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Cultura

Fatos Reais! Knackers

postou em 11 dez 2008

A gente já falou de violência em Dublin, comentamos sobre os Knackers e também sobre assaltos realizados por trombadinhas / batedores de carteira. Ou seja, falamos sobre delinquência em Dublin.

A gente já falou sobre eles mas ainda não contou sobre os Fatos Reais! Sim, depois de 8 meses por aqui, acho que podemos falar um pouquinho mais do que o achismo, e sim mostrar fatos, contar histórias. Ao todo, foram 5 histórias, três comigo, duas (muito mais sérias) com amigos nossos. Vamos da mais tranquila para a pior.

1 – Knacker ou coisa de moleque?

Eu estava andando sozinho, falando em português ao telefone, usando fones de ouvido. De repente, um moleque de cerca de 12 anos, aqueles gordinhos da turma que são temidos pelos amiguinhos, veio pra cima de mim e fingiu que ia me dar uma peitada. Ele saiu dando risada junto com seu amiguinho frango. Coisa de moleque, só olhei de canto de olho… Era o tipo de pivete “um tapa, um tombo”. Aconteceu na Summerhill, entre Dublin 1 e 3

2 – Continuando, brincando de dar sustinho

Estava andando, desta vez não tão distraído. Reparei dois moleques vindo de bicicleta, um guiando e outro na garupa.

O que estava sentado na garupa veio olhando pra mim com as mãos escondidas atrás das costas. Eu estava de óculos escuros e talvez ele não tenha reparado que eu tinha visto eles. Quando nos cruzamos ele fingiu que jogou ou jogou algo em mim. Não vi se ele jogou de fato pois como eu estava atendo, quando fez o movimento com o braço eu me esquivei. Aconteceu em Dublin 3, North Strand Road.

3 – Do you have a lighter?

Estava indo trabalhar. Desci no centro e estava procurando o ponto final do ônibus 39 para ir para as proximidades do Phoenix Park. Como vi que um dos ônibus havia acabado de sair fui até outro ponto para ver quando o outro sairia. Percebi um rapaz, aparentemente estrangeiro, esbravejando, xingando. Olhei um pouco mais adiante e vi um grupo de 3 ou 4 moleques de 10/11 anos e mais 2 de 15/16 anos. Os dois mais velhos tinham cigarros entre seus dedos.

Eu estava caminhando na direção deles, e não tinha muito como mudar a direção. Segui meu caminho. Quando me aproximei dele, 2 dos moleques mais novos vieram me peitar falando repetitivamente:

– Do you have a Lighter? Do you have a Lighter?

Sem parar de andar e sem olhar para eles eu falei “No, get out!”, como eles não saiam da minha frente , fui obrigado a empurá-los. Menores e e mais fracos que eu foi fácil afastá-los.

Quando eles fizeram menção de voltar a me peitar eu levantei como se fosse dar um murro neles e eles recuaram. Começaram então a me seguir escarrando e fingindo que iam cuspir em mim.

Em tom ironicamente e com o sorrisinho no canto da boca, os dois mais velhos “pediam desculpas” pelos tormentos causado pelos menores. A rua é ponto final de vários ônibus e estava cheia de pessoas nos pontos e motoristas pelas esquinas esperando o seu horário. Ninguém nem olhava para a molecada.

Aconteceu na Hawkins Street, Dublin 2.

4 – Esperando na porta de casa

Este nosso amigo estava esperando para entrar em casa, fumando o último cigarro, encostado na parede e olhando para o horizonte. Daqui a pouco um bando de knackers aparece pedindo cigarros. Ele disse que não tinha, que era o último. Então eles comecaram a ficar mais irritados e a empurrá-lo. Tiraram o cigarro do bolso dele e levaram algum dinheiro. Felizmente não houve nenhuma agressão mais grave.

Aconteceu em Dublin 4.

5 – Pegando Taxi

– Pode parar aqui na esquina.

Este foi o erro deles, pediram para ao taxista para parar na esquina da rua, em vez de deixá-los na frente da casa. Foram os 50 metros que mudaram tudo. Eram 2 rapazes e uma menina. Nestes poucos metros, que pareciam vazios e seguros quando desceram do taxi, surgiu do nada, um bando de Knackers. Eles vieram direto para cima dos rapazes, nem olharam para a menina.

– Gimme cigarettes!
– I don’t have!
– Gimme cigarettes!

Continuaram falando, gritando e cercando o rapazes. Começaram a empurrá-los… Enquanto isso, a menina saiu correndo até a casa deles e foi pedir ajuda para os dois rapazes que estavam na casa.

Quando ela voltou, algumas porradas já haviam rolado, e eles tentavam se livrar do bando. Quando os Knackers viram que mais dois caras estavam vindo fugiram até uma moita e pegaram muletas e tacos de Hurling. E mais uma vez os fugitivos viraram os brasileiros.

Infelizmente, um dos rapazes que estava dormindo e veio ajudar, era mais pesadão e não conseguiu fugir do knackers que o pegaram e bateram nele. O resultado final foi que os knackers também saíram machucados. Mas pra todos os brasileiros sobrou roxos e machucados, principalmente para o nosso amigo que sofreu “muletadas”. Além disso, pegaram dinheiro dos dois primeiros.  Felizmente a menina conseguiu falar com o Knackers e recuperar os documentos deles.

Aconteceu em Dublin 8.

Conclusão!

Seja em Dublin, 1, 2, 3 , 4 , 7 , 130 ou 926 tome cuidado. Quando chegamos existia a lenda de que a área norte (números ímpares) era mais perigoso, mas isso tem mudando e muito, o que vimos é que todos estão sujeitos ao risco em qualquer área. E pela histórias que ouvimos, os piores incidentes foram na zona sul.

A melhor coisa a fazer se algo te acontecer, é dar as costas e tentar esquecer… quando possível, apenas ignorar. Tentar resolver na porrada não adianta, e ainda podem marcar sua cara, o que pode ser ainda pior no dia seguinte.

Para quem viveu em São Paulo, Rio de Janeiro, ou qualquer outra capital brasileira, isso não é problema. A violência que tem aqui é mínima, e quase sempre protagonizada por moleques que na falta de estrutura familiar e psicológica, acabam apelando para a violência, cigarro ou drogas como lazer.

Felizmente estes fatos são raros, os delinquentes são minoria absoluta e tudo isso não é motivo, nem de perto, para: andar preocupado pelas ruas, deixar de fazer uma balada, pegar um ônibus sozinho a noite ou ainda, deixar de vir pra cá!

São poucos os que tiveram problemas reais com este tipo de incidente, portanto fiquem tranquilos… Mas não esqueçam que violência existe em todo lugar, fiquem sempre atentos! =o)

Sobre o Autor


Fundador e CEO do E-Dublin, Edu chegou na Irlanda em 2008, no ano pré-crise, pegou a nevasca de 2010 e comeu cérebro de cabra em Marrakesh. O Edu também é baterista da banda Irlandesa Medz.

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