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Cultura

Mitos e verdades sobre o castelo do Drácula, na Romênia

Elizabeth Gonçalves postou em 14 out 2018

O finalzinho do mês de outubro é marcado pelas celebrações de Halloween. Além disso, em Dublin também é celebrado o Bram Stoker Festival, evento anual que presta uma homenagem ao autor irlandês que escreveu um dos maiores clássicos da literatura mundial: Drácula.

Castelo de Bran é um dos principais pontos turísticos da Romênia. Foto: Serrnovik | Dreamstime

Castelo de Bran é um dos principais pontos turísticos da Romênia. Foto: Serrnovik | Dreamstime

O personagem principal de Bram Stoker é um conde da Transilvânia que vive num castelo localizado no topo de um vale. Como consequência do sucesso literário, Drácula se transformou numa das principais atrações turísticas da Romênia e anualmente leva inúmeros turistas ao castelo de Bran, já que este se encaixa perfeitamente com a descrição do refúgio do vampiro na história de terror. Mas você já parou para pensar quais são as verdadeiras conexões entre o Drácula de Bram Stoker e o Castelo de Bran, na Transilvânia?

O verdadeiro Drácula

Para começar, vale ressaltar que, na cultura romena, Drácula como um vampiro não existe, sendo apenas um personagem de ficção. Porém, o personagem de Bram Stoker é facilmente confundido com o conde Vlad Tepes, também conhecido como Vlad Dracul, que na vida real era príncipe da Valáquia e, apesar do passado sanguinário, é visto pelos romenos como um herói nacional.

Drácula é confundido com Vlad Tepes, o sangunário príncipe da Valáquia. Foto: Simplyzel | Dreamstime

Drácula é confundido com Vlad Tepes, o sangunário príncipe da Valáquia. Foto: Simplyzel | Dreamstime

Vlad III viveu de 1431 a 1476 e foi uma figura essencial na luta contra os turcos. Sua fama tem origem nas mãos de ferro e na justiça, em que todos os crimes e qualquer tipo de ofensa eram punidos com a morte. O seu meio de execução favorito era o empalamento e estima-se que em torno de 20 mil turcos e búlgaros foram capturados e empalados durante o regime de Vlad III.

Outro ponto a se ressaltar, é que o nome Drácula é derivado da Ordem do Dragão, da qual Vlad Tepes e seu pai pertenceram, já que em latim Drácula vem de Dracul e significa ‘filho do dragão’. Porém, em romeno atual, a palavra significa diabo. Logo, Drácula é também “filho do diabo”. Daí dá pra ver de onde veio a inspiração de Bram Stoker. O resto do mito deriva de lendas populares sobre fantasmas e vampiros que prevalecem por toda a Transilvânia.

O Castelo

Construído em 1211 como uma fortaleza militar, o Castelo de Bran também já foi posto de coleta de impostos, casa de reis e rainhas e até museu na época do comunismo. Hoje, de volta aos herdeiros da família real, está aberto aos turistas, que fazem fila para conhecer o famoso castelo do Drácula.

Bram Stoker nunca visitou o castelo descrito no seu livro. Foto: Elizabeth Gonçalves

Bram Stoker nunca visitou o castelo descrito no seu livro. Foto: Elizabeth Gonçalves

Um dos detalhes mais curiosos é que Bram Stoker nunca visitou o Castelo de Bran e para descrevê-lo no livro se baseou apenas em relatos. Além disso, o endereço nunca foi residência oficial de Vlad III. Este tinha como refúgio a fortaleza de Poenari, que fica em Arefu, vilarejo localizado a cerca de 125 quilômetros de Bran.

Assim, não há registros históricos conclusivos de que Vlad tenha sequer pisado no Castelo de Bran. Porém, acredita-se que em 1942, depois de ser capturado pelo exército do rei húngaro Matei Corvin, Vlad tenha sido prisioneiro no castelo por cerca de dois meses.

Apesar de muitos turistas realmente acreditarem que o castelo de Bran pertenceu ao conde Drácula, é necessário fazer uma distinção entre os fatos históricos e o personagem fictício de Bram Stoker. Aliás, a fama do castelo deve-se, também, ao setor de turismo romeno, que aproveitou que a fortaleza era parecida com a descrição de Stoker e a colocou na lista de sugestões para o roteiro dos viajantes. Atualmente, estima-se cerca de 700 mil turistas visitam o local por ano.

Imagens via Dreamstime
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Sobre o Autor


Elizabeth Gonçalves é jornalista viciada em cinema, música e literatura. Paulistana, se apaixonou por Dublin, onde mora há mais de um ano e sonha em fazer uma viagem de volta ao mundo.

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