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Essenciais

Como levar dinheiro para a Irlanda

Elizabeth Gonçalves postou em 27 mar 2017

Foto: Shutterstock

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Durante o seu planejamento de intercâmbio na Irlanda, você provavelmente se deparou com uma informação essencial: a necessidade de comprovação financeira para custear as suas despesas no país.

Segundo a regra estabelecida pelo INIS (Irish Naturalisation and Imigration Service), estudantes estrangeiros que vão permanecer no país por um período igual ou superior a seis meses devem comprovar na imigração a renda mínima de 3 mil euros. Já no caso de quem planeja estudar na Irlanda por um período entre 3 e 5 meses, é exigida a comprovação de 500 euros por mês de estadia em solo irlandês.

Como realizar o sonho do intercâmbio exige um grande investimento financeiro, durante o planejamento uma das principais dúvidas dos estudantes é sobre qual o melhor jeito de se levar dinheiro para a Irlanda. É justamente por isso que hoje vamos abordar as principais maneiras de levar dinheiro para o exterior e as vantagens e desvantagens de cada uma delas. Assim, você vai encontrar a que melhor se adéqua ao seu perfil e necessidades.

Dinheiro em espécie

Foto: Shutterstock

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Para quem está pensando em economizar, essa é a opção mais em conta para se trazer dinheiro para o exterior, já que possui taxa de IOF mais baixa, limitada a 1,1%.

Por outro lado, essa opção pode não ser a mais segura, já que, apesar da Irlanda ser um país relativamente seguro, nunca se pode descartar a possibilidade de roubos ou furtos. Além disso, carregar uma alta quantia de dinheiro em espécie nem sempre é muito prático, afinal você terá uma preocupação extra para não perder o dinheiro.

Também é importante destacar que será necessário declarar o dinheiro na Receita Federal brasileira, pois existe um limite de R$ 10 mil, ou equivalente em moeda estrangeira, que podem ser levados do país sem a necessidade do documento. Para isso, é necessário preencher a Declaração Eletrônica de Porte de Valores (DPV) disponível na internet e apresentá-la no aeroporto no dia do embarque.

Travel Money

Reprodução: Visa

Reprodução: Visa Travel Money

Outra opção bem popular entre os intercambistas é o Travel Money, que nada mais é do que um cartão de débito pré-pago, aceito em praticamente todos os estabelecimentos do mundo e com o qual também é possível realizar saques em bancos e caixas eletrônicos no exterior.

Entre as vantagens, está o fato de que a taxa de câmbio é fixa no dia da compra ou recarga do cartão. Ele também poder ser recarregado pela internet a qualquer momento e em caso de perda ou roubo, é possível bloqueá-lo e solicitar um novo em seguida.

O ponto negativo é que desde o final de 2013, a tarifa IOF sobre os cartões pré-pagos subiu de 0,38% para 6,38%, o que eleva, e muito, seu custo. Também vale ficar atento que há cobranças de taxas na realização dos saques – o valor pode variar de acordo com a operadora, mas geralmente gira em torno de 2,50 euros por transação.

Saque da conta corrente no Brasil

Foto: Shutterstock

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Em setembro de 2016, a imigração irlandesa passou a aceitar como comprovante financeiro o extrato bancário de sua conta corrente em banco estrangeiro, desde que este documento tenha menos de um mês e esteja acompanhado do cartão de débito da conta em questão.

Assim, você pode continuar utilizando o saldo da sua conta corrente brasileira na Irlanda. Mas, apesar de parecer bem prática, essa opção pode ser uma enrascada, já que cada transação realizada está sujeita aos 6,38% de IOF, além das taxas praticadas pelo seu banco no Brasil, que geralmente costumam ser bem elevadas quando se trata de transações no exterior.

Se você optar por esse método, também é importante se lembrar de autorizar o uso do seu cartão no exterior diretamente com o seu banco com pelo menos uma semana de antecedência da sua viagem.

O que dizem os estudantes

Foto: Shutterstock

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“À princípio, planejei trazer o dinheiro via VTM, principalmente considerando a praticidade dessa escolha, já que eu poderia recarregá-lo com Euros esporadicamente e também por ser muito mais seguro. Porém, quando chequei que, devido ao IOF de 6,38%, essa opção seria muito mais cara, acabei desistindo de investir no cartão e passei a comprar dinheiro em espécie. Como fechei meu intercâmbio com 1 ano e meio de antecedência, tive bastante tempo para planejar tudo com calma e trocar a moeda aos poucos. No final, acho que a minha escolha foi financeiramente gratificante. Mesmo assim, fiquei muito preocupado com o montante de dinheiro que tive que carregar durante o meu trajeto. Se a diferença de IOF não fosse tão grande, certamente esta não seria a minha opção”. – Lucas Sant’anna

“Mesmo levando em consideração a elevada taxa de IOF, optei pela segurança e decidi trazer os 3 mil euros no VTM. Também trouxe cerca de 800 euros em espécie, mas apenas para me manter nas primeiras semanas de intercâmbio enquanto dava andamento aos procedimentos para adquirir o visto de estudante. Claro que poderia ter economizado muito mais se tivesse optado por trazer todo o dinheiro em espécie, mas mesmo assim acredito que o VTM foi a melhor escolha, já que pude sacar o dinheiro nos caixas eletrônicos de Dublin e também recarregar o cartão com facilidade em caso de emergências”. – Juliana Mercês

Revisado por Tarcísio Junior
Imagens via Shutterstock
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Sobre o Autor


Elizabeth Gonçalves é jornalista viciada em cinema, música e literatura. Paulistana, se apaixonou por Dublin, onde mora há mais de um ano e sonha em fazer uma viagem de volta ao mundo.

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