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Essenciais

Quanto custa viver na Irlanda?

postou em 16 fev 2016

Esta é uma pergunta que não quer calar e que está no topo da lista de questionamentos dos futuros intercambistas da Irlanda. É uma preocupação que inicia junto com o planejamento e continua mesmo após a chegada na Ilha, já que custo de vida está diretamente relacionado ao fato de morar fora do país.

Entre os principais motivos de saber realmente quais os gastos durante o intercâmbio, temos por principais os seguintes casos: o primeiro é calcular a quantia financeira necessária para conseguir se manter (pagar todas as contas e viver, afinal ninguém é de ferro) até conseguir o tão sonhado emprego no novo país; o segundo, saber se, depois de conquistar uma vaga no mercado irlandês, o salário será suficiente para uma vida no mínimo confortável, contando com as tão sonhadas viagens.

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

As despesas mensais de um estudante na Irlanda são basicamente: aluguel, supermercado (já falamos sobre o custo das compras semanais aqui no E-Dublin) e as demais contas, como energia elétrica e, em alguns casos, gás (que costumam ser bimestrais), taxa de lixo, celular, Internet, água (a cada três meses) e uma verba para lazer (pubs, baladas, museus, viagens, etc).

A partir do primeiro mês de 2016 o salário mínimo na Irlanda, para quem recebe por hora trabalhada, passou a ser de €9,15/hora. Com as novas regras estabelecidas pelo governo, os estudantes não-europeus possuem permissão para trabalhar 20 horas semanais e 40 horas apenas em períodos pré-estabelecidos, como explicamos neste post.

Com essa base, um intercambista que trabalhe as 20 horas permitidas terá um salário mensal em torno de €710 (o pagamento costuma ser feito semanalmente ou a cada quinzena e é importante ressaltar que, mesmo como estrangeiros, também pagamos taxas para o governo).

Dá pra viver com o salário de meio período?

Fomos até um dos canais mais populares entre os intercambistas no Facebook para perguntar: é possível se virar com €700 por mês?

As respostas foram as mais variadas possíveis, mas a grande maioria disse que SIM, é possível – mais abaixo vamos contar mais sobre o que o pessoal nos contou. Vale lembrar aqui que não estamos falando de luxo, conforto e mordomia, mas sim ter grana para pagar as contas e no final ter uma sobra, mesmo que pequena, para se divertir. Tudo vai depender de como você vai gerenciar a sua verba. E outro ponto que não podemos esquecer é que, apesar de aparecer nas listas de países com menor custo de vida, a Irlanda é um país caro em muitos aspectos, principalmente se comparado a outros lugares da Europa. Comer fora em restaurantes e beber todos os finais de semana nos bares são artigos de luxo para a maioria dos estudantes.

Dividir a casa com mais pessoas, o quarto, a cama, morar na sala… tudo acaba saindo mais barato. Estabelecer regras referentes às contas da casa também ajuda. Não é sempre que conforto e economia caminham juntos, mas é possível equilibrar para viver da melhor forma durante o intercâmbio.

O importante é: se você tem um objetivo, tente sempre focar no que é melhor para você. Você vai encontrar gente que trabalha mais e consequentemente gasta mais, assim como gente que tem apenas o essencial para sobreviver.

Um dos depoimentos que recebemos foi do Thiago Dutra, que mora em Dublin há quase 1 ano e trabalha as 20 horas permitidas em uma agência de empregos. Thiago fez um levantamento dos gastos fixos que tem: €337,50 de aluguel, €25 por mês de energia (uma média que pode variar), €11 de Internet, €100 de supermercado e cerca de €80 em transporte. O total é de €553,50 só de contas fixas. “Ou seja, €147 restam para sair, viajar e demais despesas que possam surgir, tendo em vista que beber por aqui não é nada barato”.

Thiago Dutra é redator publicitário e está na Irlanda a quase 1 ano

Thiago Dutra é redator publicitário e está na Irlanda há quase 1 ano. Foto: Arquivo pessoal

Thiago possui uma carreira no Brasil e disse que decidiu voltar porque considera o dinheiro que recebe muito contado. Sim, como falamos, dá para viver, mas sem muitas regalias. A experiência é muito válida, mas para quem pretende construir uma carreira e uma vida na Irlanda, é preciso sair da zona de conforto e buscar por trabalhos que não sejam os chamados “subempregos”. Mas aí vem alguns empecilhos: o passaporte, a qualificação, o inglês e etc.

Depois de algum tempo, com um pouco de dedicação o inglês evolui e as oportunidades de emprego também podem ser melhores. Nada é conquistado sem o mínimo de esforço, já que você está em um país de língua estrangeira, com uma cultura totalmente diferente. Busque descobrir o que pode ser um diferencial para crescer no mercado de trabalho.

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Para Gabriel Inácio, é possível viver com essa verba, mas ele conta que o salário é só para o sustento dele na Irlanda. “Como trabalho aos finais de semana, eu já não saio mais como costumava sair antes, fato que fez meus gastos caírem consideravelmente. Meu aluguel é de € 375 por mês, mais € 8 de Internet e aproximadamente € 50 de luz a cada dois meses. Pago um aluguel caro, mas esse é o preço para viver em um lugar confortável e bem localizado.

O pouco dinheiro que sobra tenho juntado para viajar. Geralmente sobra algo em torno de € 100 para o mês seguinte. Como não podemos trabalhar mais de 20 horas semanais, a ordem aqui em casa é economizar energia.” Ele também recomendou as tradicionais house parties, que são as festas em casa, com uma cervejinha mais barata que sempre conseguimos encontrar nos mercados.

Gabriel mora em Dublin a quase 1 ano e pretende ficar mais tempo. Foto: Arquivo pessoal.

Gabriel mora em Dublin há quase 1 ano e pretende ficar mais tempo. Foto: Arquivo pessoal.

Como controlar os gastos?

Antes mesmo de vir para Dublin eu já saí procurando diversas planilhas para me adaptar ao fato de viver com o dinheiro controlado, e isso deu muito certo para mim! Comecei a fazer isso já no Brasil, alguns meses antes, para ir me habituando a sempre registrar todos os gastos. Enquanto os meus amigos gastaram os 3 mil euros nos dois primeiros meses, eu consegui o meu primeiro emprego no 4º mês que estava em Dublin e ainda tinha mais da metade do dinheiro que havia trazido, pois sabia exatamente o quanto eu podia gastar. E no final das contas isso ajudou muito na verba que eu tive para viajar.

Organizar os gastos em planilhas ou utilizar aplicativos pode ajudar no controle das finanças. Foto: Shutterstock

Organizar os gastos em planilhas ou utilizar aplicativos pode ajudar no controle das finanças. Foto: Shutterstock

Um dos nossos entrevistados, Cesar Garcia, sugeriu um aplicativo para registrar tudo e não se perder com as finanças, chamado Monefy. É possível conectar o aplicativo em vários dispositivos. No caso de César, ele e a esposa instalaram no celular e todos os gastos são registrados pelos dois e atualizados em ambos os mobiles. Porém, o aplicativo só está disponível para Android.

Resumo da ópera

O E-Dublin perguntou a 30 estudantes brasileiros se é possível viver com 700 euros por mês:

20 responderam que sim, é possível se você controlar os gastos e economizar;

10 responderam que não, é preciso mais de 700 euros por mês para se manter.

Ter disciplina e segurar a onda não é fácil quando se está vivendo em um país totalmente diferente. Logo nos primeiros dias temos vontade de experimentar tudo, desde as comidas na rua, as guloseimas no supermercado até as dezenas de cervejas diferentes nos pubs (agora, falo por experiência própria!). Faça as contas e prepare sua planilha desde já, para aproveitar seu intercâmbio da melhor maneira possível e não ficar sem dinheiro antes da hora!

Revisado por Tarcisio Junior
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Sobre o Autor


Repórter e colaboradora do E-Dublin, tem 24 anos e é formada em Jornalismo desde 2012. Trabalhou com assessoria de imprensa, mídias sociais e telejornalismo. Saiu de Blumenau, Santa Catarina, para estudar inglês em Dublin, na Irlanda, mas descobriu que aprenderia muito mais que apenas um novo idioma. É apaixonada por fotografia, livros, viagens e novas culturas.

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