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Outros

Micos no intercâmbio, quem nunca?

Colaborador E-Dublin postou em 24 jun 2016

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Fonte: Shutterstock

Que o intercâmbio é uma fase de experiências novas todo mundo sabe, em uma estadia fora aprendemos tarefas básicas como lavar a roupa, fazer a própria comida e administrar o dinheiro, mas além de coisas tão simples do cotidiano, nós aprendemos as mais importantes lições por meio de mancadas, deslizes e é claro, muitos micos! Quem nunca trocou Push (empurrar) e Pull (puxar) na hora de abrir uma porta ou confundiu a pronúncia de beach (praia) com bitch (cachorra/piranha) que atire a primeira pedra!

Para mostrar que num intercâmbio tudo de mais absurdo pode acontecer, nós listamos algumas situações pra lá de constrangedoras que deixaram nossos intercambistas roxos de vergonha. Vamos lá?

O Vestido

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Fonte: Shutterstock

“Em uma das minhas primeiras semanas na Irlanda já com a documentação em dia, fui ao banco abrir a conta. O rapaz do guichê que era muito bonito por sinal, me recebeu com um largo sorriso e eu que não sou boba retribuí.

Conversa vai, PPS vem, ele de repente muda de assunto e comenta sobre o meu vestido, eu que já estava de gracinha agradeci e elogiei as tatuagens que o rapaz tinha no braço, ele retribuiu o sorriso e perguntou do vestido novamente, achando que eu estava abafando, agradeci mais uma vez. Mas não parou por aí, o rapaz falou do vestido de novo, achando que ele queria comprar um pra mãe ou pra irmã falei que não, que ele não iria achar aqui não, eu tinha comprado no Brasil antes de vir e esse só tinha lá. Aí já sem graça ele continua, seu vestido, seu ves-ti-do, eu já achando que tinha alguma coisa de errado com o vestido ou pensando que ele queria usar o meu vestido, respondi, sim é meu vestido, o vestido é meu Hihhihi!

Ele que não se aguentou, começou a dar uma gargalhada daquelas e escreveu num papel Address (endereço) not Dress (vestido), ele só queria meu endereço pra abrir a conta e eu achei que ele estava me cantando. Depois da vergonha essa foi a primeira e última vez que fui no guichê desse banco.” Tamara Lorena

Entrevistas de emprego

No Supermercado

Sandro que ficou na Irlanda por quase 3 anos. No começo de sua estadia aqui na ilha e com o inglês ainda meio capenga foi fazer uma entrevista de emprego em um supermercado.

A entrevista começou e pergunta daqui, pergunta dalí, a entrevistadora perguntou se Sandro era um rapaz trabalhador e esforçado (hard worker), ele, munido de boa vontade, claro, respondeu que sim, depois veio outra pergunta, “Are you selfish?” Meio confuso com algumas palavras, Sandro respondeu na hora que embora nunca tivesse vendido peixe, poderia aprender sem problemas.

A entrevistadora caiu na risada e Sandro, vermelho como um pimentão ficou sem entender o que tinha acontecido.

Acontece que “selfish” não tem nada a ver com varejo ou atacado de peixe, e sim em ser egoísta, mesquinho. Felizmente, a entrevistadora ligou para o Sandro mais tarde e apesar desse mico, ele foi contratado e aprendeu a vender muito peixe também.  Sandro Senger

Como babá

Fernanda foi fazer entrevista para uma vaga de au pair e já experiente com crianças foi perguntada sobre a experiência adquirida. Fernanda foi falar que cuidou de algumas crianças desde que elas nasceram e ao invés de dizer: “Since they were born” disse “Since they were burn” (Desde que elas foram queimadas). Percebendo o erro de imediato, Fernanda tentou , tentou mas o born não saía e a mãe muito gentil, ajudou Fernanda a completar a frase. Depois dessa Fernanda nunca mais confundiu nascidas com queimadas! Fernanda Russo

Em Israel

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Fonte: Shutterstock

Rodrigo estava à trabalho em uma cidadezinha em Israel e foi ao supermercado local fazer compras. Na fila com um amigo, Rodrigo começou a ficar impaciente com um senhor que estava à sua frente na fila do queijo, que pedindo um atrás do outro não fazia a fila andar. Já de saco cheio com a situação, Rodrigo desabafa com o amigo: “Pô, só quero um queijo e o cara vai pedir o balcão inteiro”. Nisso, o homem vira pra trás e pergunta, “Vocês são brasileiros é? Falam português, eu também falo! Minha esposa é brasileira e blábláblá…” Que vergonha! Rodrigo Wustro

Na Farmácia

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Fonte: Shutterstock

“Esses dias na sessão de perfumes da farmácia, percebi que uma moça à minha direita já havia borrifado generosamente uns três perfumes

diferentes nos mesmos lugares (laterais do pescoço e colo) fazendo uma mistureba infeliz. Para não constrangê-la procurei não ficar olhando e me concentrei no que estava procurando.

De repente escuto uma coisa familiar à minha direita e prestando atenção na conversa, para a minha surpresa ouço um casal de brasileiros falando mais ou menos isso da dona do perfume:

“Nossa, olha o tanto de perfume que aquela mulher tá passando!

-Ave Maria, por isso que os perfumes tão acabando, o povo vem aqui tomar banho de perfume!”

Mesmo querendo dar risada e compartilhar uma opinião muito semelhante à do casal, preferi não me manifestar e continuei alheia à situação até que a Dona do Perfume, que já devia estar na sua 5º rodada, vira pro casal e pergunta: “Vocês estão falando de mim?”

Eis que a torta de climão foi servida, pra não dar uma sonora gargalhada, resolvi amarrar o tênis e tentar engolir o riso pra não engolir um pedaço dessa torta.

O casal que aparentemente ficou de todas as cores – continuei não olhando- falou bem sem graça: “Haha nossa, você é brasileira, como tem brasileiro aqui né!” a Dona dos Perfumes, gentilmente explicou estar com uma alergia e por isso não conseguia sentir os perfumes que estava aplicando. O casal que preferiu não dar mais pano pra essa manga, aceitou aquilo como resposta e foi embora.

Mesmo não estando envolvida na história, aprendi que as paredes tem mesmo ouvidos, e ouvidos brasileiros!” Tamara Lorena

Depois de aprender que pronúncia, sinônimos e desabafos podem parecer mais perigosos do que são, deixe você também sua história ou dos seus amigos nos comentários!

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