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Economia

Economia irlandesa é a que mais cresce na Europa

Elizabeth Gonçalves postou em 14 dez 2015

Reprodução: Flickr

Reprodução: Flickr

Final de ano sempre tem aquele gostinho de balanço e, claro, expectativas para o ano novo, que está aí, batendo à porta! E se você, como grande parte de nossos leitores, escolheu a Irlanda para começar o ano novo, as notícias são bem animadoras!

Lembra da crise, recessão e outro termos econômicos que surgiram por aqui desde 2009? Pois é, quase 6 anos depois, a Irlanda surpreende as expectativas e mostra estar se saindo bem melhor que outros países europeus.

Essa semana vários especialistas no assunto publicaram que a Irlanda está dando um banho nos seus vizinhos da zona do Euro, com uma economia comprometida e um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 6%. Vale lembrar que nos tempos da dura crise o saldo era sempre negativo.

Esse valor indica que a Irlanda continua avançando, principalmente se comparamos com o crescimento de 4,7% do PIB irlandês em 2014. Mas também não é essa maravilha toda, como mesmo pontua o primeiro ministro irlandês, Enda Kenny, que deixou claro que, ao se tratar da crise econômica, pode-se afirmar que o país está em recuperação, mas ela ainda é uma recuperação frágil.

Porque a Irlanda se destaca?

Entre os fatores que têm colocado a Irlanda à frente, quando comparada com outras nações da União Europeia, está, por exemplo, a política de corte de gastos públicos, que tem contribuído para a redução da dívida do país. Paralelamente, a desvalorização do Euro pelo Banco Central Europeu também tem favorecido as exportações irlandesas, que cresceram 13,6% desde o começo do segundo semestre de 2015.

Investimento estrangeiro

Reprodução: Paul McErlane/Bloomberg

Reprodução: Paul McErlane/Bloomberg

As principais companhias de Internet do mundo possuem sua base na Irlanda. Alguns exemplos? Google, Facebook, Yahoo, Dropbox, Paypal, entre outras. Gigantes de TI, como Microsoft, indústrias farmacêuticas e grandes instituições financeiras também entraram na mesma onda e construíram suas sedes na Ilha Esmeralda. Isso se deve às baixas taxas de impostos coorporativos pela qual essas multinacionais são submetidas no país.

Assim, a meta do governo irlandês é atrair ainda mais o investimento estrangeiro, além de estimular a abertura de empresas e start-ups por todo o país.

Outro foco do governo é fazer com que expatriados irlandeses retornem e invistam no país. Segundo o órgão, nos últimos cinco anos o número de emigrantes – pessoas que deixam o país – tem superado o de imigrantes. O objetivo é reverter essa situação no próximo ano, principalmente porque grande parte dos irlandeses que deixam o país são profissionais altamente qualificados, gerando uma carência em diversos setores da economia nacional.

Desemprego

Ao mesmo tempo em que a Irlanda celebra o ritmo acelerado de crescimento da sua economia, a taxa de desemprego no país continua razoavelmente alta.

De acordo com o Central Statistics Office, órgão oficial de estatísticas no país, a Irlanda fechou o último mês de novembro com uma taxa de desemprego de 8,9%. Mesmo elevado, o número representa uma evolução quando comparado com o mês de novembro de 2014, quando a taxa estava em torno de 10,4%.

Moradia

Reprodução: Pinterest

Reprodução: Pinterest

Outro problema cuja solução parece estar distante de acontecer no país é a questão da moradia. E quando se trata de Dublin então, a situação fica ainda mais complicada, já que cada vez mais faltam opções de moradia e os preços estão cada vez mais elevados.

Quem acabou de desembarcar por aqui ou está tentando mudar de casa conhece muito bem a difuldade que é encontrar um teto em Dublin, principalmente na região mais central, não é mesmo?

Entre as razões para esse desagradável fenômeno está o boom imobiliário pelo qual o país passou em 2007, que foi paralisado pela crise econômica. Assim, não há novas moradias em construção, o que faz com que as opções disponíveis sejam altamente disputadas por pessoas que buscam oportunidades de trabalho na cidade e também pelo elevado fluxo de estudantes.

Revisado por Tarcisio Junior
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Sobre o Autor


Elizabeth Gonçalves é jornalista viciada em cinema, música e literatura. Paulistana, se apaixonou por Dublin, onde mora há mais de um ano e sonha em fazer uma viagem de volta ao mundo.

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