Coronavírus na Irlanda: país bate marca de 250 mil casos confirmados

Coronavírus na Irlanda: país bate marca de 250 mil casos confirmados

Rubinho Vitti

5 dias atrás

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Foram ultrapassados os 250 mil casos de coronavírus na Irlanda desde que o primeiro deles foi registrado em fevereiro de 2020. De acordo com os últimos registros, 453 novos contágios foram registrados no domingo, 2 de maio, chegando ao total de 250.290 casos confirmados da doença na República.

No entanto, não houve registro de mortes ontem, com o total permanecendo em 4.906 vítimas fatais pela doença desde o início da pandemia. Até o último boletim havia 129 pessoas internadas com complicações da Covid-19 e 40 destes em UTIs.

Leia também: Vacina na Irlanda: tudo o que você precisa saber

Irlanda identifica variantes do coronavírus em 7,5 mil casos

As variantes da Covid-19 são uma preocupação no mundo todo e por isso existe um esforço por parte do governo irlandês em descobrir quais são os tipos presentes na ilha. Segundo base em dados do Health Protection Surveillance Centre (HPSC), contando pesquisas realizadas em casos confirmados entre 13 de dezembro de 2020 a 10 de abril de 2021, foram encontradas 7.538 variantes em casos confirmados de coronavírus na Irlanda.

Existem três categorias de variantes segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde): “variants of concern” (variantes de preocupação), “variants of interest” (variantes de interesse) ou “variants of note” (leia mais abaixo).

A primeira “variante de preocupação” identificada na Irlanda foi o B117, encontrada pela primeira vez no Reino Unido, em meados de dezembro. Ela se espalhou rapidamente e agora é responsável por 94% dos casos sequenciados na República.

Segundo a publicação do HPSC, já são 6.623 casos de B117 sequenciados na Irlanda e dois deles têm a mutação adicional E484K.

A variante sul-africana foi identificada pela primeira vez antes do Natal na Irlanda e, desde então, 55 casos foram confirmados, de acordo com o HPSC.

Também há 24 casos da variante P1, identificada pela primeira vez no Brasil. A primeira mostra com essa variante de coronavírus na Irlanda foi identificada na quinta semana de 2021.

São cinco variantes de interesse encontradas na Irlanda: a P2 (também foi encontrada primeiramente no Brasil) está em 14 casos de coronavírus na Irlanda. Também foram encontradas as variantes de interesse B1525 — Nigéria (17), B1526 — Nova York (6), B1429 — Califórnia (2) e A27 — Mayotte (2),

Variantes identificadas como “variants of note” são: B11318 — Reino Unido (36) e B1617 — India (3).

Outras variantes somam 754 casos.

Tipos de variantes segundo a OMS:

  • Variante de Preocupação – associada a aumento da transmissibilidade ou alteração prejudicial na epidemiologia, aumento da virulência ou alteração na apresentação clínica da doença ou diminuição da eficácia da saúde pública e medidas sociais ou diagnósticos disponíveis, vacinas,
    terapêutica.
  • Variante de Interesse — apresentam mutações, alterações no genoma. São suspeitas de serem perigosas no desenvolvimento da doença, porém ainda faltam estudos aprofundados que confirmem isso.

Vacina contra o coronavírus na Irlanda

O governo abriu na quinta-feira, 15 de abril, o portal de cadastro da população geral do país para a vacinação.

A vacinação na Irlanda contra a Covid-19 começou no finalzinho de dezembro. Desde então, até sábado, 17 de abril, 351.874 pessoas foram totalmente vacinadas, ou seja, receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19 e estão imunizadas. Foram 852.189 primeiras doses administradas no país. No total, foram aplicadas 1.204.063 injeções da vacina contra a Covid-19 na Irlanda.

Enquanto isso, pessoas que viajam de países considerados de risco, como o Brasil, precisam fazer quarentena obrigatória em hotéis ao aterrissar na Irlanda. Vale lembrar que apenas residentes (que possuem IRP com vencimento dentro do prazo) podem entrar no país e que a Irlanda não está emitindo novos vistos a imigrantes no momento.

Histórico do coronavírus na Irlanda

A notícia do primeiro caso de uma pessoa contaminada com a Covid-19 na Irlanda completou um ano. O caso foi notificado na manhã do dia 29 de fevereiro de 2020, no leste do país, um dia após a Irlanda do Norte confirmar uma infecção. Desde então, a ilha — assim como o resto do mundo — nunca mais foi a mesma e o restante dessa história ainda estamos vivendo.

O primeiro caso na Irlanda foi um homem que foi infectado após ter viajado para o norte da Itália, local muito afetado pela doença no início da pandemia, o que não foi uma surpresa para a Irlanda, que já estava preparada para atender o primeiro infectado.

Até aquele momento, haviam 83.000 casos da Covid-19 confirmados em mais de 50 países em todo o mundo, inclusive o Brasil, que também tinha apenas um caso confirmado até então. Hoje, um ano depois, são 114 milhões de casos e 2,5 milhões de mortes. Na Irlanda, em um ano, foram registradas 219.592 casos da doença e 4.319 mortes.

Após 29 de fevereiro, a doença foi se espalhando rapidamente e o país começou a tomar atitudes para contê-la, como o cancelamento do St. Patrick’s Festival.

Em 11 de março, a Irlanda estava com 43 casos confirmados e confirmava a primeira morte por Covid-19 no país. No mesmo dia, a OMS confirmou que o novo coronavírus se tornara uma pandemia.

No dia seguinte à morte, a Irlanda fechou as escolas e no dia 16 foram os pubs e casas de show e baladas que foram fechados.

Automaticamente, 140 mil pessoas ficaram sem emprego na Irlanda, mas o governo conseguiu, de forma rápida, criar um auxílio emergencial que abrangia, até mesmo, os estudantes que trabalhavam antes da pandemia.

Outras restrições começaram a aparecer na Irlanda até que o lockdown foi anunciado em 27 de março, quando pessoas deveriam ficar em casa, estando autorizadas a sair apenas para “um número limitado de razões”. Um ano depois, e o país está de volta ao nível mais restrito de lockdown.

Você pode acompanhar toda a linha do tempo da Covid-19 na Irlanda em nossa retrospectiva.

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Foto: Fusion Medical Animation/Unsplash

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Rubinho Vitti
Rubinho Vitti, Jornalista de Piracicaba, SP, vive em Dublin desde outubro de 2017. Foi editor e repórter nas áreas de cultura e entretenimento. Também é músico, canceriano e apaixonado por arte e cultura pop.

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