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Reflexões

É pra isso que eu vim! – Parte 1

postou em 17 jul 2008

A Parte 1 será a repeito de Trabalho, um dos assuntos mais importantes para todos. Com o tempo postaremos mais aprendizados no É pra isso que vim! relacionados a outros assuntos também.

Na semana passada, encerramos a segunda de nossas enquetes sobre as suas pretencoes ao vir para Irlanda.

Nao surpreendentemente, para grande maioria (mais de 40%) o motivo principal é estudar / aprender ingles. Mas outra opcao que foi bastante votada (20%) foi ‘Experiencia de vida’, que particularmente foi o meu voto.

Desde que cheguei aqui, passei por umas poucas e boas. E foi pra isso que eu vim para Dublin! Me desafiar, frustar, tentar de novo, talvez passar um tempo no aperto… e no meio de tantas outras licoes mais importantes, aprender ingles.

Eu contei algo no post sobre Bus Eireann que fui até Punchestown, mas nao contei como terminou.

Caso 1 – Oxegen

Fui fazer a entrevisa na quarta-feira para trabalhar no Oxegen. Fiz a entrevista, no dia seguinte, o cara me ligou, e confirmou que entraria no dia seguinte as 7 da matina. Para trabalhar em uma barracha de churrasco alemao.

Fui pra casa do meu amigo que mora perto de Punchestown, cidade de Naas. Acordei as 5 da manha, e fui com a namorada dele trabalhar.

Das 7 as 10:40 cortando cebola. Até aí tranquilo! Depois, virei churrasqueiro ajudante. Tudo meio baguncado, cada hora fazendo uma coisa diferente, mas basicamente virando carne na churrasqueira. Mas ninguém tava controlando as brasa. Dublin = vento, vento + brasa = fogo, churrasco + fogo = carne queimada + faíscas voando. E uma dessas faíscas quase entrou no meu olho (queimou ambas as pálpebras, de cima e de baixo do olho direito).

Passado o susto, vesti meus óculos escuros para me proteger da fumaca, e principalmente das faíscas. Continuei trabalhando pensando “Homero, pense no dinheiro”, pois realmente foi o pior trabalho que fiz até entao, e mais ‘arriscado’. Continuei assim, e depois de um tempo relaxei.

Quando eram 17:30 (faltava 1:30 para terminar o expediente), o alemao Stephan, dono da barraca, chamou eu a Frances (namorada do meu amigo) de canto e comecou a despejar no melhor estreotipo alemao:

“Eu estou muito insatisfeito com voces, estao fazendo o que voces querem… as carnes tao queimando na churrasqueira. Sabe quanto me custa esse tomate? Quando se está trabalhando voce tem que mecher o seu rabo”.

Eu podia responder tudo o que ele falou. Parecia que eu sabia que ele ia falar aquilo tudo, mas preferi calar, para ao menos receber o dinheiro referente ao dia de trabalho.

A verdade disso tudo, é que a barraca estava com muito menos movimento que ele previa, e ele estava com mais staff do que precisava. Logo, eu e a Frances que éramos os mais inexperientes fomos os escolhidos. Justo, eu faria o mesmo se fosse ele, só nao falaria aquele monte de bobagem.

Recebemos o dinheiro, retiraram nossas credenciais, e fomos impedidos de ver os show do evento Oxegen. Eles tinham um esquema de seguranca que realmente funcionava, infelizmente para nós.

Caso 2 – With Taste

No final de Junho, fui contratado pela With Taste, para trabalhar como garcon casual também. Trabalhei um dia até agora, e acho que neste sábado trabalharei novamente. Ou seja, apesar da ilusao inicial que eles passaram, os eventos nao sao tao frequentes., e nao tem entrado nada de grana.

Veja mais. E mais.

Caso 3 – Accenture e Masterchefs
Acho que esse foi o pior deles, e mereceu dois posts, aqui, e no meu blog.

No Brasil, eu trabalhava na Accenture. Fui funcionário da companhia por 3 anos e meio. Aqui, como uma sutil ironia do destino, um dos meus primeiros trabalhos como garcon pela Masterchefs foi em um evento da Accenture.

Era minha oportunidade de falar com alguém, entregar meu CV para um diretor ou gerente. Mas a festa nao estava tao cheia quanto esperavam, e me dispensaram mais cedo, antes que eu pudesse falar com alguém que realmente pudesse me ajudar.

Foi um dos dias mais difíceis por aqui.

Veja mais.

Caso 4 – Dee Set

Fui contratado na primeira semana para trabalhar na Dee Set, ajudando a organizar prateleiras na Dunnes Stores.

Trabalhei um dia. Ficaram de me ligar, e nunca ligaram. Liguei de volta, me enrolaram. E o pior, vagas para trabalhos próximos a minha casa estavam disponíveis, e era esse o principal requisito: morar perto da Dunnes Stores em questao.

Veja mais.

Sobre o Autor


Fundador e CEO do E-Dublin, Edu chegou na Irlanda em 2008, no ano pré-crise, pegou a nevasca de 2010 e comeu cérebro de cabra em Marrakesh. O Edu também é baterista da banda Irlandesa Medz.

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