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Dicas de Viagem

Erros comuns que podem pesar no seu intercâmbio

Carol Braziel postou em 10 nov 2014

Em maio, publicamos o artigo Dez atitudes que você deveria evitar no intercâmbio. Foram mais de 800 likes e 80 compartilhamentos, mostrando que o tema é importante e deve ser levado a sério pelos intercambistas. Como o assunto deu o que falar, fomos atrás de algumas das pessoas que vivenciaram esses e outros erros. Eles agora compartilham conosco seus depoimentos e algumas dicas para termos uma experiência sem arrependimentos.

Tathiana S. Anselmo, Analista de Comunicação e Marketing, fez seu intercâmbio em Dublin, de maio a dezembro de 2011. Ela nos conta um pouco sobre a avaliação que fez dos erros que cometeu durante a viagem e como teria feito diferente.

Tathiana S. Anselmo no Temple Bar.

Tathiana S. Anselmo no Temple Bar

“Agradeço muito pelas amizades brasileiras que construí durante meu intercâmbio, pois sei que as levarei para a vida toda, mas, no meu caso, o somatório de ‘ter vergonha de falar inglês’ com ‘morar com brasileiros’ foram pontos negativos no meu período em Dublin. Sei que perdi muitas oportunidades de desenvolver meu inglês e conhecer a cultura irlandesa, pois acabamos virando uma ‘panelinha’ de brasileiros que falavam português quase o tempo todo. Minha dica é que o intercambista pratique inglês em toda e qualquer situação. Mesmo que chegue ao caixa do supermercado e perceba que a atendente é brasileira, o ideal é que evite ao máximo falar em português. Além disso, mesmo que ache que as escolas têm aquele ensino bem bobinho, frequente as aulas! Esse será o momento que você terá para estudar algumas coisas que mais tarde você sentirá diferença. Se o propósito do intercâmbio é melhorar o seu inglês, então se esforce para isso, porque depois, a frustração poderá ser grande.”

Já Babara Cordeiro, Representante Comercial que fez intercâmbio entre fevereiro e novembro de 2008 para Dublin, aponta como um dos principais erros a organização das malas.

Barbara Cordeiro e o Leprecauhn.

Barbara Cordeiro e o Leprechaun

“Um dos piores perrengues que passei foi no retorno ao Brasil. Minhas coisas não cabiam na mala, pois acabei exagerando na quantidade de coisas que levei e, juntando com tudo que adquiri durante nove meses em Dublin, ficou impossível de enfiar tudo em duas malas. Tive que deixar muitas coisas com os amigos em Dublin e, mesmo assim, no aeroporto, quando pessei as malas, vi que estavam com excesso de peso e tive que abri-las e decidir o que levaria e o que deixaria lá. Como conselhos, indico quatro como os mais importantes:

1. Não tenha medo de estar sozinho, pois acabará descobrindo que a melhor companhia é a sua;
2. Não deixe a vergonha de falar inglês dominar você. As pessoas sabem que é sua segunda língua e são extremamente compreensivas nesse ponto;
3. Desligue-se do Brasil o máximo que puder para aproveitar melhor sua experiência de morar fora (ir comprometido com outra pessoa, por exemplo, pode te atrapalhar. Afinal, você não vai à Europa para trocar passeios por horas no skype);
4. Obviamente, não exagere no tamanho da mala, você poderá até ficar fora por bastante tempo, mas não se esqueça de que acabará fazendo compras por lá (e corre o risco de depois não conseguir trazer tudo de volta, como eu). Para as mulheres, em especial: não levem sapatos de salto (se for muito fanática, leve dois, no máximo), pois eles acabarão fazendo apenas volume na sua mala, já que você fará quase tudo a pé e os saltos se tornarão inúteis. Um dos meus sapatos de salto mofou no armário, li-te-ral-men-te! Acabei jogando fora.”

Acauan Malta, Designer, está em Dublin desde 2011 e nos conta como conseguiu se aprofundar na cultura irlandesa.

Acauan Malta.

Acauan Malta

“No começo, por não entender como funcionavam as coisas em Dublin, morei em um apartamento com mais 10 brasileiros e o inglês ficou pra trás. Quanto entendi o tempo que tinha perdido, procurei moradia com dois irlandeses, o que me possibilitou enxergar a Irlanda e a sua cultura de forma diferente, para além da visão de um intercambista. Meus conselhos seriam que, primeiramente, o intercambista tivesse em mente as suas metas. Se uma delas é aprender inglês, ele deve saber que os trabalhos voluntários, mesmo que não remunerados, ajudam a entender melhor a cultura local, além de propiciar a prática do inglês. Depois, que aproveitasse que os irlandeses são amigáveis e criasse novos grupo de amigos, para que saísse da zona de conforto de estar somente com brasileiros.”

João Paulo Vendramini Martins é Programador e está em Dublin desde setembro de 2013.  Para ele, o intercambista precisa estar aberto às novidades que essa experiência pode proporcionar e ter em mente que quem é de outro país é você e que isso exige mudança de comportamento de modo a possibilitar uma melhor adaptação. Mas, segundo ele, o principal é entender que a Europa é muito mais segura que o Brasil, sim, mas que isso não significa que podemos abrir mão das noções básicas de segurança.

João Paulo no trabalho em Dublin

“Um dos principais erros de intercambistas, pela experiência que tive até o momento, é achar que estamos 100% seguros por estarmos na Europa, no primeiro mundo. Deixar a janela da casa escancarada durante a noite pode, sim, atrair ladrões. Eu não acreditava nisso… até que acordei com um dentro do meu quarto. Fiz o que todos dizem para não fazer  – inclusive eu: coloquei o ladrão para dormir enquanto chamava a Garda (polícia irlandesa). Ele está preso, mas o final poderia ter sido outro.”

Denise Anjos Silva, formada em Comércio Exterior, ficou um ano em Dublin e nos conta que seu retorno ao Brasil mostrou erros que, se viajasse novamente, procuraria evitar.

“Cometi muitos erros, sendo o primeiro – e mais clássico – morar com brasileiros. No início todos se empolgam e prometem falar somente em inglês, mas depois de um tempo, o português reina e nada de se praticar a nova língua. Acho que o segundo – e bem comum – é o medo/vergonha de errar ao falar inglês. Não aprendemos nada na vida sem prática, então sugiro que o intercambista treine e se adiante. Altere o celular, computador, redes sociais, enfim, tudo o que puder, para inglês, pois quanto mais coisas você enxergar no novo idioma, maior será a chance de uma boa e rápida adaptação.”

Denise Anjos Silva

Denise Anjos Silva

Este texto foi revisado por Camilla Gómez em Outubro/2014.

 

Sobre o Autor


Carolina Braziel é formada em Relações Públicas e pós-graduada em MKT pela ESPM|Brasil. Com mais de seis anos de experiência em MKT, decidiu vivenciar o sonho de morar na Europa, mais precisamente na terra dos Leprechauns. Apaixonada incurável por viagens, tem como vício a leitura e pesquisa sobre destinos, curiosidades e roteiros de viagens pelo mundo.

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