Ainda vale a pena estudar inglês na Irlanda?

Ainda vale a pena estudar inglês na Irlanda?

Colaborador E-Dublin

5 meses atrás

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Nos últimos cinco anos, o sistema educacional irlandês para estrangeiros sofreu uma reviravolta descomunal. Sabe aquela faxina de final de ano? Foi bem isso.

E foi uma faxina bem-feita. Com as mudanças, a Irlanda voltou a se firmar como uma excelente escolha para estudantes de todo o mundo — e os números não negam. Só em 2018, mais de 120 mil intercambistas desembarcam na Irlanda, segundo afirma o Marketing English in Ireland (MEI). Desse total, apenas 15 mil são brasileiros.

Reino Unido, Austrália, Canadá e os Estados Unidos ainda são fortes concorrentes da Ilha Esmeralda, mas o número crescente dos últimos anos confirma a Irlanda como um destino muito promissor para quem quer embarcar numa experiência cultural longe de casa.

O clima entre as instituições educacionais irlandesas é de celebração, mas desafios estão a caminho com o impacto do Brexit. Já que, por conta da saída do Reino Unido do bloco Europeu, a Irlanda ficará ainda mais no foco de novos estudantes internacionais.

Irlanda é um destino muito atraente para estudantes

Por que estudantes de mais de 100 países escolheram a Irlanda para estudar o inglês? A resposta é simples: o país ainda é um dos mais abertos e o que mais benefícios oferece, tanto na questão visto quanto em acessos secundários no dia a dia irlandês, como trabalho, adaptação e possibilidade de crescimento profissional.

Porém, 70% dos estudantes que chegam à Irlanda afirmam que a Ilha Verde era, de longe, a primeira opção de intercâmbio e que as facilidades de visto, a possibilidade de trabalho associado ao custo-benefício foram determinantes na escolha.

Será que ainda vale a pena estudar inglês na Irlanda? Crédito: Shutterstock

Será que ainda vale a pena estudar inglês na Irlanda? Crédito: Shutterstock

Segundo o novo panorama, a Irlanda oferece muitos benefícios para quem vem estudar a língua inglesa. Todos os outros países estão fechando totalmente o cerco para o mercado de trabalho, enquanto a Irlanda ainda deixa a possibilidade em aberto, mesmo que restrita a meio período.

Relembrando, a lei funciona da seguinte forma: o visto concedido pela imigração é de oito meses, sendo que, destes, seis são para a realização do curso, que, obrigatoriamente, deve ter 25 semanas e dois meses de férias. Ao total, o tempo máximo de permanência no país para o curso de inglês, contando as duas possibilidades de renovação, é de dois anos.

Poder trabalhar ainda é uma grande vantagem

A permissão de trabalho na Irlanda é de 20 horas semanais (part-time) durante o período de estudos e 40 horas semanais (full-time) para o período oficial de férias do país (entre os meses de maio e agosto; e entre 15 de dezembro e 15 de janeiro). Lembrando, ainda, que é preciso estar de férias da escola para estar apto a realizar as 40 horas semanais. Ou seja, se nos meses permitidos para trabalho full-time você estiver estudando, esqueça as 40 horas.

Poder trabalhar ainda é uma das grandes vantagens da Irlanda. Crédito: Shutterstock

Poder trabalhar ainda é uma das grandes vantagens da Irlanda. Crédito: Shutterstock

Mas, e agora? Dá para continuar a considerar a Irlanda como uma boa opção? Para responder essa pergunta que não quer calar, fizemos um paralelo com outros destinos de intercâmbio, com prós e contras, colocando tudo na ponta do lápis: custos, tempo de visto, possibilidade de trabalho. A resposta? Compare você mesmo!

Como funciona nos outros países?

Em Malta, um dos mais novos destinos para estudo da língua inglesa, o visto de estudante não dá direito ao trabalho. Porém, isso deve mudar. Além disso, para tirar o visto, é preciso comprovar que você possui renda para se manter no país durante a estadia.

O valor estabelecido é de € 48 por dia. Fazendo as contas, se você pretende ficar no país durante seis meses, é preciso comprovar quase € 9 mil, enquanto na Irlanda continuamos com a comprovação de € 3 mil para a retirada do visto.

Foto: Ávany França

Malta facilitou a vida dos estudantes estrangeiros em alguns aspectos. Foto: Ávany França

Na Inglaterra, o segundo país mais procurado por brasileiros, o study visa para curso de idiomas também não dá direito ao work visa. Já os estudantes de nível acadêmico, a depender da instituição, podem trabalhar até 20 horas semanais.

A comprovação financeira para o visto é de 1265 libras/mês. A média de um curso na terra da rainha para 25 semanas pode chegar perto de R$ 30 mil, com acomodação em casa de família inclusa. O trabalho legal para estudantes de idiomas em cursos inferiores a 6 meses não é uma possibilidade.

Foto: Ávany França

Londres seduz, mas o acesso ao mercado de trabalho ainda é limitado. Foto: Ávany França

Na Austrália, os vistos normalmente são concedidos para o período do curso, mais um mês de férias. Apesar do alto custo para estudar no país, o visto também dá direito a 20 horas de trabalho por semana durante as aulas e nas férias não há limite de horas permitidas.

Porém, para a retirada do visto, é preciso comprovar recursos financeiros para o período pelo qual você pretende ficar. Para seis meses de estadia no país, é preciso comprovar AUD$ 9912, o que equivale a aproximadamente R$ 23.580 reais. Além disso, é importante lembrar que as passagens para o país costumam ser mais caras.

De acordo com pesquisa realizada pelo E-Dublin em 2017, a média de passagens estava em torno de R$ 4 mil. Para comparar, as passagens para a Europa custam, em média, entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. Em termos de regras para o mercado de trabalho, a Austrália é a que mais se aproxima da Irlanda, mas com os preços mais altos.

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Para os brasileiros, a Austrália é um destino sedutor, mas investimento é bem mais alto que outros locais. Foto: Study in Australia

Para dar um panorama mais amplo, fizemos uma tabela comparando algumas opções de países e quais as regras atuais em cada ponto avaliado.

Comparativo entre os países

Comparativo entre países.

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