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Pra Onde Ir

Pra Onde Ir! Holanda – Amsterdã

postou em 12 nov 2008

Tenho que confessar que pra mim essa viagem tem um gosto especial. Não sei porque, mas desde criança, tenho um apego pela Holanda, queria conhecer o país.

Já na Copa de 94, quando eu tinha apenas 9 anos, e depois na de 98 eu comecei a torcer para a Holanda na Copa do Mundo. Abaixo um dos motivos disso, Dennis Bergkamp X Argentina. Os times de 94 e 98 jogavam demais!

Sendo assim ir para Amsterdam, foi a realização de um sonho.

Ao contrário de todas as outras viagens, fomos de Aer Lingus, uma vez que a Ryan Air não faz a rota. Consequentemente foi mais caro, passagens a cerca de 110 euros. A vantagem é que pousamos no aeroporto principal de Amsterdam, Schipol, que fica a apenas 15 minutos do centro da cidade. Basta pegar um metrô convencional.

Descemos na Estação Centraal, que fica a 5 minutos do nossso Hostel, o Meeting Point. O hostel ficava muito bem localizado: 5 minutos do Red Light District, na rua de muitos Coffe Shops, e perto de outras as outras atrações turísticas do centro da cidade. O preço era 19 euros /dia, e 12 euros o armário, caso precise. Hotel limpo, com bom chuveiro e bem localizado: eu indico.

Como sempre, primeiro dia, pegamos o mapa e começamos a andar pelo centro da cidade, descobrindo os pontos turísticos.

O centro é realmente muito bonito, porém não existem grandes monumentos, ou prédios / castelos fantásticos. O conjunto como um todo orna muito bem: casas, bicicletas, pessoas, prédios, bonde, canais…

Andamos, andamos, andamos, até que a fome nos pegou de vez. Eram quase 16 horas, e não tinhamos almoçado ainda. Resolvemos parar em qualquer lugar para almoçar. Tentamos procurar algum lugar barato, mas não foi possível. Todos tinham o preço na faixa de 11 a 15 euros, abaixo disso só se comêssemos lanche.

Paramos então em um café bristô, e pedimos um steak! O meu estava mal passado, mas aceitável. O do Edu estava péssimamente cru, e ele quase não comeu. A parte legal da refeição foi o jogo americano que eles colocam nas mesas.

É uma pintura famosa (abaixo), e tem um erro nela. Não conseguimos achar e o garçon nos falou depois. Se vocês descobrirem, mandem um comentário. =o)


Continuamos nossa caminhada pelos pontos turísticos, e encontramos uma feirinha. Usados, lembrancinhas, entre outras coisas. Roupas bem baratas. Infelizmente tinhamos dinheiro contado, e deixamos para comprar no domingo. Porém, domingo não havia nem sinal de feira.

A noite, fomos passear pelo Red Light District. O local realmente é um ponto turístico, muito mais que um “prostíbulo”. Claro que a maioria é homem, mas grupos de meninas, e namorados passeiam pelas ruas do Red Light District.

As prostitutas que ficam nas vitrines (que na verdade são portas de vidro) são na sua grande maioria muito bonitas. Elas ficam “flertando” com quem passa, e se você olhar muito, ela te convida para entrar. Todas as vezes que nos convidaram (e resistimos bravamente a tentação) o preço oferecido foi 50 euros. Abaixo, a foto de uma das ruas do Red Light District, onde há uma luz vermelha, há uma profissional do sexo (obs: rapazes, se contentem com as fotos da rua, pois é proibido tirar foto das meninas nas vitrines).

Não se espante, se enquanto você caminha distraidamente por essas ruas você ouvir um “Cocaine” ou “Ecstasy”. Traficantes ficam pelas ruas, e quando cruzam com as pessoas sussuram no ouvido delas o que eles têm para oferecer.


Depois disso, fomos para uma balada. Lá, ao contrário de Dublin, as baladas vão até 5 ou até 8 da manhã. Infelizmente pode-se fumar cigarro dentro de locais fechados por lá, e a balada estava um inferno. Eles vendem cervejas de 200, 300 e 500ml. A maioria compra os copinhos pequenos, não sei porquê!

Acredito que não escolhemos o melhor lugar para ir, e estávamos muito cansados, fomos para o hostel cerca de 4 da manhã sem aproveitar quase nada da balada, que tocava música boa e tinha pessoas animadas.

No dia seguinte, acordamos mais tarde do que gostariamos, comemos qualquer coisa, e corremos para alugar uma bicicleta. 5 euros por 2 horas, 7 por 3, e 10 pro um dia.

Valeu muito a pena, tivemos pouco tempo para visitar tudo, principalmente porque visitamos a casa/esconderijo de Anne Frank. 7,50 euros, cerca de 1 hora no “museu”.

Depois disso tivemos que correr para conseguir visitar todas os outros lugares. Dos quais eu destaco dois: Vondelpark e Museu de Van Gogh, respectivamente abaixo.



Não entramos no Museu de Van Gogh, pois tinhamos que devolver a bicicleta. Fomos verdadeiros pilotos de Fórmula 1 para conseguir chegar a tempo na locadora. Felizmente deu tudo certo.

Depois disso, já as 18h, nossa missão era comer. Perguntamos na locadora por um restaurante de comida típica, e para nossa sorte, ele ficava a uma quadra.

O restaurante que fomos é o Oud Holland. Pequenininho e com carinha de interior. Pedimos um prato típico, e o garçon nos indicou o prato “promocional”. A refeição principal custou 16,50 euros. Mas vinha muita comida, e muita variedade: carne de frango, porco e boi. Pure de batata e batata assada. Salada de alface, tomate e pepino. Mini repolho. Algo parecido com feijão e uma salada que não conseguimos identificar, parecia de chuchu.

Na sobremesa a frustração: NÃO TINHA TORTA HOLANDESA. Aliás, não encontrei nenhuma torta holandesa como conhecemos. Até em uma doçaria fui obrigado a comer outro doce.

Para finalizar, na noite de domingo demos mais uma volta no Red Light District (nossa segunda casa em Amsterdam) e fomos para um bar.

A viagem como um todo foi ótima, com certeza realizei um sonho e não me decepcionei. Fiquei ainda com mais vontade voltar a Holanda e conhecer cidades do interior, imagino ser lindo. A centro da cidade respira sexo e maconha. O cheiro está nas ruas, várias Coffee Shops. Várias lojas de souvenirs com artigos relacionados a maconha e sexo.

Não só por isso, mas pelas pessoas nas ruas, o clima da cidade é diferenciado, parece sempre vivo. As meninas, não as da vida, mas as holandesas, são realmente muito bonitas, elegantes. Andar pela cidade, mesmo que despretenciosamente, é um ótimo exercício para a mente. Sempre algo novo / diferente pra ver, a cidade tem vida, tem personalidade… e muitas bicicletas também…

[UPDATE]
Duc, que mora em Amsterdam, nos passou algumas dicas/obs a mais:

1. A ligação Schiphol-Centraal não é feita por metrô convencional, e sim por trem da NS. Também é possível ir de ônibus (da Connexxion).

2. A foto mostra o Rijksmuseum, não o Van Gogh Museum :) O Van Gogh fica mais pra trás e à esquerda da foto :)

3. A torta holandesa é criação brasileira. Foi inventada numa doceria em Campinas. Eles aqui nunca ouviram falar desse doce, e pra eles “torta holandesa” deve ser a torta de mação… a qual eu recomendo altamente, aliás.

4. O clima maconha/sexo, com cheiro e tudo, é mais no centro turístico, na verdade. Saindo um pouco de lá, diminuem os turistas e também o “cheiro no ar”. Amsterdam é, na maior parte, bem pacata…

Sem dúvida a cidade tem muita personalidade e um cliam único, cosmopolita, ainda assim pequena e “aconchegante” (gezellig).

Valeu Duc!

Sobre o Autor


Fundador e CEO do E-Dublin, Edu chegou na Irlanda em 2008, no ano pré-crise, pegou a nevasca de 2010 e comeu cérebro de cabra em Marrakesh. O Edu também é baterista da banda Irlandesa Medz.

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