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Idiomas

As gafes que cometi ao falar inglês no meu intercâmbio

Carol Braziel postou em 29 jul 2018

As gafes que cometi ao falar inglês no meu intercâmbio

Já começo dando uma gargalhada de tantas gafes que cometi. Seja por falta de inglês ou vergonha mesmo, é fato na vida do intercambista pagar mico alguma vez ao falar. E a minha não foi diferente.

Saí do Brasil tranquila. Afinal, já tinha viajado antes e paguei o máximo de micos que um turista tentando arranhar o inglês pode pagar. Eu achava isso, mas estava errada.

Ah, mas convenhamos, o sotaque irlandês não é lá muito fácil, vai!

Mandei bem…oh! SQN!

Desculpas à parte, uma vez precisei comprar remédios. Assim que coloquei os pés na farmácia, me deparei com duas senhoras muito fofas e gentis que já abriram um belo sorriso enquanto também faziam compras. Pois bem, quis ser simpática e retribuí o sorriso com um “Good morning“. Pra quê!?

As senhorinhas começaram a me contar a história de alguém da família que estava doente — pelo menos, foi o que pude compreender. Os 5 minutos restantes foram apenas comigo acenando com a cabeça enquanto sorria e pedia a Deus para elas não me perguntarem nada. Foram os cinco minutos mais longos da minha vida, e eu não via a hora da atendente passar o meu cartão e eu vazar dali bem rapidinho.

No final, acho que minha cara sorridente deu certo, pois ganhei até um abraço de uma das senhorinhas. Agora, sobre o que era a conversa… sei não, senhor.

Depois disso pensei “Deu por hoje!”. No more micos, Carolina!

100% mini me!

100% mini me!

Mas eu estava errada. Passados uns dias, consegui o tão desejado emprego e tive que pegar pela primeira vez o Dublin Bus. Ah, você acha que algum amigo bacana me avisou? Não!

O importante foi o mico de entrar no ônibus e entender que eles só aceitavam moedas. O cara olhava pra minha singela notinha de 5 euros e falava “NO, NO, NO” e eu “Why”.

Isso se estendeu por uns minutos até um bom senhorzinho levantar, ir até lá e falar “Sweetheart, you need to pay with coins”. Desse momento, eu tirei duas lições: os velhinhos me adoram e sempre tem um sem vergonha pra rir de você na hora do mico.

Pois, assim que paguei, comecei a me dar conta das risadinhas e olhares do grupinho de crianças que estavam sentadas.

Nada paga a felicidade de fazer crianças rirem...Créditos: Shutterstock.

Nada paga a felicidade de fazer crianças rirem… Créditos: Shutterstock

Mas sabe, por alguns momentos, achei que estava sozinha no mundo dos micos. Foi então que, após um bate papo com a galera, vi que todo mundo já teve um momento “Mico? Deu por hoje!”.

Amigos que comeram chicken fillets com pimenta, mesmo odiando qualquer comida picante ou tiveram que discutir com o vendedor sobre um produto que foi cobrado erroneamente e, no final, estava misturando português com inglês e um pouquinho de espanhol só pra garantir.

Então, querido amigo intercambista recém-chegado, se você já fez a sua estreia dos micos do intercâmbio, relaxe. Muitos ainda estão por vir. Desencana, faz cara de louco, ria de si mesmo, pois você não está sozinho. Ainda está para nascer o estudante de línguas que não pagará micos em outro país.

É claro que não é uma situação confortável, mas em alguns meses tenha certeza de que você se lembrará desses momentos-micos com orgulho de perceber o quanto você evoluiu desde então.

Outra dica importante: tente não travar, pois esse é um dos piores erros. Ficar com receio de abrir a boca não ajudará em nada a aprimorar o seu inglês. É falando e errando que você aprende a falar corretamente.

É quando não entendem que você tem que se virar nos 30 e encontrar outra palavra para se fazer compreender. Só assim você amplia o vocabulário. Resumindo, os micos fazem parte!

Eu confesso que, depois dessas gafes, eu fiquei bem sem vergonha, viu? Nem vermelha eu ficava mais. Quantas e quantas vezes fui aos mercadinhos de bairro e algum irish puxou assunto. E eu fiquei tipo “oi?”. Meu inglês não é tão ruim assim, mas é que o sotaque também não ajuda, vai?

Quando eles desembestam a falar parece que, magicamente, duas batatas se aconchegam internamente em suas bochechas, e aí não tem jeito. É complicado de acompanhar, meu amigo.

O importante, mesmo, é que não deixei de tentar falar inglês o máximo que pude e tenho certeza de que cada mico valeu a pena. Afinal, qual a graça do intercâmbio se não temos histórias engraçadas pra contar?

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Sobre o Autor


Carolina Braziel é formada em Relações Públicas e pós-graduada em MKT pela ESPM|Brasil. Com mais de seis anos de experiência em MKT, decidiu vivenciar o sonho de morar na Europa, mais precisamente na terra dos Leprechauns. Apaixonada incurável por viagens, tem como vício a leitura e pesquisa sobre destinos, curiosidades e roteiros de viagens pelo mundo.

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