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Meu Intercâmbio

Quanto e como economizar dinheiro para o intercâmbio? 

Caroline Rodrigues postou em 01 ago 2016

Demorei cerca de dois anos para conseguir juntar todo o dinheiro necessário para fazer um intercâmbio. Foram meses muito valorosos, porque criei uma nova cultura de consumo, com a qual pretendo continuar vivendo. Após esta experiência, posso dizer a vocês, com certeza, que é possível, mesmo sem ter um salário extraordinário e pagando as despesas de casa, pois moro sozinha. As palavras de ordem são: planejamento e foco.

Antes de montar a estratégia para conseguir o dinheiro, eu procurei saber o quanto conseguir, por isso resolvi falar com amigos que estudaram no exterior. Neste momento ainda não sabia qual seria o meu destino, então procurei descobrir os valores de vários locais e períodos distintos. Resultado: fiquei perdida.

Mesmo confusa, fiz uma média, já que não há condições de ter um valor preciso, pois o orçamento depende, entre outras coisas, do câmbio. Estabeleci um intervalo entre o essencial e o ideal, sendo R$ 25 mil o mínimo e R$ R$ 35 mil o máximo (incluindo escola, passagens, dinheiro para gastar lá, estadia e demais despesas).

Cortando o desperdício na raiz

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Foto: Shutterstock

A primeira coisa que fiz foi uma planilha com todos os meus gastos, sem mentir. Percebi que eu era alvo fácil dos pacotes promocionais e muitos eu pagava sem sequer utilizar. Sabe aquele “negócio da china”? Os planos anuais em academia, clube, TV por assinatura, entre outras coisas… Cancelei os possíveis e utilizei os que sobraram, sem renovar.

Todo mês vinha descontado no meu pagamento uma taxa para uso de um clube, onde eu fui duas vezes no ano. Percebi que pagar por diária era mais vantajoso. Na academia, a mesma coisa: substituí um plano de seis meses por um que me dava direito a 24 dias de frequência. Ele é um pouco mais caro, mas eu passei três meses sem precisar renovar e paguei apenas pelo que consumi.

No caso da TV por assinatura, o mesmo cálculo. Era cobrado cerca de R$ 190 por mês e eu assistia só no final de semana. Normalmente, ficava nos canais GNT e/ou noticiários. Sendo assim, o pacote básico, de R$ 50, servia perfeitamente. Para suplementar, passei a usar a Netflix, ao custo mensal de R$19, para acompanhar séries e filmes.

Água, energia elétrica e celular também foram serviços que passei a controlar melhor. Até mesmo os gastos com supermercado, levando em consideração que muitas coisas eram desperdiçadas.

Tornei-me adepta do faça você mesmo e, assim, minimizei os gastos com a limpeza e manutenção da casa, bem como salão de beleza e afins.

Restringindo as compras

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Foto: Shutterstock

Fiz uma limpeza no guarda-roupa e doei as peças que não utilizava. A partir de então, esperava acabar algo para comprar um novo. Parece drástico e penoso, mas não é. Com o tempo, você percebe que não precisava daquilo. Era mais impulso.

Comecei a ler textos sobre consumo consciente e sustentabilidade. Percebi que a minha atitude não favorecia apenas o meu projeto de intercâmbio, favorecia o mundo.

A palavra parcelamento também foi retirada do meu vocabulário. Se tinha dinheiro para comprar, tudo bem. Caso contrário, não comprava.

Poupança forçada

Fiz alguns investimentos planejados, para resgate próximo da data de embarcar. Sabia que assim que o dinheiro saísse da minha conta corrente, não podia mais contar com ele, então me policiava nos gastos. Ainda programei uma transferência mensal para minha poupança e fazia de tudo para não resgatar nenhum centavo.

Tudo bem que alguns imprevistos tornaram esta meta inviável para todos os meses, mas o fato de tentar alcançá-la fez com que eu programasse melhor as noitadas e os gastos com bares e restaurantes. Não sou muito controlada com comida e bebida, então reduzi as minhas saídas – mas sem deixar de ir. O lado bom é que gosto de boteco mesmo, nada luxuoso.

Reta final

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Foto: Shutterstock

Um amigo me aconselhou a esperar melhorar a cotação do euro para fazer o contrato com a agência. Isto foi um grande erro. Quando percebi, faltavam apenas seis meses para minha viagem e nada estava organizado. Os valores também não variaram tanto e a espera gerou um estresse desnecessário.

Também acumulei na poupança todas as rendas extras, dois décimos terceiros e duas bonificações anuais.

Por fim, contei com um presente da minha mãe, que me ajudou com parte dos euros que eu precisava levar. Assim, concluí a minha saga em busca de grana e estou seguindo para a Irlanda.

Contabilidade final – 8 meses na Irlanda me custaram:

Passaporte: R$ 257,25

Escola, 15 dias de acomodação, seguro, transfer do aeroporto para casa: R$ 11 mil

Passagens (ida e volta): R$ 3,2 mil

Dinheiro para levar: R$ 12 mil (3 mil euros)

Total: R$ 26.457,25

Revisado por Tarcísio Junior
Imagens via Shutterstock
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Sobre o Autor


Caroline Rodrigues estudou Jornalismo na Universidade Federal de Mato Grosso e trabalhava em Cuiabá, onde perambulou por vários veículos de comunicação e assessorias de imprensa por 13 anos. Depois de tomar um café e conversar com amigos, achou que estava engaiolada e resolveu encarar um intercâmbio depois dos 30.

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