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Pra Onde Ir

Pra onde ir! Berlin, Alemanha

postou em 26 nov 2008

A Alemanha é bem conhecida pela sua história de guerras e o período Nazista. Estive em Berlin, a cidade que foi destruída pela tropa soviética durante a II Guerra Mundial e quando foi palco da Guerra Fria. Após ser dividida em 4 setores e ter sofrido uma das suas maiores crises, a cidade foi literalmente divida em dois: Berlin oriental e ocidental (1961) com o famoso Muro de Berlin.

Todos se lembram que o muro só foi derrubado em 1989, pouquíssimo tempo atrás, e a cidade passou (e ainda passa) por uma reformulação e reconstrução que realmente impressiona.

Estive lá e confesso que foi uma das cidades mais “diferentes” da Europa. Além de ser grande (segunda maior da Europa), o movimento cultural (tribos) e urbanismo (construções, ruas) tem o padrão de cidade grande “de verdade”.

Digo isso porque se comparar com Dublin, Copenhagen, Amsterdam e outras capitais, você vai ver sempre os mesmos padrões de prédios, pubs, estilos, etc, e raramente vai encontrar exceções.

Em Berlin o movimento existe. Lá você consegue encontrar de tudo. Todos os estilos. É uma cidade multi-cultural, multi-racial, diversificada, assim como São Paulo e Londres.

Bom, fui pra lá de trem, vindo da Dinamarca (10 horas de viagem) e aí tive minha primeira surpresa!

Embarquei as 6 da manhã, no primeiro trem, ajeitei as coisas e me preparei pra dormir. Quando eram umas 10 da manha, vi que o trem parou. Todo mundo começou a descer, e como a viagem seria de 10 horas, estranhei. Estranhei mais ainda quando vi que o pessoal estava deixando suas bagagens dentro do trem.

Pensei “vou seguir esse povo aí”. Quando desci, vi que estava em uma espécie de garagem, e as pessoas estavam subindo uma escadinha que seria a saída dessa garagem.

Eu ainda com sono, tentando raciocinar, subi a escadinha, meio balançando, e quando cheguei no topo, eis que me surpreendo: eu estava em um navio!

Sim, um trem dentro de um navio. Ainda não sei como ele entrou, mas foi incrível.

A viagem no navio só durou 45 minutos, mas já foi uma experiencia alá Titanic. Voltamos para o trem, e ele saiu da “garagem” para o trilho rumo a Berlin.

Chegando fui direto ao Hostel. Me hospedei no BaxPax Downtown. Recomendadíssimo. Tem sinuca (paga a parte), internet (paga a parte), atendentes atenciosos (redundante né?), banheiro limpíssimo, quarto grande e fica bem localizado.

Outra grande vantagem de Berlin é o preço. Lá o custo de vida é muito barato, assim como os atrativos. Paguei 14 euros por noite no quarto.

Contando um pouco da minha rota, depois de guardar minhas coisas, fui andar pela cidade. Descendo pela Friedrichsrabe (avenida) fui parar na Portal de Brandenburgo(Brandenburg Gate), um dos símbolos da cidade. Andando mais um pouquinho, parei pra tomar um Hageen-Daz sentado no Memorial dos Judeus Assassinados (The Memorial to the Murdered Jews) que fica ao lado do último abrigo de Hitler (o mesmo que ele se suicidou). Por fins de curiosidade, o memorial ocupa o espaço de um quarteirão (19.073 metros quadrados) e custou a bagatela de 25 milhões de euros para ser construído.

Andando mais um pouco, me deparo com talvez o que tenha mais me marcado: o Muro de Berlin. Eu sempre ouvia muito nas aulas de história e lembro do Jornal Nacional mostrando ao vivo a queda do muro, enquanto eu brincava na sala sem saber do que se tratava.

Ver o muro ao vivo é uma experiência completamente diferente. Não é só o muro e a
história, mas o clima no local. Me senti em um velório (veja o vídeo)

Passado o clima mais tenso e histórico, fui comer. Lá no Hostel rola um esquemão! 5 euros e come a vontade. Cada dia é uma coisa. O dia que eu estava lá o tema era “pizza”. Comi tudo que consegui e sai pra procurar baladas.

Peguei a rua Alexanderplatz, muito movimentada, e nas caminhadas encontrei um lugar que me interessou muito: Zapata (foto 1). O estilo meio Sarajevo de ser me chamou a atencao, e vi que do lado tinha uma entrada (foto 2) e foi lá que fui.

foto 1 – Entrada do Zapata
Foto 2 – entrada “lateral”
coisas estranhas em um lugar esquisito. Adoro.
Poltrona confortável e estilosa.
O tal do trailer com os punks. (reparem na bandeira do Brasil pintada na parede)

Andei por algumas “manifestações artísticas” até encontrar um trailer com um monte de gente bebendo cerveja. Comprei a minha e sentei do lado do pessoal, ainda tímido.

De repente um punk saiu do meio da galera, ficou de pé na mesa e começou a gritar (em inglês, não alemão):

Quem quer se divertir aqui?
e todos “Aeeee!!
e ele: “Quem quer vodka de graça?
todos “Eeeeeeee
e eu também “Eeeee” (sim, na cara de pau)

Aí duas meninas sacaram umas garrafas da mochila e começaram a encher copinhos de dose, e o pessoal ia pegando e virando, e eu lá no meio também.

Depois de umas duas doses, o punk gritou: “Sigam-me os bons!” (mentira, ele gritou “Follow me!”)

Fui seguindo o grupo, eram umas 20 pessoas. No meio do caminho fui ouvindo algumas conversas e percebi que eram todos estrangeiros, de vários lugares do mundo.

Ao chegar no primeiro bar, ouvi um pessoal falando espanhol, e me aproximei pra falar com eles. Comecei a improvisar meu portunhol, e o cara falando portunhol “Yo, que passa amigo?” … aí não deu outra: é brasileiro!

Ele estava embromando o espanhol com um grupo de colombianos que estava lá. Daí pra frente ficou fácil… conheci o Chavo (na verdade nao lembro o nome dele, mas era mexicano, então eu ficava chamando ele de “Chavo del ocho”, e virou “Chavo”), também conheci umas australianas, americanas e alguns alemães que estavam por lá aproveitando a vodka grátis.

Conhecendo o pessoal e fazendo algumas perguntas, percebi que estava em uma espécie de caminhada alcoológica, e cada bar que a gente parava pra beber, tinha algum tipo de benefício. Ótimos benefícios por sinal. Alguns davam 1 dose de tequila para cada cerveja comprada (3 euros por pint!), outros eram double cerveja (Compra 1, ganha 1) e assim fomos ficando cada vez mais amigos e alegres.

Um dos “benefícios”

Um episódio triste dessa história sao aquelas pessoas que não conseguem beber e ficar bem. Nosso grupo que ficou mais próximo (colombianos(as), alemães, brasileiros (eu + 1) e o Chavo, mexicano) ficamos bem, nos divertindo, mas uma das australianas, fraca, não aguentou e ficou passando mal sentada do lado das nossas blusas.

Quando eram umas 5 e pouco da manhã resolvemos ir embora. Quando fomos pegar nossas blusas, adivinha: A AUSTRALIANA MALDITA havia vomitado emcima da minha blusa! PQP! A única blusa que eu tinha, ainda ia passar mais 1 dia em Berlin e tava frio pra cacete.

Somado o cansaço, álcool, frio, raiva, sede e alguma coisa mais, peguei a blusa, fui no banheiro, lavei-a (na parte externa) e vesti (por sorte só a parte de fora estava vomitada, mas tristaço) – faz parte :)

No outro dia dei mais algumas voltas, subi no balão que fica pertinho do Muro de Berlin (o balão é bacana pra ver a cidade por cima, mas não sei se vale os 13 euros), fui no museu Madame Tussauds (que é bem bacana! Vale a pena, mas tem em vários lugares da Europa, se voce ja foi em algum nem precisa ir nesse) – uma curiosidade no museu, é que o único “boneco” que não pode ser tocado e fica atrás de um vidro é o do próprio, Furher. O dono da cagada toda, Adolf Hitler.

Os vestígios da guerra também estão espalhados em forma de souvenirs. Ao invés de achar uma lojinha com bonequinhos, toquinha, frufrufrus, aqui voce encontra cuturnos e quepes.

Por sinal, ainda existe um prédio, na Califórnia, que se visto de cima, faz a forma da suástica. Triste. Pra quem não acredita é só ver pelo Google Earth:

View Larger Map Edifício em Coronado, que tem a forma da suástica (símbolo do nazismo)

Fiquem com alguns highlights. Trilha sonora da banda alemã Juli – Perfekte Welle (mesma do guitar hero)

Sobre o Autor


Fundador e CEO do E-Dublin, Edu chegou na Irlanda em 2008, no ano pré-crise, pegou a nevasca de 2010 e comeu cérebro de cabra em Marrakesh. O Edu também é baterista da banda Irlandesa Medz.

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