Este site usa cookies para melhorar a experiência do usuário. Ao utilizar o nosso site você concorda com todos os cookies de acordo com nossa Política de cookies/privacidade. Concordo
Dicas de Viagem

Dúvidas sobre como levar medicação para a Europa?

Elaine Wzorek postou em 22 abr 2016

Levar medicamentos é sempre um problema na hora de arrumar as malas para a Europa. Imagina para quem pretende ficar um ano fora? A medicação controlada é a mais polêmica. Ela pode e deve acompanhar o viajante durante o voo, desde que sejam seguidos alguns cuidados. Se você faz uso de qualquer remédio controlado, como ansiolíticos ou medicamentos para asma, é preciso levar receita médica. O mesmo vale para diabéticos que precisam aplicar insulina.

Se o tempo de permanência no país de destino for longo, a recomendação é levar medicação suficiente para toda sua estadia. Com receita, claro.

shutterstock_250353178

Crédito: Shutterstock

Em inglês?

Os sites da INFRAERO e da ANVISA não têm nenhuma recomendação específica quanto à tradução das receitas. A orientação oficial é de que os medicamentos sejam mantidos na caixa original, acompanhados de receita médica com o nome do paciente (que deve ser confrontado com o nome no cartão de embarque).

Uma pesquisa em órgãos oficiais internacionais mostra que a regra varia de país para país, mas a recomendação de uma receita médica é senso comum. Se você é usuário de medicação contínua e precisa levar remédios para um ano de estadia, não custa pedir ao seu médico uma receita em inglês, certo? Afinal, se você vai carregar tanta coisa o inglês, pode facilitar e muito a sua vida no aeroporto.

Mas nem todo mundo pensa assim. Para Jeferson Silveira, a tradução nunca foi necessária. Ele tem 34 aos e é diabético há 14. Já viajou para os Estados Unidos, Espanha, Portugal, França, Itália, Mônaco e Argentina. Todas as vezes carregou insulina e nunca teve problemas. “Duas vezes levei traduzida e em português, mas como nunca pediram, passei a pegar em português apenas. Nenhuma delas foi juramentada. Uma vez em Madri a agente perguntou se era insulina, eu disse que sim e que tinha atestado, fui pegar na mochila e ela disse que não precisava”, relata Jeferson.

Ele usa dois tipos de insulina que são aplicadas com canetas (uma descartável e outra com refil). “Carrego sempre um atestado comigo, que atesta a necessidade de tratamento e testes devido à diabetes”.

É algo mais ou menos assim:

“Atesto que o Sr. Jeferson Silveira apresenta diabetes tipo 1 e necessita realizar tratamento contínuo de aplicações de insulina, bem como o monitoramento com glicosímetro e lancetador.”

O documento é em português e assinado pelo médico.

Só que as viagens de Jeferson foram mais curtas. Se você parte rumo ao intercâmbio e vai ficar mais tempo no país, é recomendável que o médico especifique que você carrega medicamentos para uso durante o tempo em que estará fora.

Jeferson transporta o que vai utilizar na mochila mesmo. Já as reservas, ele leva em recipientes de isopor com gel, que mantêm a temperatura por até 12 horas.

74357_10151159724631710_83948820_n

Jeferson Silveira, diabético, carrega seus medicamentos sem problemas em viagens internacionais. (Foto: Arquivo Pessoal)

Ainda de acordo com a ANVISA, os medicamentos que não precisam de prescrição médica são colírio, solução fisiológica para lentes de contato, etc. Esses itens não podem ultrapassar os 100 ml estabelecidos. Oficialmente, você precisa de receita até para carregar paracetamol e antigripal, já que a ANVISA não explica o que são os “etc”. Mas calma, até hoje nunca ficamos sabendo de alguém que foi deportado por carregar uma caixa de remédio para dor de cabeça! A regra é mais rígida para os medicamentos controlados ou especiais. Nesse caso, receita na mão!

Se ainda restar alguma dúvida, vale a pena passar no Centro de Orientação ao Viajante. Lá eles vão analisar o seu caso e esclarecer qualquer problema.

Este texto foi originalmente publicado em março/2014, revisado e atualizado para esta republicação.
Encontrou algum erro ou quer nos comunicar uma informação?
Envie uma mensagem para [email protected]

Sobre o Autor


Co-fundadora do portal Reinventa Jornalista, brasileira, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná, ex-repórter do E-Dublin TV. Em 2011, deixou o Brasil para aperfeiçoar o inglês e realizar mais um sonho: conhecer a Europa. O intercâmbio, em Dublin, deveria durar 6 meses, mas se estendeu por dois anos e mudou sua forma de ver a vida e a profissão.

Veja todos meus outros Posts

Orçamento Fácil

Preencha um formulário e receba orçamento de escolas e agências

Comece agora

E-Dublin: Tudo sobre Intercâmbio

Recentes e populares

Quanto custa

Quanto custa manter um aparelho dentário na Irlanda?

2 meses atrás, por Colaborador E-Dublin
Papo de Chef

Beef & Guinness Stew: já provou?

6 meses atrás, por Lays Gomes
Clima

Em apuros com o inverno europeu? Se ligue nessas dicas

6 meses atrás, por Elizabeth Gonçalves
Conte Sua Historia

Como cuidar do corpo e da mente na Irlanda

7 meses atrás, por Colaborador E-Dublin
Saúde

Coisas que você deveria saber sobre medicamentos

7 meses atrás, por Colaborador E-Dublin
Saúde

Como funciona o cartão de saúde europeu

8 meses atrás, por Elizabeth Gonçalves
Saúde

Depressão de inverno! Você conhece os sintomas?

8 meses atrás, por Ávany França