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E-Dublin News

Ainda vale a pena estudar inglês na Irlanda?

Júlia Paniz postou em 29 jun 2015

Na última semana mostramos no E-Dublin News todas as verdades que estão por trás da reforma no setor educacional na Irlanda. De acordo com o governo irlandês as novas regras, que cada vez estão ficando mais rígidas para os estudantes não-europeus, chegam como uma forma de organizar o país para oferecer qualidade de ensino e segurança aos estudantes que chegam à Ilha Esmeralda.

Por isso, se antes era preciso planejamento e muita pesquisa para ver o que melhor se encaixa nas suas necessidades, agora é preciso redobrar a atenção e ficar atento às mudanças estabelecidas. Mas afinal de contas, ainda vale escolher a Irlanda como destino para estudar inglês?

Reprodução: Pix Shark

Reprodução: Pix Shark

Olhando de um panorama geral, a Irlanda ainda oferece muitos benefícios para quem vem estudar a língua inglesa. Todos os outros países estão fechando totalmente o cerco para o mercado de trabalho, enquanto a Irlanda ainda deixa a possibilidade em aberto, mesmo que restrito a meio período.

Relembrando, agora a lei funciona da seguinte forma: o visto concedido pela imigração passa a ser de oito meses e não mais um ano, sendo que destes, seis são para a realização do curso, que obrigatoriamente deve ter 25 semanas, e dois meses de férias. Ao total, o tempo de permanência no país para o curso de inglês, contando as duas possibilidades de renovação, passa de três anos para dois anos.

A permissão de trabalho continua de 20 horas semanais durante o período de estudos e 40 horas semanais para o período de férias, porém o trabalho full-time para portadores do visto de estudante só é permitido nos períodos definidos pelo governo, que correspondem a: 15 de dezembro a 15 de janeiro e de maio a agosto (período de férias escolares na Europa). Lembrando ainda que é preciso estar de férias da escola para estar apto a realizar as 40 horas semanais. Ou seja, se nos meses permitidos para trabalho full-time você estiver estudando, esqueça as 40 horas.

Créditos: Pixabay.

Créditos: Pixabay.

Como as mudanças ainda são recentes, o número de brasileiros procurando a Irlanda para estudar inglês ainda permanecem os mesmos. De acordo com a Belta, a Irlanda continua sendo o 4º país mais procurado pelos brasileiros como destino de intercâmbio. Em primeiro aparece o Canadá, seguido por Estados Unidos, Reino Unido em 3º lugar, Austrália em 5º, Espanha em 6º e Nova Zelândia na 7ª posição.

Mas, e agora? Dá para continuar a considerar a Irlanda como uma boa opção? Para responder a essa pergunta que não quer calar, fizemos um paralelo com outros destinos de intercâmbio, com prós e contras, pondo tudo na ponta do lápis: custos, tempo de visto, possibilidade de trabalho. A resposta? Compare você mesmo!

Como funciona nos outros países?

Em Malta, um dos mais novos destinos para estudo da língua inglesa, o visto de estudante não dá direito ao trabalho. Além disso, para retirar o visto é preciso comprovar que você possui renda para se manter no país durante a estadia. O valor estabelecido é de € 48 por dia. Fazendo as contas, se você pretende ficar no país durante seis meses, é preciso comprovar renda de quase € 9 mil, enquanto na Irlanda continuamos com a comprovação de € 3 mil para a retirada do visto.

Foto: Ávany França

Foto: Ávany França

Na Inglaterra, o segundo país mais procurado por brasileiros, o study visa para curso de idiomas também não dá direito ao work visa. Estão aptos a trabalhar até 10 horas semanais os alunos que estiverem no país a estudos com menos de 18 anos e maiores de 16. Ou então estudantes de nível acadêmico que, dependendo da instituição, podem trabalhar até 20 horas semanais. A média de um curso na terra da rainha para 25 semanas pode chegar a mais de R$ 40 mil, com acomodação em casa de família inclusa.

Foto: Ávany França

Foto: Ávany França

Na Austrália os vistos normalmente são concedidos para o período do curso mais um mês de férias. Apesar do alto custo para estudar no país, o visto também dá direito a 20 horas de trabalho por semana durante as aulas e nas férias não há limite de horas permitidas. Porém, para a retirada do visto é preciso comprovar recursos financeiros para o período que você pretende ficar. Para seis meses de estadia no país, é preciso comprovar AUD$ 9300, o que equivale a aproximadamente R$ 22.500 reais. Além disso, é importante lembrar que as passagens para o país costumam ser mais caras. De acordo com pesquisa feita pelo E-Dublin, esta semana a média de passagens estava em torno de R$ 4 mil, para o início de 2016. Para comparar, as passagens para a Europa custam, em média, R$ 2 mil e R$ 3 mil, se compradas com antecedência. Em termos de regras para o mercado de trabalho, a Austrália é a que mais se aproxima da Irlanda, mas com os preços mais altos.

study-in-australia

Foto: Study in Australia

Para dar um panorama mais amplo, fizemos uma tabela comparando algumas opções de países e quais as regras atuais em cada ponto avaliado.

Comparativo entre países

Comparativo entre os países

Caso bem planejado, o intercâmbio para a Irlanda ainda possui um ótimo custo benefício, principalmente para quem pretende recuperar os gastos de seu investimento no intercâmbio.

Na próxima semana falaremos sobre qual a melhor forma de planejar o período de intercâmbio na Irlanda, pensando nas últimas mudanças realizadas pelo governo, como quais são os melhores meses para chegada no país e como se beneficiar das novas regras. Fique de olho!

Revisado por Tarcisio Junior

Sobre o Autor


Repórter e colaboradora do E-Dublin, tem 24 anos e é formada em Jornalismo desde 2012. Trabalhou com assessoria de imprensa, mídias sociais e telejornalismo. Saiu de Blumenau, Santa Catarina, para estudar inglês em Dublin, na Irlanda, mas descobriu que aprenderia muito mais que apenas um novo idioma. É apaixonada por fotografia, livros, viagens e novas culturas.

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