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O intercâmbio me tornou uma pessoa mais livre

Carol Braziel postou em 19 jul 2018

O intercâmbio me tornou uma pessoa mais livre

Como o intercâmbio torna as pessoas mais livres. Mais uma entrevista da nossa série com intercambistas que retornaram ao Brasil. Hoje trazemos a Camila Diniz, de 22 anos, uma apaixonada por viagens.

A entrevista

Tem como não amar? Créditos: Acervo pessoal.

Tem como não amar? Créditos: Acervo pessoal.

Qual o período e em qual cidade você ficou na Irlanda?

10 meses em Dublin, Irlanda.

Por quê decidiu fazer o intercâmbio?

Depois da perda de uma pessoa muito especial, eu me vi meio sem rumo. Estava trabalhando muito e sempre quis sair pra viver uma experiência diferente, conhecer novos lugares, pessoas de todos os tipos e me jogar no mundo. Minha desculpa, como de várias pessoas que cruzaram meu caminho, foi o estudo do inglês. Claro que foi, sim, válido e aperfeiçoei muito o idioma durante este tempo, mas, sem dúvida alguma, o meu objetivo principal era me encontrar e me perder. Viajar muito sempre esteve nos meus planos, então um dia, conversando com duas amigas, surgiu o assunto ‘intercâmbio’ e pensamos: “Por que não?” Alguns meses depois, eu e uma delas embarcamos para a capital irlandesa. Eu voltei para o Brasil, ela continua lá. #voltagrazi

Camila, Grazi e a Ilha Esmeralda...#voltagrazi. Créditos: Acervo pessoal.

Camila, Grazi e a Ilha Esmeralda…#voltagrazi. Créditos: Acervo pessoal.

Como foi em relação ao emprego? 

Trabalhei como cleaner e como babá. A experiência foi fantástica, mas completamente diferente do tipo de trabalho que costumava exercer no Brasil. As pessoas para quem trabalhei foram maravilhosas. Eu sempre recebia gorjetas e eles cozinhavam pra mim!

Quais foram as principais dificuldades que encontrou nessa fase? 

Algumas coisas que deixamos no Brasil realmente pesam durante o intercâmbio e podem te fazer sofrer um pouco. Histórias mal resolvidas, principalmente. Além disso, conviver na dúvida entre uma vida no Brasil e na cidade do intercâmbio foi complicado. Acredito que minha dificuldade maior foi decidir se voltaria ou não para o Brasil.

Cliffs of Moher. Créditos: Acervo pessoal.

Cliffs of Moher. Créditos: Acervo pessoal.

O melhor do intercâmbio?

Sem dúvida alguma, a melhor parte do intercambio é a liberdade. Eu nunca tinha morado “sozinha” e me vi muito livre lá. Foi maravilhoso. Aprender a lidar com essa liberdade e saber que ela gera responsabilidades – é ótimo também! Posso citar as amizades que fiz, que espero guardar sempre com muito carinho. AAH! E o passaporte quase completo! Estando na Irlanda e tive a oportunidade de viajar MUITO!

Existe uma idade e período certo para alguém fazer intercâmbio?

Fui para a Irlanda com 21 anos e acredito que foi numa ótima hora. A melhor idade é difícil apontar, já que depende mais da maturidade do que da idade propriamente dita. Acho que depois dos 20 é ótimo.
Aqui não tem idade pra ser feliz! Vivendo como IRISH! Créditos: Acervo pessoal.

Aqui não tem idade pra ser feliz! Vivendo como IRISH! Créditos: Acervo pessoal.

Qual a sensação ao pisar no país que escolheu fazer intercâmbio? E qual a sensação de voltar pra casa?

A sensação é de insegurança. Eu me senti mais insegura voltando pro Brasil do que saindo dele. Acho que a situação aqui é evidentemente mais difícil, o custo de vida mais alto, as expectativas depositadas são maiores. Voltei com medo e passei por uma fase de readaptação ao meu antigo mundo. A parte mais estranha de voltar pra casa é ver que tudo continua igual e as pessoas continuam pensando igual, enquanto voltei completamente diferente, com novos pensamentos e concepções do mundo. Isto é desanimador.

Considera que o intercâmbio mudou sua vida? 

Todos os dias mudamos um pouco. Longe de casa e da nossa zona de conforto ainda, as mudanças são inevitáveis. Minha irmã e minha mãe perceberam uma mudança imensa no meu comportamento. Eu mesma noto uma mudança de pensamentos e atitudes. O intercâmbio faz você ser o que é quando ninguém está olhando e, poxa! Isso muda qualquer um. Viajar de uma maneira geral também. Visitei vários países durante meu intercambio e posso dizer que tenho um pedaço de cada um dentro de mim, hoje.

Créditos: Acervo pessoal.

Créditos: Acervo pessoal.

Se pudesse, você faria de novo? 

Faria sim! Foi a melhor fase da minha vida, por que não fazer de novo? Inclusive, se nada der certo no Brasil, eu embarco em outro.

O que diria pra quem pensa em fazer intercâmbio na Irlanda?

VÁ!

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Vá! Créditos: Acervo pessoal.

Vá! Créditos: Acervo pessoal.

Ficou com vontade de fazer intercâmbio? Comece por aqui!

Revisado por Tarcisio Junior
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Sobre o Autor


Carolina Braziel é formada em Relações Públicas e pós-graduada em MKT pela ESPM|Brasil. Com mais de seis anos de experiência em MKT, decidiu vivenciar o sonho de morar na Europa, mais precisamente na terra dos Leprechauns. Apaixonada incurável por viagens, tem como vício a leitura e pesquisa sobre destinos, curiosidades e roteiros de viagens pelo mundo.

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