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Brasil tem baixo nível de proficiência em inglês

Deby Pimentel postou em 24 jul 2018

Você está de malas prontas para ir à Irlanda, pensando nos benefícios do intercâmbio e do aprendizado do inglês? Saiba que sua proficiência poderá elevar o nível do Brasil no EF EPI (EF English Proficiency Index, mapeamento do nível de proficiência de mais de 70 países).

Nosso país, atualmente, ocupa a 41ª posição. Aliás, dizem que quem entende um irlandês, entende o idioma em qualquer lugar do mundo, devido ao difícil sotaque.

Já falamos sobre a importância do inglês em diversos aspectos na sociedade de hoje: desde uma atualização profissional até o exercício do cérebro.

E, considerando que o inglês é uma das línguas mais faladas do mundo — são aproximadamente 1,5 bilhões de falantes e, destes, cerca de 1 bilhão a utilizam como segunda língua —, ela é importante não só para os negócios, mas também para se comunicar e tornar o mundo ainda mais global nas relações em geral (Economia, Política, Cultura, Saúde etc.).

No index unternacional Brasil desponta com nível baixo de proficiência na língua inglesa. Fonte: EF

No index internacional Brasil desponta com nível baixo de proficiência na língua inglesa. Fonte: EF

De acordo com o mapeamento, a Holanda é o país com o índice mais alto de proficiência em inglês. Participaram da pesquisa 950 mil adultos de 72 países cuja língua nativa não é o inglês e, além de mapear o nível do idioma, o estudo concluiu que o nível de proficiência está ligado, principalmente, à educação, inovação e qualidade de vida.

Assim como as mulheres apresentam maior habilidade no idioma do que os homens, jovens entre 18-25 também apresentam nível melhor.

Níveis de Proficiência

Atualmente, os níveis de proficiência são divididos entre Excelente, Alto, Mediano, Baixo e Baixíssimo, sendo:

Os níveis de proficiência são divididos entre excelente, alto, mediano e baixíssimo. Crédito: Depositphotos/ Olivier26

Os níveis de proficiência são divididos entre excelente, alto, mediano e baixíssimo. Crédito: Depositphotos/ Olivier26

Excelente: estão neste nível aqueles que usam a linguagem apropriada em situações sociais e leem textos avançados com facilidade, além de negociar um contrato com um falante nativo de inglês.

Alto: Capaz de fazer uma apresentação profissional e compreender programas de TV. Lê o jornal.

Mediano: Participa de reuniões especializadas, compreende letras de música, escreve e-mails profissionais e lida facilmente com questões familiares (do dia a dia).

Baixo: Comunica-se como turista e participa de pequenas conversas. Compreende e-mails simples.

Baixíssimo: Apresenta-se com simplicidade, compreende sinais simples e comunica-se em questões básicas com estrangeiros (noções de direção, indicações de lugares etc.).

Segundo o ranking, a Europa é o continente que mais apresenta países entre os top sete, considerados de nível excelente, sendo eles Holanda, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e Luxemburgo. Singapura é o único país fora da Comunidade Europeia a fazer parte desse seleto grupo.

Brasileiros e o baixo nível de proficiência

Conquistar o topo no idioma requer tempo e investimento. De acordo com o estudo, países com baixos investimentos em educação, qualidade de vida, inovação e tecnologia estão entre as posições mais baixas.

A formação dos profissionais que lecionam o idioma, assim como a exigência da disciplina no ensino básico (entre 4 e 12 anos), também contribuem para a pontuação do ranking.

Assim, entre os níveis considerados, os brasileiros recebem a categoria ‘baixa’. Dentro do nosso país, os estados com mais falantes de inglês são Distrito Federal, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A exigência da disciplina no ensino básico aumenta a pontuação no ranking de proficiência. Crédito: ra2studio/Depositphotos

A exigência da disciplina no ensino básico aumenta a pontuação no ranking de proficiência. Crédito: ra2studio/Depositphotos

Entre os países da América Latina, o Brasil ocupa a quinta posição, ficando atrás da Argentina, República Dominicana, Uruguai e Costa Rica. Por outro lado, está entre os países que mais têm estudantes no exterior, sejam por programas e parcerias entre o governo brasileiro e instituições internacionais ou iniciativas privadas.

Imagens via Depositphotos
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Sobre o Autor


Jornalista com MBA em Marketing e Empreendedorismo, Débora Pimentel é uma paulistana apaixonada por fotografia, gastronomia e tecnologia. Uma virginiana que adora novas culturas e desafios. Acredita que a informação é sempre a melhor maneira de transformar sonhos em possibilidades.

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