Quais são os tipos de vistos na Irlanda?
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Quais são os tipos de vistos na Irlanda?

Rael Pimenta

2 semanas atrás

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Sabia que é obrigatório ter um seguro viagem para ir pra Europa?

Visto de Estudante - Stamp 2 e 2A

É o visto com o qual a maioria de nós, brasileiros, permanece na Ilha Esmeralda. O Stamp 2 é concedido sob a condição de o imigrante entrar no país com o objetivo de frequentar aulas regulares, podendo trabalhar até 20h durante o período de aulas e até 40h em meses específicos (entre os meses de junho e setembro; e entre 15 de dezembro e 15 de janeiro).

O prazo de expiração do visto, que tem um total de 8 meses, também deve ser respeitado e o imigrante com esse tipo de permissão não poderá recorrer a nenhum tipo de serviços oferecidos pelo governo, tais como saúde, seguro desemprego, etc. Para se enquadrar nesta categoria de visto é necessário se matricular em um curso com duração mínima de 25 semanas em uma instituição aprovada pelo governo Irlandês.

Imigração na chegada à Irlanda é tranquila. Foto: Shutterstock

Imigração na chegada à Irlanda é tranquila. Foto: ShutterstockAinda há algumas etapas importantes a cumprir na chegada à Irlanda, antes de você receber o Irish Residence Permit — IRP e o tão sonhado visto de estudante neste país.

Chegando à Irlanda — Imigração no Aeroporto

Todo mundo tem um certo medo da imigração. A boa notícia é que esse não é um bicho de sete cabeças, mas, quanto mais preparado você estiver, com todos os documentos que precisa comprovar, mais fácil será sua entrada no país. Oficialmente, os documentos que você deverá apresentar no aeroporto são:

– Passaporte com validade mínima de seis meses. Lembrando que, de acordo com a nova regra de 2013, os países da Europa que estão no Tratado de Schengen — o que exclui a Irlanda — também exigem a validade mínima de três meses a partir da data de saída do país;

– Carta de confirmação da escola (Letter of Acceptance), comprovando que você pagou tudo certinho para estudar na Irlanda;

Seguro-saúde (Health Insurance);

– Passagem de volta para o Brasil: não é sempre que este documento é solicitado mas, de acordo com as regras, você precisa comprovar que vai voltar depois de 6 meses, mesmo que o visto tenha uma validade maior. O que a maior parte das pessoas faz é alterar posteriormente a data de volta da passagem com a companhia aérea. Muita gente sempre costuma voltar nesse período, mas alguns intercambistas gostam da experiência e resolvem ficar mais, renovando o visto ou arranjando um trabalho;

– Endereço na Irlanda, caso você vá ficar em residência estudantil, hostel, casa de família agenciada pela escola ou, até mesmo, uma carta convite do amigo em que você vá ficar hospedado na casa>;

– Três mil euros, que podem ser comprovados em dinheiro ou em extrato bancário.

Alguns oficiais são mais tranquilos e, em alguns casos, só é preciso mostrar a carta da escola e o passaporte. Porém, como toda situação implica riscos, é melhor prevenir do que remediar.

Lembre-se de que, na imigração, o ideal é ficar calmo, respondendo apenas às perguntas que lhe forem feitas. Se você tem algum conhecido no país e não fala inglês, uma boa dica é pedir uma carta para essa pessoa, contendo informações como número para contato, endereço e passaporte. Isso pode ajudar você a não entrar em desespero.

Dúvidas frequentes

Reprodução: Shutterstock

Imigração não é um bicho de 7 cabeças. É só ter tudo direitinho, como manda a regra! Foto: Shutterstock

Muitas pessoas questionam a possibilidade de ir para a Irlanda sem ter adquirido o curso, já que contatar a escola aqui pode ser mais barato.

Em relação ao preço, é muito relativo. Dependerá mais das promoções lançadas pelas escolas. Alguns estudantes já pagaram 100 euros de diferença no mesmo curso em questão de semanas, mesmo estando na Irlanda.

Sobre vir para cá com o visto de turista, é importante lembrar que, caso o seu carimbo no passaporte seja de turista, você não pode solicitar a troca para o visto de estudante posteriormente. Ou seja, para que isso seja feito, será necessário sair do país (mesmo que seja algum outro destino da União Europeia) para voltar e requerer novamente o visto de estudante, com todos os documentos em mãos.

Para algumas pessoas, isso pode valer a pena, mas tudo precisa ser muito bem planejado. No final das contas, o que parece ser mais barato pode sair bem mais caro e dar muitas dores de cabeça.

Também não é todo mundo que precisa comprovar os três mil euros logo na entrada, mas isso pode acontecer. Portanto, fica o aviso: caso você esteja trazendo seu dinheiro no cartão VTM, traga também o extrato impresso do dia do seu embarque para comprovar o valor.

Na imigração, o oficial vai carimbar seu passaporte com um visto temporário. Lembre-se de checar, pois, embora a maioria seja para três meses, há estudantes que recebem um mês ou até uma a duas semanas. Não há regra definida para isso.

Portanto, se esse for o seu caso, tome cuidado para agilizar tudo que precisa o quanto antes para tirar o visto de estudante e resolver toda a parte burocrática da chegada.

O melhor a fazer é contatar a escola ou alguém de confiança que possa mostrar como resolver tudo da forma mais fácil. Feito isso, você terá a prazerosa sensação de estar em solo verde pela primeira vez! Welcome!

Para ajudar um pouco mais, abaixo segue o passo a passo da parte burocrática.

Comprovação dos três mil euros

Estudantes não europeus precisam comprovar 3 mil euros na Irlanda.Foto: Shutterstock

Estudantes não europeus precisam comprovar 3 mil euros na Irlanda.Foto: Shutterstock

Até alguns meses, a única maneira de comprovar ter os três mil euros exigidos pela imigração era abrir uma conta bancária em banco irlandês.

Entretanto, esse procedimento tem sido dificultado, já que, para abrir a conta, as instituições financeiras exigem o número PPS (documento equivalente ao CPF no Brasil), que só pode ser requerido por pessoas que tenham uma proposta de emprego, o que, definitivamente, não é o caso de estudantes recém-chegados ao país.

Visando contornar o problema, desde setembro de 2016 estão em vigor novas medidas criadas pelo governo para que os estudantes comprovem a renda na imigração. São elas:

– Extrato bancário em banco irlandês, no caso de estudantes que conseguiram abrir a conta;

– Extratos bancários do Brasil, desde que a conta esteja em nome do estudante e que o documento tenha sido tirado em menos de 1 mês e acompanhado do cartão;

– Comprovante de que o dinheiro está seguro por uma instituição financeira regulamentada pelo Banco Central da Irlanda, como o Bank Draft, por exemplo;

– Extrato do cartão de débito pré-pago.

Portanto, basta verificar qual dessas quatro opções é a mais viável para você antes de requisitar o seu visto na imigração.

Outra dica é que a maioria das escolas também oferece explicação sobre tudo o que deve ser feito para tirar o visto de estudante. Vale checar todas as dúvidas.

Outro fator importante: desde a sua chegada ao país até a retirada do Irish Residence Permit — IRP, o ideal é não mexer nos três mil euros. Por essa razão, é muito importante que você tenha uma reserva para o primeiro mês, a fim de que você não movimente o montante exigido pela imigração. Esse dinheiro extra é o que garante a sua paz de espírito. Aconselhamos trazer pelo menos 500 a 1000 euros a mais.

Irish Residence Permit- IRP

O Irish Residence Permit — IRP é um certificado de registro da Garda National Immigration Bureau, a imigração da Irlanda. Ele é um pequeno cartão que comprova você estar vivendo legalmente no país (antigamente chamado GNIB).

Nele constam informações básicas como nome, nacionalidade, data de nascimento e tipo de visto, além da validade do documento.

Para tirar o IRP é preciso ter tudo organizado: passaporte, comprovante dos três mil euros, carta da escola confirmando que você pagou o curso com a carga horária correta e apólice do seguro de saúde em inglês, que precisa ter cobertura mínima de 30 mil euros. (Temos uma secção específica sobre como solicitá-lo neste guia).

Por isso, este é um dos últimos documentos a serem tratados. O IRP custa 300 euros e deve ser pago com cartão de crédito ou débito no momento em que você tira o visto.

Muitas especulações indicam que os valores de comprovação — três mil euros e 300 euros do IRP — aumentarão em breve, mas a informação no site da imigração continua a mesma.

Stamp 2A – Visto de estudante sem permissão de trabalho

Similar ao anterior, por exigir que o imigrante esteja matriculado em um curso, no entanto, com este tipo de visto não é permitido trabalhar nem em período integral (full-time, 40h) nem em meio período (part-time, 20h).

Pessoas elegíveis a esse tipo de visto: 

– Cidadãos non-EEE que frequentem aulas de cursos que não sejam reconhecidos pelo Departamento de Educação e Ciência, no período máximo de seis meses.

Neste caso, além das exigências básicas do visto de turista, a pessoa precisa apresentar na imigração:

carta da escola comprovando estar matriculado;

A quantia pré estabelecida pela imigração de 500 euros, para cada mês que o estudante pretende ficar no país, já que ele não poderá trabalhar durante período de estudos;

Com o visto  de 90 turista você não precisa abrir conta em banco, nem tirar o cartão de residência, o Irish Residence Permit;

Para estudantes que pretendem ficar entre três e seis meses, se faz necessário o registro na imigração, inclusive pagando os atuais 300 euros para emissão do IRP, além da necessidade de comprovar recursos suficientes para se manter no país, já que, trabalhar não é permitido para vistos com duração de até seis meses.

Em todos os casos citados acima, o estudante não tem direito a nenhum tipo de assistência do governo irlandês, assim como benefício social ou cartão de saúde!
Para saber mais acesse www.inis.gov.ie

Para saber mais acesse www.inis.gov.ie

Visto para turista e Tratado de Schengen

Esse tipo de visto é concedido a pessoas que entram na Ilha sem o objetivo de receber benefício do Estado e que cumpram alguns requisitos, sendo um deles o de estar coberto por um seguro de saúde particular. O imigrante que desejar entrar na Irlanda com o Stamp 0 deverá ter os próprios meios de subsídio ou alguém que o faça. Neste último caso, provas serão necessárias.

A este tipo de imigrante fica vedada qualquer oportunidade de emprego ou mesmo tentativa de estabelecer um negócio, a menos que o INIS indique a permissão através de uma carta.

Pessoas elegíveis a esse tipo de visto: 

• Provedor de serviço estrangeiro que tenha sido enviado à Irlanda por uma companhia também estrangeira para executar alguma tarefa por tempo limitado;

• Alguém cujo objetivo da visita prolongada à Irlanda seja prestar serviços humanitários;

• Visitantes acadêmicos;

Para informações mais detalhadas sobre esse tipo de visto, consulte o documento disponibilizado pelo INIS.

Tratado de Schengen permite circulação por 27 países na Europa

Com o objetivo de dar liberdade de circulação aos cidadãos, cinco países assinaram, em 1985, o acordo que iria abolir as fronteiras em quase todo o território do velho continente. O Tratado de Schengen iniciou com a participação da Alemanha, Luxemburgo, Bélgica, Holanda e França.

A implementação foi efetivada no ano de 1995, e hoje conta com 26 países membros do acordo, sendo que entre os países da União Europeia não fazem parte, aparecem apenas Bulgária, Chipre, Irlanda, Reino Unido e Romênia. Além disso, quatro países que não pertencem à UE fazem parte de Schengen: Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.

Hoje 26 países são membros do tratado

Hoje 26 países são membros do tratado

Além do acordo ser de grande vantagem para os cidadãos europeus, pois entre estes países não há controle de fronteiras, os brasileiros também podem se beneficiar da lei. Em 2012, a União Europeia, em conjunto com o governo do Brasil, anunciou a retirada da necessidade do visto aos brasileiros que visitam os países do Espaço de Schengen pelo período máximo de 3 meses. Neste acordo também estão inclusos Letônia e Chipre.

A República da Irlanda, apesar de não fazer parte do tratado, possui acordo similar com o Brasil. Já o Reino Unido, que quis continuar mantendo controle próprio sobre as fronteiras, decidiu não entrar no acordo. Para os brasileiros que visitam o país a passeio, o visto concedido é de no máximo 180 dias.

Porque a Irlanda e o Reino Unido não fazem parte do Tratado?

Desde 1920 a Irlanda e o Reino Unido possuem um acordo entre eles de livre circulação entre os países, chamado Common Travel Area (CTA). Isso significa que as mesmas regras definidas pelo Tratado de Schengen entre os países do Espaço já existiam entre Irlanda e UK. Os cidadãos que vivem em ambos os países possuem acesso livre tanto da Irlanda para a Inglaterra, como vice-versa.

Pela resistência do Reino Unido em relação ao tratado, a Irlanda preferiu manter o que já havia sido acordado anteriormente.

Apesar desta posição, tanto a República da Irlanda como o Reino Unido participam em alguns aspectos do acordo, passando a utilizar o Sistema de Informação Schengen (SIS). Ambos países não podem inserir informações no sistema, mas possuem direito de acessar e consultar informações dos passageiros que passam por suas fronteiras.

Limite e regras de permanência

Você já deve ter escutado por aí algum brasileiro dizendo que pretende circular pela Europa de um país para outro, apenas com o visto de turista. Passa-se três meses aqui, mais três ali, e assim vamos desbravando o velho continente. Mas atenção, a coisa não funciona assim!

Para os turistas, é necessário cumprir exigências que podem variar entre os países. Porém, todos os membros do acordo pedem passaporte dentro da validade (que deve ser de no mínimo 3 meses após a data de volta ao Brasil), comprovantes de hospedagem ou carta convite de algum residente do país destino e um seguro de saúde com cobertura no valor de € 30 mil para cobrir assistência médica em caso de acidente ou doença.

Sobre o limite de permanência nos países do tratado, é possível ficar até 90 dias, seja em apenas um país ou circulando pelo Espaço de Schengen. Porém, uma regra deve ser lembrada: Estes 90 dias (3 meses) são válidos a cada 180 dias (6 meses).

Aos viajantes que pretendem, por exemplo, ficar 20 dias em um país de Schengen, depois mais 20 dias na Irlanda (ou outro país fora do tratado) e voltar novamente para algum dos países participantes do acordo, é possível. Estes 20 dias que você esteve fora, não contarão no total, ou seja, você terá mais 70 dias para circular entre as fronteiras livres.

Para quem vai a negócios e tende a voltar mais de uma vez ao ano, a regra é a mesma. É só lembrar que a cada 6 meses você poderá permanecer no espaço por no máximo 3 meses, corridos ou não.

Isso significa que não basta sair do Espaço de Schengen e voltar em uma semana. É preciso cumprir as regras e lembrar que o policial da imigração tem total autoridade para decidir se você está sendo honesto ou não.

Além dos brasileiros que visitam o Espaço de Schengen a turismo, a autorização de permanência de 3 meses também é concedida para as viagens a negócios e tratamento médico (mediante comprovação com atestado concedido por um médico brasileiro indicando o tratamento em um dos países de Schengen, comprovante de reserva em hospital ou em consultório médico e comprovante de financiamento das despesas do tratamento).

Alguns países também solicitam comprovantes de meios financeiros para se manter durante a viagem. Nem todos definem valor exato por dia de permanência.

Lembramos que é importante consultar as regras de cada país por onde você for passar, para não se incomodar quando estiver viajando.

Posso trabalhar durante este período?

Não. O visto concedido para brasileiros ao Espaço de Schengen é de turista, ou seja, trabalhar é considerado ilegal. A única “permissão de trabalho” no país é se a viagem já for definida previamente a negócios, comprovada na entrada ao país.

É possível prorrogar o visto de 90 dias?

De acordo com as regras é possível requerer uma extensão, mas é preciso justifica-la. Dependendo da situação e dos documentos apresentados, é possível sim ter o visto estendido para mais três meses de permanência no Espaço de Schengen. O melhor a fazer é procurar a imigração do país em que está e ser sincero com suas intenções. Para isso é preciso entrar em contato com a imigração 30 dias antes de o visto expirar.

Stamp 1, 1A

Stamp 1 é o almejado Visto de Trabalho. Neste caso, o cidadão que desembarca por aqui precisará de uma proposta de trabalho de uma empresa estabelecida na Irlanda para aplicar para este visto. Enquanto o empregador não tiver recebido a permissão para contratá-lo, o imigrante que possui esse tipo de visto não poderá trabalhar em outros cargos nem se envolver em nenhum negócio ou profissão sem autorização prévia concedida pelo Ministério da Justiça e da Igualdade. O cidadão deverá também respeitar a data de expiração do visto.

Pessoas elegíveis a esse tipo de visto: 

• Cidadãos de países que não façam parte da zona do Euro (non-EEE) e que já possuam Work Permit, Green Card ou permissão para administrar negócios em solo irlandês;

• Cidadãos de países que não façam parte da zona do Euro (non-EEE) que possuam permissão de residência na Irlanda;

• Cidadãos de países que não façam parte da zona do Euro (non-EEE) que possuam permissão de trabalho como dependente de cônjuge.

Stamp 1A – Visto de Trainee

Visto mais limitado, que permite o cidadão atuar como trainee em solo irlandês, em tempo integral, seguindo regras, termos e condições específicas. Acesse o site do Governo Irlandês para mais detalhes.

Pessoas elegíveis a esse tipo de visto: 

• Estudantes que sejam cidadãos “non-EEE” de cursos de contabilidade.

Muitos intercambistas brasileiros embarcam para a Irlanda com o objetivo de, durante o intercâmbio, conseguir um emprego na área de atuação e obter um visto de trabalho para permanecer no país.

Com o visto Stamp 2 você só pode trabalhar 20 horas por semana, poucas empresas recrutam. Reprodução: expressingthejourney

Com o visto Stamp 2 você só pode trabalhar 20 horas por semana, poucas empresas recrutam. Reprodução: expressingthejourney

A Irlanda tem se recuperado de um período de recessão, e como consequência disso, vários setores da economia do país retomaram crescimento e precisam de profissionais qualificados.

Não é mais novidade para ninguém que a Irlanda importa talentos da área de TI para suprir a demanda do seu mercado de trabalho. Mas, o que acabamos esquecendo é que sim, existem outros setores no país carentes de profissionais.

De acordo com um relatório publicado recentemente pela CPL, maior empresa recrutadora na Irlanda, as vagas no mercado de trabalho irlandês não estão restritas exclusivamente ao setor de tecnologia.

Segundo o documento, no último ano, a agência observou um crescimento de 25% nas vagas relacionadas ao setor de vendas e marketing, por exemplo, quando comparado com 2016.

Outras áreas de destaque no mercado irlandês são os setores de finanças e contabilidade, que continuam fortes no país. O mesmo vale para o setor de tecnologia.

Visto de trabalho

Segundo estatísticas publicadas pelo Department of Business, Enterprise and Innovation, em 2018, foi concedido o total de 4711 vistos de trabalho.

Algumas das nacionalidades que mais se beneficiaram pela medida são: Índia, Estados Unidos, Filipinas, Brasil, Paquistão e China.

Entre os setores que mais concederam vistos de trabalho a profissionais qualificados de fora da União Europeia se destaca, primeiramente, o segmento de saúde, empregando 570 estrangeiros apenas no mês de maio. Em seguida, está o de serviços, com 392 vistos concedidos; e o setor de indústrias, com 145 vistos concedidos em maio.

Tipos de visto

Claro que, antes de aplicar para o visto de trabalho é essencial saber que existem vários tipos de permissão de trabalho na Irlanda. Atualmente, a lista engloba 9 categorias, entretanto, duas são as mais populares e questionadas pelos brasileiros: o visto Stamp 2, a General Employment Permit e a Critical Skills Employment Permit, este substitui o antigo Green Card.

Visto stamp 2 – 20h de trabalho apenas

Vamos começar pelo mais comum, aquele que seduz a maioria dos estudantes que escolhem a Irlanda para aprender inglês com permissão de trabalhar 20 horas semanais ou, 40 horas em períodos específicos do ano.

Pessoas elegíveis ao visto: Cidadãos non-EEE que viajem para a Irlanda com o objetivo de estudar em cursos de idioma ou universitários em instituições aprovadas pelo governo irlandês por um período mínimo de 6 meses (e máximo de 8 meses – para estudantes de idiomas). Pode ser renovado até 2 vezes. Para saber mais clique em Stamp 2 -2A.

Áreas que não dão visto de trabalho

Como citamos no item acima, o visto stamp 2, é apenas uma permissão de trabalho, limitado pela carga horária de 20h semanais.  O que difere completamente de um VISTO DE TRABALHO, como citaremos adiante neste guia.

Estrangeiros com o stamp 2 podem trabalhar em qualquer setor, desde que se respeite a carga horária limite. Cargos de gerência em lojas, restaurantes, hotéis, agências de viagens, entre outros, fazem parte da lista de carreiras inelegíveis ao visto de trabalho, e podem ser supridos por estrangeiros com visto stamp 2.

Essa lista também inclui profissionais de áreas como: serviço social, técnicos em arquitetura, massagistas, psicólogos, policiais, personal trainer, mecânicos, eletricistas, entre outros.

Vamos supor que  você trabalha em uma rede de lojas e o seu chefe te ofereceu uma vaga full time de gerente? Infelizmente esse cargo não vai lhe proporcionar o visto de trabalho, mesmo se o seu salário seja superior a 30 mil euros anuais.

A oferta de emprego e sua importância para o visto de trabalho

Para aplicar para o visto de trabalho, primeiramente você precisa receber uma oferta de emprego, chamada aqui de job offer. Ou seja, isso só acontece depois que você é aprovado na entrevista.

Com esse documento em mãos, você pode começar a dar entrada no processo de aplicação do visto, que consiste primeiramente em preencher um formulário online, disponível no portal do Department of Business, Enterprise and Innovattion (DBEI).

Conheça os dois principais vistos de trabalho disponíveis na Irlanda

1. General Employment Permit

A categoria General Employment Permit engloba profissionais das mais diversas áreas. Os requisitos para aplicar para este visto são:

– Descrição completa do emprego proposto;
– É necessário que a vaga em questão não esteja em uma categoria de trabalho excluída sob as Categorias de Emprego Inelegíveis para o visto;
– Informações relativas às qualificações ou experiência exigidas para a vaga;
– Remuneração anual mínima – geralmente é de 30 mil euros. No entanto há exceções como:

1. € 27 mil para estudantes não pertencente a União Europeia – que se formou nos últimos 12 meses, em uma instituição irlandesa de terceiro nível, e recebeu uma proposta de trabalho em área presente na lista de carreiras elegíveis. entretanto, a remuneração mínima anual deve ser de € 30 mil na fase de renovação;

2. € 27 mil para estudantes não pertencente a União Europeia EEA – que se formou nos últimos 12 meses em uma instituição de terceiro nível no exterior, e recebeu uma proposta como profissional na área de TI. Entretanto, a remuneração anual mínima deve ser de 30 mil euros na fase de renovação;

3. € 27 mil para uma posição que requeira uma pessoa fluente na língua oficial de um estado que não seja um Estado membro da União Europeia, onde a vaga seja apoiada por uma agência de desenvolvimento empresarial e o emprego seja:

– atendimento ao cliente em papel de vendas com conhecimento relevante do produto;
– um papel especializado em marketing digital e vendas on-line, ou
– suporte especializado em idiomas e suporte técnico de vendas;

4. € 27.500 para vagas de açougueiro.

A principal vantagem desse visto é que ele possui uma gama mais ampla de ocupações do que as outras classes de permissão de trabalho. Com isso, exceto as carreiras descritas na lista de carreiras inelegíveis para visto, todos os profissionais podem se candidatar, desde que atendam aos requisitos descritos acima.

Quais os pré-requisitos considerando a empresa?

Somente serão aceitas inscrições de empregadores devidamente cadastrados no Revenue (equivalente à Receita Federal na Irlanda).

Outro fator é que o visto de trabalho é emitido apenas se pelo menos 50% dos empregados da empresa sejam cidadãos da União Europeia (regra dos 50:50).

Quanto custa?

– €500 para uma autorização de trabalho de 6 meses ou menos;
– €1.000 para uma autorização de trabalho de 6 meses a 24 meses de duração;

Tempo de processamento

A entrada no visto deve ocorrer num período mínimo de 12 semanas da data proposta para início no trabalho.

É necessário sair da Irlanda para aplicar para o visto?

Não, estudantes portadores do visto Stamp 2, por exemplo, podem aplicar para o visto de trabalho sem precisar deixar o país.

Pode-se migrar do visto de estudante?

Sim. Estudantes que receberem uma oferta de trabalho dentro das categorias elegíveis descritas acima podem aplicar para o visto de trabalho.

2. Critical Skills Employment Permit ou Green Card

As ocupações elegíveis sob este tipo de autorização são consideradas extremamente importantes para o crescimento da economia da Irlanda, são altamente exigidas e altamente qualificadas e em escassez significativa de oferta no nosso mercado de trabalho.

Para ser elegível a este visto é necessário:

1. Ocupações com uma remuneração anual mínima de € 30.000 áreas descritas na lista de carreiras elegíveis ao visto. Uma qualificação universitária é requisitada para aplicação ao visto.

2. Todas as profissões com uma remuneração anual mínima superior a € 60.000, desde que não estejam inclusas na lista de carreiras inelegíveis ao visto. Um cidadão não pertencente a EEE que não possua uma qualificação superior ou superior, deve ter o nível necessário de experiência para aplicar para o visto.

3. O empregado deve ter garantido uma oferta de trabalho de 2 anos.

Áreas elegíveis

O DBEI disponibiliza online uma lista completa das áreas que atualmente sofrem com a de profissionais qualificados na Irlanda e que, consequentemente, necessitam de profissionais estrangeiros para suprir a demanda. Vale destacar que esta lista é atualizada diversas vezes durante o ano, com a inclusão de novas profissões. A lista de carreiras elegíveis inclui:

– Profissionais de ciências naturais e sociais (químicos, cientistas)

– Profissionais de engenharia

– Profissionais de TI

– Profissionais de saúde (médicos, farmacêuticos, audiologistas, radioterapeuta)

– Gerentes e diretores de saúde e serviços sociais

– Profissionais de enfermagem e obstetrícia

– Ortopedistas

– Paramédicos

– Professores e profissionais da área educacional (desde que possuam diploma de doutorado)

– Contadores e consultores de impostos qualificados

– Diretores de arte e animação 2D e 3D

– Designers

– Profissionais com expertise  e especializados em vendas e marketing

Como aplicar

Todo o processo de aplicação para os vistos de trabalho irlandeses deve ser feito por meio do site do Departamento de Negócios, Empresa e Inovação (DBEI). Como mencionamos anteriormente, tanto o empregador quanto o empregado podem realizar a inscrição e submeter a documentação exigida.

Vale destacar que é necessário encaminhar a aplicação para o visto pelo menos 12 semanas antes da data proposta para o início do trabalho. Ou seja, se empregador deve estar preparado para esperar, pelo menos 3 meses para que você ocupe o cargo que lhe foi oferecido.

O formulário é divido em seis partes, sendo a primeira com informações cadastrais do contratante e a segunda e terceira com dados cadastrais do contratado, como nome, endereço, estado civil, IRP, histórico educacional, se possui emprego atualmente e, se sim, qual a permissão que teve para trabalhar até agora. Como, por exemplo, o visto de estudante que tiramos para o intercâmbio que te permite trabalhar 20 horas semanais.

Na quarta parte do formulário é que a atenção deve redobrar, pois é nela que o deve-se virar um expert em marketing pessoal, mostrando que tem habilidades e experiências que um possível empregado europeu não teria.

Na quinta parte do formulário, são detalhadas as informações sobre salário e as formas de pagamentos acordadas com a empresa. E na sexta e última parte são especificados os termos e condições de aceitação para o visto de trabalho. Nele, são solicitadas as assinaturas originais, abaixo das declarações necessárias para a aplicação, do empregador, do empregado e da agência, caso a contratação tenha sido feita por uma agência de empregos.

Validade do visto

O visto de Critical Skills é emitido por um período de dois anos e após este período ele não precisa ser renovado. Ao invés, o profissional pode aplicar para o visto stamp 4, que lhe dará o direito de morar e trabalhar na Irlanda por até dois anos, podendo ser renovado. Após um período de 60 meses com o visto stamp 4 o profissional poderá aplicar para residência de longo prazo.

Aplicação negada. Sim, pode acontecer

Para evitar ter a aplicação negada é necessário preencher o formulário com atenção e deixar muito claro que você é um expert na área, além de incluir todos os documentos que comprovem isso.

Se não ficar explícito que foram feitos esforços (ou eles assumirem que não) para contratar um irlandês ou um europeu, sua aplicação poderá ser negada. Por isso fica aqui a dica de se elaborar uma boa resposta na hora de falar sobre as experiências e habilidades (skills) do contratado. Comece citando sua experiência com o mercado latino-americano, o fato de falar Brazilian-Portuguese fluentemente e também não deixe de citar caso possua alguma experiência com mercado Internacional. Lembre-se, também, que as chances aumentam se tiver em mãos suas certificações e diplomas traduzidos e juramentados.

Quanto custa?

A taxa de aplicação para este visto é de 1000 euros, sendo que 90% é reembolsável caso a aplicação seja negada. Além da taxa de aplicação você também precisará pagar os 300 euros para a emissão do IRP (Irish Residence Permit), o antigo cartão GNIB.

Tempo de espera

As aplicações para visto de trabalho são processadas pelo DBEI em ordem de data. O acompanhamento pode ser realizado online e atualmente dura entre 5 e 12 semanas para ser processada.

Todo o processo de aplicação é realizado online com o objetivo de tornar o procedimento mais ágil e atender a demanda do mercado de trabalho a tempo hábil.

Além disso, se a sua aplicação para o visto é recusada, você tem o prazo de 28 dias para pedir a revisão do resultado. Isso pode ser feito utilizando o formulário online disponível no portal do DBEI.

Acabei de pegar a Cidadania Europeia

Que bênção! Minha dica é a mesma para os Stamp 4, mas agora que voce é europeu use e abuse do governo. Existem mais de 10 tipos diferentes de programas que ajudam o europeu na hora da procura de emprego. Eles são bem específicos e possuem regras e requisitos diferentes.

As duas mais interessantes é o jobBridge, Mature Education e o Back to Education Allowance. O JobBridge é um programa que ajuda europeus a conseguir estágios pagos em áreas específicas em multinacionais. Conheço pessoas que estão super bem hoje e que começaram pelo JobBridge. O governo paga em torno de 200 euros por semana e algumas empresas também oferecem ajuda de custo semanal.

O Back to Education Allowance disponibiliza no máximo de €160 por semana como ajuda, sendo que o profissional pode procurar outro trabalho part time. O governo também disponibiliza bolsa de estudos. Mas para tudo isso é necessário estar inscrito no FAS. Outra opção é o mature education.

Não se contente apenas com a Irlanda, existem milhares de empresas procurando Brazilian speakers para trabalhar em diversas vagas na Grécia, Gibraltar, Polônia, Hungria e Londres. Se jogue no mundo, mesmo que for 6 meses de experiência, vai valer muito a pena pois você vai ter o primeiro contato com multinacionais na Europa.  Fique de olho em vagas no Linkedin e no TopLanguagejobs. Pense que agora a Europa é sua e quem faz seu caminho é você. Portanto invista!

Work Permit, Green Card e outras novidades

Work Permit e o Green Card? Você sabe a diferença?Foto: Shutterstock

Work Permit e o Green Card? Você sabe a diferença?Foto: Shutterstock

A maioria de vocês pensa em vir para Irlanda, melhorar o inglês e partir para a busca de um trabalho na área. Porém, apesar destes serem ótimos planos, antes de chegar lá você precisará entender melhor o caminho das pedras, e que muita coisa tem mudado na Irlanda.

Desde 2014, por exemplo, a lista de permissões de trabalho cresceu e hoje compreende nove categorias, mas hoje vamos nos concentrar nas duas mais questionadas pelos brasileiros: o Work Permit e o Green Card. Antes de qualquer coisa precisamos nos atualizar, pois desde 2014 esses dois vistos ganharam nova roupagem e nomes também: chamam-se, respectivamente, General Employment PermitCritical Skills Employment Permit.

Visto de estudante não entra na categoria (trabalho full-time)

É preciso entender que dificilmente você chegará ao emprego na área com o visto de estudante (Stamp 2), já que este é um visto que permite apenas 20h de trabalho semanal (part-time). Para quem deseja trabalhar na área será necessário conseguir pelo menos o Critical Skills Employment Permit ou o General Employment Permit.

A boa notícia é que com as mudanças que ocorreram nos últimos anos, mesmo aqueles que possuam os vistos:  1, 1A, 2, 2A or 3 residence permission podem, diante de uma oferta de emprego full-time, aplicar para o visto de trabalho sem a necessidade de deixar o país, como acontecia anteriormente. No entanto, outra importante constatação que você deve ter em mente é que você só conseguirá um visto em uma dessas categorias se tiver uma oferta de trabalho, e é preciso ter sempre o cuidado de esclarecer para a empresa interessada em você o processo para obtenção do visto de trabalho. Apesar de parecer óbvio, na prática é bem comum que as empresas não saibam as regras para que um profissional não-europeu trabalhe na Irlanda legalmente por 40 horas (full-time), por isso é muito recomendado que, além de se sair bem na entrevista, você saiba explicar para o seu contratante qual o procedimento para a obtenção desse tipo de visto.

Outra coisa relevante é saber que o General Employment Permit e o Critical Skills Employment Permit não te garantem acesso livre a qualquer empresa. Na verdade o seu visto estará diretamente associado à empresa contratante. Caso você queira trocar de emprego, terá que passar pelo processo novamente – mas cuidado pois a imigração espera que você fique pelo menos um ano no seu primeiro emprego quando tirar o visto de trabalho.

Qual é a diferença entre Critical Skills Employment Permit e o General Employment Permit?

General Employment Permit:

• O salário precisa ser de, no mínimo, €30.000 por ano (não há valor máximo estabelecido);

• Pode ser solicitado por estudantes não-europeus graduados em uma instituição irlandesa, pelo período máximo de 12 meses;

• Pode ser solicitado por estudantes não-europeus graduados em uma instituição estrangeira, pelo período máximo de 12 meses – e que tenha recebido oferta na área de TI, ou em uma das áreas prioritárias;

• Profissionais com fluência em línguas não-europeias, para atendimento técnico e suporte a vendas;

• O contratante não poderá cobrar de você pelos custos no processo de recrutramento;

• Contrato de trabalho pode ser de 6 meses. Critical Skills Employment Permit:

• Qualquer uma das profissões oficiais listadas podem aplicar, desde que o salário seja acima de €30.000 por ano;

• Para algumas profissões o salário mínimo anual terá que ter a somatória mínima de  €60.000 por ano;

• A oferta deve ser realizada diretamente pelo empregador. Agências e intermediários não são elegíveis para essa categoria;

• O contrato de trabalho precisa ser de, no mínimo, 2 anos.

Caso você tenha um Work Permit e queira trocar por um Critical Skills Employment Permit , basta verificar se sua profissão está na lista de profissões elegíveis. Se estiver, envie o formulário preenchido juntamente com seu Work Permit solicitando a mudança. Em ambas categorias a vaga passará por um sistema de avaliação para verificar o teste de necessidade, que tem como objetivo garantir que a vaga em questão realmente não poderia ter sido preenchida por um irlandês ou europeu.

Quem entra com o processo?

Tanto para o Critical Skills Employment Permit como para o General Employment Permit, o responsável por dar entrada ao processo pode ser você mesmo ou a empresa que pretende te contratar. Só é preciso preencher o formulário, anexar os documentos exigidos, enviar pelo correio para o endereço indicado e pagar a taxa para o período específico.

Quanto tempo demora?

Normalmente, entre 2 a 4 semanas. Falando em validade, eles pedem que seu passaporte esteja válido por 3 meses após o vencimento do Work Permit/Critical Skills Employment Permit. Então, se for pedir um visto de 2 anos, seu passaporte ainda deverá valer por 2 anos e 3 meses. Não se esqueça de trazer na mala as traduções juramentadas de todos os seus diplomas e certificados, e tudo o que for importante para provar que você é um profissional de uma das áreas permitidas. Para os casados, tragam também a certidão de casamento. Para se manter atualizado, visite o site oficial do órgão responsável. O Department of Enterprise, Trade and Employment.

Novas profissões na Irlanda que darão visto de trabalho

O governo irlandês anunciou que serão abertas permissões de visto de trabalho a novas profissões consideradas “critical skills”, ou seja, que estão ligadas a setores-chave onde há escassez de mão de obra na ilha!

 

 

Irlanda abre novas permissões de vistos de trabalho

O departamento de Business, Enterprise and Innovation (DBI — Negócios, Empresas e Inovação) da Irlanda  anunciou que serão abertas permissões de visto de trabalho a novas profissões consideradas “critical skills”, ou seja, que estão ligadas a setores-chave onde há escassez de mão de obra na ilha.

Outra alteração está nas profissões inelegíveis para visto. O governo retirou algumas delas dessa lista, tornando possíveis de serem aplicáveis para o visto de trabalho (leia abaixo as alterações detalhadas). O limite mínimo de salário para as autorizações é de € 30 mil por ano.

Tais mudanças estão previstas duas vezes ao ano, com revisões das chamadas listas de ocupação, nas quais constam as áreas onde é necessário trazer profissionais de fora da área econômica europeia a fim de atuar na Irlanda. Essa é a primeira alteração de 2019 e entra em vigor no dia 22 de abril.

De acordo com o departamento, diversos fatores contribuem para a alteração da lista, sejam eles internos, como o movimento do mercado irlandês, sejam externos, como o Brexit.

Profissões que entraram na lista de critical skills

Foto: Pxhere

Profissão de Engenheiro Civil entrou na lista de ‘critical skills’ na Irlanda. Foto: Pxhere

Dessa vez, serão valorizadas áreas de construção, esportes e transportes em cinco novas profissões na lista de critical skills na Irlanda. As inscrições podem ser feitas pelo site do DBI.

Profissionais adicionadas à lista de critical skills na Irlanda:

  • – Civil engineers (engenheiros civis)
  • – Quantity surveyors (topógrafo)
  • – Construction project managers (gerentes de projetos de construção)
  • – Mechanical and electrical engineers with BIM capabilities (Engenheiros mecânicos e elétricos com capacidades BIM (Building Information Model)
  • – High Performance Directors and Coaches for high-level sports organisations (Diretores e treinadores de alto desempenho para organizações esportivas de alto nível)

Os topógrafos são considerados os economistas da indústria da construção e também são referidos como consultores de custo de construção. Já os diretores de alta performance em esportes têm como objetivo elevar o nível dos atletas irlandeses, construindo uma estrutura de treinamento progressiva. O diretor é quem lidera os treinadores de uma equipe, por exemplo.

Além destas, profissões de áreas como Ciências Naturais e Sociais, TI, Serviços Sociais, Enfermagem e Obstetrícia, Terapia, Ensino, Administração, Mídia, Design, Marketing, entre outras, configuram na lista de critical skills da Irlanda.

Profissões possíveis para Licença Geral de Emprego

Foto: Pxhere

Soldadores e trabalhadores em chapa metálica são algumas das profissões que agora estão entre as permitidas para licença geral de emprego. Foto: Pxhere

A General Employment Permit (Licença Geral de Emprego) é uma outra questão. Tais licenças são liberadas pelo governo para atrair cidadãos de outros países fora da União Europeia para ocupações que estão enfrentando escassez de mão de obra ou de qualificação, mas não são consideradas “critical skills”.

O governo avalia caso a caso os pedidos feitos pelas empresas. Porém, tais profissões não podem estar na lista de ocupações inelegíveis, que de forma alguma são liberadas para vistos de trabalho (veja abaixo).

Nessa nova mudança do governo, a Irlanda retirou algumas profissões da lista de ocupações inelegíveis, ou seja, possibilitando que empresas contratem pessoal estrangeiro com autorização geral de trabalho. Algumas destas profissões possuem uma cota máxima de contratações.

Novas profissões na lista de General Employment Permit:

  • – Trabalhadores em chapa metálica
  • – Soldador
  • – Encanador
  • – Engenheiros de ar condicionado e refrigeração
  • – Carpinteiros de cofragem (estrutura de edificação)
  • – Vidraceiros, fabricantes de janelas e montadores
  • – Montadores de andaimes
  • – Operadores de guindastes
  • – Professores de orientação de carreira (escolas secundárias)
  • – Agentes de carga e frete (cota de 300)
  • – Estucadores (revestimento) (quota de 250)
  • – Pedreiros (quota de 250)

O interessante é que muitas destas profissões, no Brasil, são consideradas sub-empregos e, com a mudança,  pode ser a oportunidade para quem quer ter uma experiência profissional fora do país, mesmo em áreas consideradas mais triviais.

Categorias inelegíveis para visto

O governo atualiza, anualmente, uma longa lista de profissões inelegíveis para visto de trabalho. Isso quer dizer que os candidatos a esses empregos não podem solicitar permissões de trabalho. São postos em áreas como hospitalidade, hotelaria, limpeza, preparação de alimentos, cuidadores de crianças, idosos e animais, entre muitas outras disponíveis no site do departamento de Negócios, Empresas e Inovação (DBI).

No que diz respeito ao plano de autorização de dependentes, parceiros e cônjuges, os cidadãos estrangeiros são elegíveis para realizar qualquer emprego nessa lista.

Novidades sobre visto de trabalho para chefs na Irlanda

Irlanda está em busca de 8 mil cozzinheiros profissionais para suprir carência no setor, visto de trabalho para chefs deve ser facilitado. Foto: Marian Vejcik /Dreamstime

Irlanda está em busca de 8 mil cozinheiros profissionais para suprir carência no setor, visto de trabalho para chefs deve ser facilitado. Foto: Marian Vejcik /Dreamstime

A RAI (Associação de Restaurantes da Irlanda) anunciou recentemente que o país está com carência de chefs de cozinha e está tentando, junto ao governo, que o visto de trabalho para chefs de cozinha no país fique mais fácil.

Por ser um país turístico, a Irlanda possui uma quantidade enorme de estabelecimentos gastronômicos e, por isso, a mão de obra neste setor é gigantesca. Mas desde 2016, o país vem enfrentando problemas para suprir essa demanda e, segundo as últimas notícias, existem atualmente 8 mil vagas em aberto para cozinheiros profissionais no país.

Mão de obra local não dá contaDe acordo com a RAI, são 1.800 chefs formados na Irlanda todos os anos que estão aptos a entrar no mercado de trabalho, mas seriam necessários mais 3.200 para suprir a necessidade anual do país.

Com a crise, a RAI, em parceria com o governo irlandês, está tentando liberar visto de trabalho para chefs não europeus, permitindo que estrangeiros também possam ter acesso ao visto, que hoje é permitido apenas para outras categorias profissionais.

Restaurantes recrutam chefs europeus

Visto de trabalho para chefs: Chefs da Europeusa já estão sendo recrutados para trabalhar na Irlanda e a expectativa é contratar não -europeus também. Foto: Stockyimages/Dreamstime

Visto de trabalho para chefs: Chefs da Europa já estão sendo recrutados para trabalhar na Irlanda e a expectativa é também contratar não europeus. Foto: Stockyimages/Dreamstime

A organização afirmou que, nos últimos dois meses, 100 chefs italianos foram trazidos para trabalhar na Irlanda e a expectativa é aumentar este número para 500 até o final do ano. O grupo ainda pretende procurar por cozinheiros profissionais na Croácia e em outros países europeus, já que estes não precisam de um visto de trabalho para trabalhar legalmente na Irlanda.

Porém, os chefs provenientes da União Europeia não seriam suficientes para suprir a demanda, já que a Europa é um continente turístico e muitos preferem trabalhar em seus países de origem. Por isso mesmo, a RAI está tentando uma saída junto ao governo para conseguir facilitar o visto de trabalho para chefs de cozinha que sejam nativos de outros países, porém está encontrando dificuldades.

Chefs estrangeiros podem trabalhar?

Visto de trabalho para chefs: rRestaurantes étnicos já podem contratar chefs não europeus. Foto: Arne9001/Dreamstime

Visto de trabalho para chefs: Restaurantes étnicos já contratam chefs não europeus. Foto: Arne9001/Dreamstime

A saída para alguns restaurantes é apostar na lei que permite que chefs estrangeiros possam trabalhar em restaurantes étnicos. Porém, este número é controlado pelo Estado. Segundo a RAI, em 2017, 220 chefs não europeus foram contratados em restaurantes irlandeses.

Facilitação de visto de trabalho para chefs ainda é impasseA associação se diz desapontada com o governo por não ver um auxílio válido para permitir que pessoas de outras partes do mundo possam trabalhar legalmente como chefs de cozinha na Irlanda, mas tem esperança de que o visto de trabalho para chefs de todo o mundo seja liberado o quanto antes. Por isso, é bom que os profissionais fiquem atentos a possíveis mudanças.

Segundo pesquisa do órgão, 84% dos proprietários de restaurantes na Irlanda veem a escassez de mão de obra como um problema no país.

Salários na Irlanda chegam a 70 mil euros anuais

De acordo com a RAI, o salário dos chefs depende de sua posição dentro do estabelecimento e podem variar de 30 a 45 mil euros por ano, chegando a 70 mil euros para os head chefs, responsáveis por toda a cozinha.

Experiência dinâmica

Muitos brasileiros atualmente trabalham em restaurantes na Irlanda. São diversas as funções em que atuam, mas poucos conseguem o tão sonhado posto de chef.

A estudante Fernanda Gonçalves começou como ajudante de cozinha e conseguiu subir de cargo depois de alguns meses de trabalho. Com o bom desempenho, acabou se tornando commis chef, um cargo abaixo do sous chef e do chef principal.

“Eu esperava chegar a uma posição melhor, pois vejo que as pessoas crescem dentro desta área”, disse. Ela contou que um dos colegas começou como kitchen porter sem saber inglês e, em quatro anos, foi crescendo na empresa, chegando ao cargo de chef. “Trabalhar na cozinha é muito dinâmico, mas é para quem gosta, pois a pressão é muito grande”, afirmou.

Visto de trabalho na Irlanda – Hevialand#7

A Carol contou suas experiências com o visto de trabalho na Irlanda e explicou como é o processo quando você vai tirar um.

Visto de trabalho sairá mais rápido na Irlanda

O Departamento de Empregos e Inovação irlandês (DJEI) fez um anúncio que promete facilitar bastante a vida de quem vai aplicar para visto de trabalho no país e também beneficiar os empregadores de mão de obra estrangeira. De acordo com o órgão, a partir do início de setembro todo o procedimento será realizado online, por meio de um sistema chamado de Employment Permits Online System (EPOS).

O objetivo é aposentar os formulários de papel e deixar o processo bem mais rápido e conveniente, já que pelo sistema será possível preencher o formulário online, esclarecer dúvidas sobre campos mandatórios, fazer upload de documentos, etc. A novidade também inclui a possibilidade de pagamento da taxa pela internet, quando aplicável, que poderá ser feita por meio de cartão de crédito ou débito.

Como atualmente esse sistema está em fase final de implantação, o DJEI publicou em seu website uma nota solicitando às pessoas que aguardem algumas semanas para darem andamento à sua solicitação de visto. O texto destaca que essas inscrições poderão ser realizadas online a partir do início de setembro, sendo muito mais simples e ágeis. Vale destacar que apresar da promessa de rapidez, ainda não há informações de até quanto tempo o processo de visto pode ser reduzido.

Segundo o Expert Group on Future Skills Needs, órgão que orienta o governo sobre as necessidades do mercado de trabalho, a Irlanda está vivendo um momento em que a mão de obra nacional nem sempre corresponde à necessária. É justamente por esse motivo que algumas empresas acabam tendo que buscar profissionais de outros países para suprirem a demanda do mercado. Ainda de acordo com a instituição, mais uma vez as áreas promissoras na Irlanda são TI, engenharia, além da busca por profissionais ultra qualificados na área de construção civil.

Visto para estágio

O fator essencial para se qualificar a esse tipo de visto é estar matriculado em uma instituição de ensino superior estrangeira e cursando graduação ou pós.

É necessário ter uma oferta de trabalho da empresa, numa função diretamente relacionada ao curso que o candidato está estudando. A remuneração deve ser igual ou superior ao salário minimo irlandês, ou seja, 8,65 euros por hora.

Mas atenção, essa possibilidade é válida apenas para as carreiras listadas aqui. O que inclui cursos de TI, engenharia e área de saúde. O ponto positivo é que, por exemplo, se você trancou seu curso no Brasil por um período e está na Irlanda fazendo um intercâmbio, é possível aplicar para este visto por aqui.

O contrato pode ter o período máximo de um ano e não é possível renovar. Portanto, quando terminar a sua experiência de trabalho aqui é essencial voltar para seu país e terminar seu curso.

Vai ser o caminho mais fácil para um intercâmbio?

Há mudança para os brasileiros que pretendem ganhar experiência durante a graduação e trabalhar na área na Irlanda. Reprodução: 9to5 Google

Há mudança para os brasileiros que pretendem ganhar experiência durante a graduação e trabalhar na área na Irlanda. Reprodução: 9to5 Google

Essa mudança pode significar uma porta aberta para muitos brasileiros que pretendem ganhar experiência durante a graduação e trabalhar na área na Irlanda.

Mas, lembramos que o primeiro passo para se candidatar a esse visto é obter uma oferta de estágio remunerada do empregador. Portanto, esse é o seu desafio, já que o mercado irlandês pode ser tão competitivo quanto no Brasil. Além disso, nem precisamos ressaltar que um bom nível de inglês é sem dúvida essencial, seja para conquistar a vaga como para se manter nela.

Outra questão é que muitos empregadores podem não ter conhecimento dessa nova emenda na legislação, o que faz com que eles priorizem candidatos que não necessitem de visto. Assim, cabe a você, na hora de se inscrever para uma vaga, deixar bem claro que essa possibilidade existe.Tem mais um detalhe que vocês precisam saber. Por aqui, com exceção de algumas empresas, estágio geralmente não é uma atividade remunerada. Sim, é isso mesmo. Aparentemente não existe uma legislação que regulamente a atividade no país, o que gera abusos por parte dos empregadores. Inclusive, há alguns meses, o jornal irlandês Irish Times publicou uma reportagem interessante sobre o tema, clique aqui para se inteirar sobre a questão.

Como aplicar?

Ok, você passou por todas as etapas e finalmente conseguiu uma proposta de estágio remunerada. O próximo passo é aplicar para o visto, o que pode ser feito tanto por você quanto pelo seu empregador.

Entre a documentação necessária, está inclusa carta da universidade confirmando as seguintes informações: que o candidato está matriculado numa universidade no exterior, que o estágio está diretamente relacionado ao seu curso e que o estagiário vai retornar ao seu país no término do contrato.

Também é necessária uma carta do empregador especificando o trabalho, a duração do estágio, o salário e, apesar de ser uma vaga de estágio, nesse caso é de responsabilidade do seu empregador deixar claro que você poderá se beneficiar integralmente de todas as leis que se aplicam aos trabalhadores irlandeses.

Feito isso, o portal do Department of Jobs, Enterprise and Innovation, disponibiliza o formulário que deve ser preenchido tanto por você quanto pelo empregador e enviado pelo correio com toda a documentação.

A taxa para o visto é de 500 euros, quando o estágio tiver duração igual ou inferior a seis meses, e de 1000 euros, quando superior a seis meses. Esse valor pode ser pago tanto pelo candidato quanto pelo empregador. No caso de visto recusado, 90% do valor é devolvido, entretanto, essa regra só se aplica quando o candidato é o responsável pelo pagamento, já que não há reembolso previsto para a empresa.

O processo para análise do visto pode passar por até três fases, sendo a última o recurso de apelação, que é concedido aos candidatos que têm o visto negado numa primeira instância. Assim, contando a partir do momento que você enviar a sua documentação e formulário, programe-se para esperar o mínimo de um mês para receber um feedback final.

Outras mudanças

Além do visto de trabalho para estágio, a nova emenda na lei prevê também a concessão do Green Card para parceiros e dependentes maiores de 18 anos dos titulares do visto, ressaltamos que essa possibilidade não está disponível para parceiros de portadores do visto de estágio.

Entre as outras modalidades para o visto estão: competências altamente qualificadas (o que inclui profissionais da área de engenharia e tecnologia), transferência entre companhias, geral, contrato por serviços, reativação, esportes e cultura e também pesquisadores acadêmicos. A lista completa e especificações de cada visto pode ser acessada aqui.

Visto stamp 1G

Graduate Scheme – Stamp G1 é um programa que dá aos estudantes graduandos o direito de trabalhar full time no país pelo período máximo de 24 meses. O objetivo é dar a esses profissionais recém-graduados a oportunidade de encontrar um trabalho que lhes conceda o work permit ou o green card.

Assim, após concluir os seus estudos, os estudantes que aplicarem para este visto recebem em seu passaporte o Stamp 1G. De acordo com o órgão, essa mudança tem como objetivo distinguir esse grupo de estudantes dos demais, além de deixar claro para os empregadores que esses profissionais podem ser contratados para trabalhar em período integral.

Tem dúvidas sobre o Graduate Scheme? Confira abaixo alguns pontos essenciais que levantamos para você se inteirar sobre o tema:

Como funciona o Graduate Scheme?

Estudantes matriculados em cursos superiores, reconhecidos pelo governo irlandês, integrantes da ILEP e que tenham nível QQI 7 a 10, podem aplicar para o Stamp 1G assim que receberem os resultados dos exames finais do seu curso.

O objetivo é dar a esses estudantes recém-formados a chance de batalhar por uma colocação no mercado de trabalho irlandês.

Qual a duração do visto?

A duração do visto varia de acordo com o curso escolhido pelo estudante, desde que este tenha nível QQI de 8 a 10. O que engloba cursos de graduação, pós, mestrado e doutorado.

Graduandos em cursos nível QQI 8, podem permanecer no país por 12 meses. A grande mudança diz respeito a formandos de cursos mestrado e doutorado com nível QQI 9 e 10, cujo período de permanência no país sob o visto 1G foi estendido de 12 para 24 meses.

No caso de estudantes matriculados em cursos de graduação cujo nível QQI seja 7 e que se formem até dezembro de 2019, é possível aplicar para o Stamp 1G, entretanto, a duração do visto é de apenas seis meses. Entretanto, estudantes matriculados em cursos nível 7 a partir de junho de 2017 não terão direito ao visto 1G após concluírem seus estudos.

É possível renovar?

Não, esse visto é concedido apenas uma vez. Portanto, estudantes graduados em cursos de pós-graduação que atualmente possuem o stamp 1G válido por 12 meses não podem renovar o visto por mais um ano.

Posso voltar a estudar quando o visto expirar?

Sim, após o término do visto é possível retomar os estudos, desde que o curso escolhido tenha um nível QQI superior ao anterior.

Também é essencial destacar que estudantes de graduação podem permanecer no país por um período limite de sete anos, incluindo os 12 meses do visto 1G. No caso de estudantes de mestrado e doutorado (nível QQI 9 e 10) o tempo limite para permanência no país, incluindo o tempo sob o visto 1G é de oito anos.

Como aplicar?

Para obter esse visto é necessário se dirigir à Imigração munido de passaporte e histórico escolar comprovando os resultados dos seus exames na universidade. Estudantes que moram em Dublin devem agendar o atendimento no portal do INIS. Formandos residentes em outras cidades do país devem comparecer ao centro de registros da Garda local. A lista de endereços está disponível aqui.

Mais informações sobre o Stamp 1G podem ser encontradas no portal do INIS. Lá também estão disponíveis detalhes sobre o Graduate Scheme.

Stamp 3 - Visto de Residência para dependentes e acompanhantes

O visto Stamp 3 é concedido a esposas, maridos e dependentes de cidadãos não europeus que possuem o direito de trabalhar legalmente na Irlanda. Sob este visto, essas pessoas podem permanecer no país por um período determinado, entretanto, não podem trabalhar ou abrir um negócio.

Porém, essas pessoas podem procurar trabalho e, assim que obtiverem uma proposta de emprego devem aplicar para o visto de trabalho, neste caso, chamado de Dependant/Partner/Spouse Employment Permit.

Entretanto, muitos empregadores não sabem que os portadores do visto Stamp 3 podem solicitar uma permissão de trabalho, descartando assim as possibilidades dessas pessoas conseguirem uma colocação profissional no país.

É justamente por isso que nos últimos meses surgiu na Irlanda a Reform Stamp 3, uma campanha pede que a imigração irlandesa reveja esta categoria de visto, já que a mesma tem impedido que profissionais qualificados entrem no mercado de trabalho irlandês.

Favor inserir e checar duplicidade de infos.

Estrangeiros com visto Stamp 3 agora podem trabalhar na Irlanda

Stamp 4 - Visto de residência para casados com Irlandeses ou europeus

O Stamp 4, concedido aqueles que se casam ou possuem relacionamentos de fato com irlandeses, abre a porta do mercado full time, mas não pode-se valer apenas disso. Mesmo com experiência na sua área de atuação, a minha recomendação é que você invista em cursos aqui na Irlanda.

Há vários deles, como em business, customer service, Payroll (Ipass), RH (CIPD) etc. Curso de business não tem erro, muitas vagas de emprego pedem pelo menos um diploma de business (diploma na Irlanda é de 1 ano). Eu vou bater muito na tecla de investir em estudo, pois assim você também aprende o Business English que é completamente diferente do que se aprende na rua.

Com um visto que te possibilita mais oportunidades, primeira coisa a fazer é criar ou melhorar seu perfil no Linkedin e começar a participar das discussões de empregos. Faça Networking, entre em contato com agências de recrutamento, como Sigmar, Adecco, CPL, Noel, ManPower recruitment e comece a fazer contatos. Invista no seu Cv e faça com que ele apareça em todos os websites de emprego na Irlanda.

Além do cv certo, busque também indicação de outros profissionais, principalmente de brasileiros que já atuam em multinacionais e também possuam perfis no LinkedIn. E o mais importante de tudo, não se deixe desmotivar quando ouvir os primeiros “não”, se uma empresa não te contrata outra pode te contratar. Faz parte do processo.

O que é o “Facto Relationship”?

O Facto Relationship é um visto concedido a não europeus que estejam numa relação genuína com um irlandês.Foto: Avany Franca

O Facto Relationship é um visto concedido a não europeus que estejam numa relação genuína com um irlandês.Foto: Avany Franca

O E-Dublin já veio aqui falar um pouco de tudo. No entanto, nesse casamento bacana, que já está completando cinco anos, falamos pouco da possibilidade de uma união com os irlandeses. E como os casais “half Irish, half Brazilian” estão ficando cada vez mais comuns por aqui, decidimos cobrir essa lacuna e lançar o “Casamento com gringo”, uma série de textos sobre as opções existentes para quem decidir oficializar um relacionamento em solo verde. O primeiro da lista é o famoso “Facto Relationship”. O que é? Como fazer? É o que você  confere logo abaixo!

Facto Relationship! Pacto de quê?

Não se assuste, isto não tem nada a ver com aquela brincadeira de adolescente que envolve um furinho no dedo e a sublime promessa de amizade eterna!! O Facto Relationship é, na verdade, uma espécie de visto concedido a não europeus que estejam numa relação genuína com um irlandês.

Quais as diferenças de um casamento convencional?

Muitas. Primeiro, porque não se trata de um casamento. É apenas um documento que atesta que você e o dito(a) cujo(a) estão num relacionamento de longa data e desejam torná-lo legal. O FR é super apropriado para aquele casal que ainda não está disposto a subir no altar, mas quer oficializar a união perante o governo. O objetivo principal é  tornar a permanência do parceiro(a) não europeu menos limitada, já que ele dá acesso ao sistema de trabalho sem limitações. Vale lembrar que com o FR você estará  diretamente ligada(o) ao parceiro(a) que, ao assinar a aplicação, afirma ser seu responsável dali para frente.

Documentação

Para dar entrada no processo, o  Serviço de Imigração e Naturalização da Irlanda – INIS apenas solicita a lista de documentos abaixo, que por sinal é bem simples, porém, prepare-se para organizar um dossiê, uma vez que é imprescindível que você prove estar num relacionamento genuíno por mais de dois anos. E vale tudo. Fotografias datadas, e-mails antigos, aquela foto bonita de vocês dois na festinha do sobrinho dele (a), passagens aéreas de viagens, comprovantes de aluguel, contas conjuntas, ou qualquer outra evidência que vocês morem juntos.

Os documentos solicitados são:

– Cópia atual do passaporte de ambos;

– Provas de finanças entre ambos;

– Evidências que provem a duração de pelo menos dois anos do relacionamento (contrato de locação, contas, extratos bancários ou qualquer tipo de documento válido que prove que você e o dito cujo compartilham o mesmo teto).

Vale lembrar, ainda, que a qualquer momento do processo outros documentos podem ser solicitados pela imigração e isso pode variar muito de caso a caso. Outra coisa importante, embora não seja exigido que vocês residam sob o mesmo teto, a possibilidade de se conseguir o visto para quem vive separadamente  é infinitamente menor, como afirmam os advogados da Brophy Solicitors.

Quais são as reais vantagens?

A primeira de todas é a questão da empregabilidade. Uma vez com o visto stamp 4 na mão, você estará liberado para aplicar para qualquer trabalho full time. Diferentemente do visto de estudante, que autoriza apenas 20h de trabalho semanal, o famoso (Part time) e 40h/semanais só no período das férias. Segundo, a economia no bolso. Sim, porque com o FR você não precisará mais estar atrelado a escola, nem comprovar dinheiro na conta e todas as outras exigências básicas para aqueles que possuem apenas o visto 2.

Recebo o visto na hora?

Quem disse que a vida é um mar de rosas? O procedimento para aprovação do processo pode levar até 12 meses e, enquanto o pedido não for concebido, o requisitante continuará com as limitações do visto que possui no momento.  A boa notícia é que alguns brasileiros que já passaram por esse processo afirmaram ter recebido o visto em cerca de cinco meses. Vai da sorte.

E o que acontece quando minha permissão for concedida?

Você tem direito a permanecer no país por um período de 12 meses, poderá trabalhar full time e já pode correr no escritório da imigração para trocar o seu Irish Residence Permit -IRP, que agora terá a stamp 4.

Ah, uma observação importante, se você estiver com uma ordem de deportação, nem adianta recorrer ao FR. Está ilegal? Também esqueça. Para qualquer processo de solicitação de visto, ter um visto válido no momento da aplicação é fator primordial. Você tem que estar legal.

E se eu não conseguir?

Bom, nesse caso vale conversar com o oficial e procurar saber o motivo para a negativa. Geralmente, isso acontece quando eles descobrem alguma maracutaia, ou divergências nas informações prestadas. Então, se você está realmente interessado em partir para esse processo, antes de mais nada, cheque e recheque as provas do relacionamento.

Viro europeu(ia) com o FR?

Não,  não,  não. O FR é uma situação temporária, que depende da sua relação com o irlandes(esa). Se vocês terminarem e, depois dos 12 meses, o fofo não for com você na Imigração para renovar o visto, já era. O visto Stamp 4 com base no FR também não lhe garante nenhum direito  a serviços públicos ou governamentais. Porém,  após cinco anos portando visto 4, o cidadão poderá  aplicar para a cidadania.

Se você tem perguntas, dúvidas ou quer saber mais sobre como é essa estória de casamento com gringo, não deixe de deixar seu comentário logo abaixo. Os próximos textos da série sairão do forno logo, logo ;)!!!

Visto 4S

O ministro da justiça irlandês, Charlie Flanagan, anunciou o lançamento de um programa que vai permitir que alguns cidadãos não europeus permaneçam na Irlanda. A medida deve beneficiar principalmente estudantes que vieram para o país entre 2005 e 2010.

Além dos estudantes, o programa deve favorecer também uma quantidade significativa de pessoas que residem no país há vários anos e que fazem parte das pessoas “indocumentadas”, ou seja, que por algum motivo perderam a permissão de permanecer no país.

De acordo com o Centro de Direitos dos Imigrantes na Irlanda, a iniciativa do governo irlandês pode beneficiar mais de 5 mil pessoas.

Visto stamp 4S vai beneficiar estudantes que chegaram na Irlanda entre 2005 e 2010. Foto: DCU

Visto stamp 4S vai beneficiar estudantes que chegaram na Irlanda entre 2005 e 2010. Foto: DCU

Como vai funcionar?

Podem se inscrever cidadãos de fora da União Europeia que residam na Irlanda atualmente e que possuam permissão válida de estudante durante o período de 1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2010 e que não tenham, no período intermediário, adquirido uma permissão alternativa de imigração.

Os imigrantes elegíveis poderão adquirir uma permissão de permanência no país válida por um período inicial de dois anos. Sendo que, ao final desse período essas pessoas devem comprovar que são auto-suficientes, possuem conhecimentos da língua inglesa e que não são um fardo para o Estado, além de não estarem envolvidas em atividades criminosas.

Ao anunciar o programa, o ministro da justiça afirmou que espera que aqueles que se beneficiam dele, por sua vez, beneficiem a economia irlandesa.

O INIS ressalta que este programa não permite reagrupamento familiar. Entretanto, as circunstâncias familiares dessas pessoas serão levadas em consideração. Portanto, familiares desses imigrantes como marido/esposa, parceiros, filhos, ou crianças dependentes poderão receber permissão para permanecer no país sob o programa, desde que já morem na Irlanda.

Os candidatos aprovados receberão o stamp 4S, que dará a esses imigrantes a oportunidade de viver e trabalhar na Irlanda sem a necessidade de aplicar para um visto de trabalho.

Esse visto será válido por dois anos. Após este período, os candidatos que comprovarem terem cumprido os requisitos para o visto stamp 4S poderão aplicar para o stamp 4, que será válido por 12 meses, podendo ser renovado após este período.

Como aplicar

Inscrições devem ser feitas online, pelo portal do INIS. Foto: INIS

Inscrições devem ser feitas online, pelo portal do INIS. Foto: INIS

Todas as candidaturas devem ser submetidas online através do portal do INIS. Você deve preencher o formulário e anexar toda a documentação exigida. E atenção, o INIS não aceitará inscrições pelos correios. Os documentos exigidos para o stamp 4S são:

– Formulário de inscrição preenchido;

– Cópia colorida de todas as páginas dos seus passaportes anteriores e atuais, mostrando todas as suas permissões de imigração para o estado ou qualquer outro país, incluindo todos os selos de entrada e saída de qualquer país, do período de 2005 até a data atual;

– Cópia da sua última Permissão de Residência Irlandesa (IRP) ou Cartão GNIB;

– Documentação financeira comprovando residência contínua no Estado. Isso pode incluir cópias de declarações fiscais e outros documentos emitidos pelo Estado;

– Evidência de que você viveu na Irlanda até os dias de hoje – cópias de contas de serviços públicos, contrato de arrendamento;

– Documentação mostrando links com sua comunidade local também podem ser úteis;

Taxa de inscrição

Para se candidatar para o visto é necessário pagar uma taxa inicial, e não reembolsável, de 250 euros para o processamento do pedido. Uma taxa adicional de 450 euros também deve ser paga no momento da inscrição, entretanto, este valor será reembolsado caso o pedido não seja bem-sucedido. Os 700 euros devem ser pagos utilizando cartão de crédito ou débito ou conta do PayPal.

Os candidatos selecionados receberão uma carta do INIS e deverão realizar o agendamento online para registro com a imigração. No caso de cidadãos que vivem fora de Dublin, o registro será realizado no escritório local da Garda. No momento do registro, será necessário pagar uma taxa de 300 euros para emissão do cartão Irish Residence Permit (IRP) que será válido por dois anos.

Como solicitar o Irish Residencial Permit - IRP

Desde Dezembro de 2017, o antigo GNIB mudou de nome e de cara. Ele agora se chama Irish Residence Permit (IRP)e de acordo com o INIS, órgão de imigração irlandês, o objetivo da mudança é alinhar o registro e identificação dos imigrantes da Irlanda de acordo com os padrões já utilizados por outros países da União Europeia.

Reprodução: The Irish Times

Essa imagem pode finalmente ficar no passado. Reprodução: The Irish Times

Após muitos meses de filas intermináveis, muita reclamação e demanda crescente, finalmente entra no ar o sistema online de agendamento para solicitação de visto em Dublin. E isso vale para qualquer cidadão não europeu que escolheu a capital irlandesa como novo endereço, e que tenha intenções de permanecer no país por um período superior a 90 dias. Seja como estudante de línguas, cursos universitários, com propósito de trabalho ou para as demais categorias de visto dedicadas a não europeus.

Como funcionará a partir de agora? Vamos ao passo a passo!

Todo estudante não europeu que pretende permanecer no país para um período de estudos superior a 90 dias, terá 30 dias, desde a chegada no país, para solicitar o visto de estudante Stamp 2. Para isso, o primeiro passo é agilizar a documentação necessária assim que você pisar em solo verde.

Passo 1: Providenciar a documentação para a solicitação do IRP e do Visto de estudante

Para um estudante de línguas matriculado em um curso de 25 semanas, os documentos necessários são:

» Passaporte válido

» Carta da Escola (curso fulltime,  em horário diurno -entre 9h e 17h- e duração semanal mínima de 15h)

» Comprovação dos 3 mil euros

» Comprovação do Seguro Saúde Governamental/ seguro privado

» 300 euros – valor pago por meio de cartão de débito/crédito no ato da emissão do IRP

Obs: Vale lembrar que com as mudanças anteriores, a carta da escola também precisa apresentar o seguro de proteção ao estudante, que garante que, em caso de problemas na instituição de ensino, você será relocado para outra instituição equivalente.

Passo 2 : Hora de testar o novo sistema de marcação ONLINE

Acesse o link: burghquayregistrationoffice.inis.gov.ie

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Reprodução

Duas informações importantes!  Primeiro, o sistema de marcação online é válido apenas para a Imigração em Dublin: Burgh Quay Registration Office.

Segundo, antes de solicitar o agendamento, tenha em mãos o Passaporte, o seu endereço de e-mail e o IRP, se for uma renovação.

•  Se essa for a sua primeira vez no sistema, clique na primeira opção: MAKE APPOINTMENT. Como indicado na figura abaixo, você também poderá posteriormente checar e até cancelar o seu agendamento, escolhendo uma das demais opções.

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Na janela seguinte preencha os dados de acordo ao visto solicitado. Neste caso, o English Language Course (para estudantes de língua).

CATEGORY: Nesse caso vamos clicar na opção STUDY

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SUB CATEGORY: Para escolher o tipo de curso que você frequentará

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“I have a GNIB card or I have been registered before”: Escolha a opção NÃO caso esta seja a sua primeira solicitação do GNIB.

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Confirme que você está ciente das condições necessárias para o visto

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O próximo passo é preencher o formulário com seus dados pessoais e clicar em: LOOK FOR APPOINTMENT.

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Escolha a data do seu agendamento. Você pode solicitar ao sistema o agendamento para a data mais próxima ou indicar uma data específica.

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Uma vez escolhida a data, o sistema vai gerar a confirmação do agendamento, como segue abaixo.

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Vale ler atentamente as instruções no agendamento para evitar transtornos no dia indicado

» Não esqueça de imprimir e levar o comprovante de agendamento no dia marcado;
» Chegue com 10 minutos de antecedência do seu agendamento. O objetivo do sistema é justamente evitar aglomerações;
» Teoricamente, você será atendido exatamente no horário do seu agendamento, porém o documento indica que em momentos de pico podem acontecer atrasos.
» Preencha com cuidado a categoria do visto,  pois caso esteja incorreto, o seu agendamento será desconsiderado.
» E, para finalizar, confira com atenção se você tem todos os documentos necessários para aplicar para o visto. Caso contrário, terá que agendar novamente.
» Para reforçar, segue abaixo a lista de documentos exigidos para o visto, de acordo com o site:

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Reprodução

O processo de agendamento levou exatamente 12 minutos e a confirmação por e-mail chegou 10 minutos depois da finalização do agendamento! Agora é cruzar os dedos e acreditar que no dia marcado tudo seja tão rápido e eficiente como o sistema online!

Vale lembrar mais uma vez que o sistema online, por hora, é para atendimento apenas no departamento de imigração em Dublin, localizado na Burgh Quay Registration Office. Até o momento não há informação de que o sistema de agendamento online será estendido para outros condados.

Vistos em outros países

Conheça seis países que dão visto permanente para investidores

Com a crise econômica no Brasil, é cada vez maior o interesse de brasileiros que pretendem deixar o país e investir no exterior, obtendo, em troca, visto de permanência no país escolhido.

Países oferecem visto de residência permanente para investidores. Foto: Nuthawut Somsuk | Dreamstime

Países oferecem visto de residência permanente para investidores. Foto: Nuthawut Somsuk | Dreamstime

Além de ter muito dinheiro na conta bancária, investir num país estrangeiro também exige tempo e paciência com as burocracias que se encontram pelo caminho. Se este é o seu objetivo, confira alguns países que concedem visto de residência a investidores:

Canadá

Além de fornecer oportunidades de trabalho para profissionais estrangeiros qualificados, o Canadá vem se tornando um país atrativo para investidores, com o desenvolvimento de um programa de imigração voltado para este público.

Para se candidatar ao programa de investidor canadense, é necessário ter um patrimônio de, pelo menos, 1,6 milhão de dólares canadenses. Deve-se comprovar que eles foram obtidos legalmente. Além disso, é preciso investir, ao menos, 800 mil dólares na economia do país.

Portugal

Brasileiros constituem a segunda nacionalidade que mais recebeu visto de investidor em Portugal. Foto: Sean Pavone | Dreamstime

Brasileiros constituem a segunda nacionalidade que mais recebeu visto de investidor em Portugal. Foto: Sean Pavone | Dreamstime

Os brasileiros configuram a segunda nacionalidade que mais recebe o visto de investidor em Portugal, ficando atrás apenas dos chineses. Segundo estatísticas do governo português, entre outubro de 2012 a fevereiro de 2017, 451 brasileiros foram beneficiados com o visto.

Apesar da alta presença de investidores brasileiros em Portugal, as exigências para a emissão do chamado Regime Especial de Autorização de Residência para Atividade de Investimento não são poucas. Para isso, é necessária a transferência de capitais no montante igual ou superior a um milhão de euros ou a criação de, ao menos, 10 postos de trabalho.

Outra opção é investir na compra de um imóvel de, pelo menos, 500 mil euros no país. Sendo que, este investimento pode cair para até 350 mil, caso o imóvel esteja em área de interesse de recuperação.

Após cinco anos com o visto de residência, os investidores podem pedir um visto definitivo e, após seis anos, aplicar para a cidadania portuguesa.

Estados Unidos

Foto: Zoran Stojiljkovic | Dreamstime

Brasileiros estão no topo da lista de investidores nos EUA. Foto: Zoran Stojiljkovic | Dreamstime

Os brasileiros ficam na terceira posição entre as nacionalidades que recebem vistos de investidores nos Estados Unidos, em 2017.

Chamado de programa EB-5, estrangeiros que fazem um investimento mínimo de 500 mil dólares, em áreas economicamente desfavorecidas do país ou regiões rurais, obtêm visto de residência temporário, chamado de green card condicional.

Outra regra é que investimentos do EB-5 precisam criar 10 vagas de trabalho em tempo integral nos Estados Unidos por 2 anos, pelo menos.

Com este visto, investidores estrangeiros podem morar no país com o cônjuge e filhos solteiros de até 21 anos.

Reino Unido

Investir na Inglaterra também não é uma atividade muito fácil. Para começar, é necessário desembolsar pelo menos 2 milhões de libras, que devem ser investidas em fundos do país, e ser maior de 18 anos.

Os ingleses também são rigorosos em relação à origem dos recursos. Assim, é necessário fornecer detalhes sobre a origem do dinheiro e abrir uma conta bancária no país. De acordo com o consulado britânico, a análise do pedido leva em torno de um mês.

Espanha

Investidor pode ter visto aprovado na Espanha em até dez dias. Foto: Mapics | Dreamstime

Investidor pode ter visto aprovado na Espanha em, até, dez dias. Foto: Mapics | Dreamstime

Vigente desde 2013, o visto espanhol pode ser obtido em até 10 dias se o estrangeiro comprovar possuir um investimento no país de pelo menos, 500 mil euros, livres de impostos, por exemplo, por meio da compra de um imóvel.

Há alternativas, como: possuir, pelo menos, dois milhões de euros em títulos da dívida pública espanhola ou um milhão em ações de capital espanhol.

Malta

Para a obtenção de visto de residência na ilha de Malta, é necessário um investimento de € 350 mil em imóveis e € 150 mil em investimentos financeiros. Os candidatos ao visto também precisam estabelecer residência efetiva no país por até 12 meses antes da concessão do visto permanente.

O destino do meu intercâmbio, Nova Zelândia – Vistos

Isso ai galera saudações da kiwilândia! Kia Ora na linguagem Maori, significa uma saudação na Nova Zelândia! ( …se eu já tivesse um desses  tudo seria bem mais fácil!! Haha).

© Chris Hellyar | Dreamstime.com

Brasileiros não precisam de visto para visitar a Nova Zelândia.© Chris Hellyar | Dreamstime.com

Começando por coisa boa então para nossos amigos que querem se aventurar pelo mundão a fora uma boa pedida é a New Zealand, aliás uma ótima escolha mesmo então, vamos começar do zero: vistos! 

Working Holiday Visa!

Bom, esse visto foi o que eu tirei quando fui para NZ, este visto nos da uma regalia pra lá de normal, tanto que só se pode tirá-lo uma vez na vida! E está disponível para somente 300 brasileiros ao ano e expira em um dia, pois são poucas vagas e muita gente tentando aplicar! Tudo que é bom dura pouco, não?!

As vantagens são: poder permanecer 12 meses no país com  permissão de trabalho integral sem comprovação de nível de inglês (IELTS) por um período de três meses para cada empregador; tem permissão de estudo sem precisar tirar visto de estudante, é bacana  porque você pode comprar um curso com a duração que você quiser e pode conhecer a escola antes de comprar e não se estressa com vistos. Enfim, você pode viajar tranquilamente pelo país dos esportes radicais, trabalhar e estudar com facilidade!

Então para tirar este visto basta seguir ao critérios abaixo,

© Sheftsoff | Dreamstime.com

Única oportunidade para tirar o Working Holiday Visa será dia 21 de agosto, às 19 horas(horário de Brasília).© Sheftsoff | Dreamstime.com

– Estar atento, porque é uma data única, este ano de 2019 será dia 21 de Agosto, às 19h, horário de Brasília;

– Ser um cidadão do Brasil e ter um passaporte do Brasil que é válido por pelo menos três meses após a sua partida planejada da Nova Zelândia;

– Ter idade entre 18 e 30 anos de idade;

– Não trazer as crianças com você;

– Ter passagem de volta ou recursos suficientes para comprar uma;

– Ter um mínimo de NZ $ 4.200 fundos disponíveis para atender os seus custos de vida;

– Ter bom caráter;

– Ser saudável;

– Ter um seguro de saúde abrangente para a duração da sua estadia;

– Estar chegando à Nova Zelândia para férias, com o trabalho ou estudo sendo intenções secundárias para a sua visita;

– Não ter sido aprovado para um visto Working Holiday antes.

O Brasil Working Holiday Scheme abre às 19 horas(horário de Brasília), do dia 21 de Agosto, data única para aplicação deste visto. No ano passado, os 300 lugares disponíveis foram realizados em cerca de 24 horas!! Ou seja , tem que ter além de tudo, sorte!!” Informações completas direta do site da imigração aqui (para o Brasil): 

Visto de Turista

© Viorel Dudau | Dreamstime.com

Nova Zelândia não exige visto para turistas brasileiros.© Viorel Dudau | Dreamstime.com

Teoricamente é fácil viajar e se aventurar na terra kiwi com visto de turista, pois o Brasil tem acordo mutuo com a NZ,  participa do “visa free countries”, deste modo,  brasileiros não precisam providenciar visto antes de embarcar  pois, o mesmo pode ser tirado junto a imigração na chegada no país!

Com ele pode-se permanecer no pais durante três meses, tendo o direito de renová-lo por no máximo três vezes totalizando nove meses – o prazo máximo de permanência no país como turista. Após exceder o prazo, o viajante poderá  renovar como estudante ou sair do pais se for o caso!

Obviamente não vamos esquecer dos requisitos básicos para não se frustar na hora da chegada, como, comprovação de fundos para a permanência, por exemplo, $1.250,00 NZD para cada mês de estadia no país; ter saúde; bom caráter; uma acomodação paga; e claro passagem de volta. Assim, provavelmente um Visitor’s Visa será concedido com sucesso!

OBS: Verifique no site da imigração se seu país faz parte da lista de países do acordo! Além de sempre consultar as regras de vistos já que elas estão sempre mudando, importante verificar e pesquisar sobre, e ir se atualizando! Site da imigração da Nova Zelândia

Visto de Estudante

 © Monkey Business Images | Dreamstime.com

Se o curso for inferior a três meses, não precisa de pedir o visto para estudante.© Monkey Business Images | Dreamstime.com

Bom, requerer o visto de estudante ou não vai depender da duração do curso escolhido, por exemplo, se  você for fazer um curso, seja lá qual for ele, por um período inferior a três meses o visto de estudante não é necessário, você pode ir com visto de turista desde que siga as regras citadas a cima para o mesmo.

Caso seus estudos ultrapassem a duração de três meses será necessário requerer o visto de estudante antes ou você pode adquiri-lo já estando dentro da Nova Zelândia!

OBS: O processo de obtenção do visto de estudante tem um prazo médio de duas a 15 semanas, isso significa que, cuidado para não deixar seu visto expirar se for renová-lo e fique atento para solicitar com antecedência para que na data da viagem já estar tudo certo!

Documentação para obtenção do visto de estudante

© Marcus Vinicius Mota | Dreamstime.com

O aluno deve sair do Brasil portando toda a documentação que o país exige.© Marcus Vinicius Mota | Dreamstime.com

O futuro estudante deverá preencher um formulário chamado  NZIS 1012, que pode ser obtido no site da imigração, mas ao menos que você fale inglês e entenda o processo o mais aconselhável é ir direto a uma agência autorizada para que ela faça com segurança todo processo corretamente.

– Carta de oferta de vaga da escola;

– Comprovante de pagamento da escola;

Passaporte válido por um período de pelo menos 1 mês após a data que você for terminar o curso;

– Evidência de NZ$ 1.250 ou mais por mês (suporte financeiro feito por você, parentes companhia , patrocinador, tio, vó, papagaio, cachorro etc…);

– Duas fotos recentes de 6 meses para Passaporte nos tamanhos 3.5 x 4.5 -observe que o tamanho é diferente da foto do passaporte Brasileiro);

Comprovante de uma acomodação paga, seja ela casa de família, backpacker, apartamento,etc…por pelo menos um tempo minimo  de duas  a quatro semanas;

– Se for estudar por mais de seis meses, terá de fazer exames médicos e Raio X do seu pulmão atestando que não tem tuberculose;

– Pagar a taxa de aplicação para o Visto;

– Passagem de volta ou dinheiro reservado para compra da mesma;

OBS: Tempo máximo para ficar com visto de estudante na NZ é de quatro anos.

Visto de estudante com permissão de trabalho. Posso trabalhar enquanto estudo?

 © Iuliia Lisitsyna | Dreamstime.com

São 20 horas semanais para trabalhar em seu intercâmbio na NZ. © Iuliia Lisitsyna | Dreamstime.com

Sim, você pode ter uma permissão de trabalho de 20 horas semanais enquanto estuda para ganhar uma ‘graninha’ para se manter desde que seu curso for superior a seis meses duração e você comprovar IETS 5.0 ou superior; ou realizando um curso de Diploma Level 5 ou superior!

Job Search Open Visa! O que é isso?

Well, muito simples galera, se você fizer um curso de diploma ou superior de no mínimo dois anos full time você tem direito a aplicar e pedir o Open Visa que se trata de um visto aberto de trabalho por um ano! Em resumo basta fazer o curso de no mínimo dois anos, passar no curso, ter frequência e aplicar para o visto comprovando coisas básicas, como passaporte válido e fundos de no mínimo $ 4,200 NZD!

Trabalho

© Andrey Popov | Dreamstime.com

É bem criterioso tirar o visto para trabalhar em Nova Zelândia.© Andrey Popov | Dreamstime.com

Temos também vistos de Trabalho, e Residência!

Estes são mais complicados e criteriosos com certeza!

Se pensas em aplicar para ficar na NZ , estudar e estudar é o melhor caminho!

NZ tem uma lista de profissionais em carência a chamada Short List que mas podemos encurtar esse caminho se você for formado em alguma dessas áreas e tiver uma boa e longa experiência de trabalho e fluência em inglês, claro.

Esse assunto é mais delicado e requer uma atenção maior e esta sempre mudando! Por isso quem quiser saber perfeitamente tudo sobre entre no link abaixo: site da imigração, em inglês, com tudo exatamente como é!

Clique aqui e peça seus orçamentos agora para os parceiros do E-Dublin e comece a comparar as opções!

Profissional brasileiro, o Canadá está de portas abertas

Governo canadense planeja receber cerca de 300 mil imigrantes. Crédito: Anikasalsera |Dreamstime

Governo canadense planeja receber cerca de 300 mil imigrantes. Crédito: Anikasalsera | Dreamstime

Com o 9° Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), qualidade de vida e paisagens deslumbrantes, o Canadá já seria um bom motivo para você tentar uma nova vida no exterior, ainda mais depois da nova lei que autoriza brasileiros que possuem o visto americano a visitar o país sem o visto canadense. Então, você decide se mudar, mas como seria ter uma carreira neste novo destino?

Uma boa notícia pra quem pensa em trabalhar por lá é que o governo canadense pretende manter o seu compromisso com um forte programa de imigração, planejando receber cerca de 300 mil imigrantes, sendo mais de 170 mil deles para suprir a demanda profissional — e todos como residentes permanentes.

Já publicamos sobre as questões burocráticas sobre o visto/permissão para o trabalho e acerca da alta demanda de vagas, incluindo estrangeiros — o processo pode ser longo, mas se você estiver qualificado, persista.

Como fazer?

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Experiência comprovada no cargo é importante no Canadá. Crédito: Artistashmita | Dreamstime

Entre as 347 profissões elegíveis, a fluência do inglês é exigida em todas elas e, para algumas, também o francês — que, aliás, é praticamente sua garantia de contratação se o seu destino for Quebec.

A mão de obra qualificada ou experiência comprovada no cargo é outro quesito importante: tem que ser o equivalente mínimo de 1 ano de trabalho contínuo remunerado na área nos últimos 10 anos, além de comprovações, de acordo com o National Occupational Classification (NOC) — sistema que padroniza profissões e cargos com habilidades técnicas, a fim de relacionar legislação e nomenclaturas, envolvendo órgãos de certificação, instituições educacionais e os próprios trabalhadores no desenvolvimento do país — e, de quebra, das carreiras e profissões. Encontre seu NOC.

Prepare-se para algumas dificuldades, sobretudo em áreas com legislações muito particulares, como Direito, por exemplo. É burocrático e pode parecer complicado, mas o governo mantém um suporte on-line e uma avaliação gratuita no site.

Entrar no mercado de trabalho de outro país como estudante sempre é uma alternativa a ser considerada. Brasil e Canadá mantêm acordos e parcerias a fim de fomentarem a educação, pesquisa e desenvolvimento, como o Futuros Líderes nas Américas, o Emerging Leaders in the Americas Program (ELAP), o Scholarships for non-Canadians e o Programa de Bolsas Vanier para Doutorado no Canadá.

Quem pode ir?

Atualmente, o Canadá tem mais de 85 mil vagas de trabalho abertas e, embora a área de TI também esteja em destaque no Canadá na demanda por estrangeiros, finanças, recursos humanos, telecomunicações, engenharia — com diversas ênfases, como civil, mecânica, elétrica e aeronáutica —, arquitetura, marketing, saúde, administração pública, relações públicas, artes performáticas, curadoria, construção, transporte, contabilidade, agricultura e horticultura, biologia, entre outras, também estão em busca de candidatos.

Para onde ir?

Profissionais estrangeiros de várias áreas são bem-vindos no Canadá. Crédito: Andrey Popov | Dreamstime

Profissionais estrangeiros de várias áreas são bem-vindos no Canadá. Crédito: Andrey Popov | Dreamstime

Entre as cidades com mais oportunidades de trabalho estão Toronto, Montreal, Ottawa e Quebec, em empresas nacionais e multinacionais como Amazon, RBC — Royal Bank of Canada, Microsoft, Nestlé, Booking.com, G&E, Oracle, entre outras.

É possível trabalhar como gerente de recursos humanos na Irlanda?

Na Irlanda, o mercado de RH ainda é restrito para estrangeiros, principalmente pelas diferenças no setor entre os dois países. Para burlar essa deficiência, a brasileira Carol investiu em uma pós-graduação na Irlanda,  para entender o mercado de RH no país e, assim, conseguir uma oportunidade como estagiária, o que a levou para o cargo de gerente de RH. Quer saber como foi essa trajetória? Aperte o play!

Conheça os tipos de visto de estudante no Canadá

Bem vindos ao Canadá

População:  37 milhões

Moeda: Dólar Canadense

Capital: Ottawa

Línguas: Inglês e Francês

No país número um na preferência dos  brasileiros toma-se café ralinho e educação é pré-requisito básico. Buzinar no trânsito? Só mesmo em momentos extremos e sim, por aqui pedestre é prioridade!

© Juliana Lucas De Sousa | Dreamstime.com

Cerca de 30 mil brasileiros moram no Canadá atualmnete.© Juliana Lucas De Sousa | Dreamstime.com

O DIY  – Do it yourself (faça você mesmo) é uma realidade e isso vale mesmo na hora de usar os caixas rápidos dos supermercados ou de abastecer o carro. As crianças comem legumes crus sem fazer cara feia e aprendem muito cedo que palavras como thanks, excuse me and sorry são imprescindíveis na vida cotidiana.

Essas são apenas algumas das peculiaridades do país que atraiu cerca de 30 mil brasileiros em 2018. Entre os destinos mais procurados por brasileiros estão Vancouver, Toronto e Montreal. E engana-se quem pensa que a capital canadense faz parte dessa lista. Ottawa, localizada bem ao lado leste da província de Ontário, possui a quarta maior população do país e também o título de capital canadense. Nessa parte do mapa o idioma predominante é o francês, porém, assim como em todo o Canadá, o inglês também faz parte do cotidiano.

E se você não faz ideia o porque do sucesso do país entre estudantes e profissionais de todo o mundo, vamos a uma listinha básica:  segurança, qualidade educacional e hospitalidade.  Toronto, por exemplo, entrou no ranking das Top 10 cidades em qualidade de vida.

É também na direção do Canadá que a promessa de receber imigrantes qualificados se faz presente em muitas matérias ligadas a vida no exterior. O programa skilled worker(trabalhadores qualificados), anunciado pelo governo nos últimos anos atualmente está suspenso, mas segundo as autoridades canadenses, apenas para reestruturação, e para suprir o alto número de aplicações em curso. É nele que muitos profissionais brasileiros veem uma chance de ingressar em um dos mercados mais promissores da atualidade.

Em Quebec, região onde predomina-se o idioma francês, o governo anunciou que vai precisar para os próximos 10 anos, mais de 1,3 milhão de empregos em vários setores, dos quais mais de 20% serão preenchidos por trabalhadores de origem imigrante.

Tipos de vistos

© Popartic | Dreamstime.com

É importante conhecer os requisitos para o visto de estudante no Canadá. © Popartic | Dreamstime.com

Os critérios para se estudar no Canadá não diferem muito de outros países, mas dependendo do visto você precisa fazer umas continhas e atingir a pontuação exigida pelo governo canadense. Essa conta inclui uma série de detalhes, como comprovação de recursos próprios para se manter no país, nível do idioma, experiência profissional, etc.

Para aqueles que estão decidindo desembarcar em uma das províncias canadenses para aprimorar ou aprender um novo idioma, saiba que você não está sozinho, cerca de 40% das solicitações de vistos que são encaminhadas para a Embaixada do Canadá  em São Paulo, são para cursos de idiomasGraduação e especialização aparecem logo na sequência, com 26% e 11%, segundo dados do Centro de Educação Canadense.

Atualmente o governo canadense possui um sistema simplificado para solicitação de vistos chamado Visa Application Centre (VAC). Aconselha-se solicitar o visto com pelo menos dois meses de antecedência da viagem, já que o tempo de processamento pode demorar um pouco. Mas o VAC surgiu justamente para minimizar a demora e dar suporte aos candidatos a vistos.

© Bernhard Richter | Dreamstime.com

Comprovação financeira é fundamental para o visto no Canadá. © Bernhard Richter | Dreamstime.com

Para estudantes que pretendem ficar menos de seis meses, o visto de turista é suficiente (porém também precisa ser solicitado no Brasil). Excedendo esse período (seis meses) é necessário aplicar para o Study Permit. Entre os documentos necessários para a aplicação estão:

-Carta de aceitação da escola;

– Passaporte válido pelo tempo de estudos. Para quem tiver passaportes anteriores pede-se incluir;

– Prova de recursos próprios: últimos três holerites, extratos bancários, último imposto de renda, etc. O valor equivalente a um ano de curso, sem o valor da escola é de $18 mil (R$50.976)

– Duas fotos 3×5

– Demonstrar vínculos com o Brasil, o que pode ser carta de vínculo empregatício, carta da universidade indicando que você  trancará por um período, etc;

– Comprovação de bom estado de saúde.

Para entender melhor o processo para vistos de estudante clique aqui.

Para quem aplicar para o programa para profissionais qualificados, precisará antes fazer algumas continhas, já que o sistema de admissão acontece por pontuação, com nota de corte sendo 67, onde se avalia:

– Proficiência de Língua

– Idade

– Experiência de Trabalho no Exterior

– Avaliação de Créditos Estrangeiros

– Ofertas de Emprego

– Adaptabilidade

Vale ressaltar que estudantes brasileiros não possuem permissão de trabalho no Canadá, como acontece na Irlanda (20h semanais / 40h nas férias). Existem algumas possibilidades de colocação na instituição de ensino onde você estudará, ou mesmo programas que incluem estágios voluntários ou trabalho não remunerados, mas para isso se faz necessário aplicar para uma permissão de trabalho especifica. Veja aqui como fazer.

Consulados geral do Canadá do Brasil

SAO PAULO – Av. das Nações Unidas, 12901 – 16º andar, Torre Norte
04578-000 – São Paulo, SP – Brasil Vistos e imigração/ (55 11) 5509-4343
E-mail: [email protected]

RIO DE JANEIRO – Av. Atlântica, 1130 – 5º andar Atlântica Business Center

Copacabana 22021-000 Rio de Janeiro – RJ Telefone: (55 21) 2543-3004 Fax: (55 21) 2275-2195

E-mail: [email protected]

Aproveite e peça agora orçamento para nossos parceiros sobre os diversos destinos de interesse.

O destino do meu Intercambio, Inglaterra – Vistos

Agora que você já sabe para onde ir na Inglaterra é hora de passar para uma importante etapa do processo, o Visto! Sim, porque na condição de intercambistas e se pretende ficar no país por mais de seis meses, você precisará solicitar o visto que melhor se adeque as suas necessidades de expatriado, e quem foi pesquisar como se dar o processo na terra do Príncipe William foi a nossa colaboradora especial, Kelly Santos!

Rumo à Inglaterra para estudar, mas e o visto?

Se quer trabalhar na Inglaterra prepare-se pois existem 26 tipos de visto.© Chee-onn Leong | Dreamstime.com

Se quer trabalhar na Inglaterra prepare-se pois existem 26 tipos de visto.© Chee-onn Leong | Dreamstime.com

Ah, o visto. Este sempre será um dos vilões quando o assunto é viagem internacional. Se for para países que fazem parte do Reino Unido então, nem se fala. Se o seu próximo destino é a Inglaterra, fique de olho para não dar bobeira na hora de tirar o visto. Existem casos e casos!

Para aqueles que vão estudar por um curto período de tempo, até seis meses, o visto é concedido no aeroporto mesmo. Basta preencher um formulário e apresentar os documentos, como carta da escola, confirmação da acomodação e passagem aérea para o retorno, entre outros. O mesmo critério é válido para quem vai apenas como turista.

“O rapaz que me entrevistou era bem sério. Cheguei a ficar com aquele friozinho na barriga. Disse que ia estudar e apresentei todos os documentos. Ele me questionou, disse que falava bem inglês e que não fazia sentindo a minha viagem ser para a finalidade de estudo. Como estava com tudo certinho, eles me passaram e tive o visto para seis meses”, contou a estudante de engenharia de automação, Jéssica Fracaroli Tolentino de 21 anos.

Se o plano é ficar de seis a 11 meses, você vai precisar de outro tipo de visto para estudante, o Student Visitor Extended. Entre os critérios exigidos não é permitido renovação do visto e nem levar dependentes. É necessário também comprovar que possui condições financeiras para se manter durante o período em que permanecerá no país, além da carta da escola e vínculos com  o país de origem.

O visto na Inglaterra é de acordo com o tempo de estudo.@Photographerlondon | Dreamstime.com

O visto na Inglaterra é de acordo com o tempo de [email protected] | Dreamstime.com

Para aqueles que vão fazer cursos mais longos que 11 meses, ou de especialização, é necessário recorrer ao visto Tier 4. Ele é feito através de uma contagem de pontos, na qual, o estudante precisa obter 40 no total. Destes, 30 devem ser adquiridos pelo Certificado de Aceitação do Estudante (CAS), e os outros dez devem justificar a sua manutenção financeira, como o pagamento do curso e o seu sustento.

De acordo com a consultora de intercâmbio cultural, Graziele Arciprete, a comprovação de renda é feita de maneira simples. “O estudante precisa comprovar em conta que tem o equivalente a  945,00 por mês em Pound Sterling, Libra, se for para Londres. Caso queira comprovar uma quantia maior, também é possível utilizar uma conta dos pais ou conta conjunta com os pais”, disse.

Com o visto Tier 4, é possível renovar o visto e o estudante deve ter inglês intermediário ou melhor, comprovado pelos testes Ielts, Toelf entre outros aprovados. Em caso de cursos de níveis superiores como graduação, pós-graduação, mestrado ou doutorado, é possível trabalhar de 10 a 20 horas semanais.

“A dica que eu daria para quem está pensando em ir para a Inglaterra é que pesquisem muito sobre os lugares que querem visitar, preços e etc. Há sempre muita coisa pra ver e fazer, muitos lugares históricos, parques gigantescos, peças de teatro, musicais maravilhosos, museus, pubs, e muito mais. Eu não consegui visitar todos os lugares que planejei isso porque tinha feito uma lista enorme antes. Acho que se a pessoa não fizer um bom planejamento, corre o risco de perder muita coisa”, contou Jéssica.

Visto, onde  solicitá-lo ?

Intercâmbio na terra do Príncipe William.© Mipearl | Dreamstime.com

Intercâmbio na terra do Príncipe William.© Mipearl | Dreamstime.com

O visto demora em média um mês para ficar pronto. Basta apenas levar toda a documentação ao Visa Aplication Centre (VAC) conhecido também como Centro de Requerimento de Visto. O  atendimento é realizado de segunda à sexta-feira, das 9h às 18h. Confira abaixo os endereços. Outras informações no site 

Visa Application Centre – São Paulo Rua Surubim 577, 14º Andar São Paulo – SP – Brasil – CEP 04571-050

Visa Application Centre – Rio de Janeiro Av. das Américas, Nº 3500 – Ed Londres – Sala 216 Barra da Tijuca Rio de Janeiro – RJ – Brasil – CEP 22640-102

Visa Application Centre – Brasília Setor Hoteleiro Norte(SHN) Quadra 02 Bloco F Sala 1001/1002/1003 Ed. Executive Office Tower. Brasilia-DF-Brasil-CEP70703-905 (localizado próximo a AGEFIS)

By Kelly Santos

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Canadá facilita visto para brasileiros, mas só para alguns

Alguns brasileiros que pretendem visitar o Canadá não precisará de visto de turista. Foto: Shutterstock

Alguns brasileiros que pretendem visitar o Canadá não precisará de visto de turista. Foto: Shutterstock

O anúncio foi feito em 2015 e entrou em vigor em março de 2016! A partir dessa data, alguns brasileiros que pretendem visitar o Canadá não terão mais a necessidade de aplicar para o visto de turista.

Isso acontece porque o Brasil, juntamente com México, Bulgária e Romênia, será incluído na lista de países que usam a Autorização Eletrônica de Viagem, conhecida como eTA (abreviação de Electronic Travel Authorization). Assim, os brasileiros que chegarem ao país por via aérea precisarão unicamente dessa autorização para entrar no país.

Entretanto, esta flexibilização nas regras se aplica apenas a brasileiros que tenham tido um visto canadense aprovado nos últimos dez anos ou que possuam visto americano válido.

Quem não se enquadra nessa situação e pretende visitar o país, o procedimento continua sendo o mesmo, ou seja, é necessário aplicar para o visto antes de viajar para o país. A solicitação pode ser feita online.

Como adquirir a eTA?

A eTA é uma autorização mais simples e menos burocrática do que o visto. Foto: Shutterstock

A eTA é uma autorização mais simples e menos burocrática do que o visto. Foto: Shutterstock

A eTA é uma autorização mais simples e menos burocrática do que o visto. Ela deve ser solicitada pela internet antes do embarque.

Para isso, é necessário o número de passaporte, e-mail, preenchimento de um questionário e o pagamento de uma taxa de 7 dólares canadenses, que deve ser feito por cartão de crédito. Depois de aprovada, a autorização é associada eletronicamente ao seu passaporte e válida por cinco anos ou até a data de expiração do seu passaporte, seja qual for a situação que ocorrer primeiro.Segundo a imigração canadense, a maioria das pessoas que aplicarem para a eTA devem obter uma resposta rápida por e-mail, que pode chegar em poucos minutos após a finalização do pedido. Entretanto, o órgão alerta que, para evitar contratempos, essa autorização deve adquirida assim que você começar a planejar a sua viagem ao país.

Cidadãos brasileiros que atualmente possuem visto canadense válido não precisam adquirir a eTA. Entretanto, brasileiros residentes permanentes nos Estado Unidos que viajarem de avião para o Canadá devem requisitar a autorização. O mesmo vale para estudantes e trabalhadores temporários que receberam autorização para trabalhar ou estudar no Canadá antes de 1 de agosto de 2015 e planejam sair e entrar novamente no país.

Abertura a estrangeiros

A medida faz parte do Plano de Ação Econômica e, de acordo com a nota publicada, a iniciativa tem como objetivo facilitar e tornar mais rápida a entrada de visitantes de baixo risco ao país, além de tornar o Canadá um atraente destino para turismo e negócios.

Aliás, como nós já abordamos aqui nesse post do E-Dublin, nos últimos anos o Canadá tem se destacado cada vez mais pelos seus programas de imigração que abrem portas a profissionais estrangeiros altamente qualificados. Isso tem acontecido devido à carência de mão de obra em diversos setores da economia canadense. Mais informações sobre as áreas abrangidas por esses programas podem ser encontradas na página oficial do governo canadense na internet.

Como tirar o visto para a Austrália?

Capitão James Cook é o nome do primeiro estrangeiro a pisar na terra dos cangurus, sem visto mesmo, chegou mostrando a força bruta para aborígenes e que quem mandava no mundo naquela época era a Europa, nesse caso a coroa britânica.

Agora, se você não é o capitão e sim um cidadão brasileiro, infelizmente será  necessário solicitar o visto para entrar na Austrália, não importa para qual finalidade, até mesmo para visitar o país por um curto período, esse processo se faz necessário.

A lista é extensa para tirar o visto para entrar na Austrália.© Popartic | Dreamstime.com

A lista é extensa para tirar o visto para entrar na Austrália.© Popartic | Dreamstime

Há vários tipos de vistos, como o mais “simples” de turista e até investidor (quem realmente tem uma boa grana para investir no país) passando por estudante e uma infinidade de outros. As exigências mudam entre eles incluindo documentação, questionários, valores, fotografias, exames médicos, entre outros fatores não menos importantes.

Se eu for especificar todos os tipos de vistos e citar o que é necessário para cada um deles, esse post se transformará em um livro. Por isso vou citar os mais procurados e o que é necessário, se você estiver procurando algo mais específico pode dar uma olhada no site da imigração australiana.

Visto para Turista na Austrália

Esse visto é especial para quem quer apenas visitar o país nas ferias ou então estudar por até três meses. É necessário dizer desde já que esse visto apesar de ser o mais barato e o mais fácil de ser adquirido, ele não permite trabalhar na Austrália. Mas é interessante para quem não tem a intenção de ficar por um período maior do que um trimestre.

Visto de Estudante na Austrália

Para quem quer estudar mais de três meses em território Australiano e ainda ter a permissão para trabalhar legalmente. Esse é também o visto mais procurado pelos brasileiros.
É obrigatório estar matriculado em algum curso, de inglês, técnico, graduação, etc, tem que ter até 80% de presença na escola e só é permitido trabalhar até 20 horas semanais. Então nem pensar em faltar as aulas para ir trabalhar, você corre um sério risco de ser deportado. E não é brincadeira, tenho amigos que voltaram para o Brasil em dois ou três dias, deportados por ter uma frequência  abaixo dos 80%.

Intercâmbio como dependente

 © Cherayut Jankitrattanapokin - Dreamstime.com

Você precisará de uma comprovação financeira para tirar o visto da Austrália.© Cherayut Jankitrattanapokin – Dreamstime

Se você é casado ou tem uma união estável (não é casado porém pode provar que está com uma pessoa por mais de 12 meses), poderá entrar no país estudando e trabalhando até 20 horas enquanto seu companheiro(a), estuda e ainda trabalha também. Você terá o direito de estudar por no máximo três meses, depois desse período, só trabalhando mesmo.

Todos os vistos possuem várias exigências diferentes, mas basicamente o que eles querem é que você prove que tem vínculos com o país de origem, e poderá se manter se por acaso não conseguir um emprego, ou seja, se está estudando, trabalhando e no caso financeiro, terá que provar se tem pelo menos AU$ 1.690,83 (R$4.497)por mês que for permanecer no país, por exemplo, se for ficar 6 meses, terá que comprovar que tem em conta (própria ou de um familiar próximo) pelo menos AU$10.144,98  (R$26.985).

Renovação de visto

Para renovar o visto, é bem mais tranquilo e menos burocrático, continua sendo necessário comprovar que possui os AU$1.690 (R$4.497), mas não precisa mais tanta papelada, o que vai ser realmente importante é mostrar que está matriculado em uma escola.

Como disse mais acima, há uma infinidade de possibilidades, aqui é apenas uma introdução, se precisar de mais informações, me mande um e-mail ou então entre no site da imigração australiana, lá poderá encontrar solução para todas as suas dúvidas.

See you here!

Ufa Will, quanta burocracia ehh e pensar que tem gente que reclama do processo irlandês, que é um dos mais práticos do mercado. But, let´s move on… o Will já contou porque escolheu a Austrália, como tem aprendido novas profissões nessa vida de expatriado e agora, coming next…como é se manter na terra dos bichinhos saltitantes…será regime de fome ou da para ter uma vida mais ou menos como estudante? Mas essas perguntas o Will responde aqui na próxima semana. See ya!!   

Seis informações úteis sobre visto para Dubai

Palm Jumeirah, ilhas artificiais formam a cidade de Dubai. Crédito: Depositphotos/rjycnfynby

Palm Jumeirah, ilhas artificiais na cidade de Dubai. Crédito: Depositphotos/rjycnfynby

Desde Junho 2018, brasileiros não mais precisam de visto para estadias de até 90 dias nos Emirados Árabes.

De uma região desértica a sinônimo de luxo e riqueza, polo petrolífero, investimentos internacionais, além de abrigar o prédio mais alto da Terra, o Burj Khalifa, com 148 andares… assim é Dubai, o coração pulsante dos Emirados Árabes.

Com mercado de trabalho intenso, não é de hoje que os Emirados Árabes atrai brasileiros, interessados nas cifras e estilo de vida na classe média alta. No entanto, Dubai também está na rota daqueles que residem na Europa e que ao transitar pelo continente europeu e asiático, quase sempre usam Dubai ou Abu Dhabi como aeroporto de trânsito. Mas, vale ficar atento, até segunda ordem, nós brasileiros precisamos de visto para transitar no país de maioria muçulmana.

Embora o processo não seja complicado, é burocrático e você vai precisar de um ‘patrocínio’. Mas, calma, esse artifício é assim chamado pois depende da intervenção de hotel, agências, companhias aéreas ou amigos residentes/familiares no país.

1) Quem pode tirar o visto

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, assinou em 2017, um acordo com os Emirados Árabes, garantindo a reciprocidade da isenção de visto, porém o acordo ainda precisa passar pelo crivo do Congresso Nacional. Até lá, brasileiros ainda precisarão de visto antes de entrar no país.

Já aqueles que têm a cidadania europeia, podem obter o visto presencial (gratuito), ou seja, ao chegar no aeroporto – cidadãos da Alemanha, Andorra, Austrália, Áustria, Bélgica, Brunei, Singapura, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Estados Unidos, Canadá, França, Grécia, Holanda, Hong Kong (titulares de passaportes RAE), Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Liechtenstein, Malásia, Luxemburgo, Mônaco, Noruega, Nova Zelândia, Vaticano, Portugal, Reino Unido, San Marino, Suécia e Suíça não precisam de visto.

2) Tipos de visto e documentação

Os tipos de visto em Dubai incluem o visto de turismo (US$ 90, máximo de 30 dias, entrada única; US$ 176, 30 dias, múltiplas entradas; US$ 217, para 90 dias), ou visto de trânsito, esse último válido por até 96 horas para quem está de passagem pela cidade indo a outro destino, com validade de 14 dias (US$ 54).

Lembrando que os valores variam conforme o patrocinador.

Os documentos exigidos são o formulário oficial preenchido e assinado, fotos coloridas, passaporte válido por no mínimo seis meses e o pagamento da taxa de emissão do visto.

3) Via companhia aérea

Para obter o visto por meio de uma companhia aérea, o mais indicado nos dias de hoje, basta ir ao site delas na área da reserva e seguir as instruções. Atualmente, apenas Emirates e Etihad oferecem o serviço por meio de parceiros.

4) Hotéis

A maioria dos hotéis quadro ou cinco estrelas patrocina o visto, além de alguns poucos 3 estrelas que também estão habilitados para tal. Porém, é necessário ficar atento pois alguns deles, além de solicitar o valor do visto, também exigem um depósito garantia de cerca de 500 Dirhams. O valor funciona como uma garantia se você cancelar a reserva do hotel.

Caso tudo ocorra dentro dos conformes, o valor é devolvido após a estadia.

5) Operadoras e Agências de Turismo

As Fontes de Dubai, no Fashion Mall, com shows diários. Crédito: depositphotos/Sophie_James

As Fontes de Dubai, no Fashion Mall, com shows diários. Crédito: depositphotos/Sophie_James

Somente agências em conformidade com a Autoridade da Imigração do Governo/DNRD dos Emirados Árabes Unidos podem emitir os vistos, que costumam ter o processo rápido.

6) Via um parente ou amigo

Caso você tenha algum conhecido nos Emirados Árabes, membro de família ou parente próximo residente, ele poderá solicitar o visto em seu nome.

Importante! Em qualquer um dos casos, considere, no mínimo, 3 semanas de antecedência para a obtenção do seu visto, pois somente a análise pelo governo local pode levar até sete dias úteis até a aprovação, seguidos da emissão e envio.

Para saber mais sobre as relações entre os Emirados Árabes e o Brasil, acesse a página oficial da Embaixada no Brasil.

Como tirar visto para os Estados Unidos na Irlanda

Muita gente tem essa dúvida, pois como sabem, é muito mais barato fazer uma viagem para os EUA partindo aqui da Irlanda, se compararmos os valores com o Brasil.

O processo para tirar o visto é razoavelmente simples. Foto: WikiMedia

O processo para tirar o visto é razoavelmente simples. Foto: WikiMedia

Mas como vocês sabem, nós brasileiros mortais precisamos de visto para ir pra lá, mesmo como turistas. E aí vem a pergunta: Como faz pra tirar o visto se eu moro aqui na Irlanda?

O processo é razoavelmente simples!

1 – Primeiro é necessário saber qual o visto que você precisa. Se for como turista, será o visto “B1/B2” (Business/Tourist)

2 – Preencher o formulario de requerimento de visto Americano online, também conhecido como DS-160. Após clicar no link, selecione o país de onde você estará aplicando (no caso, Irlanda), e clique em Start An Application.

3 – Após finalizar o preenchimento, dirija-se ao site do Official U.S. VISA Information and Appointment Services. Neste site você realizará o pagamento e o agendamento. Após clicar em Apply, selecione a opção “I have completed the U.S. Nonimmigrant Visa application (DS-160) form and I need to apply for a visa” e siga as instruções.

3 – Você pode optar por pagar utilizando seu Cartão de Crédito ou através de um Bank Draft ou Postal Order, no valor de 150 euros, caso esteja aplicando para o visto B1/B2.

4 – Após o pagamento, você precisa agendar uma visita à Embaixada. O agendamento só será liberado após o pagamento da taxa. Você também pode fazer o agendamento por telefone, através do (01)903-6255.

5 – Dirija-se à embaixada no dia agendado e leve com você: comprovantes de que você só vai pros EUA a passeio, cartas de referência do trabalho (ou da escola, se só estiver estudando), contas de luz, comprovantes de pagamento (se tiver) na Irlanda, passagem de volta – tudo isso serve. Quanto mais documentos pra provar que você vai voltar, melhor. Além disso é necessário provar que você conseguirá se sustentar durante sua estadia nos EUA, com extratos de banco, cartão de crédito, e quaisquer outras provas que você tenha. Não existe um valor estipulado, mas dá pra chutar uns 100 dólares por dia. Também não se esqueça de levar uma cópia da Página de Confirmação do Formulário DS-160, Confirmação de Agendamento e seu passaporte brasileiro.

6 – Ao chegar lá você pega a senha para o Non-immigrant Visa. Na primeira chamada eles checam seus documentos, na segunda chamada pegam suas impressões digitais e na terceira sim é feita a entrevista. Comigo foi bem rápido e tranquilo. Só fique esperto, porque lá você não entra com celular e passa por detectores de metal, quase igual no aeroporto.

7 – Eles ficam com seu passaporte e te retornam pelo correio (se você pagar uma pequena taxa) – ou então você mesmo pode agendar para voltar para buscar, caso não queira pagar. Se for enviado pelo correio, chega em 48 horas.

Endereço da Embaixada Americana em Dublin

U.S. Embassy Dublin
42 Elgin Road
Ballsbridge
Dublin 4

Se ainda tiver dúvidas, você pode ler tudo no site da Embaixada Americana em Dublin

“Time is money, oooh yeah!” – Tio Sam

Você sabia que os Estados Unidos oferecem mais de 100 tipos de vistos?

O sonho americano trabalhar nos Estados Unidos pode ser possível. Jacek Dudzinski \ Dreamstime

O sonho americano de trabalhar nos Estados Unidos pode ser possível. Jacek Dudzinski \ Dreamstime

Se depois de uma robusta carreira profissional você pensa mesmo em viver o “sonho americano”, trabalhar nos Estados Unidos pode ser possível. Mesmo para estagiários, o mercado tem opções. Já para o mercado profissional, apesar de bastante restrito, o governo americano disponibiliza algumas opções de visto para a atuação de expatriados.

Como em outros países, a fluência no idioma oficial é obrigatória, além de excelentes qualificações acadêmicas e experiência profissional – especializações são muito valiosas. Outra conduta louvada pelo americano é o empreendedorismo – atue em seu cargo como se a empresa fosse sua! Aliás, o americano valoriza muito a flexibilidade do brasileiro para o trabalho em equipe – mais um diferencial! Portanto, estude a cultura americana e, principalmente, pesquise sobre a empresa na qual quer atuar para aperfeiçoar suas habilidades comportamentais.

Destaques

Uma pesquisa da Career Builder revela o interesse de empresas americanas na contratação de estrangeiros e entre as áreas em destaque, estão várias opções em TI, como Engenharia de Software – o mercado é amplo em certificações que são reconhecidas mundialmente -, assim como outras especialidades para os engenheiros, advogados, administradores, enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, vendas, analistas financeiros e médicos veterinários.

Dallas (Texas), Los Angeles e San José (Califórnia) despontam como as cidades com mercado de trabalho aquecido, seguidas por Miami (Flórida), Atlanta (Geórgia), San Francisco e Riverside (Califórnia) e embora ainda existam dúvidas sobre o governo Trump, a economia americana permanece sólida em seu desenvolvimento.

Os Estados Unidos possuem mais de 180 tipos de vistos. Crédito: Antonio Gravante \ Dreamstime

Os Estados Unidos possuem mais de 180 tipos de vistos. Crédito: Antonio Gravante \ Dreamstime

O caminho para o visto

Segundo a consultoria Hayman-Woodward, os Estados Unidos possuem mais de 180 tipos de vistos. E o maior erro ao se tentar tirar o visto de trabalho é a falta de conhecimento da burocracia local, que prejudica o processo.

O visto L-1, o qual o aplicante deve estar ligado à uma empresa no Brasil para solicitar e renovar o visto, permite que estrangeiros entrem nos Estados Unidos para abrir uma filial de uma empresa já estabelecida no país de origem. O interessado deve ser um gerente, executivo ou profissional com conhecimento indispensável e especializado para implantar a empresa em território americano, além de ter trabalhado na empresa por pelo menos um ano nos últimos três anos.

Uma outra possibilidade disponível é a categoria O-1. Essa opção é voltada para profissionais que possuem habilidades extraordinárias, ou seja, uma pessoa que se destaca em seu campo de atuação. Pode ser na área de artes, esportes, nos campos da medicina, ciências ou negócios.

Trabalhar como consultor e ter sua própria empresa também pode ser um dos caminhos a considerar, principalmente para brasileiros com dupla cidadania, para conquistar o visto.

Estudantes também têm vez

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Los Angeles desponta como uma das cidades com mercado de trabalho aquecido. Crédito: Lunamarina \ Dreamstime

Há opções temporárias para estudantes durante o intercâmbio ou por meio do Summer Work Travel, um programa entre Brasil e Estados Unidos que oferece vagas de trabalho para que estudantes universitários durante as férias de verão. É necessário estar matriculado em uma universidade, ter cursado pelo menos um semestre, ter inglês fluente e não perder aulas para trabalhar. O programa costuma durar entre 3 e 4 meses. Até 30 dias depois de terminar o trabalho, o estudante pode viajar pelo país.

Para mais informações e outras dúvidas, acesse o site oficial da embaixada americana.

Estudantes não europeus poderão estudar e trabalhar em Malta

Com o objetivo de tornar Malta um país mais atrativo para estudantes de fora da União Europeia, o Ministério da Educação maltês anunciou recentemente algumas mudanças no visto de estudante. Entre as medidas, a que mais chama a atenção intercambistas é a autorização para trabalhar por meio período durante a temporada de estudos no país.

As regras específicas, porém, ainda não foram divulgadas e devem ser definidas nas próximas semanas.

Foto: Olgacov | Dreamstime

Governo de Malta muda regras para estudantes de fora da União Europeia. Foto: Olgacov | Dreamstime

O governo maltês separa os estudantes em duas categorias: os que pretendem realizar um curso superior que faça parte do Malta Qualifications Framework Level 5, e estudantes de cursos que não tenham nível superior, como os de inglês, por exemplo. Vale destacar que as novas regras se aplicam a ambos os grupos.

O que muda?

No caso de estudantes de países onde Malta não possui consulado, será possível aplicar para o visto online, excluindo a necessidade de se apresentar pessoalmente no consulado Maltês mais próximo.

Os estudantes também poderão aplicar para o visto com a ajuda de prestadores de serviços externos, desde que sejam residentes em países onde Malta não possui representação consular. Vale destacar que esta regra não se aplica a nós, brasileiros, já que Malta possui um consulado na cidade de São Paulo.

Foto: Andrii Biletskyi | Dreamstime

Estudantes de cursos de inglês receberão um visto nacional. Foto: Andrii Biletskyi | Dreamstime

Outra mudança é que anteriormente, estudantes de cursos de inglês recebiam uma autorização de residência. Com as novas regras, eles receberão um visto nacional. Entretanto, aqueles que permanecerem no país por um período superior a 1 ano terão que aplicar para o visto de residência.

Mesmo com as mudanças das regras, o objetivo do governo maltês é garantir que apenas estudantes legítimos sejam autorizados a embarcar para o país. Para isso, o Ministério da Educação e a polícia local manterão uma base de dados de todos os estudantes e instituições de ensino.

Trabalho

Estudantes internacionais poderão trabalhar em Malta até 20 horas semanais. Foto: Ebastard129 | Dreamstime

Estudantes internacionais poderão trabalhar em Malta até 20 horas semanais. Foto: Ebastard129 | Dreamstime

Essa é a notícia que muitos brasileiros interessados em fazer intercâmbio em Malta queriam ouvir. Com as novas regras, os estudantes estarão autorizados a trabalhar até 20 horas por semana. Antes dessa medida, apenas estudantes com passaporte europeu podiam trabalhar no país enquanto realizavam seus estudos.

As regras específicas sobre trabalho devem ser divulgadas em breve, juntamente com as definições das mudanças nos tipos de visto de estudante.

De acordo com a Federação das Escolas de Inglês de Malta (Feltom), a mudança é uma resposta do governo à dramática queda no número de semanas que estudantes internacionais têm ficado no país nos últimos anos.

Outra boa notícia é que estudantes que concluírem cursos de graduação reconhecidos pelo governo de Malta poderão estender a sua estadia no país por mais seis meses. Segundo o ministério da educação, a iniciativa é um passo para manter no país pessoas de fora da União Europeia que sejam altamente qualificadas e, consequentemente, garantir a competitividade de Malta no mercado europeu.

Como aplicar para o visto brasileiro?

O Brasil pratica a lei de reciprocidade e não exige o visto para cidadãos estrangeiros de alguns países. Crédito: Vkoletic | Dreamstime.com

O Brasil pratica a lei de reciprocidade e não exige o visto para cidadãos estrangeiros de alguns países. Crédito: Vkoletic | Dreamstime

Muito se fala sobre o processo de entrada de cidadãos brasileiros em outros países, certo? Mas os gringos que querem visitar o Brasil passam pelas mesmas exigências?

Vamos conhecer os trâmites para os nossos amigos estrangeiros se esbaldarem em terras brasileiras, por exemplo, o visto.

No último ano, o governo brasileiro instituiu a Lei da Migração, que regula a entrada ou permanência de estrangeiros no Brasil. Também melhorou o processo de visto eletrônico para estrangeiros, chamado visto de visita (temporário com duração de até 90 dias), para cidadãos da Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão.

Principais tipos de vistos

Para o visto de estudante, o visto vale por 1 ano, renovável enquanto durar o curso. Crédito: Gutu Cristian | Dreamstime.com

O visto de estudante tem validade de 1 ano, renovável enquanto durar o curso. Crédito: Gutu Cristian | Dreamstime

Visto de estudante (Temporário)

É concedido a estudantes de qualquer nível de ensino (fundamental, médio, superior ou pós) e possui validade de até um ano, podendo ser prorrogado enquanto durar o curso.

No caso de estudante-estagiário, o visto pode ser concedido pelo prazo de um ano, mas só pode ser prorrogado uma vez por igual período.

Esse visto não permite o trabalho remunerado, podendo ser penalizado com multa, notificação ou, até, deportação.

Visto de turismo (Temporário)

O Brasil tem um acordo com alguns países que permite a estada de até 90 dias sem necessidade de visto (confira lista completa dos países aqui). No caso de cidadãos oriundos de países com os quais o Brasil não tenha acordo, esse tipo de visto é concedido ao estrangeiro que viaja na condição de turista sem intenção migratória e de trabalho remunerado. Tem validade de, no máximo, 90 dias, prorrogáveis por mais 90.

Visto Permanente

Aplicável nas situações como casamento, transferência de aposentadoria ou para aqueles que queiram fixar-se no Brasil, conforme resoluções da lei.

Visto de negócios (Temporário)

Permitido para aqueles que pretendem entrar no Brasil a negócios. Nesse caso, é obrigatório apresentar a declaração da empresa ou instituição a que esteja vinculado, informando que a pessoa está no Brasil a negócios e que a empresa se responsabiliza por ele.

A validade do visto pode ser de até cinco anos, dependendo da reciprocidade com o país de nacionalidade do imigrante. O visto pode ser prorrogado por igual período uma única vez.

Visto de trabalho (Temporário)

É concedido ao estrangeiro que pretende trabalhar, com ou sem vínculo empregatício no Brasil, na condição de cientista, professor, técnico ou profissional de outra categoria. Nesse caso, a empresa responsável deverá solicitar, previamente, a autorização de trabalho junto ao Ministério do Trabalho e Emprego e, após esse passo, dar continuidade ao processo.

O visto é válido por até dois anos, podendo ser prorrogado por igual período e transformado em permanente, dependendo do tipo de contrato.

IMPORTANTE! Caso o amigo estrangeiro mude de empresa, deverá pedir novo visto, repetindo todo o processo.

Irlanda e Reino Unido: Visto de Turismo e Visto de Trabalho

Pesquisamos alguns exemplos e nada mais justo do que saber como os irlandeses e os britânicos fazem para chegar ao Brasil, correto?

A Irlanda e o Reino Unido fazem parte da lista dos países com acesso facilitado. Ou seja, o irlandês e o britânico não precisam de visto de turismo ou negócio para entrar no Brasil. Isso se a estada tiver a duração máxima de 90 dias.

Caso decida por permanecer além desse período, o estrangeiro deverá solicitar a extensão da sua estada junto à Polícia Federal no Brasil, em um processo bem parecido com o que temos que fazer para ficar na Irlanda.

CURIOSIDADE: Informação importante que encontramos, pesquisando as milhares de informações sobre o tema, é que muitos blogs de cidadãos estrangeiros que querem morar no Brasil ensinam como eles podem trabalhar ilegalmente. ISSO MESMO! Por exemplo, entrar com visto de turista e dar aula de inglês via Skype. Ou, ainda, agências de matrimônio que realizam processos ilegais (atenção, principalmente, à mulherada!) Ou seja, não é só o brasileiro que dá seu jeitinho, hein?

Para saber mais sobre os tipos de vistos emitidos para estrangeiros, visite o site do Itamaraty.

Visto de trabalho no Brasil: é fácil ou difícil?

Por Carolina Braziel

Se tem uma coisa que sabemos bem são as dificuldades na hora de conseguir o visto para entrar em outros países, principalmente se optarmos pelo de trabalho. Mas, e no Brasil? Será que o processo é mais simplificado?

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MAPA – FONTE MORGUEFILE file0001979745401

No início do ano foi divulgado o crescimento de 53% na emissão de carteiras de trabalho para estrangeiros no Brasil, os dados coletados são dos últimos dois anos. É inegável que muito desse aumento ocorreu devido ao boom no número de haitianos, que entraram no país em busca de mais oportunidades de trabalho.

Será que isso representa uma facilidade na obtenção do visto de trabalho no Brasil? Ou a dor de cabeça é tão grande quanto a nossa ao tentarmos trabalhar em território estrangeiro?

Pesquisamos e montamos esse artigo que explica o processo para a obtenção do visto de trabalho no Brasil. Entenda como funciona.  

VITEM V | Visto de Trabalho

A legislação exige que vagas em empresas sejam preenchidas preferencialmente por cidadãos brasileiros.@foto divulgação

A legislação exige que vagas em empresas sejam preenchidas preferencialmente por cidadãos [email protected] divulgação

A nossa legislação exige que as vagas oferecidas por empresas brasileiras sejam preenchidas preferencialmente por cidadãos brasileiros. Então, caso o contratante opte por um funcionário estrangeiro, ele deverá se responsabilizar por iniciar e acompanhar todo o processo, solicitando, previamente, uma autorização (pré-cadastro) junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Recentemente, com o objetivo de reduzir o tempo de análise dos processos, entrou em vigor o sistema Migranteweb Digital, que permite o envio online de toda a documentação do funcionário para o MTE. Mas, muita atenção, pois mesmo com a facilidade do envio digital, essa etapa continua sendo a mais problemática, já que os documentos devem ser legalizados em repartição diplomática brasileira no exterior e traduzidos por um tradutor juramentado no Brasil.

Após todos os documentos enviados, o MTE analisa e, se aceitos, o visto de trabalho temporário é emitido, ficando o funcionário estrangeiro responsável pela retirada do visto no Consulado do Brasil em seu país. É nesse momento que o Cônsul decide se o trabalhador pode ou não receber o visto oficialmente. Ele é, novamente, analisado e liberado mediante apresentação de documentos como passaporte e atestado de antecedentes criminais. A exigência dos documentos por parte do Consulado no ato da entrega do visto pode variar.

Estrangeiro que desembarcar aqui terá que ir no Departamento de Polícia Federal para tirar a Identidade. @EVERYSTOCKPHOTO

Estrangeiro que desembarcar aqui terá que ir no Departamento de Polícia Federal para tirar a Identidade. @EVERYSTOCKPHOTO

É importante deixar claro que esse visto possibilita a entrada do estrangeiro no Brasil. No entanto, após desembarcar o estrangeiro terá que se registrar em no máximo 30 dias no Departamento de Polícia Federal da cidade onde residirá para tirar a Cédula de Identidade do Estrangeiro (CIE). Somente com esse documento ele terá direito à carteira de trabalho brasileira, que deverá ser solicitada nas sedes das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego.

Com visto, CIE e carteira de trabalho em mãos, o estrangeiro tem os mesmos direitos dos trabalhadores brasileiros e poderá ser remunerado no Brasil ou no país de origem. Agora, se houver mudança de empresa, ele deverá solicitar um novo visto de emprego e passar por todo esse processo novamente.

Todo o trâmite do visto pode durar de um a dois meses, dependendo da facilidade no envio da documentação ao MTE. A validade é dividida em quatro opções, sendo de 90 dias, um ano, dois anos com contrato de trabalho e dois anos sem contrato de trabalho no Brasil. O custo das taxas é de aproximadamente R$400.

Ou seja, como veem, o processo para obtenção de visto brasileiro não é tão diferente do que vemos na Irlanda, por exemplo. A prioridade das vagas é para os nacionais, caso tenhamos interesse em preencher uma, é preciso enfrentar algumas burocracias até chegarmos lá.

Como renovar seu visto irlandês

Eis que chega o dia, na verdade, não exatamente o dia, mas o mês em que seu visto vai expirar.

Outros fatores fundamentais para garantir a sua empregabilidade na Irlanda: a permissão de trabalho, o visto e, em algumas profissões, a certificação. Crédito: depositphotos/VIPDesignUSA

Renovação de visto na Irlanda é bem simples. Crédito: depositphotos/VIPDesignUSA

A renovação do visto de estudante é uma das principais dúvidas dos E-Dubliners que pretendem estender a sua temporada na Irlanda.

O processo é bem similar ao de quando desembarcamos na Irlanda. No entanto, a principal diferença se deve ao fato de que não é necessário comprovar novamente os três mil euros na conta corrente.

Por onde começar?

O primeiro passo para a renovação do visto de estudante é se matricular em uma instituição de ensino irlandesa. De acordo com as reformas no setor, recentemente anunciadas pelo governo irlandês, a partir do dia 1º de outubro de 2015 apenas escolas de inglês presentes na ILEP, sigla para Interim List of Elegible Programmes, poderão emitir a carta de visto aos estudantes estrangeiros.

Se no seu caso a renovação deve ser realizada antes da emissão dessa lista, certifique-se de que a escola escolhida possua o Acels e forneça, em contrato, proteção aos alunos no caso de encerramento das atividades. Isso é um fator muito importante, já que a ministra da Educação irlandesa, Jan O’Sullivan,  anunciou a poucos dias que mais escolas devem fechar num futuro próximo.

Para quem pretende se matricular em um curso de educação superior, a lista das instituições autorizadas a emitirem o visto a estudantes já foi publicada e pode ser consultada aqui.

Documentos necessários

De acordo com o INIS (Irish Naturalisation and Immigration Service), para a renovação do visto de estudante também é necessário comprovar o mínimo de 80% de presença no curso anterior. Essa comprovação é realizada por meio de uma carta emitida pela escola onde você estudou.

Também é necessário um comprovante de matrícula da nova escola, informando que as taxas foram pagas em sua totalidade, assim como o seguro saúde, com cobertura mínima de 30 mil euros.

Como proceder?

Com toda a documentação e passaporte em mãos, basta ir até a imigração para tirar o seu novo cartão Irish Residence Permit- IRP e pagar a taxa de 300 euros.

Desde o dia 30 de setembro de 2015, o visto de estudante para alunos de cursos de inglês passou a ter a duração de 8 meses. Mesmo que seu visto antigo seja de um ano, quando você for renová-lo, vale a nova regra – 8 meses!

Os estudantes que tiverem menos de 80% de presença nas aulas do seu curso anterior ganharão apenas 3 meses de extensão do visto. Isso é feito para que o aluno consiga provar que está frequentando as aulas do novo curso. Após esse período é possível estender o visto para o restante do ano acadêmico, porém também é necessário pagar novamente a taxa de 300 euros para a retirada do novo IRP.

Quantas vezes posso renovar?

Estudantes matriculados em cursos de inglês podem renovar o visto mais duas vezes depois de seu visto inicial, num total de 3 ciclos do visto. Já no caso de alunos que resolverem aproveitar a temporada na Irlanda para investir em um curso de graduação ou pós, o limite máximo de permanência no país não pode ser superior a sete anos.

Tenho que renovar em outro curso de inglês?

Não necessariamente. Entretanto, com a reforma no sistema educacional para estudantes não europeus, cursos técnicos não dão mais direito ao visto de estudante.

A partir de agora, apenas cursos de graduação, pós, mestrado e doutorado presentes na ILEP dão direito a visto a estudantes estrangeiros que não queiram mais continuar estudante inglês.

Seja bem-vindo de volta a terra verde.

Como renovar seu visto de estudante na Irlanda?

A renovação do visto de estudante é uma das principais dúvidas dos E-Dubliners que pretendem estender a sua temporada na Irlanda.

O processo é bem similar ao de quando desembarcamos na Irlanda. No entanto, a principal diferença se deve ao fato de que não é necessário comprovar novamente os três mil euros na conta corrente.

Por onde começar?

Como renovar visto na Irlanda. Foto: creativeart | Freepik

Como renovar visto na Irlanda. Foto: creativeart | Freepik

O primeiro passo para a renovação do visto de estudante é se matricular em uma instituição de ensino irlandesa. De acordo com as reformas no setor, recentemente anunciadas pelo governo irlandês, a partir do dia 1º de outubro de 2015 apenas escolas de inglês presentes na ILEP, sigla para Interim List of Elegible Programmes, poderão emitir a carta de visto aos estudantes estrangeiros.

Se no seu caso a renovação deve ser realizada antes da emissão dessa lista, certifique-se de que a escola escolhida possua o Acels e forneça, em contrato, proteção aos alunos no caso de encerramento das atividades. Isso é um fator muito importante, já que a ministra da Educação irlandesa, Jan O’Sullivan,  anunciou a poucos dias que mais escolas devem fechar num futuro próximo.

Para quem pretende se matricular em um curso de educação superior, a lista das instituições autorizadas a emitirem o visto a estudantes já foi publicada e pode ser consultada aqui.

Documentos necessários

De acordo com o INIS (Irish Naturalisation and Immigration Service), para a renovação do visto de estudante também é necessário comprovar o mínimo de 80% de presença no curso anterior. Essa comprovação é realizada por meio de uma carta emitida pela escola onde você estudou.

Também é necessário um comprovante de matrícula da nova escola, informando que as taxas foram pagas em sua totalidade, assim como o seguro saúde, com cobertura mínima de 30 mil euros.

Como proceder?

Com toda a documentação e passaporte em mãos, basta ir até a imigração para tirar o seu novo cartão Irish Residence Permit- IRP e pagar a taxa de 300 euros.

Desde o dia 30 de setembro de 2015, o visto de estudante para alunos de cursos de inglês passou a ter a duração de 8 meses. Mesmo que seu visto antigo seja de um ano, quando você for renová-lo, vale a nova regra – 8 meses!

Os estudantes que tiverem menos de 80% de presença nas aulas do seu curso anterior ganharão apenas 3 meses de extensão do visto. Isso é feito para que o aluno consiga provar que está frequentando as aulas do novo curso. Após esse período é possível estender o visto para o restante do ano acadêmico, porém também é necessário pagar novamente a taxa de 300 euros para a retirada do novo IRP.

Quantas vezes posso renovar?

Estudantes matriculados em cursos de inglês podem renovar o visto mais duas vezes depois de seu visto inicial, num total de 3 ciclos do visto. Já no caso de alunos que resolverem aproveitar a temporada na Irlanda para investir em um curso de graduação ou pós, o limite máximo de permanência no país não pode ser superior a sete anos.

Tenho que renovar em outro curso de inglês?

Não necessariamente. Entretanto, com a reforma no sistema educacional para estudantes não europeus, cursos técnicos não dão mais direito ao visto de estudante.

A partir de agora, apenas cursos de graduação, pós, mestrado e doutorado presentes na ILEP dão direito a visto a estudantes estrangeiros que não queiram mais continuar estudante inglês.

Onde tirar o visto no interior da Irlanda

Imigração Irlandesa em Dublin

Imigração Irlandesa em Dublin

Com o passar dos anos, fazer intercâmbio na Irlanda deixou de significar viver essa experiência apenas em Dublin. O volume de estudantes aumentou e o número de escolas também. Assim, outras regiões do país também passaram a investir na recepção de estudantes internacionais.

Com isso, muitas pessoas perguntam se quem vai estudar em outros condados irlandeses terá que ir até Dublin para providenciar as questões burocráticas, como o depósito dos 3 mil euros exigidos, contratação do seguro saúde e outros detalhes. A resposta é NÃO!

Em Galway, Cork, Limerick, Carlow ou qualquer outra região do país, existe o famoso Immigration Office, que, na maioria das vezes, é uma salinha dentro da Garda Station (Unidade Policial). A super boa notícia é que nos demais destinos, pela demanda ser muito inferior a Dublin, o processo pode ser muito mais rápido, muita vezes não sendo necessário nem mesmo o agendamento. É claro que isso não é regra.

Em Ennis, na parte oeste do país, por exemplo, você precisa apenas ligar para o escritório da imigração e marcar a data. Em Limerick, o agendamento não é necessário, mas o atendimento a estudantes ocorre em dias específicos da semana.
Ou seja, onde quer que você esteja, assim que desembarcar na cidade se informe qual o processo para a solicitação do visto de estudante (Irish Residence Permit- IRP), para evitar transtornos e atrasos.

O que você precisará levar?

– Passaporte

Seguro Privado Irlandês ou o Seguro Governamental

– Comprovação dos 3 mil euros

– Carta da Escola comprovando o curso pago, incluindo a proteção ao estudante (Learner Protection)

– 300 euros, valor do cartão Irish Residence Permit- IRP

Vale lembrar que em Dublin, por conta da demanda crescente e das filas que se tornaram constantes, em 2016 foi lançado um sistema de agendamento online, sendo dispensável a ida sem marcação ao escritório da imigração. Para saber mais informações e o endereço dos escritórios em outros condados, basta clicar aqui.

Dupla cidadania: Será que você tem direiro a uma?

Como tirar a Cidadania Irlandesa?

O passaporte irlandês está no topo da lista dos mais valorizados do mundo, garantindo a entrada sem a necessidade de visto em 170 países. Nesse parâmetro, até que o documento brasileiro não faz feio, nos possibilitando a entrada em 146 países e ocupando a 19ª posição no ranking mundial.

Quem pode solicitar a cidadania irlandesa° Foto: Cafebeanz Company | Dreamstime

Nós já abordamos aqui como adquirir as cidadanias italianaespanhola e portuguesa. Portanto, dando continuidade à série, descubra hoje aqui quem tem direito a cidadania irlandesa.

Primeiramente é importante saber que existem três tipos de cidadania irlandesa, sendo por nascimento, pela descendência e também por naturalização. Veja como funciona cada uma delas:

Cidadania por nascimento

Neste caso são reconhecidas automaticamente como irlandesas crianças nascidas no território irlandês. No caso de filhos de estrangeiros nascidos aqui, a regra é válida desde que o pai ou a mãe também tenham nascido na Irlanda.

Cidadania por descendência

Filhos de pais irlandeses nascidos no exterior automaticamente possuem direito à cidadania irlandesa. No caso de quem possuir avós irlandeses, também é possível reivindicar a cidadania irlandesa. Para quem se enquadra nessa situação, o ideal é procurar a Embaixada Irlandesa ou o Consulado Irlandês em seu país de origem para dar início ao processo.

Para quem possui bisavós irlandeses, é possível solicitar a cidadania desde que um de seus pais tenham reivindicado e obtido a cidadania irlandesa antes do seu nascimento.

Qualquer cidadão nascido em solo irlandês, em que ambos os pais sejam estrangeiros, adotará a nacionalidade dos pais e não terá direito a nacionalidade irlandesa, de acordo com a lei que vigora desde 1 de janeiro de 2005.

Cidadania por naturalização

Não se encaixou nas duas situações anteriores? Então só lhe resta a possibilidade de adquirir a cidadania irlandesa por naturalização. Mas, enfim, quem pode ter esperanças?

Cidadãos não europeus que possuem visto de residência permanente no país podem aplicar para a cidadania irlandesa. Antes da aplicação é necessário ter 1 ano contínuo de residência no país e durante os 8 anos que precederam essa data é essencial ter cumprido o total de 1460 dias de residência na Irlanda (4 anos). Ou seja, no total é necessário ter 5 anos de residência reconhecida na Irlanda dentro de um período de 9 anos. O portal do  INIS (Irish Naturalisation and Immigration Service) disponibiliza nesse link uma ferramenta com a qual é possível fazer o calculo exato do seu período de residência no país.

Também estão entre os requisitos para se obter a cidadania irlandesa por naturalização a necessidade de ser maior de 18 anos, não possuir registro criminal ou a intenção de deixar o país.

Lembramos, aqui, que também podem solicitar a naturalização estrangeiros casados com irlandeses por um período superior a 3 anos, e que antes da aplicação para a cidadania tenham vivido ininterruptamente no país por, no mínimo, um ano. Antes desse período de 12 meses é preciso ter morado na Irlanda por, no mínimo, mais 2 anos e que após a naturalização ser concedida, a pessoa pretenda continuar morando no país.

Aí vem outra dúvida: tenho visto de estudante e moro na Irlanda há mais de quatro anos. Posso aplicar para essa cidadania? A resposta é não. Infelizmente, como já dissemos acima, só se enquadram nessa situação os estrangeiros que possuem visto de residência permanente no país.

Custos e prazos

O processo para aplicação da cidadania irlandesa é bem demorado e pode levar até 18 meses para que se obtenha uma resposta. Se aprovada, é possível aplicar para um passaporte irlandês imediatamente.

Para aplicar é necessário o pagamento de uma taxa de 175 euros. Após a solicitação aprovada, é necessário o pagamento de uma nova taxa para a obtenção do documento. Nesse caso, o valor varia de 200 a 950 euros. Todas as tarifas podem ser consultadas nesse link.

Recentemente o governo irlandês anunciou uma regra mais restritiva com relação ao requerimento da cidadania. A resolução indica que para aplicar para a naturalização irlandesa, o requerente terá que permanecer no país continuamente, ou seja, sem sair nem mesmo um dia, pelos 365 dias anteriores ao dia da aplicação. A determinação gerou grande polêmica e está em análise para uma possível alteração.

Contatos importantes

INIS (Irish Naturalisation and Immigration Service)

Formulários para aplicação de cidadania

Department of Foreign Affairs

Citizens Information

Irlanda pode mudar lei da cidadania de crianças nascidas no país

Professores e alunos se mobilizaram para ajudar o nigeriano Nonso a permanecer no país. Foto: The Journal

Professores e alunos se mobilizaram para ajudar o garoto Nonso a permanecer no país. Foto: The Journal

O Partido Trabalhista irlandês (Labour Party) afirmou nas últimas semanas que pretende apresentar uma proposta de lei que proporcione o direito automático a cidadania de crianças, filhas de pais estrangeiros, nascidas na Irlanda.

A iniciativa se dá após a ameaça de deportação de dois garotos, Eric Zhi Ying Xue, de nove anos e Nonso Muojeke, de 14 anos.

Nascido na Irlanda, e residente em Bray, Eric correu o risco de ser deportado para a China junto com sua mãe, após terem o pedido de residência na Irlanda negado. O caso mobilizou centenas de pessoas e uma petição com mais de 30 mil assinaturas pediu que a ordem de deportação fosse revogada.

No caso do nigeriano Nonso Muojeke, que vive na Irlanda desde os 2 anos de idade com a mãe e o irmão mais velho. A família teve pedido de asilo negado e uma ordem de deportação foi dada em junho deste ano. Após a mobilização de seus professores e colegas de escola em Tullamore, a família obteve o direito de permanecer legalmente na Irlanda.

Após o referendo de cidadania de 2004, as crianças nascidas na Irlanda só têm direito à cidadania automática se pelo menos um dos pais for cidadão ou tiver direito a ser. Por esse motivo, o Conselho de Imigrantes da Irlanda acredita que há centenas de crianças em situação semelhante à dos dois meninos.

Filhos de estrangeiras nascidas na Irlanda poderão ter direito à cidadania

De acordo com o Labour Party, as crianças nascidas na Irlanda, e aquelas que passaram a maior parte de suas vidas no país, não devem ser deportadas. Segundo o porta voz do partido, a situação atual em que os jovens têm que contar com a ajuda de políticos locais para fazer lobby em seu nome para ajuda-los a permanecer em seu próprio país não é sustentável nem justa.

Por outro lado, o ministro da justiça, Charlie Flanagan, afirmou nas últimas semanas que no momento não há planos de mudar a lei da cidadania para crianças cujos pais são estrangeiros. Sua justificativa é que as regras atuais foram aprovadas pela maioria dos irlandeses em referendo.

Referendo

Campanha não conseguiu evitar aprovação da 27ª emenda. Foto: The Journal

Campanha não conseguiu evitar aprovação da 27ª emenda. Foto: The Journal

Em 2004, foi aprovado um referendo sobre a 27ª Emenda à Constituição, que previa que as crianças nascidas na Irlanda, cujos pais são estrangeiros, não teriam mais direito constitucional à cidadania irlandesa.

Com isso, o direito a cidadania foi limitado àqueles que têm pelo menos um dos pais que residem legalmente no Estado há três dos últimos quatro anos. Na época foi alegado que a Irlanda era o único país da União Europeia a dar direito automático a cidadania e que abusos estariam ocorrendo.

Há relatos de casos de imigrantes de fora da Europa que embarcavam para a Irlanda nos últimos estágios da gravidez para terem filhos cidadãos da União Europeia.

Diante da situação, a votação de 11 de junho de 2004 foi aprovada por uma maioria de 79% dos votos e introduziu a 27ª emenda à constituição

Menores deportados

Regras da imigração não são claras. Foto: Zerbor | Dreamstime

134 menores foram deportados da Irlanda nos últimos 5 anos. Foto: Zerbor | Dreamstime

Nos últimos cinco anos o total de 134 menores de 18 anos foram deportados da Irlanda. Desse total, não se sabe exatamente quantos foram nascidos na Irlanda.

Atualmente existem 285 ordens de deportação contra menores residentes no país. Na maioria desses casos, o processo pode levar um longo período até que se chegue num consenso final.

Para o Conselho de Imigrantes na Irlanda, o atual sistema de registro de crianças migrantes é extremamente incerto e nenhuma orientação é publicada pelo INIS sobre permissões de residências que podem ser concedidas em casos particulares. Essa falta de clareza resulta em inconsistência nas permissões de migração concedidas a crianças. É justamente por esse motivo que o órgão pede que a lei seja alterada pelos parlamentares.

Tire suas dúvidas sobre a cidadania italiana

Quem pode tirar cidadania italiana?

Como tirar a cidadania italiana? © Mykhailo Polenok | Dreamstime.com

Já comentamos muitas vezes por aqui o quanto a vida na Europa fica mais fácil tendo um passaporte europeu. Pensando nisso, o E-Dublin inicia agora uma série de matérias sobre como se dá o processo de reconhecimento de algumas cidadanias europeias, a começar pela cidadania italiana.

Até que geração é possível requerer a cidadania italiana?

A cidadania italiana, embora demore certo tempo desde o início do processo até a aquisição, não possui limite de geração. Entretanto, é importante observar que a princípio não era possível que mães italianas passassem a cidadania aos seus filhos. Isso só mudou no dia 1° de janeiro 1948. Assim, filhos nascidos após essa data passaram a possuir o direito a requerer a cidadania.

Modalidades para reconhecimento de cidadania

Até que geração pode aplicar para a cidadania italiana? © Scyther5 | Dreamstime.com

Até que geração pode aplicar para a cidadania italiana? © Scyther5 | Dreamstime.com

Reconhecimento automático

– Filiação (sendo de pai para filho sem limite de geração e de mãe apenas para filhos nascidos a partir de 1948);

– Nascimento em território italiano, uma vez que um dos pais seja italiano;

– Reconhecimento de maternidade ou paternidade durante a minoridade do filho;

– Adoção, caso o adotado seja menor de idade. Sendo maior de idade deverá aguardar o período de 5 anos em território italiano e então proceder à aquisição da cidadania por naturalização.

Outras formas de adquirir a cidadania italiana

1. A cidadania italiana também poderá ser adquirida por matrimônio. Nesse caso, os requisitos exigidos são:

– O cônjuge estrangeiro deverá residir legalmente na Itália por pelo menos 2 anos após o casamento OU caso resida no exterior, poderá dar entrada na nacionalidade após 3 anos de casados. Os prazos são reduzidos à metade quando o casal tem filhos menores nascidos do casamentos ou adotados pelos dois cônjuges, conforme a Lei 94/2009;

– Validade do casamento; – Ausência de condenações penais; Ausência de obstáculos relacionados à segurança nacional.

2. Naturalização

Os requisitos para a aquisição da cidadania italiana por naturalização são:

– Dez anos de residência legal;

– Renda suficiente;

– Ausência de antecedentes penais;

– Renúncia à cidadania de origem (se for prevista). O número de anos pode ser reduzido nas seguintes situações:

– Para os descendentes de ex-cidadãos italianos por nascimento até o segundo grau e para os estrangeiros nascidos em território italiano o prazo será de 3 anos de residência legal;

– Para os cidadãos de um País pertencente às Comunidades Européias serão 4 anos de residência legal;

– Cinco anos de residência legal para os apólidas e os refugiados, assim como para os estrangeiros maiores de idade adotados por cidadãos italianos;

– Sete anos de residência legal para o afiliado de cidadão italiano; Por fim, não é solicitado nenhum período de residência para estrangeiros que tenham prestado serviço ao País por um período de pelo menos cinco anos, mesmo no exterior. *

Brasileiros relatam como foi o processo de reconhecimento

O brasileiro Breno Imenez, adquiriu a cidadania italiana recentemente devido seus trisavós serem italianos. Foto: Arquivo Pessoal

O brasileiro Breno Imenez, adquiriu a cidadania italiana recentemente devido seus trisavós serem italianos. Foto: Arquivo Pessoal

Breno Imenez, 29 anos, é Engenheiro de Produção e adquiriu a cidadania italiana recentemente. Em sua família, 4 trisavós eram italianos e foi a partir deles que se iniciou todo o processo, que só foi relativamente facilitado porque um primo possuía a certidão de nascimento de um desses quatro.

Em entrevista concedida ao E-Dublin, Breno destaca que “há duas formas de se obter a cidadania: uma é fazer o processo através do Consulado da Itália no Brasil; nesse caso, os custos são apenas de requerimento e traduções das certidões, por volta de 3 mil reais. Entretanto, leva-se, em média, 10 anos para se obter a cidadania. A outra forma é realizar o processo na Itália, mas nesse caso você precisará residir no país por um certo período, o que encarece.”

Algumas empresas de assessoria até se responsabilizam pela residência na Itália, mas este serviço poderá custar em torno de 7 mil reais. Todavia, vale lembrar que mesmo no caso de optar por dar entrada no processo na Itália, a legalização dos documentos deve ser feita ainda no Brasil.

Ele contratou uma assessoria especializada no assunto e optou pela segunda forma, já que levaria menos tempo. Considerando o início da tramitação até a aquisição da cidadania, Breno conta que decorreram apenas 5 meses, mas lembra que isso teve um custo de, aproximadamente, 13 mil reais.

É importante observar que os prazos para a aquisição da cidadania italiana variam, tanto quando solicitadas no Brasil quanto na Itália, de modo que torna-se impossível prever o tempo exato de cada de processo, restando apenas a especulação de prazos mínimos por parte de algumas empresas de assessoria com relação ao prazo para o reconhecimento da cidadania italiana no Brasil.

O processo poderá ser mais ou menos demorado em função da documentação que você apresentar. Se você não tiver nenhuma documentação, poderá levar muito mais de dez anos para finalmente obter a cidadania, pois terá que correr atrás de todas as certidões, traduzi-las, e isso tudo leva tempo.

A dica que Imenez deixa para os brasileiros que quiserem solicitar a cidadania italiana é que “contratem um assessor brasileiro que resida na Itália e tenha algumas boas referências, pois isso irá reduzir os custos de 18 mil para, aproximadamente, 13 mil reais”, que foi o que ele pagou. Ele também aconselha que “peçam para o assessor detalhar todas as etapas do processo no papel, pois isso reduzirá as chances de ‘surpresas’, visto que o processo não é tão trivial”.

Sempre importante encontrar conterrâneos que já passaram pelo processo de cidadania para tirar dúvidas. © Citalliance | Dreamstime.com

Sempre importante encontrar conterrâneos que já passaram pelo processo de cidadania para tirar dúvidas. © Citalliance | Dreamstime.com

Ricardo Martins, 24 anos, Designer Gráfico e autor do blog Livin’ la Vida Rick, fez todo o processo no Brasil, antes mesmo de embarcar rumo à Irlanda. Assim como Breno, ele também contou com a ajuda de um profissional especializado no assunto, mas com a sorte de o profissional ser seu primo, o que o isentou dos custos.

Ricardo conta que o seu único trabalho foi tirar umas certidões já no final do processo. Embora sua avó fosse italiana, a origem de todo o processo se deu nos bisavós, pois ela havia ido para o Brasil ainda bebê e o seu registro acabou sendo feito no Brasil, e não na Itália, país de seu nascimento.

Ele conta que o processo durou dez anos, de 2003 a 2013, e que isso se deu pelo fato de ele ser registrado no Consulado da Itália em São Paulo. Ele observa que se você é registrado em um Consulado, não pode utilizar outro no qual a demanda por cidadania seja menor.

A dica que o nosso segundo entrevistado deixa é que comece o processo o quanto antes, pois segundo ele, a cidadania europeia é um grande presente. “Facilita a vida na Europa 100%, pois nos dá todos os direitos que um cidadão europeu tem; não precisa comprovar visto, finanças nem nada. Aconselho a quem puder entrar pela Itália que o faça, pois pelo Brasil demora muito. Se não der pela Itália, entre pelo Brasil, pois é de graça e, apesar de demorar, uma hora sai. Pode vir muito tarde pra você, caso tenha que esperar 10 anos e esteja nos seus 20 e tantos anos, mas será ótimo para os seus filhos no futuro”, afirma.

Aconselhamos que consultem os órgãos competentes para informações mais detalhadas e precisas para casos concretos, pois buscamos focar em casos recorrentes de requerimento de cidadania italiana a fim de atender ao maior número de dúvidas possível.

* As informações foram consultadas junto aos órgãos legalmente competentes.

Tire suas dúvidas sobre a cidadania portuguesa

Dúvida de como tirar a cidadania portuguesa? foto: divulgação

Dúvida de como tirar a cidadania portuguesa? foto: divulgação

É descendente de portugueses e tem dúvidas se pode ou não requerer a cidadania portuguesa? O nosso artigo de hoje é o segundo da série sobre cidadanias europeias e foi escrito especialmente para você!

Quem tem direito à cidadania portuguesa?

Descendentes diretos, isto é: filhos, netos, bisnetos, etc, com a condição de que a cidadania passe por todas as gerações, ou seja, se o avô é português, para que o neto tenha direito, a cidadania deverá ser, primeiramente, requisitada pelo pai para que só então o filho tenha o direito a requerê-la. Assim, não há limite de geração para a obtenção da cidadania portuguesa, desde que todos estejam vivos e dispostos a requerê-la desde o cidadão naturalmente português até o membro mais novo. A este processo “linear” de obtenção dá-se o nome de aquisição por atribuição.

Porém vale ficar atento a uma mudança recente nas regras regras para descendentes de portugueses obterem nacionalidade. A mudança ainda será votada pelo Parlamento de Portugal, mas ela estabelece que netos de portugueses interessados em requerer o passaporte do país para seus filhos deverão ser obrigados a provar vínculo com clubes ou entidades ligadas ao governo de Portugal no Brasil para receber o benefício. Esta deverá ser uma das exigências para a outorga, aos netos, da nacionalidade de origem. Os filhos de quem obtiver esse status – ou seja, bisnetos de portugueses – poderão obter o passaporte português.

Quais são os benefícios de ter a cidadania portuguesa?

Ter a cidadania portuguesa significa ser cidadão português, automaticamente, europeu. Quer benefício melhor do que esse?

A partir do momento em que você tem o passaporte português em mãos, você poderá entrar e sair de qualquer país da União Europeia (UE) sem muita burocracia. Não dizemos “sem burocracia” pelo fato de o cidadão europeu ter que realizar um registro, geralmente junto à imigração, quando dá entrada num país diferente do qual é nacional – no caso deste artigo qualquer país da União Europeia que não Portugal -, com o intuito de permanecer por mais de 3 meses.

No registro o cidadão normalmente tem que informar se está dando entrada no país X ou Y por razões de estudo ou emprego, mas o custo, quando há, não costuma ser alto. Em Portugal, por exemplo, o custo do registro para cidadãos oriundos de outros países da UE é de 15 euros.

Além da entrada e saída facilitadas, uma vez tendo a cidadania você tem os mesmos direitos e deveres que os cidadãos europeus, o que significa dizer, por exemplo, que você terá o direito de pagar o valor que um europeu paga anualmente caso queira estudar em alguma universidade por aqui. Que tal?

Contrato um despachante ou faço todo o processo sozinho?

Se você tiver todos os documentos em mãos, o conselho é que faça o processo todo sozinho. Isso pelo fato de o Consulado de Portugal ser muito receptivo e comprometido com o esclarecimento de dúvidas, de modo que você será bem instruído se optar fazer todo o processo por conta própria. Além disso, vale observar que essa opção é significativamente mais barata do que contratar um despachante.

Ao optar por requerer a cidadania via Consulado, todo o processo será realizado no Brasil. Caso você não esteja no Brasil, poderá buscar auxílio junto à Embaixada de Portugal a fim de encontrar a melhor opção para o seu caso.

Aquisição por naturalização

Esse tipo de aquisição consiste na possibilidade de pular uma geração e é escolhido por aqueles requerentes cujo membro familiar da geração imediatamente anterior à sua não tem interesse em requerer a cidadania ou já faleceu. Embora pareça ser menos trabalhoso, optar pela naturalização em detrimento da atribuição significa abrir mão do direito de passar a cidadania à próxima geração e também gastar mais dinheiro, segundo alguns sites especializados no assunto.

Nacionalidade derivada; aquisição da cidadania por matrimônio

É importante observar que assim como os demais países, Portugal também concede a cidadania aos cônjuges de cidadãos portugueses, quando cumpridas todas as exigências feitas pelo Estado português para este fim. É importante observar que a cidadania só poderá ser passada ao cônjuge após três anos de casamento.

A aquisição por derivação, isto é, por casamento, impossibilita a transmissão da cidadania a filhos que no momento em que seja lavrado o registro da cidadania possuam 18 anos ou mais. Em contrapartida, aos filhos incapazes ou menores a nacionalidade é transmissível.

Impedimentos ao requerimento da cidadania por derivação

O artigo 9° da Lei da cidadania portuguesa prevê situações específicas de antes das quais o pedido poderá ser negado. São elas:

– Se não for possível identificar uma real ligação efetiva à comunidade nacional, que poderá ser comprovada por laços familiares mais próximos com nacionais portugueses de origem, mas também domicílio legal em Portugal, comunhão cultural, integração social, interesses diretos de natureza econômica (movimentações bancárias, investimentos, etc);

– Se houver condenação do requerente pela prática de crime punível com pena de 3 anos ou mais de prisão, segundo a lei portuguesa;

– Se o requerente estiver atuando em cargos públicos sem caráter predominantemente técnico ou prestando serviço militar não obrigatório ao Estado estrangeiro.

Obs.: O fato de preencher os requisitos de base ou de não se enquadrar em nenhuma das situações acima expostas não significa qualquer vinculação legal à emissão de parecer ou despacho favorável por parte do Governo Português.

Documentos, custos e prazos

Como documento é coisa séria e as leis podem sempre sofrer alterações, aconselhamos o interessado que antes de dar início ao processo busque a lista atualizada dos documentos necessários junto ao órgão competente, que é o Consulado de Portugal do seu estado de residência.

No site do Consulado de Portugal você também poderá encontrar as instruções de agendamento para a apresentação de toda a documentação para dar entrada no processo, bem como os contatos necessários.

Assim como os valores para a aquisição da cidadania italiana podem variar, os da cidadania portuguesa estão sujeitos à mesma impossibilidade de definição exata. Todavia, há sites que tabelam o valor de cada documento que possivelmente fará parte do seu processo.

O prazo para a aquisição da cidadania, assim como o valor a pagar, poderá variar. Alguns sites apresentam o tempo levado pelos últimos clientes, mas isso será sempre muito particular, pois dependerá do cumprimento, por parte do requerente, de todos os requisitos, bem como a apresentação de toda a documentação solicitada.

Em junho de 2018 uma nova medida anunciada pelo Governo Português alterou a lei, privilegiando os filhos de estrangeiros residentes no país por mais de dois anos. A partir de agora os nascidos em território Português terão direito a naturalizão por origem. Leia aqui para saber.

Contatos úteis:

Embaixada de Portugal na Irlanda

Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF)

Aconselhamos que consultem os órgãos competentes para informações mais detalhadas e precisas para casos concretos, pois buscamos focar em casos recorrentes de requerimento de cidadania portuguesa a fim de atender ao maior número de dúvidas possível.

Tire as suas dúvidas sobre a cidadania espanhola

Você é um daqueles que teve os olhinhos brilhando quando leu a notícia de que o governo espanhol havia liberado uma lista com sobrenomes que indicavam uma possível descendência espanhola? Infelizmente a notícia não passou de um boato, mas temos boas notícias para você, que está acompanhando a nossa série sobre cidadanias europeias!

Assim como as cidadanias italiana e portuguesa, a espanhola também permite, além da opção de aquisição por descendência, a obtenção da cidadania de outras maneiras, como a permanência legal em território espanhol por dois anos, que poderá ser reduzida para um ano caso o seu cônjuge seja espanhol.

Ficou curioso?

Leia atentamente o nosso artigo e fique por dentro dos requisitos para iniciar o processo de obtenção da cidadania espanhola!

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Crédito: Copa do mundo Brasil

Quem tem direito a requerer a cidadania diretamente?

Espanhóis de origem

Recebem esse nome os filhos de pai ou mãe espanhola, filhos de estrangeiros que tenham nascido em território espanhol, desde que um dos pais tenha nascido também na Espanha ou que haja algum impedimento de que o filho tenha a nacionalidade de origem dos pais. Neste último caso, a criança recebe a nacionalidade espanhola porque a constituição não permite que um indivíduo seja apátrida.

São ainda considerados espanhóis de origem as crianças cujos pais são desconhecidos e menores de 18 anos adotados por um cidadão espanhol. Após completar a maioridade, o indivíduo terá o prazo de dois anos para manifestar o interesse em continuar com a cidadania.

Outros casos

Nacionalidade por residência

Para solicitar a naturalização, o estrangeiro deverá ter residido legalmente e ininterruptamente em território espanhol por dez anos. Esse prazo deve ser imediatamente anterior à entrada no processo. Todavia, o tempo pode ser diminuído nas seguintes situações:

1. Para pessoas que tenham obtido a condição de refugiado o prazo passa a ser de cinco anos;

2. Para os nacionais dos países iberoamericanos, Andorra, Filipinas, Guiné Equatorial, Portugal ou pessoas de origem sefardí (judeus expulsos do território espanhol cerca de 500 anos atrás) o prazo passa a ser de dois anos;

3. Para pessoas que tenham nascido em território espanhol, outros que estejam sob a tutela de um cidadão espanhol por, no mínimo, dois anos consecutivos, cônjuges de espanhóis que estejam residindo junto ao seu parceiro em território espanhol na condição de casados por, no mínimo, um ano, viúvo(a) de cidadão espanhol, desde que no momento da morte do parceiro os dois não estivessem separados e filhos ou netos de cidadãos espanhóis nativos o prazo passa a ser de um ano.*

Fazer por conta própria ou contratar um despachante?

Assim como as outras cidadanias, você poderá optar por uma ou por outra opção. Entretanto, optar pelo serviço do despachante implicará sempre um gasto maior já você será cobrado pelo serviço prestado. No entanto, para quem possui uma vida atribulada, contratar um serviço especializado pode ajudar, e muito, durante o processo.

Se for fazer tudo sozinho economizará no bolso, mas terá que lidar com todos os detalhes do processo, e isso pode ser desgastante quando não se conhece os meandros. Se você tem disponibilidade e paciência, vale uma visita ao site do Consulado da Espanha no Brasil, onde você poderá encontrar  informações sobre todas as etapas para solicitação da cidadania espanhola.

A boa notícia é que o trâmite para a obtenção da cidadania não possui custos diretos. O que acontece, muitas vezes, é que o interessado precisará providenciar documentos vindos da Espanha, o que acaba criando taxas e valores no processo.

Para quem optar pelo despachante; no Brasil cobra-se, em média, R$800 pelo auxílio profissional.

Outra facilidade para quem pretende solicitar a cidadania espanhola no Brasil é que não há a necessidade de traduções para a língua espanhola. Basta enviar a documentação exigida e esperar que o consulado entre em contato indicando as etapas seguintes.

Aconselhamos que consultem os órgãos competentes para informações mais detalhadas e precisas para casos concretos, pois buscamos focar em casos recorrentes de requerimento de cidadania espanhola a fim de atender ao maior número de dúvidas possível.

* As informações foram consultadas junto aos órgãos legalmente competentes.

Tive um filho na Irlanda: Ele é irlandês?

“Not all children born in Ireland are automatically Irish citizen?”

Brasileiros que tenham filhos nascido na Irlanda, não são irlandeses. Foto: Reprodução

Brasileiros que tenham filhos nascido na Irlanda, não são irlandeses. Foto: Reprodução

Está aí uma pergunta que volta e meia chega no Forum E-Dublin.

São relatos de brasileiras que, durante o intercâmbio, acabaram engravidando e pensam que automaticamente terão um herdeiro Irish, mas a coisa não é bem assim.

“If you were born in Ireland and your parent(s) were Irish citizens, then you are also an Irish citizen.”

Verdade e mentira. A coisa não é tão simples como parece. Isso porque até 2004, toda e qualquer criança, independentemente da nacionalidade dos pais, uma vez nascidas na Irlanda eram, por nascimento, irlandesas. Mas isso mudou quando, por meio de um plebiscito, os irlandeses decidiram restringir a nacionalidade por nascimento. Desde então, são considerados irlandeses apenas aqueles que tenham nascido na Irlanda e tenham como um dos pais, um cidadão irlandês. Filhos de brasileiros serão registrados como Brazilian Citizens.

Em que casos crianças nascidas na Irlanda são irlandesas?

De acordo com a Irish Nationality and Citizenship Acts 2004:

– Por nascimento e/ou naturalização: quando um dos pais possui nacionalidade irlandesa;

– Quando um dos pais possui residência legal no país por mais de três anos;

– Quando uma criança nasce sem uma nacionalidade (no caso de refugiados), impossibilitando-o de adquirir a nacionalidade de seu país de origem.

Como assim?

Tudo tem uma razão de ser e a determinação passou a existir após anos e anos de abusos cometidos por estrangeiras, principalmente oriundas dos países africanos, que desembarcavam na Irlanda praticamente no último estágio da gravidez para dar a luz a um “irlandesinho”. A prática tornou-se comum e o governo irlandês decidiu, junto com o povo, extinguir a ação executada pelas estrangeiras.

Meu filho tem certidão de nascimento irlandesa. Isso significa que ele é irlandês?

Errado, pois a certidão de nascimento é apenas um documento que oficializa o nascimento de uma criança, ou seja, não necessariamente determina a sua nacionalidade. Observem que estamos falando especialmente da Irlanda. Em outros países a lei local pode ser diferente.

Em suma, sobre a certidão, o documento pode ser emitido por uma instituição irlandesa, mas tendo pai e mãe brasileiros, a criança será brasileira.

Visto de Estudante x Gravidez

A maior parte dos brasileiros que moram na Irlanda são portadores do visto de estudante (Stamp 2), ou seja, possuem permissão de residência, mas não possuem a autorização de residência permanente.

Gestantes que se encontrem nessa situação (Stamp 2), não são reconhecidas enquanto cidadãs com residência permanente, logo, o filho nascido na Irlanda não receberá a cidadania por nascimento. Ele será, assim como os pais, um Brazilian Citizen.

“Certain residence is not reckonable, including unlawful residence, residence granted for the purpose of study and periods where there was a provisional permission to reside granted pending determination of an asylum application.”

E quando um dos pais é irlandês?

Sendo a mãe ou o pai cidadão irlandês, o seu bebê poderá, sim, adotar a nacionalidade irlandesa, assim como poderá adotar a nacionalidade brasileira também. No entanto, o processo não é automático. Você precisará que o pai/mãe cumpra com os procedimentos legais, apresentando os documentos necessários, juntamente com os da criança, para depois ser emitido o passaporte europeu do herdeiro.

O pai do meu filho é irlandês, mas não estamos mais juntos

Essa é outra pergunta bem comum, então vamos entender mais sobre ela.

Antes de mais nada, você precisa ter uma relação amigável com o cidadão irlandês, já que a sua permanência no país dependerá diretamente da boa vontade dele para providenciar os documentos, garantindo o documento europeu à criança.

Uma vez que o seu filho obtenha a nacionalidade e o passaporte, você consequentemente poderá aplicar para o Stamp 4, de acordo com a lacuna deixada pelo Caso Zambrano, que assegura que todo o incapaz deve, por direito, ter o convívio do seu pai/mãe no país de sua nacionalidade. Ou seja, você receberá o direito de permanecer na Irlanda.

Vale salientar que o E-Dublin não é especialista no assunto e a nossa proposta é apenas orientar de acordo com as informações disponíveis nos órgãos responsáveis. Aconselhamos aos interessados no assunto que se informem nos postos de imigração ou mesmo em instituições de apoio ao imigrantes.

Links Úteis

NASCIRELAND

CITIZEN INFORMATION 

NON EUROPEAN PARENTS

INIS

INIS NATURALIZATION

Rael Pimenta
Rael Pimenta, Mineira, casada, mãe de dois meninos, jornalista por formação, empreendedora, amante de viagens e causos da vida real. Apaixonada pela Irlanda desde 2011, quando desembarcou na Ilha para um intercâmbio.

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