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Papo de Chef

O lado psicológico de encarar os “subempregos” na Irlanda

Lays Gomes postou em 19 abr 2017

Sempre vejo pessoas comentando: “Estou indo fazer intercâmbio e aceito fazer qualquer coisa, até mesmo subemprego”. Pois bem, hoje analisaremos frases como essa. E, para começar, precisamos acabar com essa ideia negativa dos “subempregos”!

Se você está vindo morar na Irlanda e quer trabalhar para ajudar nas despesas e aproveitar esse período na Europa, viajar ou juntar um dinheirinho antes de voltar ao Brasil, então você vai precisar por a mão na massa, certo?

Emprego é emprego!

O fato de você se aventurar por áreas que não são suas, que exigem menos qualificação e geralmente não são tão bem remuneradas, não tem nada de desonesto, além de te permitir a possibilidade de trabalhar dentro das limitações do seu visto. Então, força na peruca e vamos encarar esse fato, pois ele é apenas um aspecto da sua experiência no exterior.

A questão é que, como estudante de línguas, há a limitação de trabalho a apenas 20 horas semanais, totalizando cerca de 740 euros (no verão e em dezembro, é possível trabalhar 40h, mas somente por alguns meses). E já vou avisando àqueles que tem aquela ideia de que, por não exigir qualificação, vai ser fácil. Não é bem assim. Questões importantes precisam ser levadas em consideração, como o esforço físico que esses trabalhos poderão exigir de você. Então, meu amigo, já vá se preparando emocionalmente e, principalmente, psicologicamente para encarar esse capítulo do seu intercâmbio.

Os desafios do trabalho de limpeza (cleaner)

Agilidade e flexibilidade são alguns aspectos do trabalho de cleaner. Crédito Shutterstock

Agilidade e flexibilidade são alguns aspectos do trabalho de cleaner. Crédito: Shutterstock

Para quem trabalha com limpeza, por exemplo, fazer tudo com qualidade e agilidade será mais que essencial, além de ter que lidar com cada cliente ou família, que tem suas peculiaridades, assim como saber diferenciar a forma irlandesa da brasileira de limpar uma casa – vocês irão encontrar cada louco com suas manias por aqui que é melhor eu nem começar. Sem falar na correria que é se deslocar de um local para o outro – nem sempre eles são tão perto assim.

Vai trabalhar em restaurante como Kitchen Porter?

Ajudante de cozinha requer muita energia, paciência e gritos dos cozinheiros estressados. Crédito: Shutterstock

Ajudante de cozinha requer muita energia, paciência e gritos dos cozinheiros estressados. Crédito: Shutterstock

Kitchen Porter, a pessoa responsável por lavar as louças e manter a cozinha limpa e organizada. Deverá saber lidar com a pressão dentro de uma cozinha, que não tem nada de “relaxante” ou “ambiente tranquilo e descontraído” que costuma-se ter em casa. Lavar todas as louças com eficiência, ou seja, deixá-las brilhando no menor tempo possível, será o seu maior desafio. Chef estressado e gritando durante todo o seu turno não será raro. Parece fácil, mas acredite, vocês irão se queimar, se cortar, congelar os dedos e sentir dores nas costas, pernas e pés quando chegarem em casa.

Já ouviu falar no House Keeper?

Já tentou arrumar um quarto em 15minutos? Já vai treinando, pois o trabalho de house keeper é bem assim. Crédito: Shutterstock

Já tentou arrumar um quarto em 15 minutos? Já vá treinando, pois o trabalho de house keeper é bem assim. Crédito: Shutterstock

Ah, essa é a mais fácil, não é mesmo? Quem não sabe arrumar a casa, fazer a cama e limpar banheiro? Todo mundo sabe fazer isso. Saber fazer, todo mundo pode até saber – ou deveria saber –  mas quando se tem um gerente no seu pé querendo otimizar suas horas e fazer com que você finalize 3 ou mais quartos por hora, o bicho pega. Sem contar o cheiro forte dos produtos de limpeza o dia todo, roupas manchadas, dores nos braços, mãos e pernas. Não é pra qualquer um!

Tudo isso vale a pena?

Com toda a certeza eu digo para vocês, vale sim! Vale, e muito! Estes empregos te sustentarão aqui e, de quebra, te darão a oportunidade de conhecer a Europa. Você pode chamá-los como quiser, subemprego ou emprego, mas venha disposto a entender que nada é fácil nessa vida. Cabeça erguida, se orgulhe das oportunidades que tiver, e nada de se envergonhar de exercer atividades aquém da sua qualificação original do Brasil. Até mesmo porque essa é apenas uma fase da vida pra grande maioria das pessoas. Uma fase de muito aprendizado e valorização. Respire fundo, levante essa cabeça e pé no chão!

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Revisado por Tarcísio Junior
Imagens via Shutterstock
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Sobre o Autor


Nossa colunista gastronômica é uma mineira de 22 anos que sempre soube como correr atrás de seus objetivos. Apaixonada por viagem e gastronomia, ela tem muita energia e determinação para chegar onde quer. Cozinhar para os outros sempre foi uma inspiração e uma forma de demonstrar amor. Formada em Gastronomia, ela busca aprimorar suas habilidades e enriquecer seu conhecimento em cada canto do mundo que conseguir visitar.

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