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Pra Onde Ir

Pra Onde Ir? Berlin – Uma visão diferente dos turistas

postou em 11 jan 2010

Pra quem já acompanha o E-Dublin ha algum tempo ja leu sobre Berlin em 2008. Porém, dessa vez, tive uma experiência completamente nova em terras Alemas.

Nova porque dessa vez fiquei na casa da Micky, uma Berliner super patriota e conhecedora da sua cidade natal :)

A começar com minha chegada no aeroporto, a Micky foi me buscar de carro (aeee!), e já achei incrível o fato de ela ter um Corsa, mesmo carro que eu tinha no Brasil, hihi.

Corsa em Berlin

Apesar do mesmo carro, uma grande diferença no asfalto: neve! Sim, a temperatura média, durante o dia estava por volta de -13 graus. Sim, -13! E existe sim uma GRANDE diferença de -1 grau de Dublin com -13 de Berlin.

Detalhe para os carros que caso não possuam rodas de inverno, usam a “all-weather” ou “all-season” tyres que são pneus que aguentam tanto o frio quanto o calor (o pneu não endurece tanto no frio e não murcha no calor)

Bom, como havia dito, não fui a nenhum lugar turístico, a não ser os Xmas Markets (aquelas feirinhas de comes, bebes e tranqueirinhas que ficam em calçadões ou praças).

Xmas Market

A experiência comecou quando fui em um jantar de aniversário da avó da Micky. E aí vem a primeira coisa interessante: Como os avós dela não eram de uma alta classe, eles tiveram uma limitação de estudos de apenas 6 anos, devido a guerra. Ou seja, a avó não fala inglês, mas carrega uma experiência única de vida.

Apesar de não falar inglês, como toda vó, existe um olhar único e uma maneira de olhar e falar com os netos que mesmo eu entendendo muito pouco alemão (ou quase nada!), dava pra saber o que eles estavam falando :)

Outra coisa interessante: Enquanto Berlin estava dividida pelo muro, parte da família ficada no lado Leste e parte no lado Oeste. Eles tinham direito a 10 visitas por ano, não podendo passar a noite (caso acontecece, não poderiam voltar).

No dia seguinte fomos dar uma volta pela cidade. Como muitos devem saber, na Alemanha não existe catraca pra entrar em transportes públicos, porém, você pode (e deve) comprar um bilhete que vale pra qualquer transporte, e precisa também validá-lo. Tudo por conta própria, ninguém fica checando se você comprou ou não.

Aí entra a questão da educação. A Micky nem cogitou passar sem pagar. Ao entrarmos na estação, ela me pediu pra comprar o ticket e validar imediatamente (no momento que você valida, você tem 24 horas para usá-lo, ou seja, se não validar, pode usá-lo até que um fiscal te encontre e peça para você validar*).

* E-Dubliners: confio em vocês. Apesar de saberem dessa informação, por favor, não tentem dar um “jeitinho brasileiro” ou dizer que não sabia se um fiscal pegar vocês. Se você está lendo isso, agora você sabe que é preciso validar. Não colabore para destruição de nossa imagem.

Pode soar contraditório, mas outra curiosidade: Berlin é famosa por ser um ponto fora da curva na Alemanha. É a cidade onde, devido a algumas regras terem sido desafiadas e pela própria multi-etnia, as coisas sao um pouco diferentes do resto da Alemanha. Por exemplo: atravessar o farol vermelho de pedestres, que é um pecado em toda Alemanha, é algo comum em Berlin.

Balada Underground em Berlin

Aliás, a cidade toda tem um pouco disso. O  mundo underground com pessoas cult ou anti-sistema/capitalismo são mais presentes em Berlin. Nao que eu seja punk, mas um dos motivos pelo qual gostei da cidade :)

Seguindo a jornada, passamos no mercado pra comprar algumas coisas pra comer e beber mais tarde. O custo das comidas é similar, alguns frios são mais baratos, bebidas alcóolicas são beeem mais baratas (paga-se 3, 4 euros em vinhos, 9, 10 euros em vodkas, etc).

10 euros numa Pitú?

Apesar de ser uma cidade grande, os supermercados não ficam abertos 24 horas. Geralmente fecham as 10, ponto pra nós ;-)

Após fazer o famoso “esquenta” em casa, fomos pra um lugar clássico Alemão: Hafenbar. É como uma Trash 80’s de SP, mas da Alemanha. Só toca música antiga e “clássica/folk” alemã, tipo Moskau. Achei fantástico! As tiazonas naquele clima nostálgico, dançando a noite inteira, e diferente da Irlanda, as baladas acabam 5, 6 da manhã :)

Moskau, versao Edu e amigos (vídeo de 2005)

Para os homens, segue o comentário: aquela não era a balada ideal pra chegar nas menininhas (pelo contrário, só coroa), além disso, por ser uma balada mais “tradicional” e antiga, é frequentada por um pessoal que está mais pra curtir e talvez desencalhar após um divórcio ou algo parecido. Não cheguei nem perto de marcar pontos pro Brasil ;-)

A caminho da balada

Outro detalhe importante: Em quase todos (pra não dizer todos) os bares/baladas/mercados você paga um valor a mais pela garrafa e só pega esse valor de volta quando devolve. Ou seja: se uma cerveja custa 2 euros (sim, muito mais barato que na Irlanda), voce paga 3 euros. 1 euro de “depósito” pela garrafa. Se você esquecer de devolver perde esse 1 euro, se devolver, eles te entregam o euro de volta. Isso evita possíveis garrafas jogadas, quebradas pela balada ou até mesmo furtos de pints, bem comum em Dublin.

Funciona da mesma forma no mercado. É aquele famoso estilo quando você compra um engradado de cervejas no Brasil, bem similar.

Ok, balada incrível, todo mundo feliz, mas chegou a hora de ir embora. Temperatura interna: 28 graus. Temperatura externa: -17 graus. Uuuh.

A sensação de sair da balada num frio desses é inexplicável, e não desejo pra ninguém!

A caminho do carro,  uma de minhas amigas, sob alta influência etílica, pegou um montinho de neve, fez uma bolinha e foi certeira ao acertar minha cara. Eu quase morri, sério – Fiquei tristaço, mas enfim, faz parte, hehe :P

Bem, no outro dia fomos a um Christmas Market, e provei algumas coisas típicas:

  • Glühwein (ou gluehwein caso você não tenha o trema no u do seu teclado) – vinho quente, parecido com nosso quentão.
  • Feuerzangenbowle – Bebida tradicional de ano novo/natal. A traducao literal é “Fire-tongs punch”, é como um ponche, com vinho também, além de canela, laranja e cravo.
  • Lumumba – Chocolate quente com rum, fantástico. Veja a foto abaixo.
  • Bratwurst – Salsicha, aquelas que vemos em barraquinhas na rua. Foto abaixo.
  • Currywurst – Salsicha também, mas picada e servida em um prato com molho curry e batatas, apesar de comum é bem gostoso. Veja foto abaixo.
  • Gebrannte Mandeln – Amêndoas torradas. Lembra aqueles que compramos na rua, em São Paulo. Bom também.

Bratwurst

Lumumba

Currywurst

No lugar onde comemos o Currywurst também provei duas bebidas exclusivas da Alemanha:

– Fritz-Kola: A Fritz-Kola é uma “Coca-Cola” criada por dois estudantes de Hamburgo, que além de serem contra o “monopólio” da famosa coca, queriam uma bebida com mais cafeína, pra poderem ficar acordados em dias que tinham que estudar mais.

O resultado é essa “Coca-Colca super cafeinada. Mais forte, mas gostosa. Mais um resultado desse espírito “punk” Alemão :)

Fassbrauce e Fritz-Kola

FassBrause: Essa bebida só é vendida em Berlin, nenhum outro lugar. É tipo um refrigerante/refresco de sabores diversos. Provei o de limão, gostoso também.

Mais tarde no mesmo dia, fomos visitar o Parlamento. Mas novamente, com uma diferenca: um dos membros do parlamento é amigo da Micky, e tivemos acessos a informações/locais que nenhum turista tem ;-)

Parlamento

Aprendi coisas que nao sabia nem no Brasil, como por exemplo, quem frequenta, onde senta e como funcionam os direitos de réplica/questionamento dentro da sala mágica do Parlamento, onde apenas membros podem entrar.

Uma coisa que achei bem interessante: No sub-solo, há uma área com várias caixinhas, cada uma representando um governante ou membro de certa importância do parlamento durante a história da Alemanha. Dentre todas as caixinhas, existe uma caixinha preta: Adolf Hitler.

Caixinhas representando membros do Parlamento

Ela não só representa o antigo Führer como todo o período nazista. Tenso =/

Saindo do clima tenso pra alegria! Quando tudo parecia ter chego ao seu final, eis o grande trunfo (que sempre fica pro final): O caminhão da Coca-Cola! Mas esse vai ficar pra outro post ;-)

Sobre o Autor


Fundador e CEO do E-Dublin, Edu chegou na Irlanda em 2008, no ano pré-crise, pegou a nevasca de 2010 e comeu cérebro de cabra em Marrakesh. O Edu também é baterista da banda Irlandesa Medz.

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