Como levar remédios em viagens para a Europa?

Como levar remédios em viagens para a Europa?

Colaborador E-Dublin

7 meses atrás

Quanto custa um intercâmbio?

Não vendemos pacotes e nem somos agência,
mas podemos te colocar em contato com elas.

Levar remédios é sempre um problema na hora de arrumar as malas e viajar para a Europa. Se é assim para quem vai passar algumas semanas, imagina para quem pretende ficar um bom tempo fora?

No entanto, não se preocupe, pois é perfeitamente possível levar a Europa tanto remédios convencionais quanto controlados, basta que alguns cuidados sejam tomados. Descubra tudo sobre isso nesse artigo.

Como levar remédios em viagens à Europa. © Robert Kneschke | Dreamstime.com

Como levar medicamento para a Europa? © Robert Kneschke | Dreamstime.com

Levando remédios controlados para a Europa

A medicação controlada é a mais polêmica. Ela pode e deve acompanhar o viajante durante o voo, desde que sejam seguidos alguns cuidados.

Como regra, se você faz uso de qualquer remédio controlado, como ansiolíticos ou medicamentos para asma, é preciso levar receita médica. O mesmo vale para diabéticos, que precisam aplicar insulina. Se o tempo de permanência no país de destino for longo, a recomendação é levar medicação suficiente para toda sua estadia. Com receita, claro.

Existe, no entanto, outra precaução a ser tomada. Cada país pode ter regulamentações específicas para o uso de diferentes medicamentos e, mesmo que seja permitido o seu uso no Brasil, pode ser proibido na França, por exemplo.

Por isso, uma das primeiras coisas a se fazer é verificar a lista de medicações proibidas em seu país de destino. Isso pode ser feito por meio de consultas em sites governamentais oficiais ou, mesmo, em sua embaixada.

Se, por fim, descobrir que sua medicação é proibida em seu país de destino, consulte-se com a embaixada brasileira no país para definir o procedimento correto para regularizar sua situação.

Viu a importância de começar a planejar sua viagem à Europa com antecedência?

Medicações proibidas na Europa

Como as proibições podem variar bastante entre país e país, é inviável fornecermos uma lista completa. No entanto, os seguintes tipos de medicamento são costumeiramente razão para se preocupar.

  • Medicações para TDAH como ritalina, Adderal, Concerta
  • Analgésicos fortes de uso constante
  • Remédios para ansiedade como Xanax e Valium

Todo cuidado é pouco no transporte desses remédios, mesmo quando não proibidos no país de destino e acompanhados de prescrição médica.

Preciso levar receitas médicas em inglês em minha viagem para Europa?

Explicitamente não, mas você deveria, mesmo assim.

Os sites da INFRAERO e da ANVISA não têm nenhuma recomendação específica quanto à tradução das receitas. A orientação oficial é de que os medicamentos sejam mantidos na caixa original, acompanhados de receita médica com o nome do paciente (que deve ser confrontado com o nome no cartão de embarque).

Uma pesquisa em órgãos oficiais internacionais mostra que a regra varia de país para país, mas a recomendação de uma receita médica é senso comum. Se você é usuário de medicação contínua e precisa levar remédios para um ano de estadia, não custa pedir ao seu médico uma receita em inglês, certo? Afinal, se você vai carregar tanta coisa, esse documento em inglês pode facilitar — e muito — a sua vida no aeroporto.

Um atestado também pode ajudar e deve ser descrito de forma simples, alegando que o paciente sofre determinada doença e necessita de medicação específica. Além disso, ele deve descrever o tipo de medicação e como será ministrada, a fim de justificar os remédios levados.

Como no caso de um diabético, por exemplo, descrever o tipo de diabetes, a medicação e, também, os aparelhos que ajudam no controle e medição.

Outra dica é convencer o seu médico a digitar a receita e os laudos e assinar, para evitar problemas de compreensão devidos a famosa má caligrafia atribuída aos profissionais de saúde brasileiros.

Levando remédios convencionais para a Europa

Remédios ditos convencionais, ou seja, aqueles que não precisam de prescrição médica em nosso país, podem ser levados com menos dor de cabeça. Mesmo assim, é importante verificar se não são proibidos em seu país de destino.

Nesse caso, é possível levar esses medicamentos sem qualquer receita médica?

De acordo com a ANVISA, os medicamentos que não precisam de prescrição médica são colírio, solução fisiológica para lentes de contato, etc.

Oficialmente, você precisa de receita, até, para carregar paracetamol e antigripal, já que a ANVISA não explica o que são os “etc”. Mas calma, até hoje nunca ficamos sabendo de alguém que foi deportado por carregar uma caixa de remédio para dor de cabeça!

A regra é mais rígida para os medicamentos controlados ou especiais. Nesse caso, receita na mão!

Se ainda restar alguma dúvida, vale a pena passar no Centro de Orientação ao Viajante. Lá eles vão analisar o seu caso e esclarecer qualquer problema.

Um atestado assinado pelo seu médico também pode ajudar. Crédito: Andrei Rahalski | Dreamstime.com

Um atestado assinado pelo seu médico também pode ajudar. Crédito: Andrei Rahalski | Dreamstime.com

Como transportar medicações em voos internacionais

As regras específicas de cada linha aérea devem sempre ser verificadas. De forma geral, todas as medicações devem ser transportadas na bagagem de mão, respeitando os limites de peso e limitações impostos a esse tipo de bagagem.

O principal motivo para isso, além da facilidade de fiscalização, é que não há pressurização no porão do avião, fazendo com que as bagagens despachadas ali guardadas sejam submetidas a temperaturas baixíssimas, o que pode inutilizar os remédios.

Os remédios devem ser levados em sua embalagem original lacrada e acompanhados da receita e outros documentos que comprovem a necessidade de uso. A não ser que precisem ser ingeridos durante a viagem, ocasião em que devem ser levados em embalagem plástica transparente, bem vedada, de no máximo 100 ml. Ainda assim, a embalagem original deve ser levada.

Remédios líquidos ou pastosos devem respeitar a regra geral para líquidos. Serem guardados em embalagens plásticas transparentes de, no máximo, 100 ml. Respeitando o limite total de 1l de líquidos por bagagem de mão.

Compra ilegal de medicamentos: cuidado

A farmacêutica-bioquímica Mariana Meier alerta sobre os cuidados para quem já está na Irlanda ou, mesmo, em outros países da Europa, e busca comprar de medicamentos de terceiros, ou por fontes informais.

Vale ressaltar que a venda indiscriminada de medicamentos é totalmente proibida na Irlanda, assim como é no Brasil — se essa atividade envolver medicamentos controlados, popularmente conhecidos como “tarja preta” e antibióticos, é considerado um crime grave. Por isso, é importante que, se você faz uso de algum medicamento específico, você traga um estoque, acompanhado da receita médica do Brasil, ou procure um médico (GP), para que você tenha acesso a medicação de forma regulamentada.

Você já deve ter encontrado postagens nas mídias sociais com brasileiros propondo troca e venda de medicamentos. O que pode parecer uma solução rápida e econômica, na verdade, pode trazer sérias implicações para os envolvidos, já que a venda de medicamento por pessoas não autorizadas é uma prática ilegal em qualquer país do mundo.

Apenas uma empresa registrada com Farmacêutico responsável pode comercializar medicamentos. Então, se alguém é descoberto comercializando qualquer tipo de remédio, especialmente em outro país, estará em sérios problemas. A punição dependerá do tipo de medicamento, da quantidade e da profissão da pessoa envolvida (um profissional da área da Saúde sofrerá consequências maiores). Além disso, se houver algum dano à saúde da pessoa que comprou, o vendedor também pode ser responsabilizado.

É bem provável que a pessoa tenha que responder na justiça local do país e na brasileira. Na Irlanda, a condenação para tráfico internacional de drogas é de, no mínimo, um ano de prisão e, no máximo, perpétua, dependendo do caso. Vale ficar atento a essas questões antes de pensar na possibilidade de fazer uma grana extra com o comércio de medicamentos por aqui.

Quais são as restrições  de medicamentos na Irlanda?

O site do Citizen Information indica como substâncias controladas: cannabis, cocaína, heroína e anfetaminas. A penalidade para quem tentar entrar na Irlanda com tais drogas é de 2500 euros, com risco de prisão por até 12 meses.

Porém, nem sempre as substâncias tidas como ilegais na Irlanda são tão óbvias assim. Em dezembro do último ano, por exemplo, um indivíduo foi condenado na Irlanda por exportar um medicamento que tinha a informação de produto natural para problemas de disfunção erétil, mas a substância entrava na categoria de ilegal na Irlanda, já que não passava pelo processo de regulamentação no país. Por isso, principalmente para quem faz uso de medicamento controlado, ou para uso específico, pesquise antes de trazê-lo para o intercâmbio a fim de evitar problemas.

O que você deveria levar na mala?

Traga Anticoncepcional: na Irlanda, a venda de medicamentos é apenas realizada com receita médica, e se paga por ela. Por isso, aconselhamos trazer um pequeno estoque, suficiente para passar os oito meses de intercâmbio. Geralmente, você não terá problema, já que a quantidade será identificada como para uso pessoal.

Não precisa trazer, pois tem por aqui:

Aspirin: É a nossa aspirina — inclusive a mesma caixinha, nas cores verde e branco. É vendida nas farmácias e custa 3,79 euros.

Panadol: Funciona como nosso Paracetamol. Esse remédio pode ser encontrado na farmácia e nos mercados. Existem algumas variações, dependendo do tipo de dor, mas, em geral, ele é indicado para dores de cabeça, febre, mal-estar e afins. O valor pode variar de 1,90 até 5 euros.

Omeprazol: Esse medicamento é sempre buscado por muitos brasileiros, pelo alívio imediato quando se trata de dor no estômago. Uma novidade é que agora ele é vendido na Irlanda sem necessidade de receita médica. Você pode encontrar nas farmácias pelos nomes de “Omeprazole” ou “Nexium”. Os preços variam de 7 a 14 euros.

Anadin: Alivia dores de cabeça, no corpo e, até, febre. É similar ao nosso Anador. Você pode encontrar nas farmácias e supermercados no valor de 1,89  euros.

Vaporub: Esse é nada mais nada menos que o nosso famoso Vick. Ele é superimportante para você que vive resfriado, com sinusite ou dores de garganta. Você encontra nas farmácias o pote com o gel e o inalador, e os valores podem variar de 4,50 a 7 euros.

Cought Control:  Como o próprio nome diz, é um xarope para tosse e alívio de dores peitorais. É possível encontrá-lo na farmácia e nos supermercados no valor de 5 euros.

Lemsip: Lembram-se daqueles chás que a marca Vick produz no Brasil? Esse pode ser o substituto naqueles dias em que o resfriado ou aquela gripe resolve aparecer. Ele é vendido nas farmácias e supermercados, e o valor varia de 3 a 5 euros.

Strepsils: Pastilha para alívio da dor de garganta. Existem em vários sabores, e você pode achar nas farmácias e supermercados a partir de 4 euros.

Gaviscon: Alívio para dores estomacais — ou o que popularmente chamamos de “queimação”. Existe o remédio líquido e a opção em pastilhas. Você encontra nas farmácias no valor de 4 a 7 euros.

É importante lembrar que, se você for estudante e tiver a carteirinha, é possível conseguir desconto em algumas redes de farmácia. Os supermercados são uma boa opção e, às vezes, tudo sai mais barato que nas drogarias. Porém, bastante cuidado: automedicação não é brincadeira.

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