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Dicas de Viagem

Planejando a sua viagem de intercâmbio – Parte V – Seguro saúde

Elizabeth Gonçalves postou em 04 dez 2016

Quando começamos a falar sobre intercâmbio e viajar para fora do país, uma das primeiras preocupações dos familiares, e muitas vezes nossa também, é a saúde. Por estarmos fora da nossa zona de conforto, onde conhecemos todos os hospitais, médicos e como o sistema funciona é preciso se preparar para qualquer imprevisto que possa acontecer no exterior, incluindo ter um cuidado especial com a saúde.

Como a mudança é muito grande, começando pelo clima (enquanto no Brasil é verão, na Irlanda é inverno e vice-versa), passando pelas novidades de rotina, o corpo pode reagir de formas inesperadas. Nas primeiras semanas, com tantas preocupações em ajeitar tudo, acabamos não comendo muito bem, o que pode baixar a imunidade de alguns e trazer gripes ou outros tipos de “reclamações” do nosso corpo, que se sente mais fraco.

Foto: Shutterstock

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É preciso estar informado sobre remédios e, principalmente, sobre o funcionamento do sistema de saúde e como ocorre o atendimento médico no país de destino. Por isso, o 5º item da nossa checklist é o seguro de saúde, requisito obrigatório para intercambistas a caminho da Irlanda.

Antes de mais nada, recomendamos que todo viajante, seja intercambista ou não, realize um check-up antes de partir para sua aventura, pois saber como está a saúde é sempre importante, ainda mais quando se está prestes a embarcar para fora do país por tempo indeterminado.

Realizar todos os exames com os médicos que você já conhece e que já possuem o seu histórico será bem melhor do que ter que lidar com questões de saúde estando em outro país, com outra língua e com um sistema de saúde desconhecido. Afinal, quando se trata de saúde, melhor prevenir do que remediar.

Com o check-up em ordem e saúde em dia, é hora de seguir com o planejamento da viagem. Na Irlanda, o seguro saúde é um dos requisitos para o visto de estudante.

Portanto, para descomplicar algumas questões que surgem quando o assunto é seguro saúde, falaremos sobre as opções a seguir.

Seguro Governamental

O intercâmbio para a Irlanda possui alguns itens primordiais para a obtenção do visto de estudo, que até segunda ordem do governo se mantém em seis meses de aula e dois meses de férias para estudantes de inglês. Possuir o curso pago, passagem de ida e volta, comprovação dos 3 mil euros e o seguro de saúde governamental são itens obrigatórios na hora de aplicar para o visto.

A regra passou a fazer parte da lista principal do governo após 2011, com uma série de mudanças estabelecidas. Antes disso o seguro governamental não era obrigatório e os estudantes podiam obter o visto apenas com a assistência ou o seguro viagem, que falaremos daqui a pouco, mas as coisas mudaram.

Foto: Shutterstock

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O seguro governamental, que custa entre 120 e 150 euros, pode ser adquirido com as agências de intercâmbio ou, no caso da compra sem agência, diretamente na escola que oferece o curso. Ele só é válido em território irlandês e serve apenas para cobrir emergências.

Mas afinal, o seguro governamental dá direito a quê?

Com ele, é possível ter acesso ao atendimento público de saúde – que na verdade não é tão público assim. No caso de consultas médicas é preciso pagar pelo serviço para ser atendido por um clínico geral, que depois te encaminhará para algum especialista. Cada uma dessas consultas custa mais de 50 euros.

Apesar de ser obrigatório, o seguro governamental é limitado, pois cobre apenas casos mais graves, como morte ou perda de algum membro. O que ele faz é encaminhar o paciente ao atendimento e só, o que pode resultar em uma conta maior do que você imagina.

Ou seja, pagamos para ter acesso, mas isso não garante gratuidade. Por isso, falaremos também de duas opções extras que podem ajudar muito no caso de algum problema de saúde, seja ele pequeno ou não: o Seguro ou Assistência Viagem e o plano de saúde na Irlanda.

Em 2011, no caso de visto de estudante, o governo passou a aceitar também qualquer plano de saúde privado, desde que a sede da empresa que oferece o serviço esteja situada na Irlanda. Este plano precisa possuir cobertura de 25 mil euros em casos de acidentes e doenças durante o período de validade do visto e dar cobertura ilimitada em caso de internação hospitalar. Para quem possui uma doença preexistente ou precisa de atendimento médico com uma certa frequência, o ideal é adquirir uma das opções abaixo:

Seguro ou Assistência Viagem

Esta modalidade de seguro normalmente é oferecida pelas agências para quem está viajando para fora do Brasil, mas o seguro também pode ser adquirido diretamente com as empresas fornecedoras do serviço.

Viajando à turismo? Vale lembrar que os cidadãos brasileiros não precisam de visto prévio para entrar nos países do bloco europeu e que fazem parte do Espaço Schengen, mas que essa permissão é para estadias curtas, de no máximo 90 dias (visto de turismo). Todavia, os cidadãos que entrarem nessas condições também deverão ter contratado um seguro viagem que tenha cobertura de, no mínimo, 30 mil euros, assim como deverão cumprir com outros requisitos, como ter passaporte válido por pelo menos três meses após o término da viagem. A Irlanda não faz parte do tratado, mas mesmo assim é preciso ter o seguro privado.

Foto: Shutterstock

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Portanto, se você está indo para a Irlanda e pensa em conhecer outros países, é importante ponderar isso na hora de fechar o seu pacote. A partir do momento que você possui o visto irlandês, essa exigência não será mais cobrada. Mas antes disso, se você pretende viajar, é preciso ficar de olho.

O pacote pode ser fechado ainda no Brasil e é possível escolher o tipo de cobertura. Quanto mais abrangente, mais caro. É importante observar que esses tipos de seguros cobrem desde problemas com saúde, emergência até extravio de bagagem.

Os preços de cada seguro podem variar, mas os mais baratos estão custando cerca de R$2000,00 para o período completo do intercâmbio (8 meses). Entre as empresas que oferecem o serviço estão Assist-Card, GTA, Cori, Intermac Assistance, entre outras. O melhor é fazer um levantamento de todas e avaliar qual possui o melhor “custo X benefício” para você.

Ninguém gosta de pensar que vai ficar doente ou que vai ter algum problema de saúde, mas é sempre melhor prevenir do que ter que acabar pagando muito mais caro por isso ou se prejudicando. Conversamos com alguns E-Dubliners que adquiriram a assistência e fizeram uso dela. Confira abaixo os depoimentos:

Milena Rodrigues – Seguro: Intermac Assistance

“No meu primeiro ano de Irlanda eu vim com seguro particular. Só utilizei quando estava próximo de completar um ano, pois tive um torcicolo e precisei ir a um especialista. O atendimento do seguro foi um pouco complicado, mas deu tudo certo. Liguei para a central no Brasil, eles me retornaram e me encaminharam para a clínica mais próxima, que no meu caso ficava perto do Dundrum. Mesmo assim não paguei nada pela consulta, apenas precisei comprar alguns remédios.

Após o atendimento eles me ligaram para saber como foi, perguntaram se eu precisei fazer algum tratamento e se eu estava me sentindo melhor. Para pedir o reembolso eu tinha que juntar o comprovante do médico, a nota fiscal do remédio e enviar para o Brasil junto com uma carta detalhando o que tinha acontecido comigo. Como o valor não era muito alto, optei por não ir atrás, mas o serviço foi oferecido.”

Gyorgia Lima – Seguro: Assist-Card

“Quando cheguei, minha garganta já inflamou. Tenho faringite, então fiquei mal. Fui à farmácia, me deram um spray, mas após 3 dias não passou. Quando o nariz e a garganta começaram a sangrar, liguei para o Assist-Card. No outro dia de manhã já marcaram um médico numa clínica perto de onde estou. Precisei assinar um encaminhando da seguradora e fui atendida. Não cobraram nada e o médico me atendeu muito bem.”

Vinicius Teixeira – Seguro: Cori

“Meu siso inflamou e eu liguei para a central da seguradora no Brasil. Logo eles marcaram a consulta e me ligaram de Londres para avisar o lugar e outros detalhes. Não fui cobrado por nada e recebi uma receita de remédios para tomar.”

Seguro privado

Este seguro funciona de forma similar aos convênios de saúde que temos no Brasil. Aqui na Irlanda é possível adquirir um desses seguros, que pode valer para o visto de estudante, desde que a empresa esteja estabelecida em território irlandês.

Foto: Shutterstock

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Ou então, quem não está certo de adquirir o seguro antes de chegar aqui, também pode comprar o governamental e avaliar depois se é vantajoso ou não adquirir o privado na Irlanda.

Alguns exemplos são VhiLaya HealthcareHibernian Aviva , GloHealth e Plano de Saúde HSF. Nesses casos, o convênio médico oferece consultas em casa, exames, internação, etc. Tudo vai depender da cobertura e do valor pago pelo seguro. Existem planos apenas para uma pessoa, casais ou família. Os mais básicos (para apenas uma pessoa) iniciam a partir de 40 euros por mês, com a possibilidade de plano anual, mas podem chegar a mais de 100 euros por mês. Assim como o seguro viagem, é preciso pesquisar e avaliar qual será o melhor para você.

Cada plano tem uma cobertura diferente, exatamente como no Brasil. Então o ideal é entrar em contato com as empresas para ter certeza antes de contratar o seguro.

Vantagens

Já sabemos que viajar apenas com o seguro governamental não é problema algum, mas para quem prefere prevenir ou mesmo aqueles que possuem problemas de saúde que exijam acompanhamento médico, o melhor é adquirir um seguro saúde extra. Para pessoas que já tenham algum quadro preexistente ou doença crônica, o melhor é avaliar qual seguro privado se encaixa dentro das suas necessidades. Em caso de acompanhamento médico, o seguro extra pode ser um grande aliado no exterior, até por que os médicos podem receitar remédios que não são autorizados para venda sem prescrição.

Agora que já cuidamos dessa etapa tão importante do intercâmbio, na próxima semana vamos para mais um item crucial do checklist: a passagem aérea. Até lá!

Revisado por Tarcisio Junior
Imagens via Shutterstock

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Sobre o Autor


Elizabeth Gonçalves é jornalista viciada em cinema, música e literatura. Paulistana, se apaixonou por Dublin, onde mora há mais de um ano e sonha em fazer uma viagem de volta ao mundo.

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