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Sua Carreira no Exterior

Fui chamado para uma entrevista, e agora?

Tana Storani postou em 12 dez 2014

Prospectpersonnel

Reprodução: Prospectpersonnel

A gente corre atrás dessa entrevista como um doido quando chega aqui, mas na hora que ela acontece, vem junto aquele frio na barriga, o medo de travar no inglês e mais uma série de inseguranças. Mas… Don’t worry! Fique sabendo que isso é normal e que você não está sozinho!

O artigo de hoje pode não sanar todas as suas dúvidas, mas certamente te dará algumas ideias sobre como se preparar para ser mais assertivo!

Saiba mais sobre a vaga à qual se candidata

A primeira coisa que você deve fazer é ler o “job description” de cabo a rabo para entender sobre a vaga. Se puder ligar para o “customer service” e fazer perguntas sobre as dúvidas que tiver será ainda melhor.

Em todas as entrevistas você irá se deparar com essas 3 perguntinhas básicas:

1. Tell me about your experience / Go through your CV

2. Tell me what you know about the company

3. Tell me what you know about the position

 Ou seja, estude o site da empresa e também o LinkedIn.

Ainda não conhece o  Glassdoor?

Deveria!  Pois nesse site você encontra muitas dicas de entrevistas, e todas elas são dadas por pessoas que já foram entrevistadas por empresas irlandesas, o que faz com seja possível você encontrar algo sobre aquela à qual você está se candidatando.

Fique atento ao teor das perguntas

As entrevistas aqui na Irlanda são, geralmente, do tipo “competency based questions”,  isto é, são feitas perguntas que irão avaliar o comportamento do candidato, assim como as capacidades e experiências do mesmo. A intenção é prever futuros comportamentos a partir de ações já tomadas em situações vividas. As questões são planejadas de modo a serem obtidas respostas que contenham “contexto, ação e resultado”.

Dessa maneira, respostas que deixem a desejar nesses “pilares” são consideradas vagas e imprecisas. Essas perguntas começam, geralmente, com “Tell me about a time when you….”, “Have you ever encounter a time when…”, “How would you solve it?” ou ainda “Explain how you….”

Você pode achar exemplos na internet ao pesquisar no Google as seguintes palavras: “example of competency based questions”.

 Dica:

Escreva em inglês duas ou três respostas para cada pergunta e fique treinando no espelho.

Outra dúvida que a maioria dos meus clientes tem é a respeito de como formular as respostas. Existe uma técnica que se chama “STAR technique”, que será demonstrada abaixo. Quando você for escrever uma resposta para as perguntas-chave, tente sempre encaixá-la dentro dessa estrutura.

Situation or

Task

Describe the situation that you were in or the task that you needed to accomplish. You must describe a specific event or situation, not a generalized description of what you have done in the past. Be sure to give enough detail for the interviewer to understand. This situation can be from a previous job, from a volunteer experience, or any relevant event.

Action you took

Describe the action you took and be sure to keep the focus on you. Even if you are discussing a group project or effort, describe what you did — not the efforts of the team. Don’t tell what you might do, tell what you did.

Results you achieved

What happened? How did the event end? What did you accomplish? What did you learn?

E quando perguntam quais são meus pontos fortes e fracos?

Quando o assunto é ponto forte você pode ter uma lista enorme de experiências e qualidades. Se você é daquelas pessoas que gostam de dizer palavras-chave, tente dar exemplos para não deixá-las soltas e fracas. Por exemplo: não diga só que você é só organizado (a). Dê exemplos práticos que demonstrem essa organização.

Sermos indagados sobre os pontos fracos assusta e, muitas vezes, acabamos nos boicotando nesse momento. Por isso, pense nesses aspectos antes de ser questionado.

Quer exemplos?

Não ter experiência no mercado irlandês pode ser uma boa resposta, pois o recrutador terá ciência de que você realmente não tem esse tipo de vivência. Caso você já tenha ocupado um cargo em algum dos chamados “subempregos”, você poderá dizer que seu ponto fraco é a falta de experiência dentro de uma multinacional no mercado irlandês. Todavia, se você tiver essa experiência no Brasil, não deixe de mencioná-la.

Também é importante, ao se encaixar neste segundo caso, não menosprezar o trabalho anterior, independentemente de qual tenha sido, senão colocá-lo como uma espécie de degrau que possibilitou a sua chegada ali. Uma boa saída para isso pode ser a prática do idioma ou mesmo a determinação em evoluir para conquistar algo melhor, por exemplo. Você ainda pode mencionar que aceitar um subemprego fez com que você aprendesse a lidar com diversidade, superação, desafios, etc.

Tenha em mente que a maioria das entrevistas na Irlanda acontece com o recrutador e o gerente, o que significa dizer que você tem que ter um “approach” distinto com ambos, pois enquanto o recrutador bate na tecla das “competency based questions”, o gerente procura no seu comportamento e nas suas respostas competências que talvez não sejam iguais às que aquele procura.

Dica de ouro:

Não prolongue o final das respostas, seja curto e direto. Tentar se estender pode fazer com que você se perca e arruíne o que estava fluindo perfeitamente bem. Se o recrutador sentir necessidade de mais informação, ele não hesitará em fazer mais perguntas.

Sempre treine no espelho ou com um amigo, pois o importante é você repetir as respostas em inglês de modo a memorizá-las e não engasgar na hora “H”.

Entrevistas são sempre estressantes, mas quando se está bem preparado, tudo fica mais fácil.

Tana Storani

Contato: [email protected]  ou ie.linkedin.com/in/tanasstorani

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Este texto foi revisado por Camilla Gómez em Dezembro/2014.

Sobre o Autor


Atuando há mais de três anos na área de recrutamento e seleção na Irlanda, Tana chega ao E-Dublin para falar sobre empregabilidade. Como colunista do "Sua Carreira no Exterior" ela vem compartilhar com vocês, alguns dos meandros para tornar a sua chegada ao mercado internacional mais curta e possível.

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