Como é o trabalho de cuidador na Irlanda?

Como é o trabalho de cuidador na Irlanda?

Ávany França

3 anos atrás

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Um dos empregos que está sempre em alta na Irlanda é o de cuidador. Há vagas disponíveis constantemente para este setor, mesmo para quem tem visto de estudante.

Neste artigo, vamos contar a história da Fabíola Muniz Prisco, que depois de 1 ano e 5 meses em Dublin fazendo babysitting (aquela babá de uma noite), conseguiu entrar no mercado de cuidadores.

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Como foi ser contratada como cuidadora?

Trabalhar como cuidador na Irlanda mesmo com visto de estudante. © Buurserstraat386 | Dreamstime.com

Trabalhar como cuidador na Irlanda mesmo com visto de estudante é possível. Foto: Buurserstraat386 | Dreamstime

“Quando cheguei a Dublin, havia me inscrito em alguns programas de voluntariado, entre eles o Brothers of Charity and Enable Ireland, ambos focados em pessoas com deficiência. Voluntariei por cerca de oito meses e, na minha entrevista, esses meses foram muito valorizados. Vi a vaga para 10 horas semanais em um dos sites de emprego e achei perfeito, pois, como estudante, só posso trabalhar 20h.”

“Como no Brasil sou diplomada em psicologia, com experiência de 6 meses em um hospital, arrisquei, pois a oferta de emprego considerava psicólogos. Enviei CV e Cover Letter no prazo indicado e 3 semanas depois me chamaram para a entrevista.”

“A entrevista foi supertranquila. Contei sobre a minha experiência no hospital brasileiro e sobre o período como voluntária na Irlanda. Respondi mais um punhado de perguntas e fui liberada. Duas semanas mais tarde o telefone tocou e era a coordenadora da empresa solicitando alguns documentos para a minha contratação.

Nada do outro mundo, a única coisa que emperrou o processo foi o Garda Vetting, o documento de antecedentes criminais. Liguei algumas vezes, pois já estava ficando tensa, e a gerente explicou que, por ser de outro país, a consulta poderia demorar um pouco mais, e demorou seis dolorosas semanas.”

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O trabalho de cuidador funciona por escalas

Trabalho de cuidador é dividido por escalas e pacientes. Foto: Dreamstime

“O grande dia chegou. Estava contratada como ‘part-time care worker’, 20h por semana. Pois é, eles acabaram me contratando para 20h semanais, 10h a mais que o anunciado.”

“O trabalho funciona por escalas (shifts) de 6h, 8h e 12h. Porém, há algumas agências em que o trabalho se resume a 1h ou 2h para cada paciente. Ou seja, algumas vezes você precisa zanzar de um lado para outro para cumprir as 20h da semana.”

“Mas, no geral, os horários são determinados juntamente à sua gerente. Eu, por exemplo, como estudava pela manhã, era sempre escalada para tarde ou noite.

Também existe a possibilidade de se trabalhar aos finais de semana. A parte boa é que no final de semana paga-se mais, além de algumas bonificações, mas isso depende do seu contrato de trabalho.

O mesmo vale para quem trabalha à noite. No início estranhei, mais logo me acostumei, pois às vezes trabalhava 3 dias e já cumpria as 20h. Sobrando 4 para fazer outras coisas.”

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Qual o salário para um cuidador?

“Eu entrei ganhando 11,49 euros por hora, mas na minha empresa tinha gente que recebia 17,80 euros pela mesma hora de trabalho.  Descobri que a diferença se dá pela experiência na área. Como a minha não era muito fundamentada, iniciei com o salário base da empresa, mas todo ano tenho um pequeno acréscimo.”

Como é o ambiente de trabalho?

O trabalho de cuidador na Irlanda é sério e respeitado. Foto: Dominik Lange/Unsplash

“Nesse quesito, se o seu inglês ainda não anda dos melhores, o trabalho de cuidador vai te ajudar pouco a melhorar. Como trabalhamos por shifts, quase sempre o contato com os colegas de profissão era muito pouco. Era um chegando e outro saindo.”

“Sem falar que eu trabalho diretamente com idosos e alguns jovens com deficiência intelectual, ou seja, a conversação tende a ser limitada. Geralmente, a comunicação que tenho é mais com os familiares.”

“Outra curiosidade é que quase não tinha colegas irlandeses. Poloneses e filipinos dominavam a empresa. Quem trabalha como ‘care’ precisa estar sempre com treinamentos em dia. ‘Manual and Handling, Emotional Support, Medication Training’ e ‘Food and Safety’ foram alguns que tive que fazer.

A empresa paga as horas de treinamento como horas trabalhadas, ou seja, você atualiza os conhecimentos e ainda ganha para isso.”

Vale a pena trabalhar como cuidador?

“Bom, praticamente esses são os fatores principais que circundam o trabalho como cuidador. Estou há dois anos e meio e já tive aumento salarial.

Consigo pagar todas as minhas contas e já estou pensando em fazer um curso específico para trabalhar com crianças autistas, já que o trabalho é muito próximo do que fazia no Brasil.”

“O ponto positivo é que a empresa se interessa por quem busca qualificação no país e, além de flexibilizar a escala de trabalho, ainda te possibilita criar possibilidades de crescimento profissional na empresa.”

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Ávany França, Jornalista por profissão, já passou por editorias de moda, gastronomia, história e turismo. Uma vida sem desafios não foi desenhada para essa baiana de Salvador. Amante das viagens, coleciona mais de 80 destinos no passaporte. Quer saber mais? Corre porque até você terminar de ler esse perfil já terei alguma novidade.

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