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Como eu conquistei uma oportunidade na Irlanda

Colaborador E-Dublin postou em 13 abr 2015

Por que a Irlanda? Será que ainda vale a pena? Tem trabalho? Tem realmente um mercado em ascensão? Para responder todas essas questões o E-Dublin traz para você nosso novo colunista, o Gilberto Santos!

Assim como muitos intercambistas que desembarcam na Ilha Esmeralda ele tinha como objetivo o trabalho na área, a busca por uma carreira internacional e a realização de sonhos! Em um ano ele já tem muito a contar, e mais! Quer ajudar outros intercambistas a conquistar o mesmo espaço que ele tem conquistado no segmento de Tecnologia! Quem passa a contar essa história, então, é o próprio! Bem-vindo Gilberto!

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Arquivo pessoal

Irlanda, ano 1

Esse que vos escreve, sentiu-se em fuga. Necessitei mais do que dinheiro para vir. Tomei emprestado a dor de saudade no olhar daqueles que ficaram e batizei isso de coragem. Parti! Comigo, a esperança de todos – para ela paguei, contente, o excesso de bagagem. Voei um oceano que me separa do objeto dos meus desejos. O destino final, Irlanda. Aqui estou!

O que me motivou a vir para a Irlanda ?

Esperava construir uma carreira internacional. Descobri nas minhas pesquisas que aqui na Irlanda tem um grande campo para a área da Tecnologia da Informação. Chegam a dizer que aqui é o mundo de “Alice no pais das maravilhas” para quem já trabalha nessa área. Confirmo! O clima é favorável, afinal computadores trabalham melhor com o frio. Além do mercado promissor, também estava em busca da fluência na língua inglesa. Então decidi que já era hora de mergulhar em outra cultura. Vendi tudo o que tinha, juntei os trapos que sobraram de um antigo fracasso e  arrisquei ir ao mundo, enfrentar o desconhecido.

O que eu deixei no Brasil?

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Família – especialmente três sobrinhos os quais ajudei a criar. O mais novo, o qual escolhi o nome, Pedro, ainda pensa que seu tio é uma caixa que atende-se por Skype. Ficaram também os amigos fiéis. Deixei para trás a estabilidade financeira. Era consultor sênior de arquitetura de software no Supremo Tribunal de Justiça do Trabalho na capital do país, Brasília. Trabalhava com cerca de 50 profissionais. Minha rotina baseava-se em apresentar soluções técnicas de alta complexidade em assuntos como: Java e Android, processos ágeis e teste de software. Paralelamente, atuava como professor dessas tecnologias em cursos de pós-graduação de desenvolvimento de software.

O objeto dos desejos

Todo o meu foco na ilha foi no campo profissional, mas primeiro precisava de um bom nível de inglês – cheguei aqui com o básico. Durante o tempo na escola procurei aprender além do que era oferecido, participando de todos os eventos (gratuitos) com os nativos, para treinar meu ouvido e ajudar no vocabulário, e assim conseguir expôr toda a minha experiência profissional no dialeto local. Aqui é diferente, existe uma particularidade nas expressões e na sílaba tônica. Estar envolvido no meio dos nativos é essencial. Quando iniciei minha busca por emprego fiz muitas entrevistas e em cada uma delas procurei por algum retorno. O que devo melhorar para obter essa chance?, sempre me perguntava. Fui rejeitado em várias. Fracasso era a palavra que martelava enquanto o ronco do colega de quarto não me deixava dormir.

Ser testado em um país estrangeiro pode ser uma experiência difícil e estressante. Uma sala fechada, uma mesa a distância de um aperto de mão e até 4 pessoas fazendo perguntas sem poder esperar o tempo de latência para elaborar uma resposta em inglês. Segundos depois: Putz, era isso! Mas já era tarde… O tempo passou. Cinco meses tentando e quando a grana chegou perto do fim, confesso que procurei um sub-emprego como faxineiro. Felizmente não fui aceito por falta de competência comprovada nesse segmento. Desistência era uma sombra que começava a incomodar. “Então volta”, dizia minha mãe com lágrimas no olhar. Não podia, estava aqui por ela também. Então a ajuda veio por todos os lados, do céu principalmente. Neste momento minha família, a quem muito agradeço, foi importante. Continuei com meu foco. Abracei uma oportunidade de estágio não remunerado, mas ao mesmo tempo participava de mais de 30 processos de seleção, muitos deles exaustivas, com até 4 etapas em grandes empresas como: Google, Amazon, Ericsson, IBM, Intel, Liberty IT. Crescendo em cada uma, até finalmente conseguir!

Ufa, um salário! Nem só de baguetes vive o homem. 

O destino final

Desde quando cheguei, em Maio de 2014, busco cumprir meus objetivos pessoais. Ainda me sinto no meio do caminho. No meu primeiro ano, concluí meu curso de inglês, fiz amigos, consegui um emprego fixo, sou engenheiro de software em uma multinacional há 4 meses e agora colunista do E-Dublin, onde tudo começou. Procuro ajudar outros recém-chegados, escrevendo artigos, ministrando palestras, agregando valores e expondo caminhos aos que também buscam por uma carreira na Irlanda. Alunos da minha antiga escola e especialmente 3 amigos que trabalhavam em TI comigo no Brasil, seguem meus passos atrás do mesmo objetivo. Na última CareerZoo puderam acompanhar de perto, comigo, o mercado de TI em ascensão que tanto se comenta por aí.

É isso, pessoal. À partir de hoje contarei um pouco mais sobre a minha trajetória e darei dicas de como conquistar o mercado de Tecnologia da Informação na Ilha Esmeralda.

Vejo vocês no próximo post!

Revisado por Tarcisio Junior

Sobre o autor:

bolinhaGilberto Santos
é engenheiro de software, escritor, professor, teimoso e músico. Nasceu descobridor quando percebeu que não gostava dos seus brinquedos por inteiro e sim em saber como eles funcionavam. Trabalha há muitos anos na área de tecnologia da informação, chegando a liderar grandes equipes. Como professor instruiu novos pensadores em sala de aula. Mantém um imprevisível ciclo de sono, com alternadas doses de cafeína. Hoje vive e trabalha na Irlanda, onde decidiu ficar e mudar sua própria cultura. Para conhecê-lo mais de perto você pode acompanhá-lo em: gilbertosantos.com

 

Sobre o Autor


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