Dia do trabalhador na Irlanda e o Bank Holiday

Dia do trabalhador na Irlanda e o Bank Holiday

Elaine Wzorek

9 meses atrás

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Dia 1° de Maio, dia mundialmente conhecido como o Dia do trabalhador é dia de descanso no Brasil, porém aqui na Irlanda se o feriado for qualquer dia da semana segue a tradição de jogar os feriados sempre para as segundas-feiras, e como feriado é feriado, a Elaine selecionou algumas curiosidades e dicas de lugares para visitar no Bank Holiday. Enjoy folks!!!!

As ligações do navio com Cobh, Co Mayo e Belfast

© Nataliya Hora | Dreamstime.com

O museu do Titanic foi construído em Belfast, para homenagear as vítimas da grande tragédia.© Nataliya Hora | Dreamstime

A Irlanda tem ligações mais fortes com o Titanic do que muita gente pensa. O centenário de uma das maiores tragédias do século XX pode nos ajudar a entender um pouco mais a história deste país que escolhemos para fazer nosso intercâmbio!

Cobh

A cidade Cobh foi onde o Titanic fez sua última parada, antes de se afundar.© Darrin Aldridge | Dreamstime.com

A cidade Cobh foi onde o Titanic fez sua última parada, antes de se afundar.© Darrin Aldridge | Dreamstime

Esta cidadezinha litorânea pertinho de Cork, não é lembrada apenas como a última parada do Titanic (123 passageiros embarcaram lá, 79 morreram). Cobh (a pronúncia é “cove”) foi o ponto de partida dos mais de 2,5 milhões de irlandeses que deixaram o país entre 1848 e 1950. Muitos foram embora por causa da grande fome.

Cobh é muito mais do que uma cidade portuária. É um lugar charmoso e cheio de curiosidades. Você sabia que ela já teve três nomes diferentes? Quando o Titanic naufragou ela se chamava Queenstown, em homenagem à visita da Rainha Vitória em 1849. Antes disso era chamada de Cove.

Lusitania –  Apenas três anos após o naufrágio do Titanic outra tragédia abalou a cidade de Cobh. O navio britânico Lusitania, que vinha de Nova York, foi afundado por um submarino alemão em águas irlandesas, a poucas milhas da costa de Cobh. O naufrágio matou quase 1200 pessoas e é tido com um dos motivos que levou os EUA a entrar na Primeira Guerra Mundial.

Cobh Heritage Centre (em Cobh)
O museu é interativo e bem interessante. Conta a história da emigração irlandesa e da Grande Fome: as causas, as consequências, os números. Tem um espaço reservado à história marítima, com reproduções em tamanho natural de alguns espaços dos luxuosos navios que dali partiram. Além disso, nas salas dedicadas ao Titanic e ao Lusitania, é possível conhecer detalhes das tragédias que envolvem estes dois grandes navios e a Irlanda.

Co Mayo
Mayo é um condado (como se fosse um estado no Brasil) na região oeste da Irlanda. E aí você pergunta: mas Mayo está muito longe de Cobh, qual a relação com o Titanic? Uma pequena vila rural, chamada Lahardane, foi a cidade onde, proporcionalmente, a tragédia teve mais impacto. 14 pessoas saíram de lá e embarcaram no navio sonhando com uma vida melhor na América. 11 morreram no naufrágio. Os moradores da região inauguraram recentemente um pequeno memorial homenageando as vítimas e exibindo aos visitantes o orgulho de uma passado triste, mas historicamente importante.

Titanic Belfast (em Belfast, Irlanda do Norte)

Belfast é a cidade onde esta localizado o museu Titanic.© Siempreverde22 | Dreamstime.com

Belfast é a cidade onde esta localizado o museu Titanic.© Siempreverde22 | Dreamstime

Se você for a Belfast, na Irlanda do Norte, não deixe de conhecer o Titanic Belfast.. O prédio de seis andares foi construído para homenagear as vítimas e conta a história do navio, desde sua construção, na cidade, até as imagens mais recentes da embarcação no fundo do mar. São nove galerias com exposições interativas e recriações de alguns cenários como a famosa escadaria. É o primeiro museu dedicado especialmente ao Titanic e atraiu a atenção atenção do mundo todo.

Imagens via Dreamstime
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Elaine Wzorek
Elaine Wzorek, Co-fundadora do portal Reinventa Jornalista, brasileira, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná, ex-repórter do E-Dublin TV. Em 2011, deixou o Brasil para aperfeiçoar o inglês e realizar mais um sonho: conhecer a Europa. O intercâmbio, em Dublin, deveria durar 6 meses, mas se estendeu por dois anos e mudou sua forma de ver a vida e a profissão.

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