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Cultura

Pubs, festas e diversão, tem como acompanhar?

Colaborador E-Dublin postou em 13 jan 2017

Os desafios daqueles que decidem encarar o intercâmbio na maturidade

Por Fabiano de Araújo

Foto: Samantha Camelo

Foto: Arquivo Pessoal

É difícil falar de Dublin sem associá-la a seus  pubs. Pior ainda é querer vir para cá estudar e tentar evitá-los. Na verdade, é quase impossível.

Como todos já sabem, a cidade possui uma grande área reservada para os bares e pubs conhecida mundialmente como “Temple Bar”. Assim, é inevitável dar uma esticadinha pela região após a aula, relembrando os bons tempos de faculdade.

No início, como tudo é novidade, a gente comparece com a turma, até porque uma das melhores formas de aprender o idioma é convivendo com o estilo de vida local. Essa escapadinha pode ser divertida e animadora, mas no decorrer dos meses acaba se tornando cansativa.

A verdade é que nem sempre você vai interagir com os nativos, além de que na maioria das vezes você vai com os amigos brasileiros da escola e o inglês, que era peça fundamental nessa saidinha, acaba ficando de lado.

Sinceramente? Para mim essa parte empolgante do intercâmbio ficou lá atrás. Talvez por estar mais focado no que realmente me trará benefício, o domínio da língua. Além disso me atrevo a dizer que também falta pique, já que normalmente a gurizada, após os pubs, acaba emendando em uma balada.

Enquanto a turminha mais jovem está cheia de energia, aproveitando a liberdade longe dos olhares dos pais, o quarentão aqui quer mesmo é correr atrás de cada segundo a fim de aprimorar o inglês. Tempo conta, e muito, para quem passou da idade das noitadas com a turminha da escola.

E se você pensa que a tentação resume-se aos pubs nos finais de semana, engana-se! Durante boa parte da semana existem as Night Clubs, que já começam no meio da semana e vão até domingo. As noites são regadas a muita música alta e, claro, rodadas de pints.

Cheguei a me aventurar em algumas dessas baladas, mas a sensação de me sentir uma carta fora do baralho me fez desistir rapidamente de tentar acompanhar o ritmo dos meus flatmates e colegas de escola. E para ser bem sincero… acabei sentindo falta de ter um grupo mais com a minha cara.

samantha camelo 4.3

Foto: Arquivo Pessoal

À procura da minha turma

É claro que a tendência é acabar indo na onda da garotada. Afinal, seus primeiros amigos por aqui serão seus colegas de casa e da escola. Sem falar que, a depender do seu nível de inglês, sair em busca de amizade pode não ser tão simples quanto parece. No entanto, é possível encontrar um público mais adequado às suas necessidades.

Pensando nisso, decidi me aventurar sozinho na night irlandesa e acabei conhecendo um pessoal mais quarentão. De início me senti um estranho no ninho, porque diferentemente dos mais jovens, a turma dos mais maduros é dada a assuntos mais densos. Isso me fez sentir uma grande dificuldade na comunicação, pois o sotaque era bastante acentuado e difícil de compreender. Aliás, essa é uma realidade muito incômoda durante os primeiros meses de intercâmbio: ter a oportunidade de interagir com os locais, mas sentir que falta vocabulário. Não ter desenvoltura para articular as ideias em inglês pode ser frustante. Mas o importante é não desanimar!

Foi em uma dessas conversas sobre os momentos de aperto no intercâmbio que acabei descobrindo que uma amiga minha tinha adotado a mesma estratégia e, atualmente, já mantém um grupo seleto de amigos nativos, o que, além de garantir bons encontros, também tem contribuído com a melhora significativa do seu vocabulário!

A meu ver, não podemos evitar as baladas com os mais novos, já que no intercâmbio eles são maioria, mas também podemos ir em busca de outros grupos com um perfil mais próximo à nossa realidade. Basta criar coragem, sair para a luta e acreditar no seu inglês.

Esse texto faz parte da série Dublin para Maiores, assinado pelo nosso colunista Fabiano de Araújo e conta a perspectiva daqueles que decidem fazer intercâmbio na maturidade.

Crédito Samantha Camelo Sobre o autor:
Fabiano de Araújo é gaúcho de carteirinha, mas catarinense de coração. Formado em Comércio Exterior, trabalhou 10 anos com exportação. Um belo dia resolveu largar tudo e encarar um intercambio próximo dos 40 anos, como forma de entrar na melhor idade realizando sonhos. Amante por viagens inesperadas está sempre com uma mochila pronta para encarar desafios. Resolveu compartilhar de sua aventura com os demais por acreditar que nunca é tarde para realizar sonhos.

 

Sobre o Autor


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