Intercâmbio na Irlanda: o guia definitivo (2020)

Intercâmbio na Irlanda: o guia definitivo (2020)

Rubinho Vitti

2 meses atrás

Seguro Viagem

Sabia que é obrigatório ter um seguro viagem para ir pra Europa?

Cada vez mais o intercâmbio na Irlanda tem aparecido nas buscas de brasileiros que querem estudar e trabalhar no exterior. Isso porque a Ilha recebe intercambistas do mundo inteiro, principalmente para estudar inglês, e oferece a oportunidade de trabalho durante o período de permanência.

Na Irlanda, os intercambistas podem vivenciar uma cultura completamente diferente, já que os irlandeses são muito bons em preservar tradições, além de enaltecer suas raízes artísticas e de seus patrimônios.

Mas fazer intercâmbio na Irlanda pode ser uma experiência ainda mais interessante. Sabe por quê?

O E-Dublin é o maior portal sobre a Irlanda para brasileiros. São milhares de artigos sobre intercâmbio na Irlanda, além de vídeos, podcasts e cursos online. Com todo esse conteúdo, vamos explicar tudo sobre como morar, trabalhar e estudar na Irlanda.

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Como é estudar na Irlanda?

Morar fora do País é uma verdadeira experiência de vida.© Vasyl Dolmatov | Dreamstime.com

Fazer intercâmbio na Irlanda é muito mais que estudar, mas viver uma nova experiência. Foto: Vasyl Dolmatov/Dreamstime.com

Estudar um idioma em outro país é muito diferente das aulas em instituições de ensino no Brasil. Muitas vezes, por mais tempo de cursinhos de inglês que alguém possa ter feito, ao chegar a um local onde os nativos falam o idioma é desafiador.

Não será apenas durante as três ou quatro aulas diárias que o estudante vai treinar o inglês, mas durante todo o dia. Por isso, intercâmbio é sinônimo de imersão.

Mas como é estudar inglês na Irlanda? É sensacional, pois, além do idioma, a imersão também acontece no estilo de vida, tanto dos irlandeses como da própria comunidade de estudantes. As moradias estudantis, os tipos de trabalho, os passeios, a política, a economia, etc., etc., etc…

Vamos mostrar um pouquinho de cada coisa neste artigo, ressaltando que fazer intercâmbio na Irlanda é muito mais que aprender inglês.

Qual tipo de visto vou precisar para fazer intercâmbio na Irlanda?

Os intercambistas de países não europeus precisam de um visto para permanecer na ilha por mais de três meses. No caso de quem viaja para a Irlanda com o intuito de aprender inglês, o visto é conhecido como Stamp 2 (ou carimbo 2).

Ele dá direito até oito meses de estadia, sendo seis deles com obrigatoriedade de, pelo menos, 15 horas semanais de estudo, e possibilita 20 horas de trabalho por semana durante o curso ou 40 horas por semana durante os dois meses extras (geralmente, no verão).

O visto Stamp 2 pode ser renovado até duas vezes, possibilitando a permanência na Ilha por, até, dois anos. Para isso, o intercambista deve estar matriculado em uma escola de inglês autorizada pelo governo.

Se a ideia é estudar durante menos de três meses, o intercambista permanece na ilha como turista, mas não terá o direito de trabalhar. Outros vistos possibilitam a permanência em diferentes ocasiões, como vistos de trabalho ou para aqueles que fazem pós-graduação, etc. Você pode ler sobre todos os vistos emitidos na Irlanda aqui.

Para conseguir o visto de estudante, o intercambista vai precisar de:

  • passaporte com validade de, pelo menos, 6 meses após a data de volta para o Brasil;
  • comprovante de pagamento do curso de inglês de 25 semanas (Carta da escola);
  • comprovante de 3 mil euros (quantidade necessária para se manter aqui durante esse tempo, de acordo com o governo irlandês);
  • comprovante de residência;
  • seguro-saúde;
  • 300 euros (valor cobrado pelo visto).

Quem pode estudar e trabalhar na Irlanda?

Brasileiros podem trabalhar e estudar na Irlanda com o visto de estudante Foto: Filipe Frazao/Dreamstime.com

Como mencionado, os intercambistas têm o direito de trabalhar na Irlanda conforme o visto Stamp 2, que permite 20 horas semanais durante seis meses de curso e 40 horas semanais nos dois meses de “férias”.

Tendo a possibilidade de trabalhar, o desafio em si é encontrar um emprego. Com 20 horas semanais, as empresas oferecem funções mais básicas. Por isso mesmo, os intercambistas encontram os chamados “subempregos”, em geral, nas áreas de hotelaria, restaurantes, pubs, etc.

Dentro dessa linha, não é difícil encontrar um emprego ao desembarcar na Ilha. Afinal, a Irlanda não sofre com desemprego. Os dados de 2019 mostram que o desemprego teve uma média de 4,8%, mais baixo que o ano anterior, que foi 5.5%. Apostar em certificações pode, ainda, ajudar a fomentar o currículo e conseguir uma vaga melhor.

Leia também: Como é trabalhar e estudar na Irlanda?

Empregos mais comuns entre intercambistas na Irlanda

  • Pubs e restaurantes — São várias as possibilidades de empregos na área de pubs e restaurantes. O “kitchen porter” é um dos mais comuns entre as primeiras funções. Nada mais é que o “lava pratos” (ou panelas, talheres, copos, etc.). Outro clássico é o garçom ou “food runner” (que tem a função de levar o pedido até a mesa). O “floor staff” é quem retira os pratos, copos e talheres sujos das mesas, uma espécie de ajudante do garçom. Entre outras muitas funções.
  • Limpeza (cleaner) — O trabalho de “cleaner” tem muitos aspectos diferentes na Irlanda, desde a limpeza de escritórios até mesmo a “diarista”, limpando casas e apartamentos. É comum também o emprego de “housekeeper”, arrumando e limpando quartos de hotéis.
  • Trabalho como babá (aupair) — Uma área explorada pelos intercambistas é a de “child minder” ou “aupair”. Em ambos os casos, o sexo feminino é mais comum para este tipo de vaga. Há opções como morar no serviço, onde a babá trabalha por mais horas e geralmente é mais bem remunerada, ou ter um trabalho fixo por hora. Em outros casos, as babás são pagas apenas para levar as crianças na escola e buscar ou para passar um tempo enquanto os pais não podem ficar em casa.
  • Cuidador de cães — Sabe aquele emprego que, muitas vezes, vemos em filmes americanos, com um jovem levando um monte de cães para passear? Pois é, isso é muito popular na Irlanda, onde há sites específicos para se cadastrar, oferecendo o serviço de cuidador de pets.
  • Cuidador de idosos  Muito popular e necessário na Irlanda, esse emprego pode render uma boa renda, mesmo para estudantes. Como uma parcela significativa da população irlandesa é de idosos, há uma demanda por cuidadores. Claro que quanto mais experiência os candidatos tiverem, mais fácil de conseguir uma vaga. Por isso, enfermeiros intercambistas têm mais chance. Mas também há vários cursos de cuidadores disponíveis na ilha e que podem ser a porta de entrada para esse tipo de trabalho.
  • Contabilidade — Dos trabalhos em escritórios, a contabilidade é um dos que mais contratam estudantes (20 horas semanais). Com a grande demanda de serviço, muito pela quantidade de empresas existentes na ilha, principalmente Dublin, é possível conseguir uma vaga, mesmo sendo estudante.

Dá pra sobreviver com 20 horas semanais?

Essa é a pergunta de 10 milhões de dólares. Será que é possível viver trabalhando meio período na Irlanda? A resposta é sim. Com salário mínimo valendo 10,10 euros, 20 horas semanais rende um salário mensal bruto de 808 euros.

É claro que isso vai depender muito do tipo de vida que o intercambista leva, além do conforto na acomodação e do objetivo final.

O custo de vida em Dublin, por exemplo, é mais caro. Mas tomando a capital como exemplo e calculando a média de gastos de um intercambista, podemos somar:

  • Aluguel: 350 euros
  • Contas da casa (energia, internet e gás): 30 euros
  • Supermercado: 100 euros
  • Transporte: 80 euros
  • Total: 560 euros

Isso significa que sobram 220 euros para gastos gerais com outras coisas como diversão e viagens.

Critical Skills: uma forma de conseguir um visto de trabalho na Irlanda

Muitos intercambistas que se apaixonam pela Irlanda vão atrás de uma forma de se manter na ilha. Sem contar a cidadania europeia, que alguns conquistam por conta da árvore genealógica italiana, portuguesa ou outra, uma forma mais eficaz é conseguindo um visto de trabalho.

Para isso, é preciso conseguir um emprego que está listado nas chamadas “critical skills”. São habilidades que estão em falta na mão de obra da ilha e para as quais o governo aceita estrangeiros para o trabalho, oferecendo uma permanência estável no país.

A lista com todas as “critical skills” é atualizada frequentemente. Por tradição, ela abrange muitas funções na área de TI (Tecnologia da Informação).

Vale a pena fazer intercâmbio na Irlanda?

A resposta para essa pergunta pode ser muito pessoal, mas, em geral, a resposta é uma só: vale muito! O intercâmbio é uma forma de amadurecimento, seja profissional, seja pessoal. Não dá para sair de uma experiência de intercâmbio sentindo zero mudança de postura, comportamento ou pensamento.

Muito além do idioma, o aprendizado em viver fora do país pode ser um diferencial para a carreira e para as ambições do futuro. Quer dizer, tudo depende de como o intercambista vai resolver essa questão dentro de si. Por isso, repito, é algo muito pessoal.

A Irlanda segue como um ótimo destino para estudar inglês, seja pelo potencial de suas escolas, seja pela possibilidade de estudar e trabalhar. Ou, ainda, pela cultura e pelas belas paisagens. Ou seja, há muitas vantagens em se fazer intercâmbio na Irlanda. É só encontrar aquela que lhe dê um ânimo ainda maior para vencer qualquer barreira e embarcar.

Quanto custa fazer intercâmbio na Irlanda?

Para saber quanto custa fazer intercâmbio na Irlanda é preciso seguir alguns passos, o que depende de cada caso e do valor do euro em reais. Foto: Sezer Ozger/Dreamstime.com

Para chegar ao país, o intercambista vai gastar em torno de R$ 45 mil, mas isso depende da cotação do euro na época. Por isso, é preciso colocar na ponta do lápis o preço para fazer um intercâmbio na Irlanda.

Parece fácil, mas o valor pode alterar muito, e a gente explica o motivo. Primeiramente, uma agência de intercâmbio pode cobrar diferentes valores para os pacotes. Isso vai depender do tipo de acomodação que você escolher para quando chegar à Ilha ou a escola que deseja cursar.

Outra variável importante é a cotação do euro. Em 2020, o valor da moeda ultrapassou os 6 reais várias vezes. Vamos trabalhar com esse valor, chutando alto. Lembrando que, além de agência, escola e passagem aérea, é preciso seguro-saúde, comprovar ter 3.000 euros na hora de tirar o visto de estudante no país, além de taxas governamentais, o que inclui o valor do cartão IRP.

Média de gastos para fazer um intercâmbio na Irlanda:

  • Pacote de 6 meses de curso de inglês: R$ 15 mil (incluindo 20 horas semanais de aula e duas semanas de hospedagem)
  • Documentação: 300 euros para registro do IRP (R$ 1.800)
  • Passagem aérea: varia entre 600 e 1.000 euros (R$ 3.600 a R$ 6.000)
  • Seguro-saúde: cerca de R$ 3.000 (por um período de 8 meses)
  • Comprovação de renda: 3 mil euros necessários na comprovação da imigração (R$ 18 mil)
  • Extras: é bom levar uns 500 euros (R$ 3.000) a mais para adversidades que podem acontecer no primeiro mês no país
  • Total estipulado: R$ 45 mil

Intercâmbio na Irlanda: um ano ou um mês?

O tempo de estudo durante o intercâmbio na Irlanda pode depender das necessidades do intercambista. Foto: One Photo/Dreamstime.com

Quem opta por fazer intercâmbio na Irlanda não precisa necessariamente ficar oito meses na ilha. Existem opções de cursos rápidos de dias e semanas, por exemplo, os chamados “Short-Term Language Students”. E se a ideia for ficar menos de três meses estudando, não é necessário visto de estudante.

O governo é enfático: “Você não precisa de um visto para ir à Irlanda para estudar, por exemplo, para aprender inglês ou irlandês, ou para estudos culturais por até 90 dias e realizar outras atividades turísticas”.

Como turista, como qualquer pessoa fora da UE que entra na Irlanda para visitar o país, é possível ficar até três meses na Ilha. Ou seja, você pode fechar um curso de inglês por até 90 dias. Ao chegar à Irlanda, você já deve estar com o curso pago.

Existe intercâmbio na Irlanda gratuito?

Não tem dinheiro, mas quer fazer intercâmbio mesmo assim? Não é impossível. Se o seu objetivo não é o inglês, mas, sim, o Ensino Superior, existem vários programas de bolsas de intercâmbio para a Europa. Em alguns deles a Irlanda está inclusa. Além disso, a própria Ilha oferece possibilidade de estrangeiros que vivem fora da UE estudarem de graça no país com financiamento do próprio governo.

Vale reforçar que as bolsas, no entanto, não são para intercambistas que visam estudar inglês, mas para universitários ou estudantes de pós-graduação. O Departamento de Educação e Aprendizado e o HEA (Highter Education Authority), por exemplo, ofereceram 60 bolsas de estudo de um ano, no valor de 10 mil euros, além da gratuidade do curso, para o ano letivo 2020/2021.

Em 2018, esse programa de bolsas já havia contemplado 12 estudantes brasileiros. Nos anos anteriores, entre 2012 e 2017, foram mais de 50 bolsas concedidas a estudantes brasileiros.

Qual a melhor cidade para fazer intercâmbio na Irlanda?

É quase impossível responder a essa pergunta. Por quê? Porque cada cidade ou região da Irlanda tem suas peculiaridades, e isso depende muito do que o intercambista busca.

Claro que a capital Dublin é a mais cara, com um custo de vida alto, apesar de oferecer melhores oportunidades de emprego. Mas optar por cidades distantes dos grandes centros urbanos pode baratear o aluguel e auxiliar na convivência mais profunda com a cultura e a comunidade irlandesa.

Levantamos as cinco principais cidades do interior da Irlanda que os brasileiros mais escolhem para fazer intercâmbio:

Galway
Essa cidadezinha fofa (também nome de condado), localizada no Oeste da ilha, é a segunda escolhida pelos brasileiros para intercâmbio na Irlanda. Com um potencial turístico alto, é também oportunidade de emprego na Ilha. A cidade é toda artística, por isso mesmo foi escolhida como a Capital Europeia da Cultura 2020. A cidade também é um polo universitário Irlandês, atraindo jovens e estudantes.

Limerick
A cidade se encontra na região centro-oeste da Irlanda, no estuário do rio Shannon, na província de Munster. Limerick é um polo estudantil e um centro econômico bem movimentado. Por isso, tornou-se um destino recomendado para os estudantes que buscam uma cidade com as chances de conseguir um emprego mais rápido, pois há menos concorrência na cidade pequena. Você também encontrará diversos bares, além de cervejarias, castelos e museus.

Cork
A segunda mais importante cidade da Irlanda apresenta uma infraestrutura completa de lojas, restaurantes e cafés, além de ter ótima mobilidade, o que é excelente para os intercambistas que escolhem a cidade como destino. Localizada nos pântanos às margens do rio Lee, Cork é ideal para quem tem interesse pelas oportunidades de trabalho.

Dun Laoghaire
Além da vantagem de se morar pertinho do mar, você pode curtir as diversas lojas e comércio locais, ou então aproveitar os aconchegantes cafés das ruas tranquilas de Dun Laoghaire, no condado de Dublin. Opções não faltam, já que a cidade conta com cerca de 220 lojas, cafés, restaurantes e pubs, todos localizados a menos de 10 minutos um do outro. Ah, e também fica pertinho do centro da capital irlandesa, uns 25 minutos de trem.

Bray
A cidade costeira fica localizada no condado de Wicklow e tem fronteira com Dublin. Bray é pequena, possibilitando que os intercambistas e visitantes conheçam bastante o lugar, que conta com muitos festivais e atividades para entreter quem está por lá. Outra vantagem de fazer intercâmbio em Bray é o de continuar perto de Dublin. Com o Dart, chega-se à capital em pouco mais de 40 minutos.

Leia também: Como planejar o seu intercâmbio na Irlanda para 2021?

Como é fazer intercâmbio em Dublin?

A capital irlandesa é a mais procurada pelos brasileiros na hora de escolher fazer um intercâmbio na Irlanda. É claro! A maior cidade da Ilha é também o nome do condado mais populoso. Ou seja, há bons motivos para escolher essa cidade linda.

São mais de 1,5 milhão de pessoas vivendo em todo o território. É também casa para grandes hotéis, restaurantes, pubs e outros estabelecimentos, o que auxilia, e muito, na busca pelo emprego. Entre as multinacionais, a cidade é sede de empresas como HP, Dell, Dropbox, Facebook, Google, Yahoo!, Twitter, PayPal e IBM.

Leia também: Conheça Dublin: a capital da Irlanda

Dublin também tem a maior quantidade de escolas de inglês, algo que ajuda na escolha como destino de intercâmbio. Sem contar os inúmeros pubs, baladas, teatros, ou seja, uma cena cultural incrível.

Há problemas, como o preço do aluguel e a dificuldade de encontrar moradias, algo que gerou uma crise de acomodação. O transporte é eficiente, mas também não é tão barato. Uma passagem de ônibus custa 3 euros e ir e voltar de Luas (o trem urbano da cidade) pode chegar a 5 euros. Ou seja, nem tudo são flores. Saiba tudo sobre como morar em Dublin no nosso artigo especial.

Intercâmbio na Irlanda: dicas

Muitas vezes, o modo mais fácil de aprender sobre intercâmbio é seguir dicas simples, mas essenciais. Que tal umas dicazinhas básicas sobre intercâmbio na Irlanda?

Dicas para intercâmbio na Irlanda:

Intercâmbio na Irlanda com filho é possível?

Trazer os filhos para um intercâmbio com visto de estudante não é possível. Foto: Inna Zhukova/Dreamstime

Na verdade, não. Um estudante com visto Stamp 2 não tem direito de trazer consigo um dependente. Segundo o INIS (Irish Naturalisation and Immigration Service), só podem levar seus filhos para morar na Irlanda aqueles que tiverem os tipos de visto Stamp 3, dependente ou cônjuge de cidadão europeu ou de alguém que apresente o visto permanente, Stamp 4 (Visto de Permanência), além de quem tenha cidadania europeia.

Por isso, se estiver nos seus planos estabelecer-se no país com a família, vale reavaliar em que condições isso pode ser feito e quais os caminhos legais para a sua estadia e a da sua família acontecer com tranquilidade. Se, por acaso, o intercambista tiver cidadania europeia ou for casado com um europeu, a história é outra. A gente inclusive conversou com mães brasileiras que têm filhos na Irlanda.

Como buscar uma agência para fazer intercâmbio na Irlanda?

Uma das maneiras mais fáceis e ágeis na hora de tomar a decisão de fazer intercâmbio na Irlanda é fechar um pacote com uma agência especializada. Elas têm como objetivo facilitar os trâmites legais para intercambistas. É como uma ponte entre o aluno e a escola de inglês ou com o governo irlandês, além de auxiliar na abertura de conta em banco, a primeira moradia, na busca por emprego, etc.

Algumas delas oferecem vantagens como reforço nas aulas de inglês, passeios pela Irlanda, atividades entre estudantes, etc. Por terem muitos contatos, as agências diversas vezes barateiam os custos de cursos e, até, de passagens aéreas. A gente contou um pouco neste artigo como escolher uma boa agência de intercâmbios.

Claro que toda agência é uma empresa comum e problemas podem acontecer, como falência e fechamento. Por isso, é importante pesquisar muito antes de fechar negócio e entender seus direitos caso contratos sejam quebrados.

Como encontrar a melhor escola para o intercâmbio na Irlanda?

Escolha da escola ideal é uma das principais dúvidas dos futuros intercambistas. Foto: Rawpixelimages | Dreamstime

Se a ideia é fazer intercâmbio sem o auxílio de uma agência, ou mesmo com uma, um intercambista deverá também escolher qual escola de inglês cursar. O desafio é grande, já que são inúmeras as instituições de idiomas no país, cada uma com especificidades, métodos de ensino diferentes e valores.

A primeira coisa a se saber é se a escola faz parte da lista de escolas que o governo irlandês autoriza para entrar nas regras de intercâmbio. Ela é atualizada frequentemente. Por isso, é importante ficar de olho na última atualização.

Outra dica é averiguar se a escola é parte da MEI (Marketing English in Ireland), a associação de escolas de idiomas regulamentadas na Irlanda. Mais de 90% dos estudantes internacionais que aprendem inglês na Irlanda estudam com uma escola membro do MEI. A associação é uma forma de garantir excelente qualidade. Todas as escolas são inspecionadas antes de se tornarem membros do MEI, e a associação é uma das mais ativas do setor.

Outros pontos para levar em conta na escolha de escolas de inglês na Irlanda:

  • Professores nativos
  • Classe com diversidade de nacionalidades
  • Atividades extra-curriculares (sessões de cinema, cursos específicos, aulas de reforço, etc.)
  • Material didático bom
  • Quantidade de alunos por sala

A experiência real de quem já estudou em uma instituição é uma outra forma de entender se aquela é mesmo a escola ideal. Buscar grupos em redes sociais de intercambistas que atualmente cursam ou já cursaram aulas na escola pode ser um diferencial na escolha.

Leia também: Como planejar o seu intercâmbio na Irlanda: Escolha da Escola

Universidade como forma de intercâmbio na Irlanda

Trinity College é uma das mais tradicionais universidades irlandesas. Foto: Aitor Muñoz Muñoz/Dreamstime

Para aqueles que já têm inglês fluente e, ainda assim, buscam morar no exterior, a opção pode ser por uma universidade. Para isso, é preciso provar a fluência apresentando um certificado de proficiência (IELTS, TOFL, etc.).

Ingressar em um curso superior na Irlanda pode ter as mesmas regras para estrangeiros que escolas de idioma, com a possibilidade de estudar e trabalhar, mas com visto de estudante válido pelo tempo que durar o curso.

A principal diferença é o preço, já que as faculdades na Irlanda são pagas e custam ainda mais caro para imigrantes de países não europeus.

Na Irlanda, as principais faculdades são Trinity College, Dublin City University, Dublin Institute of Technology, University College Dublin, na capital irlandesa; além da National University of Ireland, em Galway; University College Cork, em Cork; University of Limerick, em Limerick; entre muitas outras.

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Rubinho Vitti
Rubinho Vitti, Jornalista de Piracicaba, SP, vive em Dublin desde outubro de 2017. Foi editor e repórter nas áreas de cultura e entretenimento. Também é músico, canceriano e apaixonado por arte e cultura pop.

Stock Photos via Dreamstime
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