Como comprar moeda estrangeira

Como comprar moeda estrangeira

Rubinho Vitti

2 meses atrás

Seguro Viagem

Sabia que é obrigatório ter um seguro viagem para ir pra Europa?

Vai viajar para países na União Europeia? Provavelmente, você vai precisar comprar euros. Os Estados Unidos são seu destino em um futuro próximo? Vai ser preciso comprar dólares. O Reino Unido é sua próxima viagem? A troca de moedas terá que ser de reais para libras esterlinas. Um dos desafios em uma viagem internacional é saber a melhor maneira de comprar a moeda do país de destino. Nesse caso, você vai querer economizar, o que nem sempre é fácil quando o assunto é compra de moeda. Dinheiro vivo, cartão de crédito, cartão-viagem, qual será a melhor forma de transformar seus reais em euros, dólares ou outro tipo de dinheiro gringo?

Compra de moeda: turismo ou comercial?

Existem duas formas de a moeda estrangeira ser negociada no Brasil: turismo ou comercial. Foto: Pxhere

Você já deve ter visto em jornais ou, mesmo, nas suas pesquisas que existem vendas do dólar turismo e comercial. O primeiro deles é o tipo mais provável que um turista ou pessoa comum vai conseguir negociar em agências de câmbio, por isso mesmo o nome: dólar turismo. Ele é mais caro, já que impostos e outros custos estão inseridos nessa compra e venda.

Já o dólar comercial é fruto da forma de negociação entre importações e exportações. Utilizado para compra e venda de produtos e serviços entre Brasil e o mundo.

IOF: essencial para o valor final da compra

A troca de reais e moedas estrangeiras tem uma taxa específica cobrada pelo governo, o temido IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Sua taxa é diferente, dependendo do tipo de transação pela qual você opta.

Dinheiro

O valor mais barato do IOF é justamente a troca da moeda em dinheiro vivo, com a taxa de 1,1% sobre o total comprado. Ou seja, hoje, se você comprar R$ 1.000 em dólar, vai pagar uma taxa de R$ 11.

Cartão pré-pago

Existem vários bancos que oferecem cartões pré-pagos para uso em viagens. Geralmente, eles trocam o valor total gasto, mesmo que em outra moeda, por dólar, que é convertido em reais. O IOF para esse tipo de cartão é de 6,38%. Mas esse é um tipo de transação das mais caras existente, já que também inclui uma taxa alta que varia de cada banco.

Cartão de crédito

É a mesma taxa do cartão de viagem, com IOF a 6,38%. Nesse caso, não há taxa bancária além das já cobradas para se ter um cartão de crédito internacional.

Comprando moeda em corretoras de câmbio

Corretoras de câmbio geralmente fazem um melhor negócio na hora de comprar moeda estrangeira. Vale a pena pesquisar. Foto: Pxhere

Uma das maneiras clássicas de comprar moeda estrangeira são as boas e velhas corretoras de câmbio. Mas se elas são confiáveis, já que é preciso várias regras para se ter uma loja física de venda de moeda, elas também podem ter valores diferentes dependendo de onde estão instaladas. Por exemplo, uma corretora em um bairro central de uma cidade do interior de São Paulo o dólar poderá custar bem mais barato que em uma corretora localizada em um shopping da capital paulista ou dentro do aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Quem optar por uma corretora deve, no entanto, ligar antes para saber qual delas, próximas à sua casa, tem a melhor oferta. Isso envolve tempo de busca e negociação. Definindo a melhor delas, é preciso agendar o dia e horário para retirada do dinheiro, já que muitas delas não têm exatamente o valor necessário dependendo da moeda que você precisa trocar.

Elas também definem o tipo de documento (RG, passaporte, carta de motorista) que você deverá apresentar para a compra. Dependendo do valor, até mesmo comprovante de residência é solicitado.

Comprando moeda em bancos

É possível comprar moeda estrangeira em bancos com uma cotação boa, mas isso vai depender muito do banco. Geralmente, se você é cliente antigo e tem uma boa relação com o gerente, pode conseguir algo mais vantajoso. Mas coloque na ponta do lápis, já que as taxas cobradas pelos bancos muitas vezes não compensam um valor de câmbio menor.

Comprando moeda e recebendo em casa

Serviços de compra de moeda online e recebimento do dinheiro em casa, como o BeeCâmbio, são seguros e práticos. Foto: Pxhere

Como já dissemos, fazer a cotação de moedas em casas de câmbio pode ser uma tarefa difícil. Você precisava ligar nas casas de câmbio para saber qual o melhor valor, além das taxas. Sacava o seu dinheiro em reais e seguia alguns quilômetros para poder fazer a troca. Hoje, com a simplicidade da internet, é possível trocar dinheiro sem sair de casa. Empresas como a BeeCâmbio fazem essa troca de forma fácil, rápida e segura.

Basta fazer a conversão e simulação da moeda desejada, decidir o valor. O pagamento é feito por meio de depósito via TED na conta indicada. Depois, é possível decidir se retira o dinheiro no local ou recebe em casa, via delivery. O modo econômico já fez com que a empresa atingisse 269 milhões de reais em trocas com uma economia de mais de 1,3 milhão em taxas.

Melhor forma de levar o dinheiro para o exterior

Viajantes devem levar consigo moeda local do país de destino em dinheiro e cartões de crédito ou de viagem como segurança. Foto: Pxhere

Quem vai viajar não precisa escolher apenas uma forma de levar dinheiro para o exterior. É possível combinar, por exemplo, dinheiro vivo com cartões pré-pagos e cartão de crédito, que podem ser usados de forma emergencial. Se você tiver acesso a uma conta no exterior, por exemplo, é possível ainda fazer uma transferência online usando serviços como o Remessa Online, com ótimas cotações de câmbio.

Lembrando que, dependendo do tipo de viagem, como intercâmbio, por exemplo, alguns países pedem a comprovação financeira durante o período de estadia. Para um intercâmbio de seis meses na Irlanda, por exemplo, é preciso comprovar que você tem, no mínimo, 3.000 euros em conta ou em dinheiro.

Investindo em câmbio

Comprar moeda estrangeira, seja euro, dólar ou libras, tem atraído mais interesse de pessoas comuns. Se, antigamente, negociar moedas era algo feito apenas por empresas ou investidores profissionais, hoje o mercado é abrangente, e investidores iniciantes e médios têm aparecido cada vez mais.

O mercado de câmbio ficou ainda mais fácil com a internet. Empresas oferecem compra e venda de moedas com o clique do mouse. O mercado oferece oportunidades para aproveitar os movimentos das taxas de câmbio.

Vantagens em investir em moedas

Basicamente, a compra de moeda acontece com a especulação da alta e baixa da moeda. Se você acredita que o dólar subirá no futuro, vale a pena comprar um montante da moeda já para vender depois. Enquanto as moedas se movem em relação umas às outras, o mercado vai se movimentando.

Riscos no câmbio

As moedas estão sujeitas a riscos que vão muito além das fronteiras de cada país. Portanto, é importante entender a interação das economias globais. A percepção pode ser mais importante que a realidade, uma vez que é impossível saber exatamente como os eventos mundiais críticos ocorrerão assim que começarem. Qualquer um desses eventos pode ocorrer em um instante sem aviso prévio, sujeitando as moedas a uma volatilidade significativa no curto prazo.

Quando saber a hora exata de comprar

O Brexit no Reino Unido, os Estados Unidos atacando algum outro país no mundo, uma grande empresa brasileira anuncia o fechamento… Diferentemente das ações, é possível entender o mercado das moedas por meio das notícias que estão disponíveis para todos. As avaliações de moeda são impulsionadas por fluxos e eventos monetários reais que influenciam a saúde econômica de um país. Você pode fazer sua própria análise de como esses eventos podem impactar sua moeda. Mas é claro, é preciso aprender um pouco de economia para conseguir entrar no mercado.

As moedas são semelhantes a commodities e ações porque oferecem o potencial de valorização do capital. Se o valor de suas moedas subir em relação ao dólar, você lucrará. Se suas moedas caírem em relação ao dólar, você perderá dinheiro. Ou seja, tudo tem como base o dólar americano.

Rubinho Vitti
Rubinho Vitti, Jornalista de Piracicaba, SP, vive em Dublin desde outubro de 2017. Foi editor e repórter nas áreas de cultura e entretenimento. Também é músico, canceriano e apaixonado por arte e cultura pop.

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