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Divã E-Dublin

Deixando a família para trás

Juliana Polydoro postou em 10 jan 2017

Aqueles que resolvem fazer um intercâmbio é se afastar da família. Foto: Shutterstock

Aqueles que resolvem fazer um intercâmbio é se afastar da família. Foto: Shutterstock

Uma das grandes angústias que atormentam aqueles que resolvem fazer um intercâmbio é se afastar da família.

“O que pode acontecer com eles enquanto eu estiver longe?”

“O que vai acontecer comigo longe deles?”

Esses são alguns dos questionamentos que muitos leitores me enviam.

E eu respondo, pode acontecer tudo, ou nada! Não sabemos o que vai acontecer , não temos como prever o futuro, assim é a vida. Se vivermos nos precavendo contra tudo que pode acontecer perderemos muitas oportunidades de experimentar os sabores diferenciados que a vida pode nos proporcionar.

Mesmo tendo isso em mente, também acaba ficando um sentimento de saudades, de tristeza por deixar as pessoas que amamos tanto. Em todas as famílias, existem brigas, desentendimentos, críticas, mas mesmo assim, o círculo familiar continua sendo o mais confortável que existe, pois são essas pessoas que conhecemos e convivemos desde que nascemos. São eles os primeiros a apontar nossos erros, mas também os que nos socorrem quando precisamos. Por isso deixá-los pra trás é um processo que pode ser doloroso.

Ao mesmo tempo, se imaginar sozinho, sem a proteção e opinião dos familiares, em uma terra estranha pode ser amedrontador.

É importante termos consciência disso e assumirmos esses sentimentos , eles são normais para a maioria dos intercambistas. Quando entendemos e aceitamos o que sentimos, sem tentar mudar ou esconder o que se passa no fundo da nossa alma, nós nos tornamos mais “humanos”. Quando escondemos esses sentimentos, construímos uma barreira que bloqueia a aproximação das pessoas.

Se todas essas coisas estão passando pela sua cabeça e pelo seu coração, não se preocupe, lembre-se você não tem como saber o que vai acontecer amanhã, só temos o hoje, o momento presente. Ao invés de ficar com medo e se fechar, assuma o que você sente, levante-se abrace seus familiares, diga pra eles o quanto você os ama,  se essa for a sua vontade. Isso pode te ajudar a aliviar um pouco o medo de se afastar deles.

Mas e o medo do que pode acontecer com você, sem a proteção deles?

Isso é um processo que podemos chamar de amadurecimento! Você vai crescer, aprender de verdade! Viver as suas próprias experiências. Vai conhecer um pouco melhor quem você é e isso pode te ajudar muito na volta pra casa, pois quanto melhor nos conhecemos, melhor se torna a nossa convivência com todas as pessoas que estão ao nosso redor, inclusive nossos familiares.

Viva hoje e seja feliz sempre!

 

Sobre o Autor


Juliana Izabel Polydoro, psicóloga, mestre em psicologia da Saúde, com experiência em diversas áreas dentro da Psicologia, agora trabalha somente com clínica, atendendo presencialmente e por skype. É também escritora, poeta, roteirista de filmes, viajante, peregrina e dançarina.

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