhor, mas em resumo, a parte do avião que se mais “se move”, seja durante o voo ou em turbulência, é a parte de traseira. Isso é resultado da cauda do avião se movendo para cima e para baixo pra ajustar a altitude do avião.

Em teoria, as melhores áreas para se sentar ficam à partir da asa (ponto de equilíbrio da aeronave) para frente. Não é atoa que a primeira classe fica lá na frente – a Economy Comfort fica bem no meio.

Assentos Economy Comfort Foto: KLM

Assentos Economy Comfort Foto: KLM

Para quem nunca voou e vai se sentar mais para o fundo, não se preocupe! Isso não significa que você vai ficar balançando, girando ou caindo durante o voo! Também não fique com medo das turbulências. É algo absolutamente normal elas acontecerem em voos longos, principalmente passando sobre o oceano.

Dentro do avião

Bom, dentro do avião tem espaço pra andar, dá para ficar em pé próximo às areas do banheiro e a KLM deixa você ficar pegando comidinhas, chocolates, balas e bebidas (incluindo alcoólicas) à vontade durante o voo, mesmo quando não estão servindo. Às vezes levanto um pouco, pego uma Amarula, a Mah fica tomando o vinho dela… super de boa :)

Além das vantagens que comentei, eu também adoro o sistema de entretenimento deles. Nos últimos voos que fizemos, todas as “telinhas” já estavam atualizadas com uma versão muito mais “modernosa”, em alta resolução, touch screen decente, entrada USB… parecido com um iPad, sabe?

O sistema de entretenimento individual! Foto: KLM

O sistema de entretenimento individual! Foto: KLM

Tem músicas… séries… jogos… filme… E eles atualizam o catálogo todo mês. Dá pra ver o que vai ter através desse link, que descobri recentemente.

Apesar de ter sido nossa chance de ver o box set do Game of Thrones, eu e a Mah tivemos que pausar nosso entretenimento para terminar a apresentação do seminário que a gente ia participar no domingo, lá na feira! Ficamos ensaiando no voo. O cara do nosso lado era holandês, então ele deve ter achado que a gente era super conversadeiro – ou que estavamos discutindo, vai saber. Haha.

Chegamos em São Paulo por volta das 6 da tarde, mas naquele dia tinha muita chuva. O Tarcisio, irmão da Mah, estava preso no transito já tinha mais de uma hora. Ainda esperamos uns 50 minutos, mas achamos melhor ele voltar, pois ainda faltava mais 1 hora pra ele chegar no aeroporto! Aí pegamos um Uber pra cidade. Valeu a pena, mas com todo o trânsito e esperas, só chegamos no restaurante japa (matar saudade, claro!) umas 21 horas.

Como coube tudo isso na mala? :o Foto: Edu Giansante

Como coube tudo isso na mala? :o Foto: Edu Giansante

Comemos, fomos pra casa do Tarcisio, começamos a preparar tudo para o dia seguinte e fomos dormir, pois estávamos exaustos!

O sábado do Salão do Estudante e E-Dublincontro vocês já sabem como foi – pra quem não viu, o vídeo está logo abaixo. No domingo, mais uma correria! A gente tinha uma gravação e uma reunião antes da abertura da feira! No final, a gravação acabou sendo cancelada e ficou somente a reunião com as representantes da Embaixada da Irlanda no Brasil e da Education Ireland (órgão do governo que cuida da “presença” da Irlanda no Brasil). Foi tudo ótimo, apesar de corrido. De lá, fomos direto paro o Salão do Estudante, após uma tapioca básica, prontos para receber mais gente :)

Nossa palestra acabou às 4 da tarde. Ficamos para tirar algumas dúvidas rápidas, algumas fotos e aí já tinha chegado a hora de ir embora! E lá veio mais uma correria para o aeroporto! Fomos direto da feira para Guarulhos.

Nessa hora, depois de um fim de semana inteiro em pé e cansado, agradeci muito por estar naquela poltrona com mais espaço (a Economy Comfort, que eu comentei lá em cima). Dormi igual um nenê e só acordei pra comer mesmo. A Mah capotou em cima de mim e tive que acordar ela quando nos avisaram para voltar as poltronas à posição vertical – já íamos pousar! :)

Chegando de volta em Amsterdâ :)

Chegando de volta em Amsterdâ :)

Chegamos em Amsterdã umas 11:30 da manhã, porém dessa vez a conexão era mais longa – nosso voo de volta para Dublin era só às 4 pm. Isso nos deu um bom tempo para comer e começar a adiantar algumas coisas de trabalho. O aeroporto de Amsterdã é incrível por isso também – WiFi ilimitado (e não aqueles que acabam depois de 30 min ou 1 hora), além de vários lugares bons para sentar e mesas :D

Cadeiras gigantes = aprovadas! Foto: Instagram

Cadeiras gigantes = aprovadas! Foto: Instagram

O voo de volta para Dublin também foi no Cityhopper. Tinha wrap e bebidas à vontade – KLM resolveu nosso lanchinho da tarde!

Já era quase 6 da tarde quando pousamos em Dublin e a gente ainda tinha que buscar o Danone às 9 pm na dog walker dele (a mulher que fica cuidando dele quando a gente viaja). Como a casa dela é mais próxima do aeroporto do que ir para a nossa casa e voltar, resolvemos passar na IKEA pra comprar algumas coisas que a gente precisava, jantar por lá e aí buscar o Danone. Sorte que dormimos bem no voo, então deu pra aguentar toda essa programação improvisada.

Depois ainda uma Live na volta, com o restinho de energia que a gente ainda tinha!

O mais estranho de tudo isso, confesso pra vocês, foi o dia seguinte, aqui no escritório. Minha cabeça não parava de fervilhar com novas idéias e coisas legais pra fazer no E-Dublin, mas era hora de parar pra pensar nas coisas do Dropbox. Será tempo de largar tudo e focar no E-Dublin? Se algum investidor estiver lendo, vem falar comigo rs :)

De volta à Ilha Esmeralda, estamos prontos pra outra. Que venham mais viagens incríveis como essa, cheias de adrenalina da correria, dessa energia boa que vocês nos passam, além de voos confortáveis pra manter a gente inteiro <3

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Sobre o Autor


Fundador e CEO do E-Dublin, Edu chegou na Irlanda em 2008, no ano pré-crise, pegou a nevasca de 2010 e comeu cérebro de cabra em Marrakesh. O Edu também é baterista da banda Irlandesa Medz.

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