Vale a pena fazer intercâmbio na Irlanda?

Vale a pena fazer intercâmbio na Irlanda?

Colaborador E-Dublin

1 ano atrás

Quanto custa um intercâmbio?

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mas podemos te colocar em contato com elas.

Nos últimos anos, o sistema educacional irlandês para estrangeiros sofreu uma reviravolta descomunal e você pode estar se perguntando como isso afeta quem quer estudar inglês na irlanda, vamos te adiantar que positivamente.

Sabe aquela faxina de final de ano? Foi bem isso.

E foi uma faxina bem feita. Com as mudanças, a Irlanda voltou a se firmar como uma excelente escolha para estudantes de todo o mundo — e os números não negam. Só em 2018, mais de 120 mil intercambistas desembarcam na Irlanda, segundo afirma o Marketing English in Ireland (MEI). Desse total, apenas 15 mil são brasileiros.

Reino Unido, Austrália, Canadá e os Estados Unidos ainda são fortes concorrentes da Ilha Esmeralda, mas o número crescente dos últimos anos confirma a Irlanda como um destino muito promissor para quem quer embarcar numa experiência cultural longe de casa.

O clima entre as instituições educacionais irlandesas é de celebração, mas desafios estão a caminho com o impacto do Brexit. Já que, por conta da saída do Reino Unido do bloco Europeu, a Irlanda ficará ainda mais no foco de novos estudantes internacionais.

Por que a Irlanda é um destino atraente para estudantes

Será que ainda vale a pena estudar inglês na Irlanda? © Maxim Lupascu | Dreamstime.com

Entenda por que ainda vale a pena estudar inglês na Irlanda? © Maxim Lupascu | Dreamstime.com

Por que estudantes de mais de 100 países escolheram a Irlanda para estudar o inglês? A resposta é simples: o país ainda é um dos mais abertos e o que mais benefícios oferece, tanto na questão visto quanto em acessos secundários no dia a dia irlandês, como trabalho, adaptação e possibilidade de crescimento profissional.

Porém, 70% dos estudantes que chegam à Irlanda afirmam que a Ilha Verde era, de longe, a primeira opção de intercâmbio e que as facilidades de visto, a possibilidade de trabalho associado ao custo-benefício foram determinantes na escolha.

Segundo o novo panorama, a Irlanda oferece muitos benefícios para quem vem estudar a língua inglesa. Todos os outros países estão fechando totalmente o cerco para o mercado de trabalho, enquanto a Irlanda ainda deixa a possibilidade em aberto, mesmo que restrita a meio período.

Relembrando, a lei funciona da seguinte forma: o visto concedido pela imigração é de oito meses, sendo que, destes, seis são para a realização do curso, que, obrigatoriamente, deve ter 25 semanas e dois meses de férias. Ao total, o tempo máximo de permanência no país para o curso de inglês, contando as duas possibilidades de renovação, é de dois anos.

Como é  estudar inglês na Irlanda

O brasileiro Allan Zanella escolheu a Irlanda para estudar e como todo pré-intercambista estava cheio de expectativa para o seu intercâmbio. Apesar do inglês ter sido a maior motivação, o idioma foi apenas a porta de entrada para a troca de experiência que estava por vir.

Como é estudar inglês na Irlanda? © Melpomenem | Dreamstime

Como é estudar inglês na Irlanda? © Melpomenem | Dreamstime

Zanella conta que  esperava um ensino diferenciado, embora ouviu muitas pessoas que falavam que aprendeu pouco durante o intercâmbio.”Na escola em que eu estudei, os professores tinham uma preocupação real em transmitir o conhecimento do idioma, além de disponibilizar uma série de atividades no período pós-aula. Tours pela cidade com os alunos novatos, aula de pronúncia, conversa, cultura, escrita, dança irlandesa, irlandês (a minha preferida), clube do livro, auxílio para o currículo, festas temáticas e também contadores de história. Todas essas atividade forçavam de forma natural, o contato intenso com o idioma.”

A escola onde o Zanella estudou tinha dois turnos: manhã e a tarde. O Zanella acabou  optando pelo turno da manhã, devido a presença de estudantes de outras nacionalidades. Eram duas suíças, duas espanholas, uma japonesa e três brasileiros. Já no período da tarde, quase 90% das turmas eram de brasileiros. “Para quem pretende evitar a armadilha de ficar falando Português, estudar pela manhã pode fazer uma grande diferença.”

Estudar longe de casa, em uma cultura diferente e com tudo acontecendo ao mesmo tempo, torna as pessoas muito mais flexíveis. Não dá para perder tempo, já que o período de estudo é bem definido. Manter-se motivado e aberto para o que o país e a escola tem a oferecer é fundamental. Com o Zanella não foi diferente, como ele já conhecia um pouco do inglês, se enturmar não foi difícil.

É importante aproveitar cada oportunidade da experiência e a escola é parte fundamental nesse processo. A sala de aula, sem dúvida é a porta de entrada para o conhecimento. O aprendizado é constante, como diz o ditado: “descobri que, quanto mais estudo, mais sorte eu pareço ter nas provas”. Zanella desembarcou na Irlanda no nível pré-intermediário e oito meses depois, avançou dois níveis.

Vale lembrar que no intercâmbio, o aprendizado não se resume as aulas. O dia-a-dia circulando e interagindo em situações corriqueiras e a exposição à nova cultura representará uma parte inportante no aprendizado.

Estudar inglês na Irlanda não se limita a Dublin

Outras vantagens em estudar na Irlanda fica por conta das muitas opções de escolas ao redor do país. Esse história de fazer inglês com classes bombando de brasileiros que se acumulavam nas escolas do centro de Dublin, não é mais a única opção.

Os números de estudantes, a demanda do mercado, assim como as opções de escolas aumentaram também em outros condados. Galway, Limerick, Cork, Bray, Dún Laoghaire e Donegal são apenas algumas opções de destinos para quem quer aprender inglês na Irlanda.

Além do volume menor de estudantes brasileiros, uma  das maiores vantagens de estudar nas cidades do interior está no custo de vida, que é bem menor que na capital. Claro, tudo depende da cidade escolhida. Outra vantagem de escolher um destino no interior, é fugir da problemática da acomodação, ainda sem solução nos grandes centros como Dublin.  O volume de estudantes e profissionais aumentaram e como isso, alugar um lugar para morar se tornou um dos grandes desafios para quem escolhe uma escola no centro de Dublin.

Mas, nem tudo é negativo quando se considera a capital irlandesa como opção de estudo. Cidades como Bray e Dun Laoghaire, há menos de 1h da capital e facilmente acessíveis de trem, também tem caído nas graças dos brasileiros que buscam, a comodidade de estudar com tranquilidade sem perder o burburinho e fácil acesso a Dublin.

Poder trabalhar ainda é uma grande vantagem da Irlanda

Poder trabalhar ainda é uma das grandes vantagens da Irlanda. © Igor Mojzes | Dreamstime.com

Poder trabalhar ainda é uma das grandes vantagens de estudar inglês na Irlanda. © Igor Mojzes | Dreamstime.com

A permissão de trabalho na Irlanda é de 20 horas semanais (part-time) durante o período de estudos e 40 horas semanais (full-time) para o período oficial de férias do país (entre os meses de maio e agosto; e entre 15 de dezembro e 15 de janeiro). Lembrando, ainda, que é preciso estar de férias da escola para trabalhar por mais horas (40 horas semanais). Ou seja, se nos meses permitidos para trabalho full-time você estiver estudando, esqueça as 40 horas.

Um dos grandes questionamentos para quem escolhe a Irlanda para aprender inglês é: Será que vou conseguir me manter com apenas 20 horas de trabalho por semana?  A resposta é muito simples: SIM.

Assim como todo país, a Irlanda está repleta de oportunidades para quem não tem medo de embarcar mo mercado informal para manter as contas em dia durante o aprendizado. Setores como o de hospitality (hotéis, restaurantes, vendas, etc.), estão sempre em busca por profissionais e, assim como outros países na Europa, a carga horária pode ser bem flexível, com oportunidades part-time.

É claro, que não dá para viver com luxos, porém viver como estudante na Irlanda, trabalhando apenas 20 horas por semana, garante o pagamento do aluguel, das contas do mês e ainda  garante aquelas viagens a baixo custo pela Europa.

No balanço final estudar e trabalhar na Irlanda é um grande exercício de planejamento financeiro para estudantes estrangeiros que,  além do inglês, podem aproveitar a oportunidade para aprender a manejar com eficiência a gestão do seu dinheiro.

Irlanda e a estratégia de se tornar referência global

O preparo para trabalhar e estudar no exterior.© Ebastard129 | Dreamstime.com

Parte da estratégia irlanda é aumentar o número de estrangeiros nas universidades. © Ebastard129 | Dreamstime.com

Desde a reforma educacional irlandesa, o mercado lançou uma estratégia que inclue, entre outros fatores aumentar consideravelmente o número de estrangeiros nas universidades irlandesas. Com boa reputação educacional, abertura para o mercado internacional e com programas de crescimento a longo prazo, a multiculturalidade intelectual também passou a ser uma meta do governo irlandês.

Com isso, o Irish Educated Globally Connected, tem buscado ampliar a presença de talentos nas universidades irlandesas. Vale lembrar também que o mercado irlandês assim como outros de grande relevância, sofrem com escassez de mão de obra em alguns setores, e atrair talentos internacionais por meio da educação é um caminho sempre viável para suprir a demanda a médio e longo prazo.

Esses fatores foram preponderantes para fazer com que a Irlanda se abrisse também para estudantes dispostos a embarcar na educação superior no país. Bolsas de estudados, que antes era raridade por aqui, passou a fazer parte do calendário acadêmico irlandês e claro, isso também passou a refletir na acessibilidade daqueles que não conseguiriam arcar com os custos de uma faculdade no país.

Fazer uma faculdade na Irlanda está mais acessível

No passado, desembarcar na Irlanda para aprender inglês parecia a única opção possível para estudantes estrangeiros, porém nos últimos anos, o mercado educacional irlandês tem ampliado as opções para quem pretende ir além do curso de inglês.

Quando o governo anunciou as novas regras para imigração, limitando a renovação para apenas duas, muitos pensaram que isso traria um impacto negativo para os estudantes, porém desde então, a obrigatoriedade de passar para o ensino superior, depois das duas renovações em cursos de inglês, para aqueles que pretendem permanecer mo país por mais tempo, fez com que as instituições de ensino superior, também criassem formas de absorver essa nova demanda.

Programas como o Springboard, disponível para irlandeses e estrangeiros que pretendem investir em profissões que estão em demanda no país é um bom exemplo. O programa acessível e permite o acesso ao ensino superior no país. Estudantes estrangeiros portadores do visto stamp 2 infelizmente não são elegíveis aos cursos do programa Springboard, porém estrangeiros com visto de residência como o Stamp 4, podem se enquadrar em algumas categorias disponíveis.

Grande parte dos cursos na grade do Springboard são part-time, com  duração máxima de um ano. Todos são regulados de acordo com o National Framework of Qualifications, chamado de NFQ, e vão desde o nível 6 ao 9 QQI. Para saber se você é elegível para o Springboard, basta acessar o link do programa.

Porém, o Springboard não é a única opção. Mesmo as faculdades irlandesas mais tradicionais, estão melhorando o acesso de estudantes estrangeiros em suas cadeiras. Facilidade no pagamento, assim como as universidade privadas com foco na demanda estrangeira, também garantem o acesso a futuros universitários, a exemplo da brasileira Emile que contou  para o Edu e a Mah no vídeo abaixo, como é estudar em uma das faculdades mais importantes da Irlanda, com recursos próprios.

Como é estudar inglês em outros países?

Em Malta, um dos mais novos destinos para estudo da língua inglesa, o visto de estudante antes não dava permissão de trabalho, porém isso mudou. Além disso, para tirar o visto, é preciso comprovar que você possui renda para se manter no país durante a estadia.

O valor estabelecido é de € 48 por dia. Fazendo as contas, se você pretende ficar no país durante seis meses, é preciso comprovar quase € 9 mil, enquanto na Irlanda continuamos com a comprovação de € 3 mil para a retirada do visto.

Na Inglaterra, o segundo país mais procurado por brasileiros, o study visa para curso de idiomas também não dá direito ao work visa. Já os estudantes de nível acadêmico, a depender da instituição, podem trabalhar até 20 horas semanais.

Londres é uma das cidades mais procuradas pelos brasileiros para fazer intercâmbio © Tomas Marek | Dreamstime.com

A comprovação financeira para o visto é de 1265 libras/mês. A média de um curso na terra da rainha para 25 semanas pode chegar perto de R$ 42 mil (janeiro 2020), com acomodação em casa de família inclusa. O trabalho legal para estudantes de idiomas em cursos inferiores a 6 meses não é uma possibilidade.

Na Austrália, os vistos normalmente são concedidos para o período do curso, mais um mês de férias. Apesar do alto custo para estudar no país, o visto também dá direito a 20 horas de trabalho por semana durante as aulas e nas férias não há limite de horas permitidas.

Porém, para a retirada do visto, é preciso comprovar recursos financeiros para o período pelo qual você pretende ficar. Para seis meses de estadia no país, é preciso comprovar AUD$ 9912, o que equivale a aproximadamente R$ 28.550,44 reais(Janeiro 2020). Além disso, é importante lembrar que as passagens para o país costumam ser mais caras.

Para dar um panorama mais amplo, fizemos uma tabela comparando algumas opções de países e quais as regras atuais em cada ponto avaliado.

Comparativo entre os países

Comparativo entre países.

Diante de todos os fatores fica bem claro que vale super a pena estudar inglês na irlanda! Que tal começar a planejar seu intercâmbio?

Veja também

Guia completo sobre acomodação na Irlanda

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