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Caroline Rodrigues postou em 30 set 2016

Você está no Brasil, possui um trabalho estável, porém necessita aprender um novo idioma para acompanhar o ritmo econômico do país? Trabalha em uma empresa sul americana ou com negócios em países onde o espanhol é presente? Sempre quis sair do Brasil para estudar e interagir com outras culturas, mas não pode se ausentar por longos períodos? Tem umas economias guardadas e pretende investir na capacitação linguística a curto período, mas sem ter que despender grandes quantias? – Se você se encaixa em um desses perfis, aprender o espanhol pode ser uma boa saída para você.

Apesar de não ter a mesma demanda que o inglês, o intercâmbio para aprender espanhol ganhou força nos últimos anos e tem atraído dois tipos de estudantes: aqueles que optam pelos países vizinhos, da América do Sul, em busca do famoso “bbb” (bom, bonito e barato), e os que almejam o berço da língua, a Espanha.

Costumam investir no idioma, pessoas antenadas com o cenário político e econômico, tendo em vista que o espanhol é o terceiro idioma mais falado no globo, atrás apenas do mandarim e do inglês. Outro fator que motiva o aprendizado, é a posição geográfica do Brasil. Aqui, quem tem a capacidade de entender, falar e ouvir em espanhol, consegue ter ascensão no mercado de trabalho devido às relações do Mercosul.

Basta olhar nos sites de emprego para constar a demanda por profissionais que falem esse idioma, nos setores de Educação, Relações Internacionais, Comércio e Hotelaria.

América do Sul sem cerimônias

Foto: Shutterstock

Buenos Aires, Argentina. Foto: Shutterstock

Nada de vistos ou exigências criteriosas. O acordo com o Mercosul permite o livre trânsito dos brasileiros nos países integrantes. E se você não tem passaporte, não tem problema. A Carteira de Identidade (RG) pode ser usado em território vizinho. Mas, fique atento ao período da estadia, que não pode ultrapassar 90 dias. Passou disto, o visto é necessário.

Os países mais procurados pelos intercambistas são a Argentina e o Chile. Ambos possuem escolas conceituadas, cujos valores são semelhantes aos praticados nas de intercâmbios de inglês. A vantagem está no custo de vida nas terras sul-americanas, no fato da moeda brasileira ser forte no continente e no valor das passagens, bem mais acessíveis.

Conforme um orçamento emitido no início de setembro deste ano, o intercâmbio para a Argentina por três (3) meses, custa R$ 8.861,45 e para a Espanha, R$ 11.169,95. O valor considera duas semanas de acomodação, escola e seguro saúde.

Trabalho pode ser um ponto negativo

Comparando com os principais destinos de intercâmbio pelo mundo, apostar em aprender espanhol nos países vizinhos sai muito mais em conta, porém, quando o assunto é o mercado profissional e de trabalho, a coisa já muda um pouco de figura.

É evidente que a crise econômica tem afetado alguns países do Mercosul nos últimos anos e impactado de forma negativa nas ofertas de trabalho, bem como remunerações, que são pouco atrativas, principalmente para quem não tem o domínio do idioma.

Caso você consiga ser a exceção e ache uma oportunidade bacana, fique atento às exigências legais do governo, que deverá conceder uma autorização de trabalho antes de você iniciar a atividade. Geralmente, elas acontecem após o futuro empregador emitir uma carta.

Outro ponto importante é a revalidação de diploma, que pode ser realizada em algumas áreas, principalmente na de Saúde. Vale lembrar que o governo tem autonomia para estabelecer as exigências do processo.

Espanhol na Espanha?

Foto: Shutterstock

Barcelona, Espanha. Foto: Shutterstock

Quem decide ir para Europa aprender o idioma, geralmente opta pela capital da Espanha, Madri, ou as cidades de Sevilha e Salamanca. Em todas, as belezas naturais, históricas e as possibilidades de passeios são incontáveis. Fora o fato de estar em uma posição privilegiada para visitar outros países sem gastar muito.

A diferença maior está no perfil dos interessados, tendo em vista que Madri é um centro cosmopolita muito badalado. Já as outras duas, tem todo o charme de cidades do interior.

Para quem pensa em trabalhar e estudar, a situação não é promissora. O país não permite o visto para estudo e trabalho para os estudantes de idiomas, como acontece em países como a Irlanda, por exemplo. Porém, quando se está fazendo capacitação em uma área específica, por período superior a seis meses, existe a possibilidade de fazer estágios de até 20 horas semanais, mas eles nem sempre são remunerados.

O interessado na viagem deve buscar informações no consulado da Espanha e sair do Brasil já com visto específico. São exigidos 1 mil euros de movimentação mensal para cada mês que o intercambista ficar no país.

Revisado por Tarcísio Junior
Imagens via Shutterstock
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Sobre o Autor


Caroline Rodrigues estudou Jornalismo na Universidade Federal de Mato Grosso e trabalhava em Cuiabá, onde perambulou por vários veículos de comunicação e assessorias de imprensa por 13 anos. Depois de tomar um café e conversar com amigos, achou que estava engaiolada e resolveu encarar um intercâmbio depois dos 30.

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