Intercâmbio na Irlanda

Intercâmbio na Irlanda

Larissa Fontes

3 semanas atrás

O maior evento sobre a Irlanda no Brasil

Entre as diversas opções para um intercâmbio, de curto ou longo prazo, muita gente escolhe a Irlanda como destino. Mas quais são os motivos para isso? Quais as vantagens de estudar inglês na Ilha Esmeralda? Neste guia, você vai encontrar todas as informações que precisa sobre intercâmbio na Irlanda.

Conheça a Ilha Esmeralda

Conheça um pouco mais sobre as vantagens de estudar inglês na Ilha Esmeralda. © Sjankauskas | Dreamstime.com

Conhecida pelas paisagens verdes, histórias místicas e pelos inúmeros pubs, a Irlanda é a terceira maior ilha da Europa e oitava maior do mundo. Dentro dos seus 70.274 km², encontram-se mais de 4,7 milhões de pessoas e milhares de anos de história.

O território total da Ilha é dividido entre dois países diferentes: a República da Irlanda, à qual nos referimos apenas como Irlanda e a Irlanda do Norte. Os dois países se separaram em 1921, quando a República declarou independência da terra da Rainha e se juntou aos países da União Europeia em 1973. Portanto, a moeda oficial da Ilha Esmeralda, como é conhecida a Irlanda, é o Euro.

A capital da Irlanda é Dublin, a cidade mais populosa do país, com cerca de 1,4 milhões de habitantes. Dublin é também o destino mais visado entre os intercambistas que escolhem a Ilha para estudar inglês. Mas não é o único. Outras cidades como Galway, Cork e Limerick também entram na lista dos intercambistas e oferecem diversas opções de escolas.

Seja na capital, seja nas regiões interioranas, cada canto da Irlanda tem seu charme que esbanja belezas naturais, cultura e história, além de modernidade, facilidades e evolução de um país de primeiro mundo. Conheça um pouco mais do que a Ilha tem para oferecer:

Natureza e muita história

A visita ao Cliffs of Moher é imperdível. © Federica Violin | Dreamstime.com

De acordo com a Failte, a Autoridade Nacional de Desenvolvimento e Turismo da Irlanda, o “Cliffs of Moher” está no pódio dos pontos turísticos mais visitado de 2018 e não surpreende ninguém. Com 8 km de extensão e falésias que chegam a incríveis 214 metros de altura, os penhascos formam um paredão natural contra o oceano e um dos cenários mais belos da Ilha.

Leia também: Conheça o Cliffs of Moher de forma rápida e segura 

Outro queridinho dos “tour guides” é o Powerscourt House and Gardens, um palácio lindíssimo com jardins impecáveis que já foi cenário de vários filmes como O Conde de Monte Cristo e Rei Arthur. A mansão tem 68 cômodos, foi construída no século XVII e ostenta diversas espécies de flores que ornamentam a área externa.

E na mesma região, há poucos quilômetros do Palácio, encontra-se a maior cachoeira da Irlanda, a Powerscourt Waterfall. Com 121 metros de altura, ela é perfeita para aqueles que curtem fazer uma trilha e aproveitar o dia bem pertinho da natureza.

Leia também: 12 jardins imperdíveis na Irlanda para curtir a primavera

Quem aí é fã de história, castelos e mosteiros? Notícia boa para você também. A Irlanda está recheada de construções históricas, até mesmo na capital, a região mais urbanizada do país. O Dublin Castle, localizado no coração de Dublin, é a prova disso. Sem falar na Catedral de St. Patrick’s, que conquistou a sexta posição na lista dos mais “turistados”.

Pubs, pubs e mais pubs

Fachada do icônico The Temple Bar, um dos pubs mais conhecidos da capital irlandesa. © Attila Tatár | Dreamstime.com

Quem vem pra Irlanda já tem que aprender a pedir uma pint. Afinal, são mais de 7 mil opções diferentes de pubs na Ilha. Só em Dublin, são quase 800. O mais famosinho deles, o The Temple Bar, fica localizado na região de mesmo nome e atrai milhares de turistas que garantem um clique na frente de sua fachada vermelha icônica.

E é claro que você não vai conhecer os pubs sem pedir uma Guinness, a cerveja local mais famosa. Que tal também conhecer a fábrica dela? Aparentemente é o que os turistas mais gostam de fazer por aqui. A visita à Guinness Store House é simplesmente a campeã dos pontos mais visitados em 2018. Mais de 1 milhão e 700 mil turistas passaram por lá.

St. Patrick’s Day

Por outro lado, a época que mais atrai gente do mundo todo para a Irlanda é, definitivamente, a semana do St. Patrick’s Day. Dias antes do tão aguardado 17 de março, a cidade já começa a se movimentar e ganhar todos os tons de verde possíveis. A celebração ao padroeiro do país é supertradicional, com direito a desfile, banda e muitas festas.

Proximidade com outros países + companhias Lowcost = viagens

Como a Irlanda faz parte da União Europeia, é muito fácil viajar para os mais variados destinos no continente. Por sorte, também estamos pertinho de uma das principais companhias aéreas de baixo custo, a irlandesa RyanAir, que tem seu hub central em Dublin. Isso significa voos com preços impressionantes (muitas vezes por menos de 15 euros) para destinos como Liverpool, Londres, Paris, Bruxelas e tantos outros. Eurotrip!!

Quanto custa um intercâmbio na Irlanda?

Dentro das opções de intercâmbio de língua inglesa, a Irlanda é um dos destinos mais acessíveis. © Designer491 | Dreamstime.com

Gostou do que viu sobre a Irlanda até agora, não é mesmo? Calma que o intercâmbio na Ilha ainda oferece mais vantagens. O custo é uma delas. Dentro das opções de países que têm como idioma oficial a língua inglesa, como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá, a Irlanda está entre os mais baratos para estudar.

Além disso, as escolas apresentam programas de curta, média e longa duração, perfeito para quem tem apenas 1 mês de férias e quer dar um up no inglês ou para aqueles que querem mergulhar de cabeça e viver aqui por mais de 6 meses.

O preço do curso vai depender de cada escola. As mais caras geralmente oferecem um maior mix de nacionalidade dentro da sala de aula. Estima-se que um intercâmbio de 1 mês na capital Dublin, incluindo curso + visto, seguro saúde, acomodação por 4 semanas + taxas sai, em média, por R$ 4.500 (passagem aérea não inclusa).

Já o curso de média duração dispõe de 3 meses de aula e fica em torno de R$ 8.500, incluindo o curso + visto, seguro saúde, acomodação por 12 semanas + taxas e sem passagem aérea.

Mas é o intercâmbio de 6 meses que faz a Ilha brilhar os olhos dos intercambistas. Estamos falando do visto de estudante, o Stamp 2. Ele dá permissão ao intercambista para trabalhar meio período (20 horas semanais, exceto no verão, quando é permitido o trabalho integral) durante os seus estudos.

Esse é, portanto, o mais caro dos programas. Isso porque, além dos custos do curso de inglês, visto, seguro saúde e passagem aérea, o governo irlandês exige que o estudante comprove a quantia de 3 mil euros na imigração. O montante corresponde, de acordo com a autoridade irlandesa, ao valor necessário para se manter na Ilha pelo período do visto.

Sendo assim: curso de 25 semanas + visto, seguro saúde, acomodação temporária de 2 semanas + taxas sai por uma média de 10 mil reais, sem contar com as passagens aéreas. Incluindo os 3 mil euros, algo em torno de 15 mil reais, o intercâmbio de 6 meses na Irlanda fica mais ou menos R$ 25.000.

O visto de estudante oferece mais 2 meses de férias para o intercambista. Dessa forma, a estadia total que o Stamp 2 garante na Irlanda é de 8 meses de duração. Ele pode ser renovado até 2 vezes, e a comprovação dos 3 mil euros não é exigida nas renovações de visto. A única exigência extra na hora de renovar é que o estudante tenha, pelo menos, 85% de presença nas aulas do curso anterior.

Precisando de orçamento para o seu intercâmbio na Irlanda? Comece por aqui! 

Qual é o custo de vida na Irlanda?

Salário mínimo e poder de compra são grandes atrativos da Irlanda.  © Ovydyborets | Dreamstime.com

Salário x Custo de Vida

Vamos entender um pouquinho como funciona na prática a vida de quem mora aqui. Começando pelo salário mínimo do país que é um dos melhores da Europa, 9,80 euros por hora trabalhada. Mas e o custo de vida?

Basicamente, os principais custos do estudante durante o intercâmbio na Irlanda são:

  • Aluguel
  • Contas (energia, lixo, gás)
  • Transporte
  • Internet (celular)
  • Compras de supermercado

Vamos falar um pouquinho sobre cada um delas e a média de quanto você vai gastar por mês. Começando pelo mais caro, o aluguel. Ele é um dos grandes inimigos de quem vem tentar a vida na Irlanda e dos próprios irlandeses.

O país passa por uma crise imobiliária, na qual os valores cobrados pelos landlords beiram o absurdo e batem recordes a cada ano. De acordo com o site Daft.ie, o preço médio do aluguel na Irlanda é de 1.403 euros.

Encontrar um casa para morar durante o intercâmbio e com um preço bacana, portanto, não é uma tarefa fácil. Principalmente na capital Dublin, onde a média do aluguel de uma casa atualmente é de 2.044 euros.

Leia também: O custo de vida na Irlanda 

As vagas são superdisputadas, mas não é impossível. Basta estar disposto a sair de verdade da zona de conforto e se permitir dividir quarto com mais pessoas. A dica é entrar no maior número de grupos no Facebook chamados “Classificados Dublin”. Sempre tem alguém passando vagas, e uma dessas certamente vai chegar perto das suas expectativas e do seu orçamento.

Supermercado

Por outro lado, o poder de compra aqui é um ponto positivo. Tesco, Lidl, Aldi e Supervalu são os principais mercados daqui e oferecem basicamente tudo que você precisa para garantir o menu da semana. Confira alguns preços das prateleiras:

  • Litro de leite: €0,75
  • Pão de forma: €0,69
  • Queijo (250g): €1,10
  • Pizza congelada (pepperoni): €0,61
  • Carne moída (600g): €5,00
  • Ovos (dúzia): €1,99
  • Macarrão (1kg): €0,94
  • Arroz (1kg): €0,99

Porém, como nem tudo é perfeito, comer fora pode pesar e muito no seu bolso. Nos restaurantes brasileiros, por exemplo, não se come por menos de 9 euros. Nos estabelecimentos tradicionalmente irlandeses, onde você encontra o famoso Irish Breakfast (café da manhã irlandês) e o Fish and Chips, um almoço sai por volta de 13 euros.

Transporte

Com o Leapcard, o cartão de estudante, é possível economizar bastante no transporte público em Dublin. © Drx | Dreamstime

Quando o assunto é mobilidade, a capital Dublin oferece 3 opções de transporte público, são eles: Dublin Bus, o ônibus amarelinho de 2 andares; o Luas, o trem de velocidade reduzida que percorre a cidade; e o Dart, o transporte ferroviário que acessa mais regiões.

A passagem de ônibus aqui é cobrada conforme o trajeto percorrido, ou seja, você paga valores diferentes dependendo do ponto que descer. O valor máximo, referente ao ponto final, é de 3 euros.

Se você tem um Leap Card, o cartão de estudante, primo gringo do “bilhete-único”, você paga 20 euros por semana e usa quantas vezes quiser. Se você precisar pegar o Luas ou o Dart o valor sobe para 30 euros semanais.

Lembrando que Dublin é uma cidade preparada para os ciclistas, e o serviço Dublin Bikes é um incentivo para isso. Pagando 20 euros por ano (isso mesmo) você pode alugar as bicicletas em qualquer um dos pontos espalhados pela cidade.

Leia também: Quanto você vai pagar pelo transporte público em Dublin

Plano de internet móvel

As principais empresas telefônicas na Irlanda são: Three, Lyka, Tesco Mobile e Vodafone. A mais queridinha entre os brasileiros é a Three, isso porque o custo mensal é de 20 euros com internet ilimitada.

Lembrando que é superimportante estar conectado à internet, principalmente nos primeiros dias, quando é inevitável se perder por aí e se tornar dependente do Google Maps. Vale a pena investir em um número internacional, mesmo que a maioria dos lugares (inclusive dentro do ônibus) ofereçam Wi-fi gratuito.

Qual é a melhor época para fazer intercâmbio na Irlanda?

Umas das primeiras dúvidas que surgem na fase do pré-intercâmbio é “qual é a melhor época para chegar à Irlanda?”. Muita calma nessa hora, futuro intercambista. É preciso levar em conta uma série de fatores antes de comprar a sua passagem.

Uma delas é, inclusive, o preço da passagem. A época do ano pode influenciar e muito o valor das tarifas aéreas. De acordo com o Skyscanner, um dos principais sites de venda de passagens, a baixa temporada é o inverno europeu, e os preços são significativamente mais baixos que no verão.

Outro ponto importante a se considerar é o clima. Predominantemente frio, o clima na Irlanda está longe de ser atrativo. Porém, os primeiros meses do ano são os mais gelados, chuvosos, com fortes ventos e, até mesmo, com chance de neve.

Se você não quer um choque tão grande, talvez seja melhor planejar o embarque para depois de abril, quando a primavera já começa a esquentar um pouquinho a Ilha. E quem chegar em junho e julho já vai encontrar uma Irlanda bem rara de se ver, porém apaixonante.

O sol se põe por volta das 10 da noite e o dia rende que é uma beleza.Também vale avisar que é durante o verão que o visto de estudante permite o trabalho full time, ou seja, 40 horas semanais. Além disso, os summer jobs bombam aqui na Irlanda, gerando mais oportunidades de trabalho, já que o horário comercial se estende um pouco.

Por outro lado, o inverno também traz boas chances. Com as festas de fim de ano se aproximando, novembro e dezembro são meses em que diversas lojas e restaurantes aumentam o número de vagas temporárias.

Resumindo, toda época tem seus prós e contras. Vale a pena se organizar direitinho para poder chegar naquela que você mais deseja.

Precisando de orçamento para o seu intercâmbio na Irlanda? Comece por aqui! 

Onde fazer intercâmbio na Irlanda? Capital x Interior

Dublin

O destino mais procurado pelos brasileiros que desejam estudar na Ilha. Com aproximadamente 1,3 milhões de habitantes, Dublin é a área mais urbanizada e turística do país. É lá onde está localizada a fábrica da Guinness, a cerveja mais tradicional do país, o Temple Bar, um dos pubs mais icônicos, o Dublin Castle, entre tantos outros pontos imperdíveis.

Se você vem de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, entre outras, Dublin é o mais próximo de “cidade grande” que você vai encontrar na Irlanda. E por ser o destino mais procurado, é também a cidade onde onde brasileiros estão mais concentrados. Se sua intenção é mergulhar de cabeça na cultura irlandesa, que tal dar uma olhada nas próximas opções que vamos citar agora?

Galway

Quem procura ter uma experiência mais interiorana e viver a cultura “irish” mais de perto, talvez Galway seja uma boa opção. Extremamente charmosa, a cidade fica a 3 horas de carro de Dublin e é considerada um dos grandes pólos universitários da Ilha.

É bem menor que Dublin e você não escuta português tão frequentemente. Se você escolher fazer intercâmbio na cidade da “Galway Girl” de Ed Sheeran, vai encontrar um lugar encantador, cheio de natureza, belas paisagens e rodeado de praia.

Leia também: Como é viver na cidade de Galway, na Irlanda? 

Cork

É a segunda cidade mais populosa da Irlanda e atrai cada vez mais intercambistas. Isso se deve ao fato de Cork ter importantes instituições de ensino e oferecer uma boa infraestrutura para os estudantes.

É lá onde fica o Butter Museum, que conta a história da manteiga, o International Museum of Wine e também a St. Ann’s Church, igreja de 1722. Vale mencionar que a cidade vem atraindo cada vez mais investimento de multinacionais, muito bom para quem busca o intercâmbio com experiência de trabalho.

Leia também: Quanto custa viver em Cork? 

Limerick

Escolhendo Limerick, você vai fugir de vez do óbvio e mergulhar de cabeça na cultura irlandesa. Menos explorada pelos intercambistas do que os destinos anteriores, a cidade é um verdadeiro achado.

Fundada pelos vikings, ela respira história, mas também oferece toda a mobilidade e facilidade das cidades mais movimentadas. Você não vai ficar longe da capital e vai ter toda a qualidade de vida do interior.

Leia mais: 5 cidades para fazer intercâmbio na Irlanda

Conheça o clima irlandês

Quase sempre nublado, o céu de Dublin não esconde que o clima é de chuva, baixas temperaturas e muito vento. © Barry32 | Dreamstime.com

Não dá para fingir que esse tópico não é importante. O clima irlandês é tão característico que, muitas vezes, é a primeira coisa que vem à mente quando se ouve falar em Irlanda. Predominantemente cinza e chuvoso, quem estiver pensando em vir para cá já deve adquirir uma capa de chuva.

Isso porque nem sempre um simples guarda-chuva é capaz de dar conta. Afinal, venta muito por aqui. O termômetro mostra sempre temperaturas abaixo das que estamos acostumados no Brasil. Mesmo no verão, o máximo que você vai vivenciar é algo em torno de 20 graus.

O inverno, por outro lado, não castiga tanto quanto outros países da Europa. Mas é bom avisar: o frio é certo, muitas vezes com temperaturas abaixo de zero. A diferença é que aqui na Ilha é muito raro nevar. É importante estar preparado para uma mudança brusca.

Leia também: O Guia completo do clima na Irlanda 

Como é o sistema público de saúde na Irlanda?

Outro aviso importante para quem deseja morar na Irlanda é em relação ao sistema público de saúde daqui. Se você é desses que acham que na Europa tudo funciona bem, temos uma notícia ruim. A Saúde na Ilha é um ponto crítico, e é preciso ficar atento.

Ao procurar uma consulta médica na Irlanda, seja qual for a razão, você primeiro será encaminhado para um GP, General Practitioner, o que seria um Clínico Geral no Brasil. Somente depois disso você será direcionado para um médico especialista. Nessa brincadeira, você não desembolsa menos de 50 euros, fora os exames e procedimentos.

Caso você precise ser atendido com emergência, prepare-se para se sentir no Brasil. O sistema público pode ser facilmente confundido com o SUS, enfrentando longas filas e um atendimento muitas vezes de baixa qualidade. Nos hospitais privados, você paga algo em torno de 100 euros para dar entrada.

É altamente recomendada a contratação de um seguro saúde, principalmente para aqueles que têm alguma condição de saúde, como alergia, problemas respiratórios ou suscetíveis a resfriados. Há uma série de doenças comuns na Irlanda, principalmente no inverno, e a saúde não deve ser negligenciada.

Leia também: Tudo sobre o sistema público de saúde na Irlanda 

O que é preciso para estudar inglês na Irlanda?

Seja por conta da facilidade do visto, da possibilidade de viajar pela Europa, pela permissão para trabalhar legalmente no país, a Irlanda está entre os destinos mais procurados pelos intercambistas.

Alguns ficam só 8 meses, outros fazem o possível para esticar mais um pouquinho a estadia na Ilha. Vamos ver como funciona o visto de estudantes e as opções oferecidas aos estudantes.

O Stamp 2 é o visto que concede ao estudante de língua, além de 8 meses de estadia na ilha, a permissão para trabalhar meio período (20 horas semanais), exceto no verão, quando é permitido trabalhar full-time (40 horas). No entanto, para conseguir esse carimbo, é preciso cumprir uma série de exigências feitas pelo governo irlandês, saiba quais são:

  • Passaporte com validade de, pelo menos, 6 meses após a data de volta para o Brasil
  • Comprovante de pagamento do curso de inglês de 25 semanas (Carta da escola)
  • Comprovante de 3 mil euros (quantidade necessária para se manter aqui durante esse tempo, de acordo com o governo irlandês)
  • Comprovante de residência
  • Passagem de volta
  • Seguro Saúde
  • 300 euros (valor cobrado pelo visto)

O agendamento do visto é feito online pelo site da Imigração. O site do INIS disponibiliza os “appointments”, como o agendamento é chamado aqui, até 10 semanas para frente do dia que você acessa o site.

É importante ficar bem atento a esse detalhe quando for agendar, isso porque, quanto mais perto da data da sua viagem, menos vagas vão aparecer por lá. Geralmente, elas aparecem entre as 6h e 7h da manhã e 10h e 11h30 (horário da Irlanda).

Para renovar como estudante de inglês, o processo é o mesmo, exceto a comprovação dos 3 mil euros que deixa de ser necessária. Por outro lado, uma exigência passa a ser feita: para ganhar mais 8 meses o estudante deve ter tido presença acima de 85% no curso anterior. O estudante só pode renovar 2 vezes.

Leia também: Como renovar seu visto de estudante na Irlanda

Ensino Superior na Irlanda

Trinity College, em Dublin, conhecida por sua excelência e localizada no coração da capital. © Chon Kit Leong | Dreamstime.com

Para continuar por aqui depois da última renovação, a saída é investir em um curso de nível superior. Infelizmente, o valor da anuidade dos bacharelados, mestrados e doutorados para não-europeus são geralmente mais salgados do que para europeus.

Entretanto, o governo irlandês tem se mostrado cada vez mais interessado em manter os estudantes de inglês por aqui, qualificá-los e inseri-los no mercado de trabalho. Uma prova disso é o recente Graduate Scheme, também conhecido como Stamp 1G, que oferece aos graduandos a permissão de trabalhar por até 2 anos aqui na Ilha depois do fim do curso.

Leia também: Ensino Superior na Irlanda: Por onde começar? 

Para aplicar para uma universidade na Irlanda como estudante estrangeiro, é necessário comprovar um certo nível de proficiência em inglês. Geralmente as instituições exigem que o candidato tenha realizado o IELTS, e cada curso vai pedir uma pontuação específica. A Irlanda tem universidades reconhecidas no mundo todo por sua excelência, entre elas está a Trinity College of Dublin, a University College of Cork e a UCD, University College of Dublin.

Trabalhar na Irlanda: abertura do mercado profissional para estrangeiros

Ao longo do intercâmbio, muitos brasileiros alimentam a esperança de conseguir um visto de trabalho por aqui e, com ele, a permissão de residência. Recentemente o Departamento de Business Enterprise and Innovation divulgou as números referente à emissão de vistos de trabalho para não-europeus na Irlanda. E adivinha só.

Os brasileiros estão no topo da lista! Foram 917 work permit emitidos para brasileiros somente esse ano (até o mês de agosto). O número ultrapassa o registrado durante todo ano de 2018. Um ótimo sinal.

O governo irlandês tem se mostrado de braços abertos para receber profissionais estrangeiros qualificados. O DBI também aumentou a lista de profissões consideradas “Critical Skills” esse ano, o que significa mais chances de conseguir um visto de trabalho aqui na Ilha.

As Critical Skills são as profissões que estão em falta na Irlanda. A lista completa de todos os profissionais requisitados está disponível no site do DBI. As mais recentes áreas em alta são as de construção, esportes e transportes.

Lembrando que a área de Tecnologia da Informação continua bombando por aqui, visto que a nossa querida Ilha Esmeralda se tornou casa de empresas como Apple, Google, Facebook entre tantas outras gigantes do ramo.

Para aplicar conseguir a tão sonhada vaga de trabalho na Irlanda é preciso ter um bom nível de inglês, além de outras exigências do governo, são elas:

  • Salário anual mínimo que atinja 30 mil euros (salários menores do que isso até são aceitos, mas mediante exceções do governo)
  • Você precisa estar dentro das exigências da Highly Skilled Elligible Occupations List, as areas autorizadas para mão de obra estrangeira
  • Você precisar ficar por pelo menos 12 meses nessa empresa


Nós preparamos um Guia completíssimo com todas as informações que você precisa saber sobre como conseguir um visto de trabalho na Irlanda. Nele você encontra mais detalhes, incluindo o General Work Permit, que também é outro tipo de visto para estrangeiros trabalharem na Ilha e garantirem a permissão de residência.

Brasileiros na Irlanda

A Irlanda é um país extremamente multicultural. Nas ruas, é possível ouvir diversos idiomas e sotaques se misturando com o inglês dos nativos. Isso reforça a ideia de que o país está de fato de braços abertos para receber estrangeiros.

Mensurar isso em números não é tarefa fácil, afinal, o último Censo é de 2016 e de lá pra cá muita coisa já mudou. Tem gente que vem e volta e tem uma galera que chega para ficar de vez.

De acordo com os dados da última pesquisa do CSO, 13.640 brasileiros residiam na Irlanda naquele ano. Se esse número aumentou ou diminuiu, não temos como saber exatamente, mas ele vem crescendo consideravelmente a cada Censo. Sem contar com os brasileiros com dupla cidadania e residem aqui como cidadãos europeus. E são muitos.

Muitos brazucas vem para a Ilha como intercambistas e conseguem visto de trabalho. Outros aplicam do Brasil mesmo e já embarcam com a vaga garantida. Outros conseguem a sonhada fluência na língua, terminam a jornada, retornam para o Brasil ou para outro canto do mundo.

Não é impossível migrar definitivamente para a Irlanda, inclusive, tem se tornado cada vez mais comum ouvir histórias de sucesso. No ano de 2017, o E-Dublin realizou um evento em parceria com a CI Intercâmbios para contar a história de vários brasileiros que alcançaram o sucesso profissional aqui na Ilha. Você consegue encontrar todas as palestras e se inspirar no canal do E-Dublin no Youtube.

Leia também: É verdade que só tem brasileiro na Irlanda? 

A Irlanda para quem quer ficar de vez

Residir na Irlanda, mesmo sem dupla cidadania, está mais fácil. © Berndneeser | Dreamstime.com

A Irlanda tem se tornado muito além de um destino para intercâmbio. O país se consolidou como uma opção para quem quer se estabelecer e tentar a vida fora do país de origem. Para aqueles que tem dupla cidadania o caminho fica livre, basta apenas ter vontade para fazer as malas e se mudar.

Mas para os estrangeiros o caminho também está cada vez mais tranquilo. O mercado profissional irlandês está constantemente procurando se abastecer com profissionais qualificados, que sejam especialistas em alguma das áreas críticas. Desta maneira, a possibilidade de vir para a Irlanda com um Work Permit nas mãos, sem precisar passar pelo processo do intercâmbio é uma realidade cada vez mais concreta.

Outra boa notícia que o governo da Irlanda nos deu em 2019 foi em relação aos cônjuges ou parceiros de portadores do visto de trabalho. Agora eles também podem trabalhar na Ilha. Antes, aqueles que portavam Stamp 3, ou seja, o visto de cônjuge, eram proibidos de adentrar o mercado de trabalho irlandês, ficando dependentes de seus parceiros.

Com essa mudança, que já está em vigor há um ano, construir a vida na Irlanda ficou mais simples. Quem tinha receio de aplicar para vagas e sofrer mudanças na vida pessoal, ganhou mais um incentivo para considerar a Ilha como futuro lar.

Precisando de orçamento para o seu intercâmbio na Irlanda? Comece por aqui! 

Veja também

Quanto custa e como pagar por um intercâmbio

Larissa Fontes
Larissa Fontes, Jornalista, geminiana e curiosa. Dona de uma mente inquieta num corpo semi-sedentário de 20 e poucos anos. Sobrevive à base de café, música alta e papos de boteco. Acompanhe ela em @larifontes no Instagram.

Este artigo foi útil?

Você tem alguma sugestão para a gente?

Obrigado pelo feedback! 👋

O que ver em seguida

Cadastre-se em
nossa newsletter

Seu email foi cadastrado.

Cadastrar outro email

Comentários

🍪

Este site usa cookies para personalizar a sua experiência. Ao utilizar o E-Dublin você concorda com a nossa política de privacidade.

Aceitar e fechar