Dúvidas do intercâmbio! Escolas com ou sem brasileiros?

Dúvidas do intercâmbio! Escolas com ou sem brasileiros?

Ávany França

3 meses atrás

Siga o E-Dublin no Instagram

E aí, nação E-dublinense? Na hora de escolher a tão sonhada escola de línguas, o que deve pesar: correr das escolas repletas de brasucas, ou isso não faz diferença? Há muitas controvérsias.

Estudar com muitos brasileiros emperra o aprendizado? Mito ou realidade? Essa discussão começou lá no Vai Quando, e a gente foi atrás da turma que já está estudando na Irlanda para responder para você. É mesmo necessário fugir dos conterrâneos durante o intercâmbio, ou toda essa história é pura balela?

© Andrey Popov | Dreamstime.com

Qual instituição escolher em meu intercâmbio, com ou sem brasileiros? © Andrey Popov | Dreamstime.com

Sérgio Roberto Ted

“Pessoal, toda hora vejo gente perguntando aqui se tem muitos brasileiros na escola. Esqueçam isso, por favor. Pois se não quer estudar com brasileiro, ou você paga uma escola caríssima (possivelmente ainda terá algum) ou vai para outro país, porque, principalmente na área central, tem mais brasileiro do que Irish. O aprendizado depende mais da sua dedicação e objetivo e não do seu colega de classe. Não quer estudar com brasileiro, prepare o bolso e vá para outro país caríssimo, não venha para Dublin.”

Marcelo Carneiro

“Não é tão mito assim não. Eu paguei um valor bem acessível na escola em que eu estudei e só tem eu e mais duas brasileiras na minha sala. Tudo bem que vai do esforço de cada um pra aprender, mas é lógico que, numa sala onde você não fala português hora nenhuma, a chance de aprender mais é muito maior. Isso é lógico, não há o que discutir. Em uma sala só com brasileiro, nem dicionário você precisa usar, porque, com certeza, um dos outros 12 vai saber o significado da palavra. Fora a conversa em inglês no intervalo, a conversa na hora de ir embora e tals.

A minha escola tem muito espanhol, e eles conversam entre si em espanhol, mas se tiver cinco espanhóis, e eu chegar no bolinho, eles passam a falar inglês. Menos se estiverem falando de mim… hehehe

Mas fora da aula nem ligo, encontro mais com brasileiros e não acho que atrapalhe. Pode ser que o inglês poderia evoluir mais se andasse só com gringo, mas andar com brasileiro não atrapalha. Esse papo de que se andar com brasileiro você não aprende inglês, eu não concordo. Isso pra mim que é mito. Mas escolas com preços normais e poucos brasileiros existem… hehe”

Elaine  Nunes Wzorek

 

© Rawpixelimages | Dreamstime.com

A interação em um intercâmbio é o melhor aprendizado. © Rawpixelimages | Dreamstime.com

“Como todos aqui dizem no grupo, eu reafirmo: o aprendizado não depende  da escola, depende de você…
Eu consegui juntar uma grana legal pra pagar por uma escola um pouco mais cara sem comprometer meu orçamento. Então, ótimo! A DCU não é uma escola de inglês, é uma universidade. Então, imagino que é um pouco diferente sim. Não posso comparar porque não conheço outras escolas.

Mas percebo que os professores e todo o staff são muito comprometidos com o aprendizado dos alunos. Estão sempre preocupados se estamos praticando, se estamos evoluindo, trazem atividades extras (usamos muito pouco o livro e, na minha opinião, o material didático não é tão importante), estamos sempre trabalhando com textos que os professores trazem de jornais e revistas, jogos, percebo que cada aula é muito bem preparada por eles, não é apenas seguir o livro… Fora a estrutura da universidade, como bibliotecas, informática e eventos, ficar à disposição.

 

O segredo para aprender um idioma é a dedicação© Sirinarth Mekvorawuth | Dreamstime.com

O segredo para aprender um idioma é a dedicação. © Sirinarth Mekvorawuth | Dreamstime.com

Acho que o fato de ter poucos brasileiros ajuda sim… eu passo a semana toda sem falar português, porque, além de estudar apenas com gringos, também moro com gringos (duas irlandesas e uma alemã). Particularmente, eu teria dificuldade em evitar falar português se convivesse com muitos brasileiros na escola… Digo isso porque a nossa língua nos aproxima de casa, dá uma sensação de conforto, e no começo é muito difícil evitar… Mas essa é uma opinião minha. Não me arrependo de ter pago mais caro, mas não acredito que meu aprendizado seria prejudicado se estivesse estudando em uma escola com muitos brasileiros, talvez fosse um pouco mais lento só… é uma questão de atitude e determinação.

Enfim, a escolha da escola é uma decisão muito, muito, muito pessoal! Porque cada um é diferente e tem seu jeito de enxergar as coisas… A única coisa que eu garanto é que, se você estiver focado, estudar e procurar conviver com gringos, vai aprender inglês, seja qual for sua escola!”

Para acompanhar outros depoimentos de brasileiros que já passaram ou ainda estudam na Irlanda, acompanhe este e outros assuntos no nosso grupo de discussões!

Avatar
Ávany França, Jornalista por profissão, já passou por editorias de moda, gastronomia, história e turismo. Uma vida sem desafios não foi desenhada para essa baiana de Salvador. Amante das viagens, coleciona mais de 80 destinos no passaporte. Quer saber mais? Corre porque até você terminar de ler esse perfil já terei alguma novidade.

Este artigo foi útil?

Você tem alguma sugestão para a gente?

Obrigado pelo feedback! 👋

O que ver em seguida

  • Host family e intercâmbio: expectativa vs realidade

    Planeje seu Intercâmbio

    Host family e intercâmbio: expectativa vs realidade

    A host family na Irlanda é uma ótima opção para o intercambista, mas será...

    Andre Luis Cia

    1 semana atrás

    Host family e intercâmbio: expectativa vs realidade
  • Qual intercâmbio cabe no seu bolso?

    Destaques

    Qual intercâmbio cabe no seu bolso?

    Fazer intercâmbio e ter uma vivência no exterior é, sem dúvida, uma...

    Publicidade E-Dublin

    1 semana atrás

    Qual intercâmbio cabe no seu bolso?

Cadastre-se em
nossa newsletter

Seu email foi cadastrado.

Cadastrar outro email

Comentários

🍪

Este site usa cookies para personalizar a sua experiência. Ao utilizar o E-Dublin você concorda com a nossa política de privacidade.

Aceitar e fechar