Dicas de alimentação saudável para o seu intercâmbio

Dicas de alimentação saudável para o seu intercâmbio

Colaborador E-Dublin

2 semanas atrás

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Na série especial para o E-Dublin sobre saúde alimentar durante a sua experiência de intercâmbio, a nutricionista e coaching Lisiane Giusti compartilha hoje alguns insights sobre a importância das mudanças que ocorrem naturalmente na alimentação, quando desembarcamos em uma nova cultura.

Queridinha entre os intercambistas brasileiros, a Irlanda entrou no planejamento de muitos. Pesquisar sobre a cultura, acomodação, emprego e, claro, as viagens, estão no top 5 das preocupações. Porém, poucos se lembram das diferenças na alimentação entre os países e de como isso pode afetar o seu dia a dia e, especialmente, a sua saúde.

Hoje, Lisiane Giusti nos apresenta quatro dicas importantes sobre mudança de país e alimentação:

Pesquise sobre a dieta alimentar do país

A importância de substituir frutas e legumes no seu intercâmbio. Foto: 4045 | Freepik.

A importância de substituir frutas e legumes no seu intercâmbio. Foto: 4045 | Freepik.

No Brasil, frutas como mamão papaya, manga e tangerinas são encontradas praticamente em todo o país, mas, na Irlanda, por exemplo, essas mesmas frutas só aparecem no mercado em consequência da importação. A questão é: quais frutas e verduras são abundantes no país escolhido para o seu intercâmbio? Buscar essa informação ajudará a fazer substituições importantes à sua dieta e evitar ausência de nutrientes importantes para o seu corpo.

O leite da Irlanda, por exemplo, passa por um processo completamente diferente do pasteurizado no Brasil. Seu uso e armazenamento são diferentes, e esses fatores também implicam mudanças na rotina alimentar. Explorar os supermercados nos primeiros dias de intercâmbio e buscar compreender essas diferenças, assim como o preparo dos alimentos, também ajudará na sua adaptação alimentar no novo país.

O barato pode sair caro na alimentação

Alimentos enlatados na Irlanda são extremamente baratos. Compra-se uma lata de feijão por 23 cents, sardinhas, por 55cents, e por aí vai. Dessa forma, os alimentos empacotados, enlatados e, principalmente, os prontos acabam por reinar na dieta e no orçamento apertado do intercambista. Como resultado, uma dieta pobre em nutrientes básicos e muitos alimentos processados no prato.

Opções rápidas como os junk foods também entram na rotina enlouquecida do estudante que, além dos estudos, têm outras preocupações, como acomodação, encontrar um emprego e saber como continuar no país. Acredite: aquelas opções de 1, 2 euros de hambúrgueres nas redes de fast food não trarão nada de bom para a sua dieta.

A dica é: evite os processados e invista em alimentos de verdade: verduras, frutas, proteínas e, o mais importante, vá para a cozinha. Torne o ato de cozinhar uma regra para a sua nova rotina no exterior. Os supermercados fazem promoções semanais, onde compram-se frutas e verduras por 49 cents. Aposte nesses dias para garantir boas economias, mas comendo de forma saudável.

Cuide do seu sono

Problemas com sono também afetam a dieta. © Kittisak Jirasittichai | Dreamstime.com

Mudar de país nem sempre é fácil como parece. Principalmente nas primeiras semanas, toda a mudança vem carregada de preocupações e incertezas. Com isso, ter problemas de sono é muito comum.

O que pouco se nota é que uma noite maldormida traz várias consequências para o corpo. Se você não tiver uma noite de sono saudável, no dia seguinte, o seu organismo vai gritar por alimentos mais calóricos. Acredite: dormir emagrece!

O que fazer: crie uma rotina e planeje o seu descanso. Não leve celular para a cama, desligue todas as luzes, tome chá de camomila, feche as cortinas para deixar o quarto mais escuro e tente ir para a cama sempre no mesmo horário.

Não esqueça de tomar água

Órgãos da Europa recomendam tomar água filtrada ou fervida. © Pablo Hidalgo | Dreamstime.com

Órgãos da Europa recomendam tomar água filtrada ou fervida. © Pablo Hidalgo | Dreamstime.com

Em países como a Irlanda, o consumo de água pode cair no esquecimento facilmente. Por conta das temperaturas baixas, a necessidade de ingerirmos água decai. Por isso, é preciso criar uma rotina e lembrar que, independentemente da estação do ano, o corpo naturalmente necessita da ingestão de 35 ml por quilo de peso.

A escassez da ingestão de água pode ocasionar dores de cabeça, além de uma necessidade maior da ingestão de alimentos, no intuito de absorver a água que o corpo pede. Como resolver: tenha sempre com você garrafas de água.

Lisiane Giusti,

Bacharel em Nutrição pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com formação em Nutrition Coach e Especialização em Perda de peso e Nutrição esportiva. Atualmente, atende em consultório em Dublin, na área de nutrição clínica.

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