Como fazer faculdade na Irlanda?

Como fazer faculdade na Irlanda?

Elizabeth Gonçalves

6 meses atrás

Quanto custa um intercâmbio?

Não vendemos pacotes e nem somos agência,
mas podemos te colocar em contato com elas.

Essa foi uma das perguntas que escutamos na última edição do E-Dublin XP no Brasil. Afinal, para quem quer ir muito além do curso de inglês, a Irlanda é um destino para investir no Ensino Superior e no mercado profissional?

A resposta está nos números. Nos últimos anos, as universidades sofreram uma queda no ranking de melhores universidades do mundo e, com isso, o departamento de educação tem investido pesado para voltar a crescer positivamente nessa lista. Boa parte dessa estratégia inclui atrair mais estudantes internacionais e, assim, o acesso para esses estudantes também tem sido facilitado.

Trinity College é uma das mais tradicionais universidades irlandesas. Foto: Aitor Muñoz Muñoz | Dreamstime

Outra mudança importante se deu pela facilitação do acesso de estudantes internacionais na Irlanda. Há alguns anos, estudar em uma das universidades irlandesas era para poucos, já que uma das exigências era o estudante desembarcar no país com o curso pago na sua totalidade. Vale lembrar que um curso para estudantes não europeus chegava a custar três vezes mais que a tarifa para um europeu. A boa notícia é que isso praticamente ficou no passado e, mesmo em instituições mais tradicionais como a Trinity College, existem programas que permitem estudantes internacionais em suas cadeiras.

O leque de universidades do país é extenso, além de algumas delas continuarem presentes nos principais rankings mundiais, como é o caso da Trinity College e a University College Dublin (UCD). Não é à toa que a Irlanda tem se tornado um destino atraente para quem está pensando em investir em um curso superior no exterior. Listamos algumas das universidades de maior destaque na Irlanda.

Quer saber tudo sobre como fazer intercâmbio para aprender outro idioma? Participe do E-Dublin XP, o maior evento sobre a Irlanda realizado no Brasil, que acontece no dia 14 de março, das 9h às 18h, no Centro de Convenções do Senac Santo Amaro, próximo à estação Jurubatuba da Linha 9 da CPTM, na zona sul de São Paulo. As inscrições para participar estão no último lote.

Preciso ter inglês fluente para estudar na faculdade na Irlanda?

Se você está pensando em fazer faculdade em uma universidade estrangeira, com certeza a fluência no idioma é fundamental. Aliás, pré-requisito básico. Então, se você está pensando na faculdade para ontem, você vai precisar resolver a questão do idioma primeiro, o que inclui conquistar um certificado de proficiência.

O IELTS — International English Language Testing System — é o exame mais procurado por pessoas que querem construir uma vida acadêmica ou profissional na Europa. Você pode optar por uma das duas opções, de acordo com sua necessidade: o Academic ou o General Training.

A pontuação, nesse caso, vai de 0 a 9, e as universidades costumam exigir que um candidato tenha sua nota no IELTS entre 5,5 e 7. Sim, ele é mais popular e muito bem-visto na Europa, mas hoje também é aceito nos Estados Unidos. Antes de decidir pela universidade, vale a pena pesquisar qual a pontuação exigida.

Porém, o IELTS não é o único exame de proficiência que você deve considerar. Depois dele, o TOEFL é um dos exames de proficiência em língua inglesa mais procurado. É bem-aceito por instituições de ensino nos Estados Unidos e Canadá, embora, hoje em dia, também seja aceito em algumas universidades europeias.

O TOEFL é dividido em 4 ní­veis:

– TOEFL Primary Tests, para estudantes acima de 8 anos

– TOEFL Junior Tests, para avaliação de alunos acima de 11 anos

– TOEFL ITP Assessment Series, para avaliação do nível de inglês, sem a necessidade de se comprovar habilidades de fala e escrita

– TOEFL iBT (internet-based test), utilizado para admissão em instituições de ensino superior, em especial as estrangeiras

Visto de Estudante

Novas regras no visto alteraram o tempo de duração, a permissão de trabalho e as regras para estudar na Irlanda na última década. © Sezer Ozger | Dreamstime.com

Entenda quais são os requisitos para o Visto de Estudante na Irlanda. © Sezer Ozger | Dreamstime.com

Uma das grandes vantagens na hora de escolher a Irlanda como destino educacional é o fato de, na Ilha Esmeralda, você ter permissão de trabalho enquanto estuda, o que faz grande diferença para os estudantes internacionais que desembarcam no país.

No caso na Irlanda, o visto de estudante é solicitado quando o estudante desembarca no país, mas você deve conhecer de perto os requisitos antes de fazer a sua matrícula em uma das universidades irlandesas.

Quais são os pré-requisitos?

O Stamp 2 é concedido sob a condição de o imigrante entrar no país com o objetivo de frequentar aulas regulares, podendo trabalhar até 20h durante o período de aulas e até 40h em meses específicos (entre os meses de junho e setembro; e entre 15 de dezembro e 15 de janeiro).

O prazo de expiração do visto, que tem um total de 8 meses, também deve ser respeitado, e o imigrante com esse tipo de permissão não poderá recorrer a nenhum tipo de serviços oferecidos pelo governo, tais como saúde, seguro desemprego, etc. Para se enquadrar nessa categoria de visto, é necessário se matricular em um curso com duração mínima de 25 semanas em uma instituição aprovada pelo governo Irlandês, o que não será um problema, considerando um curso de graduação ou mestrado.

Ao desembarcar na Irlanda, o oficial dará um visto temporário de um mês para que você tenha tempo para providenciar os demais itens necessários ao candidato a estudante no país, comprovando-se, assim, que você é um estudante genuíno. Esses documentos incluem:
– Carta da escola, com curso de carga mínima semanal de 15h/aula por semana
– Ter seguro governamental ou médico privado de uma empresa estabelecida na Irlanda
– Comprovante de pagamento do curso
– 3.000 euros comprovados em extrato de uma conta em banco irlandês ou outro método aceito pelo governo
– Comprovação de endereço

– Prova de que a escola possui o Learner Protection
– O valor de 300 euros pelo registro do Irish Residence Permit – IRP

Obs: Uma vez que você tenha organizado todos esses documentos, é hora de agendar um horário online e ir à imigração para solicitar o visto definitivo de 8 meses. São elegíveis para o  Stamp 2: cidadãos non-EEE que viajem à Ilha com o objetivo de estudar em cursos de idioma ou universitários por um período mínimo de 6 meses (e máximo de 8 meses – para estudantes de idiomas). Pode ser renovado até 2 vezes.

Onde estudar na Irlanda?

Fundada em 1592, a Trinity é a instituição de ensino superior mais antiga da Irlanda e também a que melhor representa o país no ranking internacional, ocupando a 88ª posição. Mais de 17 mil estudantes estão matriculados na universidade, que oferece cursos nas áreas de artes, humanas, ciências, engenharia e saúde.

Atualmente, a universidade oferece uma gama de oportunidades para quem procura bolsas de estudos ou interessados em pesquisa científica. O E3 Undergraduate Scholarship é um desses exemplos. O programa é voltado para área de Engenharia, Biologia, Geografia e Ciência Biomédica. São 20 bolsas no total no valor de até 5000 cada.

University College Dublin

A UCD é outra tradicional universidade irlandesa. Fundada em 1854, ela ocupa atualmente a 168ª posição no ranking. Com mais de 33 mil alunos, a universidade se divide em cinco faculdades. Entre os célebres alunos da universidade, estão nomes como o escritor James Joyce, o ator Gabriel Byrne e o diretor de cinema Neil Jordan.

National University of Ireland, Galway

Localizada na cidade de Galway, no oeste da Irlanda, a universidade tem mais de 17 mil alunos e ocupa a 243ª posição no ranking internacional. Por lá, passaram o ex-primeiro ministro irlandês, Enda Kenny, e o presidente da Irlanda, Michael D. Higgins. Entre os destaques da instituição, estão cursos de medicina, artes e ciências.

University College Cork

UCC foi eleita universidade do ano. Foto: Pixabay

UCC foi eleita universidade do ano. Foto: Pixabay

Essa é a quarta mais bem colocada universidade irlandesa nos rankings internacionais, ocupando a 283º lugar. A instituição também foi eleita em 2017 pelo jornal The Sunday Times como universidade do ano. Com mais de 20 mil alunos, a UCC tem um dos principais departamentos de pesquisa do país.

Dublin City University

Créditos: Facebook DCU.

Créditos: Facebook DCU.

Apesar de jovem, fundada em 1975, a DCU tem obtido um ótimo desempenho educacional e ocupa a 391ª posição entre as melhores do mundo. Também localizada em Dublin, a DCU tem mais de 16 mil alunos e oferece cursos nas áreas de engenharia, negócios, artes e ciências.

University of Limerick

Universidade de Limerick prepara alunos para o mercado de trabalho. Foto: The Journal

Universidade de Limerick prepara alunos para o mercado de trabalho. Foto: The Journal

Ocupando a 501ª posição do ranking mundial, a Universidade de Limerick se destaca por oferecer cursos inovadores e de forte relevância para o mercado de trabalho, sendo que muitos graduandos são disputados pelas empresas logo após finalizarem seus estudos.

Dublin Institute of Technology

Fundada em 1887 com foco no ensino técnico no país, o DIT ocupa a 651ª posição no ranking das melhores universidades do mundo. Além disso, é uma das maiores universidades irlandesas, com mais de 20 mil alunos matriculados, e é reconhecida pela qualidade em cursos como marketing, arquitetura, engenharia, música, jornalismo, entre outros.

A famosa biblioteca da Trinity College, em Dublin, que recebe alunos de todo o mundo. Crédito: Delstudio | Dreamstime.com

A famosa biblioteca da Trinity College, em Dublin, que recebe alunos de todo o mundo. Crédito: Delstudio | Dreamstime.com

Porém, temos que ser realistas: nem tudo é lindo para os não-europeus que desembarcam por aqui com o objetivo de investir no ensino superior. O principal motivo para essa constatação se dá pelos valores dos cursos, que são duas vezes mais caros, comparados com os ofertados aos nativos. Sendo assim, o ideal é chegar à Irlanda com alguma bolsa de estudos em punho. Outro fator que pode emperrar o seu objetivo é que, segundo as regras de imigração, o não-europeu deve pagar o valor integral do curso antes mesmo de assistir à primeira aula, o que é bem difícil para o perfil do estudante brasileiro que atualmente desembarca por aqui.

Porém, observa-se que, nos últimos anos, o fluxo de brasileiros nas universidades irlandeses tem provocado uma maior flexibilização em algumas dessas regras.

E se você está pensando em embarcar nessa, mas carrega ainda muitas dúvidas e, sobretudo, receios sobre como funciona o processo para ingressar em uma universidade na terra dos leprechauns, a boa notícia é que pode ser bem mais fácil do que você imagina! O E-Dublin foi em busca de um caso concreto de alguém que passou por esse processo e pode falar com propriedade como fazer para ingressar em uma universidade na Irlanda.

A brasileira Camila Brandão, que estudou fotografia na Griffith College, conta que, inicialmente, veio ao país com o objetivo de aprimorar o inglês. “Depois de dois anos aqui, achei que não faria sentido permanecer na ilha sem acrescentar nada à minha vida. Como sempre gostei muito de arte, vi a possibilidade de estudar fotografia”.

Ela destaca que, na hora de escolher a universidade, levou em consideração o custo-benefício. “A Griffith é uma faculdade muito bem conceituada na Europa e apresenta um preço mais acessível, com taxas anuais em torno de 9.000 euros para o meu curso no esquema part-time (para estrangeiros)”. Além desse valor, Camila tem gastos apenas com a produção e impressão dos seus trabalhos. Com relação aos equipamentos de fotografia, como lentes, luzes e estúdios, ela ressalta que tudo é fornecido pela universidade.

Para ingressar na instituição, a estudante afirma que o processo foi bem simples. Consistiu basicamente em um teste de proficiência de inglês, realizado na própria sede da Griffith e, após isso, o pagamento da taxa anual. “A universidade foi muito receptiva e continua sendo até hoje”, destaca.

Camila está no segundo ano de fotografia da Griffith Foto: Camila Brandão

Camila cursa fotografia na Griffith. Foto: Camila Brandão

Você deve estar se perguntando se há muitos brasileiros na turma, não é mesmo? Camila conta que, no primeiro ano do curso, nossos conterrâneos eram apenas quatro. Atualmente, além dela, há somente um. O resto da classe é composto por irlandeses, espanhóis, escoceses e poloneses. “Como somos em poucos alunos na turma, tudo é muito personalizado. Acho que essa é uma das grandes diferenças quando comparo o ensino daqui com o brasileiro, já que, desde os métodos de avaliação até os tutoriais, não somos números para os professores”.

Com relação ao futuro profissional, quando retornar no Brasil, a questão ainda é incerta. “Mas, o fato de ter uma graduação no exterior já é um grande diferencial. A fotografia enquanto arte contemporânea tende a crescer e ser mais valorizada. Atualmente, o Brasil está apenas engatinhando nesse sentido”, comenta a estudante.

Veja também

É possível fazer intercâmbio com criança na Irlanda?

Elizabeth Gonçalves
Elizabeth Gonçalves, Jornalista viciada em cinema, música e literatura. Paulistana, se apaixonou por Dublin, onde mora há cinco anos e sonha em fazer uma viagem de volta ao mundo.

Este artigo foi útil?

Você tem alguma sugestão para a gente?

Obrigado pelo feedback! 👋

O que ver em seguida

Cadastre-se em
nossa newsletter

Seu email foi cadastrado.

Cadastrar outro email

Comentários

🍪

Este site usa cookies para personalizar a sua experiência. Ao utilizar o E-Dublin você concorda com a nossa política de privacidade.

Aceitar e fechar