Médicos brasileiros poderão se inscrever para residência na Irlanda

Médicos brasileiros poderão se inscrever para residência na Irlanda

Rubinho Vitti

1 mês atrás

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Uma boa notícia para médicos estrangeiros e, no caso, para brasileiros também, que querem fazer residência médica na Irlanda para atuar no país. Nesta semana, o presidente Michael D Higgins assinou emenda do projeto de lei 2019, The Regulated Professions (Health and Social Care) amendment Bill 2019, sobre profissões regulamentadas de saúde e assistência social, permitindo que médicos estrangeiros já registrados no país possam se inscrever para residência médica.

Anteriormente, apenas irlandeses, europeus e médicos de alguns países selecionados podiam se inscrever no programa. Isso porque o Irish Medical Council (conselho médico irlandês) reconhecia apenas qualificações médicas profissionais de médicos fora da UE que fossem da Austrália, Malásia, Nova Zelândia, Paquistão, Sudão, África do Sul, Reino Unido e Malta.

 

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Saiu hoje a notícia mais esperada pelos médicos Brasileiros na Irlanda!! 🙌🏽 O presidente assinou a lei que permite que médicos não europeus já registrados no país possam concorrer às vagas de residência médica/ trainee schemes! Finalmente! 👩🏻‍⚕️🧑🏾‍⚕️👨🏼‍⚕️ Agora todos terão chance de progredir na carreira e se tornar consultant ou GP, o que antes não era permitido. Mesmo sendo uma conquista muito importante para os non-EU doctors o processo ainda os deixa em desvantagem. O critério para ocupação das vagas de residência se dá por nacionalidade. A ordem de prioridade é irlandeses > europeus de outras nacionalidades > não europeus. Logo, os non-EU doctors só poderão concorrer às vagas que sobrarem.

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Ou seja, mesmo médicos de países que não fossem da UE e que trabalhassem em hospitais irlandeses não poderiam se inscrever no programa. Isso impossibilitava-os de crescer na carreira médica irlandesa, tornando-se consultores médicos pi GP (clínico geral). Entenda a lei por completo no site do governo.

Segundo o Irish Times, o médico estrangeiro, porém, ainda terá que enfrentar um problema: conseguir ser selecionado para os treinamentos. Isso porque a fila vai privilegiar irlandeses, europeus e, por fim, estrangeiros. Ou seja, se sobrar alguma vaga, ela será oferecida a candidatos qualificados de fora da UE.

Rubinho Vitti
Rubinho Vitti, Jornalista de Piracicaba, SP, vive em Dublin desde outubro de 2017. Foi editor e repórter nas áreas de cultura e entretenimento. Também é músico, canceriano e apaixonado por arte e cultura pop.

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